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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Desafio de Escrita do Triptofano #11

Fugir à normalidade

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A caminho de uma gala solidária

 

Anacleta: Pablito, não queres fazer um desviozinho?

Pablo: Não posso, menina. Tenho instruções para a levar, sem demoras, à gala de beneficência.

Anacleta: Chato! Não te cansas de fazer sempre o mesmo? De ser assim tão certinho?  

Pablo: É o meu trabalho, menina. Se não o fizer bem feito, sou despedido. E se for despedido, não tenho como sustentar a minha família.

Anacleta: Podias sempre arranjar outro trabalho, mais divertido! Isto é uma seca. Sempre a mesma rotina, sempre as mesmas pessoas, sempre as mesmas malditas regras. Cada dia igual ao anterior. Não há nada pelo qual anseies. Que te faça querer viver. Olha para estes soldados! Todos iguais. Todos alinhadinhos. Que falta de personalidade!

Pablo: Não diga isso, menina. É apenas sentido de dever, e respeito para consigo e para com a sua família.

Anacleta: Tretas! Vá lá, Pablito. Vamos fugir um pouco à normalidade. Só hoje.

Pablo: A menina é teimosa! Não lhe expliquei já...

 

E parou de falar, ao ver que Anacleta já tinha tirado as roupas de cerimónia, e estava agora com uma t-shirt, calças e ténis.

 

Pablo: Mas o que é isso, menina?!

Anacleta (dando umas tesouradas na farda de Pablo): Isto?! Isto é a nossa desculpa perfeita! Agora que não estamos apresentáveis, podemos faltar à gala, e ir onde quisermos.

Pablo: A menina sabe os problemas que me está a arranjar? A mim, e a si! Ou acha que os seus paizinhos vão ficar contentes consigo?

Anacleta: Quero lá saber. Também já tiveram a minha idade! E, se calhar, também já quebraram as regras. Descontrai, Pablito. Vais ver que vais gostar!

 

Depois de umas horas a satisfazer os caprichos de Anacleta, Pablo dá-lhe a entender que está na hora de regressarem, e enfrentarem as consequências daquele acto de rebeldia.

E lá voltam, Pablo receoso, e Anacleta cansada e pensativa, a caminho de casa.

 

Às tantas, diz Anacleta: Sabes, Pablito, não percebo porque é que as pessoas são todas tão diferentes onde estivemos.

Pablo: Então, menina? Ainda há pouco se queixava de tudo ser sempre igual. 

Anacleta: Eu sei, Pablito. Mas é que se tudo for diferente, não nos encaixamos em nada. Sentimos que não pertencemos a nada.

Pablo: Mas não era isso que a menina queria? Ser alguém diferente?

Anacleta: Sabes que mais? Acho que afinal, até gosto da minha normalidade. É bom estar de volta.

Pablo (pensando para com os seus botões): Pelo menos ganhou juízo.  Sempre serviu para alguma coisa.

 

Anacleta (ao fim de uns instantes, como que lendo o pensamento de Pablo): Mas sabes que, mais dia, menos dia, vamos fazer outra escapadinha! Sabes porquê?

Pablo: Não faço ideia, menina.

Anacleta: Porque é a única forma de nos relembrar daquilo que temos, daquilo que somos, e do quão gratos devemos estar. De nos relembrar de que nem tudo é sempre bom, mas também nem tudo é sempre mau. De querer voltar para onde, antes, queríamos sair. Estás a perceber?

Pablo: Sim, menina. A única forma de lidarmos e aceitarmos a normalidade, é fugindo dela, de vez em quando.

Anacleta: Olha! Até que és um sábio companheiro de aventuras, Pablito! Quem diria...

 

 

Texto escrito para o Desafio de Escrita do Triptofano

 

Também participam:

Maria Araújo

Ana D.

 

 

Fiz um teste de personalidade e...

Teste de personalidade

 

... foi este o resultado, tendo em conta que a primeira diferença que vi na imagem foi as "Flores":

 

"Tens uma visão muito especial da vida. Dás importância para as coisas mais simples, que muitos optam por ignorar, e trazes uma nova perspectiva para todas as situações da tua rotina.

Consegues fazer o dia de alguém mais feliz com apenas algumas palavras ou um abraço, e tens uma grande capacidade de entender as pessoas apenas olhando nos olhos.

