Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Deixar os outros confortáveis, deixa-nos confortáveis também?

Como Impedir as pessoas de te manipularem emocionalmente

 

Ao longo da vida, vamo-nos deparando com situações em que parece que destoamos, que não nos encaixamos. Ou as pessoas assim nos fazem crer.

Então, para que sejamos aceites, para que possamos "encaixar", moldamo-nos àquilo que é esperado de nós. Ou fazemos ainda mais, mudando a nossa forma de ser, para nos podermos integrar, e seguirmos o caminho que escolhemos.

No fundo, tentamos deixar os outros confortáveis com a nossa presença, para que não nos criem obstáculos, e tenhamos a vida um pouco mais facilitada ou, pelo menos, mais calma, sem levantar ondas, tentando passar o mais despercebidos possível.

 

Mas, até que ponto, agir de forma a que os outros, ao nosso redor, se sintam confortáveis com a nossa presença, faz-nos sentir mais confortáveis?

Será mesmo verdade que é conforto que nós sentimos? Lidamos bem com isso? Fazemo-lo sem esforço?

Sentimo-nos realmente bem com isso?

Ou será apenas uma ilusão? Um alívio por não termos que estar constantemente a lutar? Um atenuante? Uma pausa que nos deixa mais confortáveis, durante aquele período de tempo?

 

Será uma trégua temporária em relação aos outros, ou o início de uma luta interior entre aquilo que somos e pensamos, e aquilo que "somos obrigados a ser e pensar", enquanto não chegamos à meta?

 

Num dos episódios de The Good Doctor, Claire afirmava que, em toda a sua vida, tinha tentado deixar os outros confortáveis com a sua presença. E que, ainda agora, depois de se formar como médica, o continuava a fazer.

E às tantas, dizia ela para o colega "Mas tínhamos que o fazer, não tínhamos? Para chegar até aqui?"

 

Talvez...

Mas torna-se cansativo. 

E a verdade é que, como já percebemos, não conseguimos agradar a todos.

No fundo, é como se nos anulássemos. 

Deixamos de ser nós. E como é que, deixando de ser nós, isso nos fará sentir confortáveis?

Há pessoas que não nasceram para lidar com os da sua espécie

Desenho de Galo mal-humorado pintado e colorido por Usuário não registrado  o dia 18 de Outobro do 2016

 

Nem tão pouco lidar com burocracias chatas, mas necessárias.

Hoje recebi um email. Vinha com assunto, mas sem conteúdo. Pode ter sido engano do remetente. Acontece a todos. Pode ser um problema do meu email (duvido, mas...). Também acontece.

Respondi à pessoa que, embora tivesse recebido o email, como não tinha conteúdo, não consegui perceber, pelo assunto, o que era pretendido.

Logo em seguida, a mesma pessoa, talvez dando conta do erro, envia um novo email, desta vez com o texto.

E, segundos depois, em resposta ao meu, escreve esta preciosidade:

 

"Boa tarde, 

O texto já enviado 2x é o seguinte...."

 

Pela resposta, parecia uma adulta irritada com crianças que a estão a fazer perder tempo, só porque não prestam atenção às coisas. 

Mas quem se irritou com esta resposta fui eu!

Tendo em conta que o primeiro email veio sem texto (daí ela ter enviado novamente), eu só recebi uma vez.

E se ela não o queria estar a enviar de novo, podia simplesmente dizer que, entretanto, já tinha enviado um email, e para eu confirmar se tinha recebido.

Mas não. Preferiu ser rude.

 

Confesso que, desde o ano passado, não vou à bola com esta pessoa. Acho-a, por vezes, injusta, demasiado crítica, e picuinhas. 

Mas, talvez pelo nível de exigência e perfeccionismo que exige aos outros, tivesse a consciência e o dever de, também ela, o ser para com eles.

No entanto, o que vejo é alguém que não nasceu para tratar de questões burocráticas, chatas (como sabemos e todos se queixam), que fazem dispender o tempo de quem assume esse cargo, mas necessárias.

E também me parece duvidoso que tenha nascido para lidar com os seus semelhantes. 

 

Pessoas que se armam em polícias de trânsito

Oficial Da Polícia De Trânsito Em Uniforme Com Colete De Alta Visibilidade  Em Pé Com O Cão De Serviço, Personagem De Policial Na Ilustração Vetorial  De Trabalho Em Um Fundo Branco Ilustraciones

Na zona onde vivo andaram a mudar algumas regras e sinais de trânsito.

Por conta disso, a rua que, habitualmente, fazíamos de carro, para ir ter à nossa casa, está agora interdita ao trânsito, para quem não seja residente.

E o mesmo fizeram noutras, o que para mim acaba por não fazer muito sentido visto que, nessas ruas, apenas moram 3 ou 4 pessoas.

Agora, obrigam as restantes a dar uma volta maior.

Não percebi bem qual foi o objectivo. Se é por quererem tirar o trânsito naquela zona histórica, ou por qualquer outro motivo.

