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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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A Primeira Regra, de Jeff Abbott

Wook.pt - A Primeira Regra

 

Até que ponto conhecemos mesmo as pessoas que nos rodeiam? As pessoas que amamos? A nossa família?
Será que a primeira regra ainda se aplica, quando todas as outras foram quebradas?
Sam está mais perto que nunca de encontrar o seu irmão, mas talvez este não deseje ser encontrado.

E se Danny não é mais o irmão que ele um dia conheceu? E será que algum dia o conheceu verdadeiramente? 

 

 

Por outro lado, temos Jimmy, marido de Mila. Já no último livro nos tínhamos apercebido de que havia qualquer coisa que ele escondia. Um segredo que nem Mila, a sua mulher, sabia.

A liderar uma organização que, aparentemente, faz o bem e ajuda quem não tem mais para onde se virar, será que ele é mesmo esse benfeitor que nos é dado a conhecer?

E até que ponto ele ama Mila, e o que fará para afastar Sam dela, e protegê-la do que aí vem?

Podemos estar casados com alguém e, ainda assim, não fazer a mínima ideia da pessoa que temos ao nosso lado, nem sequer a sua verdadeira identidade?

 

 

E quando temos que escolher entre ajudar alguém que parecemos não conhecer, e alguém que já consideramos amigo? Quando ajudar um, significa trair o outro? Quando lutar por um, significa perder para sempre o outro?

 

 
Um livro que põe em causa tudo aquilo em que acreditamos, que nos leva a desconfiar de tudo e todos, mas também a agarrar as segundas oportunidades que surgem na vida!

 

 

Confesso que, depois de acompanhar a história de Sam Capra e da sua amiga Mila, ao terminar este livro fiquei com a sensação de que o autor não deveria deixar tudo por aqui.

Ainda havia coisas que nós, leitores, gostaríamos de saber e ler sobre as personagens principais, depois desta nova oportunidade de vida para todos eles.

O Livreiro, de Mark Pryor

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Este livro foi-me oferecido pela Wook, na compra de um outro que nem sei qual foi, e era mais um que já nem me lembrava que tinha por lá, guardado numa caixa.

Como estou a tentar poupar na compra de livros e, ao mesmo tempo, ler os que ainda tenho lá por casa em fila de espera, peguei nele, decidida a reduzir a lista.

 

A história começa com Hugo, chefe de segurança da embaixada americana, em Paris, a tentar comprar alguns livros a Max, um “bouquiniste” seu conhecido que já considera um amigo, e que vende, à semelhança de outras pessoas, livros, torres e outros brindes junto ao rio.

Depois de ver uma outra bouquiniste ser agredida, e o receio no olhar de Max, Hugo teme que também tenham ameaçado o seu amigo. E as suas suspeitas confirmam-se quando, mais tarde, Max é levado sob ameaça, sem que Hugo o possa evitar, ainda que tenha tentado.

Sem saber o que aconteceu ao seu amigo, mas vendo que a polícia francesa não está muito interessada em agir, arquivando o caso por falta de indícios e com base em testemunhos que afirmam que Max entrou na embarcação de livre vontade, Hugo começa a sua própria investigação, com a ajuda de Emma, sua secretária, e Tom, um amigo e agente da CIA com quem trabalhou em tempos.

E, à medida que vai fazendo perguntas inconvenientes, e incomodando pessoas que não deve, sobretudo quando descobre que, para além de Max, outros bouquinistes apareceram mortos, a sua vida, e a daqueles que lhe estão próximos, fica em risco.

Na busca pela verdade, Hugo depara-se com o passado de Max, sobrevivente do holocausto e, posteriormente, caçador de nazis, e alguns livros valiosos e com informação explosiva, que podem estar na origem destes crimes.

Ou serão os livros uma mera distração, escondendo algo muito pior, e planeado em grande escala?

Rodeado de possíveis suspeitos, incluindo a jornalista Cláudia, com quem se envolve, conseguirá Hugo chegar ao assassino, antes que este chegue até si?

 

Confesso que este livro foi uma boa surpresa. Não é um daqueles livros que, de tão bom, se lê num ápice sem lhe tomar o verdadeiro sabor. É um livro para se ir lendo, que prende sem nos apressar, com uma história que promete.

E é aí que falha. Promete, mas acaba por não cumprir como poderia, com algumas surpresas e suspense, mas com uma ligação que nada tem a ver com aquilo que sugere, e que deveria ter sido melhor explorado e aproveitado.

