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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Queremos mesmo pessoas iguais a nós ao nosso lado?

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Ouvimos, muitas vezes, no que respeita ao amor, a afirmação de que os opostos se atraem. Mas será mesmo assim?

São as diferenças entre as duas pessoas, que fazem com que se encaixem uma na outra, e a relação resulte?

Até que ponto serão, as diferenças, algo de positivo para a relação? Até que ponto elas condicionam o sucesso ou o fracasso da mesma? Até que ponto deixam de ser aceitáveis?

 

 

Por outro lado, será que procuramos, do outro lado, alguém exactamente igual a nós? Que pense da mesma forma, que aja da mesma forma, que tenha os mesmos gostos, ideais, feitio? Que seja uma "cópia" de nós?

Até que ponto isso não tornará a relação monótona, aborrecida, sem nada de novo a acrescentar? Até que ponto conseguimos conviver com alguém com as mesmas qualidades mas, também, com os mesmos defeitos?

Até que ponto as semelhanças funcionam melhor que as diferenças, numa relação?

 

 

Dizia a Graça, concorrente do Casados à Primeira Vista, em resposta à pergunta sobre se queria ao seu lado uma pessoa como ela mesma, que isto de que os opostos se atraem é coisa do século XX, e não do século XXI.

Mas, será que queremos mesmo pessoas iguais a nós, ao nosso lado?

 

 

Correndo o risco de mais um "lugar comum", penso que o segredo está num meio termo, entre as diferenças e as semelhanças.

Se, no início, até podemos ficar encantados com as diferenças, com o tempo, podemos perceber que elas nos afastam mais do que juntam. No entanto, há diferenças que nos fazem falta, para nos equilibrar. Por exemplo, se um é demasiado sério, o outro equilibra com a sua alegria; se um é mais gastador, o outro equilibra ao poupar mais; se um é mais infantil, o outro equilibra com a sua postura mais adulta; se um é pessimista por natureza, o outro equilibra com o seu optimismo, e por aí fora.

Por outro lado, se até nos identificamos de imediato com as semelhanças e tudo corre bem pode acontecer, com o tempo, deixar de existir novidade, ser tudo sempre igual, sem surpresas, sem o inesperado. E e, para o bem, pode ser fácil resultar. Já para o mal, afundam mais depressa.

 

 

E por aí, o que vos une mais?

Para qual dos lados da balança se inclinam mais? Preferem ter alguém igual a vocês, ou diferente, ao vosso lado?

 

25 de Abril - há 41 anos, hoje, e sempre!

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"Podem calar a minha voz, mas não os meus pensamentos"

 

Há quem diga que foi positivo. Há quem considere que o estado actual do país se deve, unica e exclusivamente, ao pós-revolução. E há quem veja os prós e contras que resultaram desta revolução em que o cravo foi "rei".

Eu diria que não se soube, talvez, gerir, moderar e aproveitar as conquistas que se foram obtendo. Que houve um desvio em relação aos ideais defendidos nessa época. 

Há quem considere que fazia falta voltarmos aos tempos de outrora, aos tempos de Salazar. Que nos aproveitámos da liberdade para abusar dela a nosso "bel-prazer". E que nos faziam falta rédeas mais curtas.

Outras, não concebem sequer essa hipótese - o caminho não se faz retrocedendo, mas sim avançando!

Eu não vivi o 25 de abril de 1974, nem o antes. A única coisa que posso dizer, por aquilo que sei e que me contam os meus pais, é que prefiro a liberdade de hoje (ainda que seja excessiva), à repressão de há mais de 40 anos atrás!  

Mas, uma coisa não podemos negar: positiva ou negativa, a revolução de 25 de Abril de 1974 foi um importante marco na hstória do nosso país!

E faz hoje 41 anos!

 

Não é defeito, é mesmo feitio!

Sempre fui daquelas mães que anda sempre em cima da filha "Inês já fizeste os trabalhos?" ou "Inês, vai fazer os trabalhos!".

E ela quase sempre me responde o mesmo "Preciso da tua ajuda."

Sei que, muitas vezes, ela até sabe fazer os trabalhos, mas acho que criou esse ritual de esperar que eu chegue do trabalho e me sente com ela enquanto os faz. Se não fosse assim, ficavam muitas vezes por fazer.

Sou daquelas mães que corrige os trabalhos de casa.

Que, em época de fichas de avaliação, inventa exercícios ou imprime fichas para ela se preparar. Que insiste com ela para estudar (e que fica mais nervosa e sofre mais com os resultados que ela). Acredito que, se assim não fosse, as notas não seriam tão boas. Não por não saber, mas por não lhe apetecer.
Mas por vezes, em vez de ajudar, prejudicamos. E foi o que aconteceu connosco. Ao estudar para a ficha de Estudo do Meio, a minha filha teria que saber o nome dos países que fazem parte da União Europeia. Disse-lhe que quase de certeza a professora não iria querer que eles decorassem isso e que, provavelmente, não iria sair uma pergunta dessas. Bastava ela saber alguns. "E se sair?" - perguntou ela.

Resultado, foi por mim, e estudou mais a restante matéria. Mas, afinal, a professora quis que eles soubessem tudo. E ela não se esmerou porque eu "a convenci" de que não ia sair aquilo. A ficha correu mal. E eu sinto-me, em parte, culpada por isso.
Claro que ela devia saber que o trabalho dela é estudar, que devia ter métodos de estudo, autonomia suficiente para fazer os trabalhos ou estudar sem que tenham sempre que a lembrar. Devia saber que a matéria é para estudar toda mesmo que a mãe diga o contrário. Mas não é assim.
E quando tomamos a decisão de interferir (de forma positiva ou negativa) nos assuntos deles, passamos a ter a nossa quota-parte de responsabilidade, tanto no bom como no mau sentido.
Por vezes, apetecia-me não me envolver tanto, mas sei que não o conseguiria fazer.

Sou uma mãe galinha, e não é defeito, é mesmo feitio!

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