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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com José Manuel Macedo

 

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José Manuel Macedo nasceu em 1953, nas Cortes do Meio, no concelho da Covilhã.
Embora desde jovem gostasse de escrever, só publicou o seu primeiro livro, o romance “VIDAS CRUZADAS”, em 2014.


Em 2015 participou com um poema na Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho” Volume VI, organizada pela Chiado Editora, com três poemas na Coletânea Poética “Namorar é Preciso” Volume 5, organizada por Maria Melo, e com dois poemas na “XIX Antologia de Poesia” da Associação Portuguesa de Poetas.


Já nos anos de 2016 e 2017, para além da participação em diversas Antologias de Poesia, colaborou ainda no “Volume I do Mosto à Palavra”, uma coletânea de Prosa e Poesia, sobre o tema viagens no Alentejo, organizada pela Chiado Editora.

 

Este ano lança o romance "Uma Paixão Inesperada". Fiquem a conhecê-lo melhor nesta entrevista:

 

 

 

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Quem é o José Manuel Macedo?

JMM – Nasci em 1953, numa aldeia encravada na serra da estrela, bem perto da Covilhã. Sempre bem inserido na natureza, vivi a minha infância em ambiente rural, conhecendo bem as atividades relacionadas com a agricultura.

Fiz os primeiros anos de escolaridade em Castelo Novo, e quatro anos depois, já a trabalhar de forma oficial, frequentei em aulas noturnas a Escola Comercial e Industrial Campos Melo na Covilhã.

Marido, pai e avô, foi na área comercial que sempre trabalhei, até me reformar antecipadamente em 2011.

 

 

Como surgiu a sua paixão pela escrita?

JMM – O gosto pela escrita nasceu logo que na escola primária iniciei o conhecimento das letras e das palavras. Recordo que as redações que a professora me pedia para fazer, eram sempre classificadas por ela, de muito bom, e eu era o que se chama o “menino barra”, pois atribuíam-me a tarefa de revisar os trabalhos dos outros meninos.

Lia muito. Lia todos os livros que apanhava, e naquele tempo, não havia muitos. Uma biblioteca itinerante passava uma vez por mês pela aldeia e onde podia escolher alguns livros que levava para casa.

Quando adolescente e já depois jovem adulto, a poesia surgiu para equilibrar as tensões emocionais, resultantes do despertar da paixão. Nessa altura, comecei a escrever num caderno as primeiras páginas de uma história de amor, que muitos anos mais tarde viria a transformar-se num belo romance.

 

 

Embora esse gosto por escrever tenha surgido cedo na sua vida, só em 2014 publicou o seu primeiro romance “Vidas Cruzadas”. O que o levou a esperar tanto tempo, ou a perceber que aquele momento era o certo?

JMM – Tinha uma atividade profissional muito intensa e territorialmente distante, e enquanto estive no ativo, não tinha tempo para dedicar a isso. Foi só quando deixei de exercer a minha atividade, que rebusquei nas gavetas e encontrei o caderno com quarenta páginas manuscritas, e me despertou para dar continuidade àquela história, dando origem ao meu primeiro romance “Vidas Cruzadas”.

 

 

Para além da prosa, o José também se dedica à poesia, tendo participado em várias antologias e coletâneas. É mais fácil criar um poema ou uma história?

JMM – É muito fácil escrever um poema a partir de um simples pensamento. Se diariamente produzisse um poema, poderia num ano publicar dois ou três livros. Uma história romanceada é algo em que há a necessidade de desenvolver os temas com alguma profundidade, e a investigação dos mesmos é necessária e normalmente demorada. Depois, uma boa história tem tanto de simples como de complexo. É preciso tempo para criar toda a teia onde os personagens se movem, vivendo as suas angústias e alegrias, com uma trama rigorosa e muito bem elaborada, para entusiasmar o leitor.

 

 

Que temas costuma abordar nos poemas que escreve?

JMM – O tema principal é o amor, revelado em descrições metafóricas baseadas na natureza, no universo, na beleza das cores e das flores, nos sons e acordes musicais. Raramente a política e questões sociais, entram na minha poesia. A mulher é a principal musa inspiradora dos devaneios a que as palavras me conduzem.

