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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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The Voice Portugal - 5ª Prova Cega

Foto de The Voice Portugal.

 

As provas cegas estão a chegar ao fim, mas ainda vão reservando algumas surpresas, umas positivas, outras nem tanto.

 

 

As actuações que mais gostei foram estas:

O Paulo - rapaz de poucas falas, directo, mas grande artista em palco, pelo menos nesta actuação. Que continue assim, porque o que queremos é bons artistas, e que nos prendam pela forma como cantam, e não pela conversa.

 

A Margarida - independentemente de ser "querida" ou "fofinha", que não é isso que se está ali a avaliar, adorei o timbre dela e a forma como cantou. Se se adaptará a outros estilos, é o que veremos daqui em diante.

 

O Ricardo - das melhores actuações da noite, excelente escolha de música, e com um timbre espectacular.

Espero que vá longe e ainda nos surpreenda muito.

 

 

A revelação:

Já na edição anterior afirmei que, das três meninas, a Marta era a única que cantava. Naquele trio, ainda que com alguma sorte, acabou por ser prejudicada.

Voltou nesta edição, sozinha, e completamente diferente, tanto fisicamente, como em termos de postura e a nível vocal - muito melhor. 

Quero ver até onde conseguirá chegar nesta edição, agora com um mentor diferente, para reforçar ainda mais que esta é uma história diferente. 

 

 

As piores actuações da noite:

O nome não me é estranho, mas acho que nunca ouvi cantar a Célia Lawson na vida, apesar de até nos ter representado no Festival Eurovisão da Canção. Pode ter cantado bem noutros tempos, e até ter feito sucesso.

Nesta prova cega, mostrou-se uma das piores concorrentes da noite. E não digo isto por já estar farta de ouvir esta música, digo-o porque ela conseguiu "assassinar" a música. Não tendo o poder vocal que a música pedia, contornou essa questão, mas não da melhor forma.

 

 

O Cláudio - conseguiu estragar uma das minhas músicas preferidas dos Avicii. Gostei do timbre dele, tem ali qualquer coisa que marca, mas depois tudo o resto foi medíocre. Má escolha de música, talvez?

 

 

Quanto aos restantes, não percebo como é que viraram a cadeira para a Inês, e não viraram, por exemplo, para a Jessica ou, ainda mais, para a Taly.

A Raquel - tive dificuldade em perceber se aquilo é tudo garra.

O Pedro cantou muito bem o fado mas, irão colocá-lo a cantar sempre nesse registo, como fazem com os concorrentes de lírico? Ou vão colocá-lo à prova noutros registos? E será que ele nos vai surpreender?

O Ferr, cantor do mundo, não convenceu os mentores, ainda que os tenha posto a dançar. Já o Jorge, teve mais sorte, mas vai ter que mostrar muito mais. 

 

Imagens The Voice Portugal

A melhor, a pior e a mais injusta das batalhas!

Estou a referir-me, claro, às batalhas do The Voice Portugal!

 

A melhor batalha

Pedro, Vanessa e Alex - estiveram os três muito bem, com o Alex em vantagem mas com uma atitude muito egocêntrica, o Pedro a dar luta, e a Vanessa a não se deixar apagar no meio deles. 

 

A pior batalha

Entre estes dois, venha o diabo e escolha! Estragaram completamente a música do Agir, cada um à sua maneira, o que foi mau de se ver, e um atentado aos ouvidos. 

 

A mais injusta

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Injusta, porque dificilmente alguém conseguiria bater a Deolinda, independentemente de quem travasse a batalha com ela. Já era uma batalha ganha, ainda antes de entrar no ringue.

A Deolinda é, para mim, uma potencial vencedora do programa, uma das melhores vozes e intérpretes que lá estão. E de uma grande humildade!

Para ela, salvarem a Ana foi um peso que lhe tiraram de cima.  

 

 

Imagens The Voice Portugal | RTP

Porque é que temos tendência para pensar sempre o pior?

 

 

Quem me conhece já sabe que não costumo ser uma pessoa muito positiva dependendo, obviamente, da situação em si, e das circunstâncias. 

Há quem considere que isso é um grave defeito, mas eu prefiro ser "realista" e ter os pés bem assentes na terra, do que sonhadora e viver num mundo que só existe nos nossos sonhos.

Claro que, quando as coisas acontecem aos outros, tento sempre puxar pelo meu positivismo, ou desvalorizar a gravidade das situações. Mas quando me diz respeito, ou mais precisamente, à minha filha, vejo-me várias vezes a pensar o pior.

O episódio de ontem só veio comprovar esta teoria.

A minha filha tem o hábito de me ligar quando sai da escola, e quando chega a casa, para eu ficar mais descansada. Ontem, como sempre, ligou quando estava a sair. Como estava entretida com o trabalho, nem reparei nas horas, até porque algumas vezes ela liga um bom bocado depois de chegar a casa.

Entretanto, recebo uma chamada do meu pai a perguntar pela minha filha, porque ainda não tinha chegado a casa. Activou-me logo o botão "alerta vermelho"!

Já tinha passado mais do dobro do tempo que ela leva no caminho da escola a casa. Liguei logo para ela. Tinha o telemóvel desligado! 

Ainda com algum poder de discernimento, lembro-me de ligar para o meu marido, para saber se por acaso ela estaria com ele. Não me atendeu.

A esta altura já eu estava numa pilha de nervos, a pensar o pior!

Felizmente, ao fim de uns minutos, a minha filha ligou-me a dizer que estava a chegar a casa. Afinal demorou porque esteve à espera de uma colega de turma, para ver se vinha com ela e com a mãe para casa de carro, mas acabou por não ter boleia. Não passou de um valente susto.

Mas porque é que o ser humano tem tendência para pensar ou esperar sempre o pior? Será um mecanismo de defesa? Querer estar mentalizado ou preparado para a pior das hipóteses, para não ter surpresas? Não se iludir para não se decepcionar? Não criar muitas expectactivas para não correr o risco de vê-las cair por terra? Será o pessimismo uma característica enraizada na personalidade de algumas pessoas?

Talvez um pouco de tudo isso. E daquilo que nos rodeia, do mundo em que vivemos, daquilo que presenciamos, ouvimos ou conhecemos. 

Mas tenho para mim que até as pessoas mais positivas sentem, de vez em quando, medo, dúvida e apreensão, e vêem-se, algumas vezes, confrontadas com o seu lado mais negativo, ainda que jurem a pés juntos que isso nunca acontece. E, da mesma forma, embora o possam negar, as pessoas mais negativas também têm esperança, sonhos e expectativas, e conseguem pôr o pessimismo de parte em algumas ocasiões!  

 

 

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