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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Cuidado com o que desejas!

Aladdin - Lâmpada Mágica | Disney symbols, Aladdin lamp, Disney emoji

 

Por vezes, é preciso ter cuidado com aquilo que se deseja.

Porque a concretização desses desejos pode revelar-se um pesadelo ainda maior, do que aquele de onde se queria sair.

É que, muitas vezes, o desejo é formulado de forma tão genérica que, depois, não se pode reclamar por o "génio" não ter tido em conta os pormenores, que nunca chegaram a ser verbalizados.

Depois, não há motivo para queixas porque, na realidade, a ideia geral foi cumprida.

 

De onde surgiu o gosto pela fotografia?

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Não sei.

Tal como a escrita, e alguns outros, penso que são gostos que vão surgindo discretamente, e se vão instalando sem eu me dar conta. 

Ou, então, sempre lá estiveram, mas vão-se manifestando em tempos, e de formas diferentes, à medida que os anos vão passando.

 

Sempre gostei de tirar fotografias.

Fotografias são memórias. São recordações. São registos de momentos, ou pessoas, que queremos guardar para sempre.

Quando era adolescente, gostava de tirar fotografias a paisagens e monumentos.

Quando fui mãe, passei a fotografar a minha filha, nas suas diferentes fases.

Desde que adoptámos as bichanas, elas passaram a fazer parte do leque de "modelos". Elas, e os gatos que ia encontrando na rua.

Com a minha filha em plena fase da adolescência, é ela quem me pede, muitas vezes, para lhe tirar fotografias, numa espécie de produções amadoras.

 

No entanto, mais recentemente, talvez porque a maturidade é outra, ou porque estou mais atenta e consigo apreciar melhor (ou de outra forma) aquilo que me rodeia, ou porque a minha mente está mais aberta a coisas que, antes, não me diziam nada, tem-me dado para fotografar a natureza, as plantas e flores, as árvores, o céu, os pôr do sol que vislumbro, os animais, e tantas outras coisas.

Não da forma habitual, mas tentando captar os pormenores.

 

Como é óbvio, na maioria dessas vezes, não escolho previamente o que quero fotografar.

Vou fotografando aquilo que me aparece, o que surge na hora, sem qualquer preparação.

Escolho o que quero, da forma como quero, com vista ao resultado que imagino.

Por vezes sai bem. Muitas mais, não fica nada que se aproveite, e vai fora.

Paciência.

 

Afinal, não sou profissional.

Nem quero ser.

Porque o que eu quero mesmo é deslumbrar-me e captar o momento ao natural, sem estar a pensar que tenho que usar a lente "x", esperar pela hora "tal" e outras tantas recomendações que são fundamentais para tirar "a foto perfeita".

Da mesma forma que escrevo quando me surge a inspiração, sem qualquer regra definida.

Até porque, muitas vezes, se não fotografamos na hora, esses momentos passam, escapam, fogem-nos, e não há volta a dar.

 

E no que toca a ser fotografada?

Bem, normalmente, sou eu que estou atrás da máquina/ telemóvel. Mas também gosto de ser fotografada.

O problema, é gostar de me ver nas fotografias!

No que respeita a profissionalismo e ética os pormenores também contam

A imagem pode conter: gato e interiores

 

Imaginem que vão fazer um qualquer exame e, quando o recebem, se vêem identificados com um nome diferente.

Diferente, porque ele não corresponde exactamente ao vosso nome, mas a uma característica vossa.

Do género "fulano teimoso", "fulana birrenta", e por aí fora.

Claro que, se fosse pela positiva, até nos agradaria mas, e se fosse pela negativa?

 

Quando recebi a ecografia da nossa gata, ela vinha identificada de uma forma surreal "Becas Agressiva". Não apenas Becas, ou Becas Maria.

Portanto, deduzo que no hospital onde foi tratada, era assim que a apelidavam, quando falavam dela.

Porquê "agressiva"?

Porque não deixou os médicos fazerem exames sem reclamar?

Porque não queria que lhe tocasse e fizessem "maldades"?

Quando ela era pequena, e esteve lá internada, roeu os fios todos que tinha ligados a ela, e nem por isso deixou de ser a Becas.

Estou certa de que não será a primeira, nem a última gata, e o mesmo para cães, a não gostar de idas ao veterinário e a mostrar a sua raça!

Como será que apelidarão os outros, então?

 

Sim, é apenas um pormenor.

E o que importa é que a tenham tratado bem (o que uma pessoa começa a desconfiar ao ver isto) e ela tenha ficado boa.

Mas é um pormenor que demonstra falta de profissionalismo e de ética da parte que quem decidiu identificá-la dessa forma.

Não sou muito de reclamar, mas caiu-me mal, e enviei email à médica a demonstrar o meu desagrado.

Pediu desculpa, em nome de toda a equipa. Concordou comigo (ou assim foi obrigada dadas as circunstâncias, e a iminência de perder um cliente).

Explicou que o sistema não aceitava um nome repetido na base da dados, embora não fosse justificação. 

Pois não. Poderiam ter posto, por exemplo, Becas cinzenta, Becas cauda riscas, Becas olhos verdes.

 

Enfim...

Espero que a minha chamada de atenção evite que outros donos venham a sentir o mesmo que eu, uma certa discriminação por parte de quem deveria tratar todos os animais da mesma forma, e escolheu dedicar a sua vida aos mesmos.