 

 

 

 

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“Uma Paixão Inesperada”, editado em março, é o seu segundo romance, inspirado em factos reais. Considera que o facto de escrever sobre algo que se passa na vida, e no dia-a-dia, de muitas pessoas, é uma forma de as ajudar e, ao mesmo tempo, denunciar e expor essa realidade?

JMM – A minha experiência de vida, nos seus aspetos sociais, familiares e de relacionamento humano, levam-me a debruçar sobre sentimentos de paixão, cobardia, ganancia, vaidade, orgulho. Uma paixão inesperada é uma história de amor. No entanto, o amor é algo tão mal vivido e compreendido por tanta gente, que muitas vezes o mesmo se transforma em ódio.

Escrever sobre temas tão preocupantes nos dias que correm, provoca o alerta para essas realidades e sugere as soluções que só se encontram na amizade, na humildade, generosidade, e principalmente no amor.

 

 

Quais são as suas maiores fontes de inspiração?

JMM - Inspiro-me na vida e nos seus aspetos comportamentais, analisando o conflito em todas as vertentes da relação humana, com temas sempre atuais de violência doméstica, chantagem, violação, e depois intercalando nas soluções a amizade, a tolerância e o amor. No entanto, a paixão entre um homem e uma mulher é a minha fonte privilegiada de inspiração.

 

 

 

 

O José acredita em coincidências? E no destino?

JMM – Sim, em coincidências, acredito. No destino, não! Só poeticamente uso o destino com o objetivo de apontar o futuro incerto, porque dá jeito culpá-lo das injustiças e maldades dos homens! O universo e os próprios elementos da natureza, na sua ação natural, entram em convulsão e causam sofrimento e dor.

O destino não é mais do que o fim das coisas finitas, resultante das várias coincidências que nos vão acontecendo. Se pudéssemos viajar no tempo, veríamos à frente de nós o que provoca o descarrilamento da carruagem onde viaja a nossa vida.

 

 

Muitas vezes, os acontecimentos do passado podem condicionar a vida presente das pessoas, o que acabou por acontecer com o personagem Eduardo. No entanto, a atitude dele para com Isabel, é diferente. Na sua opinião, existem marcas que ficam para sempre vincadas nas pessoas, ou que até podem desvanecer-se quando têm ao seu lado as pessoas certas?

JMM – As pessoas são marcadas pelos acontecimentos, e mais vincadamente, pelos negativos e dolorosos. Criam então defesas, para se auto protegerem de novas situações que lhe possam causar sofrimento.

A Isabel surgiu perante os olhos de Eduardo, como alguém puro, numa atitude preocupada com a sua honestidade, movida apenas pelo impulso de procurar ajuda no ombro de alguém que a acarinhasse. O Eduardo, despertou para o amor pela paixão que sentiu ao ver Isabel,

Esse sentimento percebido pelo coração de Eduardo, fez desvanecer o trauma que o acompanhava, e rapidamente esqueceu as marcas do passado ao ver ali a mulher que procurava.

 

 

Que feedback tem recebido por parte dos leitores, relativamente a “Uma Paixão Inesperada”? Há leitores que se identificam, de alguma forma, com as personagens?

JMM – Ainda recebi poucas opiniões acerca do livro, porque só o lancei no dia 9 de junho. Em pré lançamento foi lido por uma jornalista da RCB-Radio Cova da Beira, que na altura em que me entrevistou se pronunciou sobre a história que leu, a qual, disse, a impressionou positivamente, ao ponto de ter lido todo o romance, num só dia. “Foi impossível parar”, disse ela on-line. Certamente que para a leitura despertar tanto interesse no leitor, é porque a forma como a trama se desenrola é tão intensa que não dá mesmo para parar.

O amor, a violência doméstica e as contrafações de arte, são temas sempre fortes e onde os leitores, em maior ou menor escala, se reveem e vivem aqueles acontecimentos através dos personagens desta fabulosa história.