Além disso, também és muito forte e motivado. Dás o seu melhor em tudo aquilo que fazes e não vês os outros como competidores, mas como parceiros, e sempre te mostras presente para oferecer apoio àqueles que mais precisam. A tua natureza criativa e a tua dedicação são qualidades realmente especiais."

 

 

Penso que, de uma forma geral, combina comigo mas, verdade seja dita, à excepção do sol, qualquer um dos outros resultados tem aspectos com os quais me identifico!

 

Podem fazer o vosso AQUI

 

 

 

 

 

Os ciúmes e as inimizades dentro das amizades

Imagem relacionada

 

 

É mau.

É lixado.

Pode ser difícil de gerir.

Pode gerar mal estar e, em último caso, arruinar a amizade.

 

 

A "I" tem uma amiga "I", uma "B", e uma "S".

A amiga "I" tem ciúmes da amizade entre "I" e "S".

A amiga "I" não gosta da amiga "B".

E a "I", está no meio, a tentar lidar com isso, porque todas elas são suas amigas!

 

Alguém já se viu numa situação semelhante?

 

 

Por vezes, chegam amigos novos à nossa vida, mas não significa que os mais antigos tenham perdido o valor ou a importância que tinham, nem o lugar na nossa vida.

Os nossos amigos não têm que ser todos iguais.

Cada um deles, complementa, acrescenta, e traz algo diferente à amizade, com a sua própria personalidade e forma de ser.

Gostamos deles, precisamente, por essas mesmas diferenças. 

E, por isso mesmo, não há razões para ciúmes, porque cada uma tem o seu próprio valor.

 

 

Claro que não podemos obrigar as nossas amigas a gostarem, entre si, umas das outras, ou tão pouco a se tornarem amigas.

Mas, da mesma forma, nenhuma delas tem o direito de interferir na nossa amizade com uma ou com outra, só porque não se dão bem.

 

 

A melhor forma possível de lidar com isso é estarem juntas em momentos diferentes, em situações diferentes. No entanto, naquelas ocasiões em que é inevitável estarem todas juntas, é fundamental dividir a atenção e a disponibilidade, por todas e interagir, na mesma medida, com todas. 

 

 

Os problemas ou motivos para não se darem bem ou não se querem relacionar só elas saberão, e é algo que só elas deverão resolver entre si.

Meter-nos no meio, com ciúmes, chantagens, cobranças ou ultimatos, nunca trará bons resultados para ninguém.

 

 

 

 

 

Quando o "eu" é anulado pelo "nós"

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Numa relação, existem sempre duas pessoas que, antes de formarem um casal, já existiam individualmente.

Cada uma com a sua personalidade, identidade, características, qualidades e defeitos, sonhos e aspirações, objectivos e metas.

A partir do momento em que nascemos, somos um "eu", que nos acompanhará por toda a vida.

Quando estamos numa relação, esse "eu" deve continuar a coexistir com o "tu" e com o "nós".

Porque "eu" sou assim, "tu" és assim, e "nós" somos a junção dos dois, o complemento um do outro, o equilíbrio entre as duas partes.

 

 

Se deixamos que o "eu" seja anulado pelo "nós", é como se deixássemos de existir enquanto pessoas individuais, e passássemos a existir unicamente enquanto casal. 

E isso não é benéfico para ninguém. Nem para a pessoa que se anula, que vive exclusivamente em função do nós, que deposita aí toda a a sua energia e pensamento, esquecendo-se de si próprio, nem para a pessoa que continua a saber separar as águas, que se começa a sentir sufocada e esgotada, por do outro lado não perceberem que para além do "nós", há um "eu" que não quer, nem deve, ser apagado.

Se quem se anula começa a exigir o mesmo do outro, quem se mantém firme percebe que a pessoa que tem ao seu lado não lhe interessa, que não tem a sua própria individualidade, que não traz nada de seu.

 

 

Ao vermos o programa "Casados à Primeira Vista", eu e o meu marido vamos discutindo as personalidades dos concorrentes, nomeadamente, do Hugo.

O meu marido "defende" o Hugo, diz que ele tem um bom coração, que está iludido, e que a Ana não está a fazer jogo limpo, daí muitas das suas acções. Ah e tal, o Hugo ficava melhor com uma pessoa como a Daniela ou a Eliana.

E eu contraponho: do Hugo, qualquer mulher quer distância. Nenhuma mulher conseguiria ter uma relação com um homem assim.

O meu marido diz que se identifica com o Hugo, e que também já foi assim.

