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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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La Banda

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Sem saber bem o que ver na televisão, calhei mudar para a RTP e estava a dar o programa La Banda.

Já tinha lido várias opiniões e críticas negativas à forma de selecção dos candidatos, mas só no domingo percebi exactamente do que falavam.

 

 

A destacar, como positivo:

Não vi o primeiro programa mas, neste, até achei que o Manuel Moura dos Santos está mais simpático que o habitual. Sem tecer rasgados elogios como os companheiros, também não fez duras críticas que fazem os concorrentes temê-lo tanto.

 

De uma forma geral, estão a surgir por lá concorrentes com talento, garra, diversidade, que não têm medo de arriscar.

 

 

Pela negativa:

Como vem sendo hábito, continua a ser explorado o lado dramático dos concorrentes.

 

É certo que as primeiras impressões também contam, e o público é o alvo a que se destina a música e o trabalho da banda que sair vencedora, mas não considero justo que, só porque a aparência ou atitude não lhes agrada, sejam impedidos de mostrar aquilo que, afinal, foram lá pôr à prova.

 

Acredito que, para conquistar os 75% de votos necessários para chegar até aos jurados e mostrarem o que valem a cantar, a maioria daquelas entradas seja ensaiada, e a atitude programada, faltando naturalidade e autenticidade, mostrando-se alguém que, se calhar, até nem são, e uma confiança e à vontade que, talvez, não tenham.

 

 

Para terminar, uma pergunta parva, em jeito de sugestão:

Porque não escolhem também, para "a banda", não apenas as vozes, mas todos os restantes elementos que a podem compôr: baterista, guitarrista, e por aí fora?

Cinema de fim de semana

Nota negativa para:

 

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Quem me conhece sabe que comédias deste género não são o meu forte e, logo aí, já ia de pé atrás. Mas como a minha filha queria ver, lá acedi.

A história até dava um bom filme de acção. 

Sim, porque de comédia tem muito pouco. O famoso "Mr. Bean" é bom nesse papel em que, mesmo sem abrir a boca, nos faz rir.

Já neste género de filme, perde a sua graça, e a sua personagem chega até a irritar, de tão burra e desastrada que é.

 

 

 

Nota positiva para:

 

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Um filme com mais de 20 anos, mas que permanece actual.

Que mostra como nem todos os jovens provenientes de bairros problemáticos,  são delinquentes.

Que mostra que, por vezes, basta que acreditem neles e lhes dêem uma oportunidade, para que mostrem todo o seu potencial, conhecimento, vontade de aprender e de ser alguém na vida.

Que prova que, nem sempre, as escolas, e os professores, estão preparados para tirar o melhor destes jovens, discriminando-os, desistindo deles, considerando-os casos perdidos.

Que exemplifica como, para um jovem aprender e se motivar, o segredo não está num programa de ensino convencional, sem graça e, muitas vezes, ultrapassado. Os jovens podem aprender a mesma coisa de diferentes maneiras, e de forma mais cativante.

Que demonstra que, muitas vezes, as famílias desestruturadas, a pobreza, o meio em que estão inseridos, pode influenciar os jovens negativamente mas, se houver alguém que lhes estenda a mão, que lhes mostre que podem ser diferentes, que podem escrever a sua história, tudo pode ser diferente.

Claro que seria uma utopia pensar que basta uma professora excêntrica, e verdadeiramente preocupada, para mudar o destino de todos.

E, como tal, até nesse ponto o filme é realista, ao mostrar que houve jovens que Louanne não conseguiu salvar.

O meu marido, que já trabalhou com jovens em risco e lidou de perto com eles, estava a ver o filme e a reconhecer, de certa forma, os jovens que conheceu, naquelas personagens.

 

Testes em tablets: uma inovação positiva nas escolas!

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Se as novas tecnologias são algo cada vez mais banal nas nossas vidas, e cada vez mais utilizadas no dia-a-dia, seja em contexto laboral, seja a nível pessoal, porque não aplicá-las também nas escolas?

 

Se as próprias escolas têm uma disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação cujos conhecimentos vão, ao longo do ano, sendo utilizados também nas restantes disciplinas, através de actividades em aula, trabalhos de casa ou trabalhos de grupo, porque não utilizá-las, de uma forma ainda mais abrangente, no ensino?

 

 

Há dois anos, fiquei admirada com a forma como o professor de história da minha filha enviava os trabalhos de casa para a turma: por email, uma espécie de questionário, com perguntas de escolha múltipla ou para fazer ligação ou completar, de acordo com imagens, e questões do próprio manual.

É certo que era necessário consultar o manual e perceber a matéria, mas era muito mais rápido de fazer, mais atractivo, e com maior probabilidade de acertar em mais respostas.

 

 

Este ano, o mesmo professor não tem enviado TPC’s, mas optou por outra inovação: os testes feitos em tablets!    

Ao que parece, já o fazia no ano anterior, em que a minha filha não calhou com ele.

História é uma das disciplinas que a minha filha menos gosta, e mais dificuldades tinha ao longo dos anos.