 

Os sinais estão activos desde sexta-feira, penso eu. É recente, e ainda há pessoas que não perceberam, que não ligaram e seguiram adiante. Ainda hoje passou por lá uma carrinha de obras.

Seja como for, quem tem que controlar isso é a polícia.

 

Mas há sempre quem não tenha mais nada que fazer, quem passe a vida sentado numa esplanada na conversa e a comer e beber. Quem tenha a mania de se meter onde não é chamado, e armar-se em polícia de trânsito. Até porque a esplanada fica mesmo ao lado dos sinais!

 

Ontem, o meu marido estava a chegar do trabalho e ia entrar na rua do costume quando o homem começa a reclamar com ele, que não podia ir por ali, e se não via os sinais.

O meu marido respondeu que sim, estava a ver, mas também dizia lá na placa em baixo "excepto residentes". 

E o homem, então, pergunta: "mas você mora nesta rua?"

 

Mas que raio tem o homem a ver com isso?

Quem é ele para estar ali a abordar as pessoas (o meu marido não foi o primeiro)?

Será que recebe comissão, por cada condutor que faz parar para ensinar o significado dos sinais? Vai perguntar a cada um se mora ali ou não?

Se está com falta do que fazer, vá trabalhar.

 

Para começar, acho que ninguém tem que dizer nada a quem por ali passa, porque não sabe da vida dessas pessoas (se bem que estes parasitas, como passam a vida ali, já devem ter feito um estudo aprofundado dos residentes). 

Mas até compreendia a abordagem, se a forma como a fez fosse outra. Do género "olhe que agora tem aqui novos sinais, tenha atenção, que a polícia anda aí a controlar".

Não da maneira como o fez.

Pessoas que entram e saem das nossas vidas

Nenhuma descrição de foto disponível.

 

Existem pessoas que entram nas nossas vidas sem o esperarmos.
Algumas chegam como um furacão, arrebatam-nos, levam-nos a entrar num turbilhão de emoções, e partem como se nunca tivessem passado por nós, deixando para trás o rasto da destruição que provocaram. Deixando-nos a tentar unir os cacos, a reerguer-mo-nos, a superar a tristeza e a desilusão.


Outras, chegam de mansinho. Não nos apercebemos logo delas, mas estão lá.
E, com o tempo, os nossos olhos abrem-se para quem está ali à nossa frente, e o coração, sarado, volta a sentir felicidade, paixão, amor.
De repente, a nossa vida ganha mais cor, os nossos dias iluminam-se de um brilho especial, tudo fica mais fácil, mais emocionante, mais divertido, mais forte.
São pessoas com as quais nos sentimos bem, seguras, que sabemos que estão lá, nos bons e nos maus momentos, que não nos deixam cair, que nos apoiam e incentivam, que fazem tudo valer a pena.


Se essas pessoas ficarão para sempre nas nossas vidas, ninguém o poderá saber com certeza. Talvez sim… Talvez não…
Mas, mais importante que isso, são os momentos que se vivem juntos. As aventuras, os sorrisos, as brincadeiras, os gestos, as palavras, o carinho, a amizade, o amor que se sente, os abraços, os beijos, o aconchego, a paz, tudo o que de bom as pessoas sentem quando estão juntas.


E que, um dia mais tarde, possam recordar, sozinhas, numa outra vida, todas as histórias que viveram, e que fizeram de delas as pessoas que em que se tornaram.
Ou juntinhas, a relembrar como a sua história começou, e o que ainda lhes reservará no futuro!

Pessoas mentais versus pessoas emocionais

A importância da inteligência emocional para uma vida mais saudável

 

Nem uma pessoa mental é um cérebro vazio de sentimentos, bem uma pessoal emocional é um coração sem pensamento.

 

Nem sempre as pessoas mentais são inevitavelmente sérias, tal como nem sempre as pessoas emocionais levam a vida constantemente na brincadeira.

 

Só porque uma pessoa não age por impulso, não se atira de cabeça, nem é movida a pressa, preferindo tomar decisões depois de refletir sobre as mesmas, não significa que não sinta. Que tenha uma pedra ou um bloco de gelo no lugar do coração.

 

Da mesma forma, nem sempre as pessoas que dão muitas vezes ouvidos ao coração, e agem de acordo com o que estão a sentir no momento, estão a mostrar que têm um cérebro oco e não pensam no que fazem.

 

Simplesmente, há quem tenda a seguir mais o que lhe diz a mente, e quem siga mais o coração. E não há problema nenhum com isso. 

Há é ocasiões em que um é mais necessário que o outro e, por vezes, ser-se uma pessoa ou outra, nas situações erradas, que pediam exatamente o oposto, corre menos bem.

 

As afinidades não são, necessariamente, mais regulares entre pessoas semelhantes, tal como os atritos, não se baseiam no facto de a pessoa ser mais mental ou emocional do que outra, porque até mesmo dentro do mesmo género podem ocorrer.

 

Eu diria que sou mais mental do que emocional. Embora possa pender exageradamente para qualquer dos lados, consoante as circunstâncias.

E por ai?