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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre as nuvens...

Há-as de todos os tamanhos e feitios.

E de todas as cores.

Quando pensamos que já vimos todas, e que são todas iguais, elas encarregam-se de mostrar que conseguem sempre tornar-se diferentes, e surpreender.

Há as que parecem montinhos de algodão. E outras, que parecem montanhas.

As que formam uma espécie de campo de lapiás.

Há as "pinceladas".

E as que fazem lembrar os ossos do esqueleto humano!

Há as que nos levam a imaginar as mais diferentes formas.

As leves e suaves, que nos transmitem paz e tranquilidade. E as pesadas, que nos fazem temer o que trarão.

As imaculadas. E as que mais parecem espuma suja de lavar roupa.

Muitas vezes, correm rápido pelo céu. Outras, parecem ficar ali no mesmo sítio por horas.

Por vezes, disputam o céu umas com as outras.

Uma das vantagens de andar a pé, é poder observar tudo isto. Todas elas.

E ficar deslumbrada todos os dias!

 

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Será a vida, realmente, aleatória?

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Excerto de uma conversa entre Alexis e Ander, no terceiro episódio das histórias curtas, da série Elite:

 

"A vida é aleatória, Ander.

Um dia tens saúde, no outro tens cancro.

Não faz sentido.

Gostamos de pensar que faz, que tudo acontece por uma razão. Mas não.

O cancro não é castigo nem a cura é um prémio.

Falamos de "vencer a batalha contra a doença".

Tretas.

Se achas que recuperaste porque lutaste e eu vou morrer...

Porquê? Não lutei o suficiente?

Perdi?

Não fuciona assim.

Mas gostamos de pensar que os nossos atos importam.

Que temos algum poder sobre o futuro.

A coisa mais fodida desta merda foi descobrir que não temos."

 

 

Será a vida, realmente, aleatória?

Será que tudo o que nela acontece é obra do acaso?

Como uma roleta russa, que nunca sabemos em que número irá calhar?

Como uma bala perdida, que nunca sabemos em quem, ou no quê, irá acertar?

Como uma bola que se tira de entre muitas?

Ou um bilhete, de entre todos os que o acompanham?

Como um sorteio permanente, em que temos tantas probabilidades de ter sorte, como de ter azar?

 

Será que queremos mesmo acreditar que temos algum poder, ou influência, no que quer que seja, mas não passa de uma ilusão?

De algo a que nos agarramos para ter esperança?

De algo que usamos como combustível, para não nos deixarmos ir abaixo?

 

Ou pelo contrário, as coisas têm, de facto, uma razão para acontecer?

Razões desconhecidas, e difíceis de entender ou explicar, que os mais cépticos se recusam a aceitar, porque tudo aquilo que os ultrapassa, e ao seu conhecimento, é visto como irreal e inexistente?

 

Existirá mesmo uma relação causa/efeito na vida, ou tudo acontece porque calhou acontecer?

Escolhas

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Escolhas…

As escolhas fazem parte da vida.

 

Muitas vezes, é-nos dado esse poder. E que bom é ter a liberdade de fazê-las.

Ainda que nem sempre, de forma consciente, pensada, estudada, acertada.

Ainda que, por vezes, de forma impulsiva, apressada, inesperada.

São as nossas escolhas, o rumo que traçamos para seguir.

Somos os únicos responsáveis por elas.

Escolher implica opções, alternativas, hipóteses, oportunidades. 

Significa que, querendo, podemos sempre tentar mudar de direcção. Fazer novas escolhas.

 

Outras vezes, alguém as toma por nós.

Seja porque nos deixamos levar. Seja porque deixamos que o façam. Seja porque não queremos, ou não podemos, escolher.

Por vezes, essa hipótese de escolha surge como um "presente envenenado", que não queremos aceitar, mas que outros não se importam de receber.

Ainda assim, a qualquer momento, podemos pegar na rédea que entregámos a outras mãos, e passar a comandá-la nós mesmos.

 

E outras vezes, não há qualquer hipótese de escolha...

A Sereia de Brighton, de Dorothy Koomson

Bertrand.pt - A Sereia de Brighton

 

É o segundo livro que leio, desta autora.

Não o conhecia, até que alguém aqui no Sapo, falou sobre ele, e me despertou a curiosidade em lê-lo.

Não fazia ideia do que esperar, mas foi uma boa decisão tê-lo pedido como prenda de Natal!

 

Acho que, pela primeira vez, assim tão explicitamente, li uma história em que as protagonistas são negras, tal como a primeira mulher assassinada, que deu o nome à história e que ficou conhecida, à falta de conhecimento sobre a sua identidade,  como a "sereia de Brighton".

A trama alterna entre a actualidade, e os acontecimentos ocorridos ao longo do tempo, desde há 25 anos atrás, numa noite em que duas adolescentes, Nell e Jude, que não deveriam andar na rua àquela hora, dão de caras com um cadáver, na praia.

Após comunicarem às autoridades o sucedido, as duas adolescentes que, à partida, poderiam ser consideradas como testemunhas, são tratadas como culpadas, como "galderiazinhas", pela polícia, que as tenta intimidar e fazê-las confessar o que quer que estejam a esconder.

 

Racismo, violência física e psicológica, discriminação, bullying, abuso de autoridade. Tudo isto ocorre a partir de então, com Nell e toda a sua família, destruindo-lhes a vida.

Entretanto, Jude desaparece misteriosamente. Vão surgindo muitas outras mulheres assassinadas, mas nenhuma delas é Jude. O que lhe terá acontecido?

 

No ano em que se celebra o 25º aniversário sobre a morte da "sereia de Brighton", Nell está entre a espada e a parede, com o tempo contado para descobrir o que realmente aconteceu, sob pena de a vida da sua família, entretanto refeita, poder vir a desmoronar-se novamente.

Por outro lado, há quem não queira ver o mistério resolvido, e esteja disposto a tudo para que Nell fracasse nessa missão, eliminando todos os que, de alguma forma, puderem contribuir para a descoberta da verdade.

 

Uma história cheia de surpresas, de segredos, de mistério, numa contagem decrescente para a grande revelação, se chegar a acontecer...

 

Mais uma vez, este enredo prova que até as pessoas mais próximas de nós podem esconder-nos segredos, e que nunca chegamos a conhecer, verdadeiramente, algumas delas.

 

 

 

 

 

 

Quando o poder está nas nossas mãos

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De nada adianta termos um determinado poder nas nossas mãos, se nada de útil e benéfico fizermos com ele.

Há quem o tenha, e não o saiba usar.

Ou tenha medo de o usar.

E quem não o queira usar para outros fins que não sejam os seus próprios interesses.

 

Depois, há os que gostariam de mudar, de melhorar, de marcar pela diferença. Mas não têm poder para tal.

No entanto, se, e quando, esse poder lhes vai parar às mãos, cabe-lhes dar uso ao mesmo, e agir.

Um poder estagnado, ou mal usado, é um poder desperdiçado, que nunca trará a tão desejada mudança.