 

 

Para quando uma nova obra de José Manuel Macedo?

JMM – Tenho um projeto em fase adiantada, que espero vir a apresentá-lo ao publico no decorrer do próximo ano. Não se trata de um romance, mas da junção de vários estilos literários: a poesia, a crónica, o conto, e eventualmente ensaio, em modelo informal sobre temas diversos que me preocupam. Poderá ainda conter algum material autobiográfico.

Será um livro de fácil leitura, com os temas intercalados, para permitir uma leitura diferenciada e de rápida conclusão em qualquer ambiente. Uma escrita leve, com temas agradáveis, para ser lida como quem passeia por um parque de diversões e é atraído pelas várias ofertas de lazer.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Imagens Jose Manuel Macedo

Blogue do autor: http://palavrascomsom.blogs.sapo.pt/

 

 

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Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.

 

À Conversa com Júlio Ferreira

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Júlio Ferreira nasceu em Lisboa, mas foi o nosso concelho que escolheu para sua residência.

O seu gosto pela escrita começou cedo. No entanto, foi em 1993 que começou a dedicar-se à poesia, adotando o pseudónimo de Loki, uma divindade da mitologia nórdica.

E é dedicada à poesia a sua primeira obra “Despoesia”, que irá apresentar no dia 11 de Fevereiro, na Casa de Cultura D. Pedro V, em Mafra.

Antes, aceitou participar na rubrica "À Conversa Com..." e dar-se a conhecer um pouco mais aos futuros leitores. Deixo-vos com a entrevista:

 

 

 

Quem é o Júlio Ferreira?

Boa pergunta, e é uma pergunta que já cheguei a colocar a mim próprio, em determinados momentos da minha vida.

Eu gosto de pensar, e considero, que o Júlio Ferreira é uma boa pessoa, mas claro com todos os defeitos inerentes à minha condição humana, e acredito que aqueles que me conhecem, lidam e privam comigo partilham desta opinião que tenho acerca de mim.

 

 

Como, e quando, é que a escrita surgiu na sua vida?

No meu caso antes da escrita, o que surgiu mesmo foi aquilo que chamo de imaginação extremamente fértil e que, felizmente, ainda hoje possuo. Vou dar-lhe um exemplo de quando eu era miúdo: tinha uns 7/8 anos e, às vezes, à noite, quando ia dormir, antes de o fazer imaginava que a minha cama era uma nave espacial e eu acabava por adormecer a fazer grandes viagens pelo espaço.

O escrever algo já com alguma continuidade, digamos, foi só mesmo aos 13 anos, que foi quando comecei a escrever a cronologia do meu país imaginário.

Recordo que na altura foi escrito em folhas quadriculadas para ter mais espaço por causa dos eventos cronológicos e foram muitas as folhas, desde a fundação que data do período Romano de Júlio César, até à altura que parei de escrever, em que já ia a meio do século XVI.

Mas o querer escrever mesmo a sério, e começar a fazê-lo, foi aos 19 anos quando comecei a escrever poesia.

 

 

Por norma, aqueles que gostam de escrever também são leitores ávidos. É o caso do Júlio?

Eu sei que pode soar estranho ou mesmo “chocante”, mas de modo nenhum.

Eu não leio absolutamente nada.

A minha justificação, se é que é válida (e tirando eu, não haver muitos mais a terem esta opinião) é que eu, ao não ler nada, também não sou influenciado por nada.

Claro que terei como consequência limitar-me só, e apenas, às minhas capacidades, o que pode trazer bons ou maus resultados naquilo que escrevo.

 

 

Quais são os escritores que mais admira, portugueses e internacionais?

São sem dúvida e sem conhecer a totalidade da obra de qualquer um (muito longe disso), Alexandre O´Neill, Fernando Pessoa e Bertold Brecth (autor do meu poema favorito).

 

 

Em que é que o Júlio se inspira para escrever?

Na Inspiração e no sentir!

Sentar-me num sítio qualquer, pegar na caneta e no bloco e escrever o que vier no momento.

