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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Despedir de uma personagem

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Nem sempre é fácil para um ator, despedir-se de uma personagem que, num determinado momento da sua carreira, interpretou.

É preciso tempo para despir aquela pele, para desligar daquela personalidade, para enterrá-la e poder preparar-se para o próximo papel.

 

 

Mas, e para quem está do lado de cá?

Também nos é difícil dizer adeus a algumas personagens com as quais fomos "convivendo" diariamente, seja através de um livro, ou de uma série?

Já vos aconteceu não quererem despedir-se de alguma personagem, de tão habituados que estavam a ela?

Não me importava...

 

de, por instantes, ser uma personagem de um qualquer livro ou filme, com uma quinta como cenário, cavalos, árvores, bolinhos caseiros na mesa, coisas simples, paz, liberdade, tranquilidade, tempo, e amor! Seria perfeito :)

 

Só para me esquecer que, aqui no mundo real, esta rotina diária de sobrevivência tira-me tempo para aquilo e aqueles que mais quero e gosto.

O prometido é devido

Primeiro vem a surpresa e o interesse. Em seguida, a expectativa! E, por fim, a opinião final!

Acabei de ler o livro do Jeff Abbott - Pânico - que há uns tempos atrás comprei. 

Posso dizer que não me decepcionou. Prendeu-me do princípio ao fim. A cada dia, a cada capítulo, a cada página, uma nova acção, um novo acontecimento.

Estamos a ler o livro, e sempre à espera do que virá a seguir.

Quando, a certa altura, as personagens têm um momento em que podem respirar fundo e acalmar, também nós sentimos essa pausa, com alívio. Mas logo surge algo novo que nos prende, de novo, a respiração. 

Imaginem que têm uma vida perfeitamente normal, um trabalho que gostam, uma família que vos adora, alguém que amam, e não há motivos para pensar que deixe de assim continuar.

Mas, de um momento para o outro, uma mãe com uma conversa estranha que é encontrada pelo próprio filho, assassinada em casa. Uma namorada que desaparece sem deixar rasto...

O filho, quase é assassinado também, mas um estranho vindo do nada resolve, aparentemente, salvar-lhe a vida.

A partir daí, ele não sabe mais o que pensar, não sabe mais em quem confiar e no que acreditar.

O seu objectivo: tentar encontrar o pai desaparecido, tentar descobrir a verdade, apanhar os culpados pela morte da mãe e fazê-los pagar por isso.

O autor conferiu ao personagem inteligência suficiente para, no meio de uma completa confusão em que se transformou a sua vida, ter a perspicácia de tomar muitas decisões que se mostraram adequadas, coragem suficiente para, apesar de tudo, não se deixar intimidar e fazer as suas próprias regras. A capacidade de, no meio do pânico e do desespero, manter, inesperadamente, o lado racional, tomando em certos momentos o controlo do jogo.

E, se de repente, todo o nosso mundo for uma mentira, se a nossa vida for uma farsa, se tudo aquilo que conhecemos e sempre tivemos como certo, deixar de existir?

É caso para dizer que o personagem viu, de um dia para o outro, a sua vida virar do avesso, e percebeu que nada era o que parecia!

Um enredo que envolve a CIA, o KGB, espiões por conta própria, agentes secretos, mistério, segredos de estado, traição e outros tantos ingredientes que fazem deste livro o sucesso que é.

Uma história emocionante de descobertas, de perdas, em que a única coisa que se mantém intacta é o carácter das duas personagens - Evan e Carrie, e o amor que sentem um pelo outro!

Vale a pena ler!  

 

P.S.: na minha opinião, tanto o Evan como a Carrie deveriam ser um pouco mais velhos.

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