O final é um pouco rocambolesco para o meu gosto. É como se, ao saborear uma sobremesa, estivéssemos à espera daquele toque sublime no final, e percebêssemos que a parte melhor já nós comemos, e ficou apenas o banal para o fim.

 

Ainda assim, gostei do livro.

Beijo Fatal, de Jeff Abbott

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Sabem quando estão habituados a ver um determinado actor desempenhar todos os seus papéis num mesmo registo, que sempre funcionou e, de repente, o colocam noutro registo diferente? E até resulta, de uma forma diferente, mas igualmente boa?

Na escrita acontece o mesmo. Foi isso que senti com este livro do Jeff Abbott.

Estava habituada, desde o primeiro livro até ao último que li deste autor, a uma boa dose de adrenalina, um "non stop" desde a primeira cena até à última, com muita perseguição, correria, fugas, tiros e pancadaria, a fazer-nos suster a respiração até ser seguro.

 

Este livro, embora seja um policial, nada tem a ver com a escrita e dinâmica a que Jaff Abbott me habituou e, se não soubesse que era dele, nunca associaria a obra ao autor.

Em Beijo Fatal, é possível ir com calma, respirar, relaxar em alguns momentos.

 

O que acontece em Beijo Fatal?

Peter, filho da senadora Lucinda, regressa a Port Leo e aparece morto no barco de um amigo, onde estava temporariamente a morar.

Tudo aponta para suicídio, e algumas pessoas responsáveis pela autoridade no local parecem querer que o caso seja tratado como tal, pressionando tanto os polícias responsáveis pela investigação, como o próprio juiz de paz.

Whit é o juiz de paz, um homem que está nesse cargo por ter esgotado as outras opções, com uma ajudinha do pai, e que poderá ter que abandonar se não ganhar as próximas eleições. Não que ele se preocupe muito com isso. 

Buddy é o seu rival directo, responsável pelo lar, que anseia pelo dia em que Whit será banido, ocupando assim o seu lugar.

Velvet era a companheira de Peter, e não acredita que ele se tenha suicidado. Na verdade, Peter tinha voltado para lutar pela custódia do filho, e fazer um filme sobre o misterioso desaparecimento do seu irmão Corey.

E temos ainda Lâmina, que nos é dado a conhecer no primeiro capítulo, um homem que assassina as suas Queridas e as enterra no quintal da sua casa tendo escolhido, como próxima vítima, Velvet.

Será Whit e Claudia, responsável pela investigação, a tentar descobrir o que liga a morte de Peter, ao assassino das Queridas, ao desaparecimento de Corey e aos segredos mais bem guardados de Port Leo e dos seus habitantes.

E por aqui mais uma vez se vê que, quem tem poder, pode fazer tudo e sair impune, pode ameaçar, pode encobrir, pode utilizar os meios à sua disposição para fins pessoais, sem que nunca ninguém saiba. Até ao dia em que isso lhes pesar demais para os deixarem seguir em frente, se virem encurralados, ou a verdade for desenterrada. 

 

Sinopse

"Whit Mosley, juiz de paz na cidade de Port Leo, Texas, é um rapaz novo e descontraído, tanto na vida como no cargo. Em ano de reeleição, não parece muito interessado em lutar pelo seu emprego, o último numa longa lista de falhanços profissionais.

No entanto, as águas da pacata cidade costeira não vão demorar muito a agitar-se: uma noite, Whit é convocado para atestar um óbito. O cadáver pertence ao filho de uma senadora, regressado à terra natal depois de uma carreira no mundo da pornografia. Terá sido suicídio, alimentado por uma antiga tragédia familiar? Ou será que um assassino obcecado o usou como peão num jogo deturpado?

Quando Whit desafia a pressão política e começa a investigar, ele e a detetive Claudia Salazar põem as suas carreiras - e as suas vidas - em perigo, expondo um ninho de barões da droga, vigaristas e tubarões sedentos de poder, todos em busca de sangue.

Mas nas areias quentes de Port Leo há segredos ainda mais obscuros enterrados… e ninguém é o que parece ser."

Irmãs Secretas, de Jayne Ann Krentz

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Quando li o primeiro capítulo no site da Wook, fiquei logo com vontade de comprar este livro, e não me desiludiu. Li-o num dia, porque a cada novo capítulo, acontecia algo que me fazia querer saber mais e mais, e ver o que iria acontecer de seguida. E assim é, até ao final!

Aquilo que poderia ser uma simples viagem, ao lugar onde viveu a sua infância, para tratar de negócios, revela-se uma luta pela sobrevivência.