Inspiro-me em mim, nos meus sentimentos, nos meus medos, nos meus sonhos, nas minhas fantasias e divagações, inspiro-me nos outros de igual forma e por vezes com um sentir oposto.

Isto é como eu me inspiro para escrever a minha poesia, porque na prosa recorro à minha criatividade, se bem que os “rasgos” inspirativos são sempre bem-vindos.

 

 

 

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“Despoesia” é a sua primeira obra, a ser lançada no próximo dia 11 de Fevereiro. O que é que os leitores podem encontrar neste livro?

A minha pretensão é que os leitores descubram uma poesia intensa.

 

 

Para além da poesia, o Júlio gosta de se aventurar noutros estilos literários?

Eu não gosto, eu adoro!

Sem dúvida a prosa, porque me permite dar largas à minha imaginação.

 

 

 

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Qual foi a maior dificuldade com que se deparou, para conseguir lançar “Despoesia”?

Encontrar e corrigir os erros ortográficos! Foram mesmo muitas, as dezenas de vezes que li, e reli, e voltava a encontrar mais um.

Tenho a agradecer à senhora Susana Castelão, pela sua disponibilidade e amabilidade em fazer uma revisão.

Sem dúvida essas foram as minhas maiores dificuldades, porque tive a sorte de encontrar uma editora que achou o meu trabalho interessante e decidiu apoiar-me na concretização de lançar o Despoesia.

 

 

Ver este livro “ganhar asas e voar” para as mãos dos leitores é a concretização de um sonho?

Claro que é!

É mesmo o concretizar de um sonho que foi adiado já por duas vezes e pronto, à terceira é de vez.

E estou imensamente feliz com esse momento que se aproxima como é óbvio, e acredito que vai correr bem.

 

 

Neste momento, o Júlio quer apenas dedicar-se a promover a sua primeira obra, ou já está em vista um segundo livro?

Claro que o Despoesia será a prioridade, contudo antes, durante o processo que vai culminar no dia 11 de Fevereiro com o lançamento do Despoesia, eu nunca deixei de escrever. Fosse poesia ou prosa continuei sempre a fazê-lo, e continuo, desde que sinta inspiração e criatividade para tal.

Porque na minha opinião e falando no meu caso concreto, sem estas duas é quase inútil eu escrever o quer que seja, e das vezes que o tentei fazer apenas com a vontade, o resultado foram coisas inacabadas.

Mas claro que isso sou apenas eu.

 

E para terminar quero agradecer-lhe Marta, pela oportunidade que me concedeu em poder dar esta entrevista para o seu blogue!

 

 

Muito obrigada, Júlio, e votos de muito sucesso!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poesia caseira III - O Falcão Peregrino

Mas que vida a nossa: agora a professora lembrou-se que os alunos tinham que ser poetas, e mais uma vez tivemos que puxar pela imaginação.

O tema era a ave migratória que há uns dias atrás tinham pesquisado - no caso da Inês - o falcão peregrino!

 

 

Aqui no Canadá

com o Inverno a chegar

que frio que está

vou ter que me pôr a voar

 

Para o Brasil vou viajar

em busca de alimentos

a minha vida é migrar

e passar por mil tormentos

 

Já sinto o sol a aquecer

ao chegar ao meu destino

Consegui sobreviver

pois sou o falcão peregrino!

Poesia caseira II - A Tapada de Mafra

 

Trabalho de casa da minha filha - escrever um texto poético sobre a visita que fizeram à Tapada de Mafra. Com a ajuda da mãe, e umas quantas gargalhadas pelo meio, foi este o resultado:

 

Terça-feira de manhã

foi dia de passear

saltei da cama como uma rã

para logo me despachar

 

A Tapada fomos conhecer

no comboio bem sentados

e ansiosos por ver

os nossos amigos veados

 

Passámos pela falcoaria

onde estava o senhor falcão

seria uma gritaria 

se ele nos picasse a mão

 

Corujas e águias não vi

gamos também não

apenas o javali

que era bricalhão

 

De árvores rodeados

parámos para lanchar

estávamos esfomeados

depois de tudo visitar!

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