Este ano, está a conseguir tirar boas notas, graças a este método.

 

 

Claro que não funcionará para todos os alunos da mesma forma.

Para quem corre sempre mal a escolha múltipla, quer pelas rasteiras que, por vezes, colocam, quer pela semelhança entre opções e dúvidas que não conseguem dissipar, e que podem levar a respostas erradas, esta forma de avaliação será pior, do que se pudessem responder de acordo com o que sabiam.

 

Nem para todas as disciplinas.

Há disciplinas que implicam construção de textos, respostas desenvolvidas, ou cálculos, que talvez não justifiquem este método.

 

 

Mas eu aprovo! Porquê?

  • É um método prático, rápido, que cativa os alunos.
  • Acabam por responder, quase sempre, a tudo porque basta escolher uma das opções, e com sorte até acertam, basta ler alguma palavra para se lembrarem do que estudaram, ou perceber que, naquelas opções apresentadas, se pode fazer uma exclusão de partes.
  • Não há aquele despejar de matéria e dispersar nas respostas que, por vezes, continham informação a mais do que a que era pedida, e que nos esgotavam o tempo para responder às restantes.
  • Acaba-se de vez com aquela espera pelos resultados dos testes, que os professores só traziam corrigidos dali a uma semana ou mais, e com toda a angústia e sofrimento que passavam naqueles dias, a pensar se teriam uma boa nota, ou uma surpresa inesperada – aqui, faz-se o teste e recebem logo os resultados na hora!

 

 

Só pode ser um professor novo, pensarão vocês, para fazer algo assim.

Pois não é!

É um dos mais antigos daquela escola, que por acaso também foi meu professor!

O que ainda é mais de louvar, porque é a prova de que, apesar da idade, existem professores que acompanham o progresso, as inovações, as novas tecnologias e, não só as aceitam, como as colocam em prática na sua profissão.

Ainda há professores capazes de se reinventar, e reinventar formas de avaliação modernas e igualmente eficazes.

Fui a um workshop sobre animais e não gostei

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O facto de termos chegado depois da hora, e estarmos com alguma pressa, dado que havia ainda coisas para fazer, e o tempo não estica, não terá ajudado. 

No entanto, tendo por única experiência a participação em seminários em que, realmente, aprendi várias coisas sobre os animais, estranhei bastante este workshop.

 

O espaço

Sabia que era numa loja de animais, mas esperava que fosse em alguma divisão ou espaço mais sossegado, e não no meio da loja, com as pessoas em pleno shopping a passar por nós, e dentro da própria loja, com todo o ruído de fundo que dificultava a audição da veterinária.

Meia dúzia de bancos a rodear uma mesa, onde a veterinária tinha um portátil, com os pontos a focar e debater.

 

A discriminação implícita

Nessa mesa, tinham colocado uma espécie de decoração alusiva aos animais, exclusiva para cães - uns ossos azuis que, lá dentro, continham os saquinhos para os cocós.

Todos os presentes, excepto nós, tinham cães. Fomos os únicos representantes dos felinos.

 

O sentido de oportunidade

Sabendo o quanto sai dispendioso levar um animal ao veterinário, as pessoas acabam por aproveitar estes workshops para tirar todas as dúvidas acerca dos seus animais, fazendo aquelas perguntas que faríamos numa consulta normal. Às tantas, em vez de falarmos da qualidade de uma ração, e daquilo que devemos procurar numa boa ração, estava-se a discutir sobre a marca A, X ou Y, e ainda a H, a D, e a K. Estão a imaginar?  

Num seminário também interagimos, também tiramos dúvidas, mas de carácter mais abrangente, e não ao caso de cada um em específico, pelo menos desta forma.  

 

A falta de respeito

Estava um dos participantes a falar com a veterinária, quando uma das restantes pessoas presentes decidiu interromper para mostrar à médica a fotografia dos seus cães. Nos seminários a que fomos, ninguém andou lá a mostrar os seus animais.  

 

O exibicionismo

Às tantas, chegámos à fase em que estava tudo a sacar os telemóveis para mostrar as suas beldades. Pois muito bem que, se foi para isso que lá fomos, também nós temos fotos das nossas bichanas para mostrar.

 

Não aprendi nada

O workshop intitulava-se "12 Dicas para Animais Felizes e Saudáveis". 

Do que ali foi falado, e no que a mim diz respeito, senti mais o workshop como uma troca de opiniões e conhecimentos, do que como uma aprendizagem. Não foi ali dito nada que já não soubesse, nomeadamente, acerca da escovagem, unhas, alimentação, higiene e por aí fora.

 

 

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A destacar de positivo:

A médica veterinária era simpática.

Havia uma pessoa presente que mostrou saber estar, e que tinha, realmente, algum conhecimento sobre animais e estava ali para aprender mais, e não para sacar o máximo de informações possível, a custo zero.

 

The Voice Portugal - as primeiras batalhas

Ontem foi noite de batalhas no The Voice Portugal, uma etapa bastante injusta, como já anteriormente tinha referido.