A avó de Madeline e Tom, juntamente com Madeline, Daphne e a sua mãe, eram as únicas a saber o segredo que prometeram guardar até à morte, e que fez todos, à excepção de Tom,abandonarem para sempre Cooper Island. Quando a avó de Madeline morre, Tom liga à neta porque tem algo de muito importante para lhe contar, e insiste em vê-la pessoalmente. Ao chegar ao hotel, Madeline depara-se com Tom à beira da morte, e percebe que o assassino está por perto, querendo eliminá-la também. Não consegue, mas não vai desistir. 

Alguém sabe do segredo delas. Uma das 5 pessoas não cumpriu a promessa. E quem descobriu não está disposto a arriscar deixá-las vivas para contá-lo. Duas já foram eliminadas. Restam Madeline, Daphne e a mãe desta. A não ser que tenha sido uma delas a trair os restantes...

Uma das famílias mais influentes da ilha, faz questão de mostrar que Madeline e o seu "amigo" não são bem vindos, e tenta, de todas as formas, que vão embora. O que terão a esconder?

Também uma suposta neta de Tom atrai Madeline e Jack para uma armadilha mortal. O que ganharia ela com isso?

Como se tudo isto não bastasse, está na ilha alguém que gosta, literalmente, de brincar com o fogo. Será essa a morte que espera os ainda sobreviventes?

Existem muitas pontas soltas, peças que não sabem onde encaixam, e que só no final darão a resposta, que se encontra em algo tão simples como uma receita de bolo de milho com natas ácidas!

Um excelente livro, que recomendo!

 

 

SINOPSE
 

"Madeline e Daphne eram como irmãs...até que um segredo as afastou. Agora, terão de se unir de novo. E lutar pela vida. Outra vez.

Elas sabem o nome dele... do homem que destruiu as suas infâncias. Elas sabem o que lhe aconteceu a seguir... e ambas seguiram em frente. Ainda assim, as suas vidas mudaram para sempre.
Agora, Madeline está de volta a Cooper Island, o lugar que julgou ter abandonado de vez. Mas a morte da sua avó obriga-a a revisitar o hotel abandonado onde tudo se passou. E é lá que ouve o que mais teme, da boca de um homem à beira da morte: o segredo das duas amigas foi descoberto.

Madeline e Daphne terão de enfrentar o passado sombrio que as une. Madeline pede ajuda a Jack Rayner, um ex-profiler do FBI. Apesar dos mistérios que o rodeiam, ele é a única pessoa em quem ela confia... e que ela deseja. E embora Jack não pareça ter sensibilidade romântica, não lhe falta intuição para lidar com mentes perigosas. Juntamente com o seu irmão, Abe, vão formar uma inesperada aliança contra um assassino determinado e impedir que a surpreendente verdade seja desvendada…"

À Conversa com Hugo Pena

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Imagem www.jornaldoalgarve.pt

 

O meu convidado de hoje nasceu no Montijo, mas há mais de 25 anos que reside no Algarve.

Para além de instrutor de condução, Hugo Pena participa também em vários projetos ligados à cultura e literatura no Algarve.

Gosta de escrever e ler vários géneros literários, como Ensaios, Poesia, Romance e principalmente o Romance Policial.

 

A sua primeira incursão na escrita ocorreu em 2013, quando escreveu o policial “Porquê Eu?”, que conta a história de uma arquiteta de sucesso que, numa altura em que o seu casamento atravessa uma crise, recebe um dom inesperado, que lhe permite ajudar a descobrir vários homicídios, sendo o seu marido um dos principais suspeitos.

 

Em 2014, lançou o seu segundo romance policial “Justiça Cega”, que relata a história do rapto de Joana Gomes, uma criança de tenra idade, cujo desaparecimento despoleta transtornos diversos nos pais, na comunidade escolar e nas instâncias policiais.

 

A apresentação de “Justiça Cega” ocorreu na Biblioteca Municipal de Castro Marim, e foi com este livro que conquistou, em 2015, o prémio “Escritor do Ano 2015”, atribuído pela Arte, associação que, no Algarve, promove e premeia a nível nacional quem se distingue em diversas áreas culturais.

Pedro de Oliveira Tavares, que assina o prefácio de «Justiça Cega», afirma que nesta obra “o autor chama a atenção para alguns perigos da nossa sociedade, como, por exemplo, os riscos escondidos nas redes sociais ou os fenómenos da prostituição e dos abusos sexuais”.

Hugo Pena está hoje connosco para nos falar um pouco mais sobre si e o seu trabalho.

 

 

O que leva um instrutor de condução a aventurar-se no mundo da escrita?