Eu contraponho: pois eras, não a este ponto tão doentio, mas mudaste, senão já não estaríamos juntos.

 

 

É provável que o seu comportamento esteja a ser condicionado pela pressão, pelo programa, pelo facto de a Ana não querer saber dele para nada. É provável que, com uma mulher que se mostrasse mais interessada, mais aberta, mais disponível, mais carente, as coisas funcionassem, no início. Mas, chegaria o momento em que até elas quereriam o seu espaço, o seu tempo. Quereriam manter o seu "eu", e um homem assim não o permitiria porque, para estas pessoas, a partir do momento em que há uma relação, o "eu" e o "tu" têm que ser sacrificados, em prol do "nós".

E, tal como há homens assim, também há mulheres que pensam desta forma.

Quando de uma parte começa a haver exigências, cobranças, conflitos porque se anularam totalmente, e não vêem o mesmo sacrifício do outro lado, está aberto caminho para o fracasso.

A culpa? Será daquele “eu” que não se anulou, ou daquele “eu” que decidiu apagar-se?

Sobre o Casados à Primeira Vista

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Isto do "à primeira vista" tem muito que se lhe diga.

Uma coisa é certa: digam o que disserem, a imagem conta muito à primeira vista. Não é algo premeditado, é inato. 

Seja em que situação for, é na imagem que reparamos sempre primeiro e a reacção é, quase sempre a mesma: interesse se nos agradar, desinteresse, se não for aquilo que esperávamos.

A partir daqui, existem várias hipóteses. A imagem agrada e as pessoas têm interesse em conhecer-se melhor, ainda que possa não resultar. A imagem não agrada, e não há um mínimo esforço para conhecer melhor as pessoas. A imagem não é bem aquilo que esperávamos, mas até pode ter qualquer coisa, e dão uma oportunidade.

 

 

A minha primeira relação, surgiu da premissa "não nos conhecemos minimamente mas, vamos lá experimentar". Durou quase 6 anos.

A minha segunda relação, foi construída nesta base "conhecemo-nos há pouquíssimo tempo mas, porque não?". Dois anos de namoro levaram a um casamento de quase 6 anos, e uma filha.

Com o meu actual marido, havia afinidade, havia atracção. Pouco mais de um mês depois de nos termos conhecido já namorávamos. Estamos juntos há quase 9 anos.

O que levou duas pessoas que, em cada um dos casos, pouco se conheciam, e foram conhecendo ao longo da relação, a estarem juntas tanto tempo, mesmo quando surgiram as diferenças?

Tentativas. Esforço. Compreensão. Dedicação. Vontade.

Depois disso, se não der, não dá. Mas, pelo menos, tentámos que desse certo.

 

 

Relativamente ao programa "Casados à Primeira Vista", não seria algo muito diferente, à excepção de se começar logo pelo casamento.

Mas, o que leva, realmente, os concorrentes a participarem neste formato? Estão mesmo à procura de encontrar alguém para uma relação séria, e tentam aqui, como tentariam em redes sociais ou apps amorosas? Ou existem muitos outros motivos para os levar a concorrer, que pouco têm a ver com a finalidade do programa?

Sejam quais forem as razões, tudo o que vão viver será passado na televisão, acompanhado ao pormenor, pelo que, logo aí, pode causar constrangimentos, porque querem privacidade, tempo, espaço, e há um programa que tem que ir para o ar com alguma coisa que capte as audiências, seja romance, sejam discussões, sejam momentos mais picantes, seja polémica.

É difícil haver naturalidade ou espontaneidade sob pressão.

Aliás, se analisarmos bem, mal começou o programa, começámos a ver surgir notícias de que concorrente "x" esconde segredo, concorrente "y" já foi isto, concorrente "z" não sei que mais. Muito ao género "Casa dos Segredos" e afins.

A escolha dos concorrentes não foi ao acaso. Escolheram quem poderia dar que falar.

 

Por outro lado, o amor é algo tão abstracto e incompreensível, que nem os melhores profissionais têm o condão de, com a sua experiência, considerar quem é melhor para quem, quem se dará bem com quem, quem melhor funcionará com quem.

E sim, pode até, no meio de todo este show, haver algum casal que, de facto, siga o seu caminho junto mas, a maioria, sabemos de antemão, mal acabe o programa e o seu tempo de antena, seguirá caminhos separados, dando a experiência por fracassada. 

