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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Porta aberta ao oportunismo ou à inovação?

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As tragédias, as calamidades e o caos, são sempre boas portas, abertas ao aproveitamento por parte daqueles que, nelas, vêem uma forma de lucrar.

Seja em termos ideológicos, sociais, políticos, económico-financeiros, ou qualquer outro, que possa beneficiar com a desgraça alheia. 

 

Não digo que não haja, igualmente, altruísmo, solidariedade, generosidade desinteressada, verdadeira vontade de ajudar, porque o há.

 

Mas haverá sempre oportunistas.

E se, com alguns deles, temos que ter muito cuidado, porque nem sempre as suas intenções são as melhores, ou mais nobres, com outros, acabam por surgir inovações, técnicas, métodos, que ficarão a fazer parte da vida daí em diante.

 

 

 

 

O problema de se abrirem precedentes...

 

... é que, depois de destrancada e aberta a porta, dificilmente poderemos voltar a fechá-la definitivamente.

Porque um precedente é isso mesmo: algo nunca antes feito mas que, uma vez realizado, poderá levar a querer repetir uma, e outra, e outra vez, sem que consigamos ter qualquer controlo sobre isso porque, afinal, fomos nós que demos origem a essa situação. 

Coisas que me irritam

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Baterem à porta, quando têm a campainha mesmo ao lado!

Será caso para colocar um aviso com uma setinha a apontar?

Acho que não resolve!

 

E se há pessoas que batem com tanta força, que quase destroem a porta, também há aquelas que batem tão devagar e com tanto cuidado, que o pancada se confunde com o bater da porta com o vento, e nem percebemos que está alguém do outro lado! 

É o que acontece a quem costuma levar os ovos à minha mãe. Ela só sabe que a pessoa bateu, porque até a viu chegar!

 

 

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Cenário bizarro e aterrorizador

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Depois do almoço, o meu marido trouxe-me ao trabalho.

Estaciona o carro, eu saio e, quando olho para a porta da casa à minha frente, deparo-me com um cenário bizarro: dezenas de varejeiras do lado de dentro do vidro da porta!

O meu marido até comentou: se calhar está ali um cadáver.

E olhem que poderia mesmo, dada a quantidade de insectos que ali se aglomeraram. E isto, mesmo ao lado de um restaurante!

Será caso para informar as autoridades?!

Pão Por Deus

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Hoje é dia 1 de Novembro. Feriado. Dia de Todos os Santos.

E é também dia de as crianças se levantarem cedo, pegarem cada uma no seu saquinho, e correr a vila de porta em porta, de uma ponta à outra, até ao meio dia, a pedir o "Pão por Deus"!

Ou talvez não...

Há umas décadas atrás, este dia significava que as crianças de então iam ter direito a encher os seus saquitos, com aquelas iguarias que eram demasiado caras para os pais comprarem. Era um dia de festa para a maioria das crianças pobres da região!

No meu tempo, lembro-me de ir em grupo, com as minhas amigas. Fazíamos quase todos os anos o mesmo percurso e até já sabíamos o que nos iriam dar em determinados sítios. Havia uma casa, a casa amarela e rosa, cuja moradora era dona de uma loja de roupa - então, dava-nos sempre cuecas! Às vezes tínhamos sorte, calhava-nos uma moedita ou outra!

Para quem ficava em casa, era um corrupio de crianças a bater à porta. Mal se acabava de fechar, e já se estava de novo a abrir.

As guloseimas esgotavam-se muitas vezes a meio da manhã, mas normalmente tinha mais sorte quem pedia sozinho, ou em grupos mais pequenos.

Hoje, é muito fácil qualquer criança ter acesso a todo o tipo de guloseimas. Por isso não estão para sair à rua para encher um saco com aquilo que em qualquer altura do ano podem ir à loja e comprar.

Já para não falar que há muitos pais que têm vergonha que os filhos andem a pedir de porta em porta.

Hoje, vem um grupo ou uma criança ou outra numa manhã inteira, e quem se abasteceu para dar o "Pão por Deus" às crianças, ou dá em grandes quantidades às poucas que vão aparecendo, ou acaba por ficar com quase tudo dentro das embalagens.

E assim se vai acabando com uma tradição...