Olá. Antes de mais, quero agradecer-lhe a possibilidade de mostrar um pouco mais de mim e do meu trabalho nesta entrevista. Espero que as pessoas que a leiam possam passar a ter o meu trabalho debaixo de olho e lhes aguce o apetite para lerem as minhas duas obras, especialmente a última.

Para ser sincero, nem eu sei bem a resposta a essa pergunta. Era um desejo que tinha desde há uns anos a esta parte. Ganhei o gosto pela leitura, talvez um pouco tarde, já depois dos vinte e cinco anos e desde aí comecei a perceber que um dia gostava de escrever um livro. Curiosamente, comecei a escrever o primeiro livro de

forma um pouco caricata. Um aluno tinha faltado a uma aula de condução, sem avisar, e como fiquei aquela hora livre decidi começar a fazer um rascunho da história que pretendia. A partir daí foi escrever e apagar quase diariamente. Apaguei muitas vezes e cheguei à mesma conclusão que o saudoso e mestre da nossa literatura, José Saramago: “Os computadores são ótimas máquinas de apagar”.

Ainda hoje não me lembro qual o aluno que faltou – devo-lhe esse agradecimento.

 

Porquê a escolha do género policial para estes dois primeiros trabalhos?

A resposta é simples: porque são os meus géneros favoritos – policial e romance policial. Também gosto de outros géneros, tal como indica na apresentação, mas esses dois são os meus preferidos. Gosto de ação, suspense, mistério, thriller e investigação.

 

Qual tem sido o feedback que tem obtido por parte do público relativamente a “Porquê Eu?” e “Justiça Cega”?

O “Porquê Eu?” foi o primeiro. Foi com ele que iniciei a minha vertente de escrevente. Sim, escrevente e não escritor. Um escritor é aquele que é capaz de transformar o que escreve numa verdadeira obra literária: eu ainda não sou escritor. Divirto-me a escrever o que gosto, como gosto e onde gosto. Vou escrevendo as minhas histórias e tentando aperfeiçoar a escrita. Repare, os meus leitores dizem ter notado uma boa evolução do primeiro para o segundo – e eu também notei. Porquê? Porque estamos sempre a aprender e ao escrevermos mais, temos tendência a evoluir. No primeiro nem tudo foi perfeito; existiram situações que já não vemos no segundo – umas por inexperiência, outras por desconhecimento e algumas por confiar demasiado nos outros. Frequentei alguns cursos de escrita criativa, li mais sobre a vertente da escrita e, neste momento, sinto-me mais capacitado para fazer mais e melhor. No entanto, o feedback foi bastante positivo. É claro que não podemos agradar a todos, mas as críticas, sejam elas construtivas ou destrutivas, são sempre bem-vindas – dou o peito às balas, pois só assim podemos crescer enquanto escreventes e, mais tarde, enquanto escritores. Para a primeira vez, ter a Biblioteca de Castro Marim completamente cheia com cerca de duzentas pessoas na apresentação da minha obra, sendo a primeira vez que a mesma encheu para a apresentação de um livro, é um enorme motivo de orgulho.

“Justiça Cega” foi um trabalho mais elaborado e mais cuidado que o primeiro, fruto já de alguma experiência e conselhos acumulados. Tem sido muito importante o excelente feedback por parte dos meus leitores, aos quais agradeço a sua sinceridade nas opiniões emitidas e nos conselhos que me têm dado. Já tive uma crítica bastante

positiva num blogue brasileiro “Amoras com Pimenta”, que me deixou bastante satisfeito e, ao mesmo tempo, algo perplexo por “Justiça Cega” também dar que falar no Brasil.

Em ambos, tento sensibilizar as pessoas para algum flagelo social e, neste último, o facto de uma criança de treze anos ter sido raptada e agredida fisicamente, psicologicamente e sexualmente, mexeu muito com as pessoas, ao ponto de dizerem que estavam a sentir-se tão entranhadas na personagem da menina, que parecia que eram elas que estavam a viver aquela história. Muitas disseram-me que choraram bastante, que sentiram angústia, revolta, raiva e vontade de fazerem elas a sua própria justiça e quando se consegue que os leitores tenham esses sentimentos e reações, é porque a mensagem chegou exatamente como eu queria: tocou-lhes.

 

“Justiça Cega” valeu-lhe o prémio de “Escritor do Ano 2015”. Qual é a sensação de ver o seu trabalho reconhecido desta forma? Foi algo inesperado?