Já houve, noutros países, houve algum casal que tivesse funcionado, e que ainda esteja junto?

 

 

Quanto aos casais da edição portuguesa, e pelo que tenho visto sobre eles, é esta a minha opinião:

 

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas a sorrir, casamento

 

Lídia e Francisco - Até agora, o Francisco pareceu-me mostrar-se como realmente é. E não tem nada a ver com a Lídia! É daqueles casos que, ou os opostos se atraem, ou se repelem sem volta a dar. Parece que aconteceu a segunda hipótese, segundo consta.

Sobre a Lídia, tinha lido que era uma bruxa, psicopata, fria. Não sei até que ponto o será. Mas não me identifiquei com as opiniões que li. Eu vi uma Lídia que, apesar de gostar de riscos e aventura, e de se apelidar de louca, no fundo até poderou, no momento da verdade, se era mesmo aquilo que queria. Vi uma Lídia que já passou por muito na vida. Uma Lídia que foi condenada por deixar o primeiro marido, só porque ele estava doente, mas muitas dessas pessoas que condenam esta atitude, teriam provavelmente, feito o mesmo. Não é fácil cuidar de uma pessoa que, de um momento para o outro, fica naquele estado em que o marido ficou. Não é fácil ver o antes, e o depois. Não é fácil, nem mesmo para o marido, saber que a relação nunca será igual, que não poderá fazer feliz a mulher. Por vezes, as pessoas deixam mesmo de viver, anulam-se, para cuidar dos seus. Até chegar a um ponto em que não dá mais, porque nem se etão a ajudar a si, nem a quem cuidam.

A Lídia traz uma grande bagagem consigo, e obstáculos que serão difíceis de ultrapassar. Por baixo de toda aquela independência, força, determinação que tem em termos profissionais, pode estar uma pessoa carente, cautelosa e insegura no que respeita ao amor. Mas isso só quem a conhece saberá.

E sim, tens uns olhos intimidantes mas, olhando para o filho e para a irmã, com olhos semelhantes, pareceram-me bem mais sinistros que ela própria!

 

 

A imagem pode conter: 1 pessoa, casamento e ar livre

 

Daniela e Daniel - que originalidade! Tinha lido que eram o casal mais sincero, que seria o que mais hipóteses teria de resultar. Pelo que vi, o Daniel parece estar a interpretar um papel de cavalheiro romântico, que não é na realidade. As atitudes dele não convencem, não parecem sinceras. Já a Daniela, parece-me uma falsa sonsinha. Há qualquer coisa que não me inspira neste casal.

 

 

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas a sorrir, casamento

 

Ana e Hugo - parecem-me o casal que mais se está a divertir com esta experiência, sem se preocupar muito com o que irá dali resultar. Que seja bom enquanto durar, nem que seja meia dúzia de dias. O que se pode pedir mais? Luxo, férias, boa vida à conta de um programa de televisão, e em boa companhia, o que se pode pedir mais?!

 

 

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas a sorrir

 

Sónia e João - Ela é demasiado impulsiva, demasiado vingadora, demasiado frontal, demasiado dramática, demasiado senhora do seu nariz, demasiado dominadora, demasiado apaixonada por outro, para dar qualquer atenção que seja ao João. E este casamento à primeira vista foi demasiado para ela. Já ele parece-me alguém que, de facto, estava empenhado em que algo resultasse desta experiência. Parece ser ele mesmo, apesar de estar num programa em que é suposto actuar.

 

 

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Eliana e Dave - a princesinha que pode, ou não, virar bruxa a qualquer momento. E um príncipe escondido em pele de sapo. Ele quer mesmo que isto resulte. Ela, mais animada no início, embora não tenha gostado especialmente do "pacote", está agora a dar algumas dores de cabeça ao homem.

 

 

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Graça e José - talvez o casal mais velho do programa, mas igualmente com direito ao amor. Tirava a barba ao José, fá-lo ainda mais velho. Já têm idade e maturidade para ter juízo, para formarem um casal companheiro e cúmplice, e estão a fazer por isso. No entanto, apesar de a maioria o considerar um dos casais favoritos, não me inspira muito. Não vou muito com a Graça, por nenhum motivo em especial, apenas primeiras impressões de quem não a conhece para além daquilo que é mostrado.

 

 

E por aí? Vêem? 

Têm algum casal favorito? 

Qual é a vossa opinião sobre o programa?

 

Imagens Casados À Primeira Vista