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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Saídos do baú

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Já lá vão mais de 20 anos, e não me recordo bem, mas penso que tinha duas capas, uma rosa e uma azul, com estes cadernos lá dentro. Eram os meus livros de Português do 10º ano. 

Ainda guardo alguns manuais de quando eu estudava, e estes cadernos de literatura fui buscá-los, no outro dia, ao baú, para mostrar à minha filha. 

Alguém por aí também teve estes cadernos?

 

Oh não, outra vez os Lusíadas!

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Imaginem os alunos a ler 20 estrofes dos Lusíadas, e a ter que responder a diversas perguntas sobre aquilo que acabaram de ler, sem qualquer explicação ou orientação.

Não dará bom resultado, por certo.

Quando acabam de vir do Auto da Barca do Inferno, que é muito mais cativante, torna-se ainda mais difícil mostrar interesse nesta obra.

 

Eu já não me lembro muito bem do que falei na altura, quando era eu a aluna. Mas sei que, ontem, a olhar para aquelas estrofes que a minha filha tinha que ler, não percebi nada!

Tive que ler várias vezes, para conseguir retirar de lá umas "pingas", apesar de muito espremer.

Claro que, depois de ver a análise daquele excerto, tudo começa a fazer mais sentido.

 

Para mim, Lusíadas tem que ser dado em aula. Tem que ser uma obra analisada e explicada em conjunto por alunos e professores. Não se pode esperar que os alunos cheguem ali e percebam o que está lá escrito, implícito, o que é para reter e perceber, quando nem sequer a linguagem percebem.

 

Penso que, para a maioria dos estudantes, os Lusíadas continuam a ser o pesadelo da escola, na disciplina de português, e nos exames finais!

 

Deixo-vos aqui esta opinião sobre a inclusão do estudo desta obra nas escolas: https://www.publico.pt/2015/02/22/sociedade/opiniao/o-ensino-de-os-lusiadas-1686615

 

A Matemática foi destronada!

 

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Na reunião de pais do final do primeiro período escolar (que por acaso já ocorreu no início do segundo) tomámos conhecimento de que nesta turma, pela primeira vez, a Matemática não tinha sido a disciplina com mais negativas, à semelhança do habitual, tendo sido destronada pela...

 

Físico-Química!

 

Com mais de 50% dos alunos com negativa, seguida do Português, com 50%.

Tirem as vossas conclusões! 

 

A melhor música do Festival da Canção

Foto de RTP - Festival da Canção.

 

Para mim, é esta!

A única que tem tudo para chegar mais além. Presença em palco, estilo, bailarinos, música que fica logo no ouvido, inovadora porque é cantada em inglês.

E esteve quase para nem sequer chegar à final!

 

Depois do fiasco da primeira semifinal, estávamos todos na expectativa de ver a segunda semifinal, e o que ela nos traria. Foi melhor que a primeira, sem dúvida. 

Mas continuo sem compreender como é que, num programa em que falam tanto de inovação, continuam com os olhos postos no passado, a valorizar o saudosismo, a teimar em levar lá fora uma música cantada em português, a bater na mesma tecla e no mesmo estilo de música, que já vimos que não nos leva a lado nenhum.

 

Como bem sabemos, por razões que em muito ultrapassam a qualidade das músicas, mensagens e voz dos intérpretes, Portugal nunca será, provavelmente, um vencedor do Festival Eurovisão da Canção. Por isso, porque não levar algo inovador e, sim, cantado em inglês, como já têm vindo a fazer muitos outros países participantes? 

 

 

Porque é que o júri insiste em fórmulas perdedoras?

Como é que o júri dá uns míseros 4 pontos a esta música, e 10 pontos à canção da Lena d'Água?

Por favor! É por estas e por outras que nunca chegaremos a lado nenhum.

 

Felizmente, o público teve bom senso, e conseguiu reverter o painel das classificações, colocando o tema composto por João Pedro Coimbra e interpretado pelo Pedro Gonçalves entre as 4 selecionadas para a final, a par com duas das minhas favoritas - a da Celina da Piedade, e a do Jorge Benvinda. 

Só a Lena d'Água está a ocupar um lugar que não merecia, de todo, por culpa do juri.

 

O que vale é que, na final, o público é o único a ter direito de voto. Por isso, vamos lá votar na música do Pedro "Don't Walk Away"!

 

 

De entre as restantes, destaco, embora não para um festival, a música do João Só, que é totalmente a cara dele! E ficou muito bonita na voz da Helena Kendall. 

 

 

Imagem RTP - Festival da Canção

 

 

A minha filha tem os mesmos professores que eu!

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Mais de duas décadas separam os tempos em que eu andava no ciclo, dos dias de hoje, em que é a minha filha que lá está.

Ainda assim, mais de duas décadas depois, a minha filha vai ter como professora de português, a mesma que eu, naquela altura, também tive - a professora Ofélia! E como professor de história, o mesmo que já foi meu - Carlos Bernardo!

Sim, estes professores, à semelhança de outros que também foram meus professores na altura, continuam a dar aulas nesta mesma escola. 

Quando vou buscar ou levar a minha filha, vejo algumas vezes o meu professor de matemática do 5º ano, ou a minha professora de inglês. E estes professores, que já tinha comentado com a minha filha que tinha sido meus.

Agora, cerca de 25 anos depois, e numa coicidência que não deixa de ser engraçada, vai ser a minha filha a ter aulas com eles!

 

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