Sinceramente, foi algo que não esperava. Tenho apenas dois livros editados e ser distinguido logo no segundo livro que escrevo, é algo que não me passava pela cabeça. A sensação é ótima, como deve calcular, mas ganhar o galardão Estrelas d’Arte para “Escritor do Ano 2015”, entre mais quatro nomeados com excelentes trabalhos, era algo que não pensava poder concretizar-se. Outras personalidades foram distinguidas, desde o desporto (Telma Monteiro) ao fado (Ana Moura), passando pela melhor banda (Amor Electro), melhor ator (Ruy de Carvalho), revelação do ano (Lívio Macedo), personalidade do ano (Papa Francisco), melhor jornalista (José Ataíde). É um orgulho ver o meu nome entre estas personalidades.

Assim foi e é sinal que “Justiça Cega” mexeu mesmo com os leitores.

 

Tenho lido vários comentários que referem que “Justiça Cega” é um bom livro para todos os pais lerem, uma espécie de alerta para os perigos que os seus filhos podem correr na atualidade. Concorda com esta opinião?

Absolutamente. Esta história é exatamente um alerta que tento fazer aos pais, crianças e adolescentes, acerca dos perigos escondidos (ou não) na nossa sociedade. Temos a tendência para pensar que as coisas más só acontecem aos outros, mas quando nos tocam à porta, a coisa complica-se e damos conta que não é bem assim. Há um rapto, agressões físicas, psicológicas e sexuais, prostituição, uso descontrolado das redes sociais, tentativa de fuga do cativeiro, homicídios, tentativa de fazer justiça pelas próprias mãos, investigações policiais e forenses…enfim, uma série de situações que não deixam o leitor indiferente.

Note que este livro já foi utilizado por vários alunos no final do ensino secundário para a realização de vários trabalhos acerca destes temas. É muito gratificante vermos o nosso trabalho como uma «referência» para estes jovens e adultos e as solicitações para a minha presença nas escolas para falar aos alunos e professores acerca deste livro.

 

Como mãe que sou, pergunto-lhe se não existirão neste livro cenas demasiado chocantes para um pai ou uma mãe lerem?

Sim, existem. Sou daquelas pessoas que entende que as coisas têm de ser ditas e escritas com o maior realismo possível, sabendo de antemão que podem provocar algum desconforto em algumas pessoas mais sensíveis. Mas se não o fizesse, estava a ir contra os meus princípios e ao escrever apenas como algumas pessoas querem ou gostam, deixava de ser eu: dessa forma, estava a prostituir a minha escrita. No entanto, a crítica dos meus leitores refere que é um livro que se lê bastante bem, tem uma escrita simples e fluida, de fácil entendimento, que se lê num abrir e fechar de olhos, que prende o leitor do início ao fim (sempre na expetativa para ver o que se vai passar mais à frente – os capítulos curtos acabam por ajudar nesse sentido) e, o melhor de tudo: os leitores dizem que sentem tanto realismo nas descrições que faço, que se sentem personagens daquela história.

 

A justiça pode, por vezes, ser mesmo cega?

Pode e é, muitas vezes. Terão oportunidade de verificar isso neste livro. É ficção, mas podia ser bem a realidade, infelizmente.

 

Sendo o Hugo um fã do género policial, que romance policial mais gostou de ler, de outro autor?

Gosto de tudo o que é policial ou romance policial. Logicamente, gosto mais de uns do que de outros. É difícil escolher um entre vários, mas talvez a minha escolha recaia sobre: “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, “O Boneco de Neve”, de Jo Nesbo e “A Ameaça”, de Ken Follett. Mas atenção, gostei muito de outros dos mesmos autores e de outros que não referi e, não sendo o género totalmente policial, gosto muito da escrita de José Rodrigues dos Santos.

 

Vamos poder contar com uma nova obra brevemente?

Acho que sim. Atualmente estou a escrever outra história – também ela aborda um flagelo social – e julgo ter os ingredientes necessários para, tal como “Justiça Cega”, agarrar o leitor do princípio ao fim, tirando-lhe algum fôlego no momento de desfolhar

página a página. Ainda está muito no início, por isso não consigo fazer ideia de quando estará cá fora.

 

Hugo, agradeço-lhe mais uma vez por ter aceitado este convite e pela sua disponibilidade. Foi um prazer!

 

O prazer foi todo meu, e aproveito para convidar as pessoas a visitarem as minhas páginas no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100001915303678

https://www.facebook.com/Justi%C3%A7a-Cega-Romance-907157672657958/?ref=hl

 

E também para informar que terei todo o prazer em enviar as minha obras, com dedicatória personalizada, por correio. Podem fazer o pedido para o meu email: hugopena7@gmail.com

 

*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.

 

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