De uma forma geral, concordei com as escolhas dos mentores, embora não tenha compreendido algumas decisões por eles tomadas.

 

 

Assim, relativamente à equipa do Anselmo:

 

Natacha x Mariana - saiu vencedora a Natacha. Concordo, embore ache que ela ainda não mostrou tudo o que vale.

 

 

 

Laura x Simone - saiu vencedora a Laura. Quando vi quem ia disputar esta batalha pensei logo que a Laura já era. Há qualquer coisa que não me cativa nela, não sei se é o nervosismo, falta de confiança ou o próprio timbre. Fiquei na dúvida se o Anselmo a escolheu porque realmente achou que foi superior, ou apenas porque era muito mau eliminá-la pela segunda vez nesta fase. Assim, tiveram que eliminar o Simão/ Simone (também muito conveniente).

 

 

Equipa da Aurea:

 

 

Francisco x Isis - foi declarado vencedor o Francisco. Já não era novidade nenhuma! Mesmo antes de cantarem, já se sabia quem iria ser escolhido. Tudo bem que o Francisco canta bem, tem aquele jeito só dele, aquele timbre e expressões muito características, mas a Isis também canta e interpreta muito bem.

 

 

Equipa do Mickael:

 

 

Tamara x Juliana - para minha grande surpresa, mas concordando com a escolha, saiu vencedora a Juliana. Fiquei admirada por ninguém ter salvo a Tamara, porque ela é um animal de palco. Pessoalmente, prefiro o timbre da Juliana, e esteve muito melhor nesta batalha que na prova cega. A Tamara deu um show na prova cega, e tem mais atitude em palco. Mas pareceu-me que estava demasiado convencida que ia passar porque estava na praia dela, já conhecia a música e tinha, à primeira vista, várias vantagens sobre a Juliana. E na verdade, é mais completa. A Juliana tem uma bonita voz, mas precisa soltar-se mais. Ainda assim, a voz da Juliana sobressaiu mais esta noite.

 

 

 

 

Fernando x Pedro - saiu vencedor o Fernando, mas o Pedro foi salvo pela Marisa. Confesso que gostei mais de ouvir o Fernando na prova cega. Aqui na batalha, gostei de algumas partes. Já o Pedro, parece-me que se envolve mais com a música e nos envolve a nós, e tem ali um potencial que deve ser aproveitado. Como um dos mentores disse, gostei de partes de um e de outro. Talvez o Fernando tenha mais qualidade e hipóteses de chegar longe. E o Mickael, depois da festa que fez quando o Fernando o escolheu, não o ia mandar embora. Mas eu achei o Pedro ligeiramente melhor nesta batalha.

 

 

Equipa da Marisa:  

 

 

Diana x Hélia - saiu vencedora a Hélia. Esta foi uma batalha "estúpida" e muito fraquinha, quando poderia ter saído dali um bom momento musical. Cada pessoa tem os seus compromissos, e saberá da sua vida, mas logo de início foi a Diana que esteve nos ensaios, sozinha. Juntaram-se depois no último ensaio, com uma sugestão que não sei se se destinou a sobrecarregar a Diana, e facilitar a vida à Hélia. Não acho que qualquer uma delas tenha capacidades para chegar longe no programa, uma pela voz, outra pela atitude. E gostei mais de ouvir a Hélia, nas partes em que cantou. Mas não sei até que ponto esta distribuição da música a favoreceu. No entanto, ela não tem atitude em palco. Pelo trabalho e vontade de vencer, e por ter mais garra, talvez tivesse optado pela Diana.

 

 

 

Maria x Marcos - venceu a Maria. Não gosto da Maria. Já na altura do Ídolos não gostava. Gosto da voz dela, e achei que ficou muito bem nesta música. Não gostei dos gritos dela, principalmente no final. Senti que o Marcos estava mais envolvido na música que a Maria. E também a voz dele ficou muito bem neste tema. Talvez a Maria tenha mais potencial para seguir em frente. Nem percebi porque é que o Marcos foi escolhido nas provas cegas, mas mostrou que sabe fazer melhor. Ainda assim, também não percebo porque tentaram os 3 mentores salvá-lo.

 

 

Pontos negativos:

- O assassinato de várias músicas, com a justificação de dar o cunho pessoal, de fazer versões diferentes. Os mentores que anteriormente criticaram os concorrentes de o fazer e, com isso, a interpretação ficar confusa, estão precisamente a fazer o mesmo agora.

 

- O facto de terem virado cadeiras para salvar determinados concorrentes e para outros, talvez com mais potencial, terem permanecido quietos.

 

- O Bonga - alguém me sabe dizer o que é que o homem ali esteve a fazer?

 

- O facto de só ter havido uma batalha da mentora Aurea, ao contrário dos restantes mentores (a não ser que me tenha escapado alguma coisa).

 

 

Pontos positivos:

- A escolha das Patrícias para ajudar os concorrentes da Aurea, e do Diogo Piçarra, para os da equipa do Mickael.

 

 

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