Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A praia do Baleal, em Peniche

(fiquei rendida a mais este paraíso)

240427276_1862349340613848_8382469299196039840_n.j

 

Não é todos os dias que encontramos uma praia em que podemos escolher em que "mar" tomamos banho e damos uns mergulhos. Ou nos damos ao luxo de aproveitar os dois, bastando atravessar uma pequena estrada para o outro lado.

 

Não é todos os dias que encontramos mar calmo, mais propício para nadar, e mar mais agreste, para quem prefere mergulhar e sentir a força das ondas, ou fazer surf.

 

Não é todos os dias em que temos uma praia com um lado sul, mais familiar e apetecível para os banhos de sol, com a areia mais fina, e um lado norte, mais destinado a quem queira fugir da escolha geral e, de certa forma, mais selvagem mas, por isso mesmo, mais bonito de ver.

 

Não é todos os dias que apanhamos água morna (sim, mesmo morna, embora tenha sido só num primeiro banho), mesmo lá mais para a frente. Não foi no Algarve, nem no Alentejo que, aí, apanhei sempre fria. Foi mesmo no Baleal!

 

Não é todos os dias que nos sentimos verdadeiros turistas, mesmo sem o ser.

Que podemos apreciar as dunas, numa espécie de dois em um, de campo e praia.

Eu sou fã número 1 de Tróia, depois da "minha" Ericeira, claro. 

Mas fiquei rendida a mais este paraíso português!

Numa península que, em tempos, já foi ilha.

 

240971107_143622047932135_6897604054271695923_n.jp

241077248_341002491072157_8595704585436058056_n.jp

241002695_1581799708878629_4462655542781578663_n.j

 

241071813_881468429137965_5065688003905232650_n.jp

241017083_3050234475256444_1188962323241823534_n.j

240563676_432706824699446_8484944767073929276_n.jp

240421525_888358785394993_1119032057140623281_n.jp

240437160_544565480199259_894979413920704631_n.jpg

240603889_577155793309480_6323796306223496304_n.jp

240581040_827582597959368_6633805122103773601_n.jp

240567912_917888779080831_4340488793051638556_n.jp

240921720_228192695910069_4668380354315969550_n.jp

240466832_1229471474191871_3905632189079577784_n.j

240892955_1248083988948197_2626791984963547608_n.j

240422285_841314646526612_6042986104611131705_n.jp

240476367_4186305864818020_438774532723898427_n.jp

236051908_828775851342356_3446409661617379554_n.jp

 

 

 

Foi preciso voltar à praia para perceber o quanto sentia falta dela!

IMG_1104.JPG

 

No ano passado não fui à praia.

Com o covid, as regras e as pinturas em casa, optei por não fazer praia.

Este ano, o tempo não anda muito convidativo e, mesmo em férias, a vontade não era muita.

Pensei que já não tinha aquele desejo tão grande e aquela paixão de antigamente.

Pensei que passava bem sem ir à praia mais um ano.

 

Até que, esta semana, fomos até ao Baleal.

E foi incrível perceber o quanto sentia falta de pisar a areia.

O quanto sentia falta do cheiro a maresia.

O quanto me fazia falta dar um mergulho no mar. Sentir o sal, e o sol, na pele.

Foi incrível perceber as saudades que eu tinha da praia, e quão bem ela me faz.

 

Foi bom relembrar aquilo que parecia já estar esquecido. Como um regressar às origens.

Um despertar de algo adormecido. Mas que está lá, e sempre estará, por mais que os anos passem, e a vida mude.

Ir à praia em tempo de pandemia

Itália: empresa cria barreiras divisórias para praias e ...

 

Eu sei que nós, humanos, reclamamos muito, nem sempre aceitamos bem a mudança, nem sempre reagimos bem às adversidades, mas temos uma infinita capacidade para nos adaptarmos, assim sejamos obrigados, ou queiramos fazê-lo.

 

De certa forma, é essa a grande prova que temos vindo a superar com a quarentena, o confinamento, o teletrabalho, e todas as medidas que temos que seguir naquilo que nos é essencial.

 

Com o progressivo desconfinamento, começam também a vir as regras e recomendações para os espaços de lazer que, não sendo essenciais, acabam por também fazer parte da nossa vida e contribuir para o nosso bem estar.

 

A praia, é um desses locais.

Mas, confesso, não sei se estarei preparada para usufruir da praia, algo que é suposto libertar, descontrair, relaxar, em tempo de pandemia, com todas as limitações inerentes.

É certo que adoro a praia, adoro um bom banho de sol e um bom mergulho, mas seria um pouco assim:

- apanhar autocarro e fazer o percurso com máscara

- sair do autocarro, tirar a máscara

- chegar à praia e ver como está a lotação (em dias normais, é tipo sardinha em lata, por isso, o mais certo é já estar cheia)

- se houver espaço, ver por onde devemos seguir para lá chegar; se não, procurar outra praia da zona, que esteja disponível (se não houver, fizemos a viagem em vão, e voltamos mais cedo para casa)

- tentar medir a distância a que ficamos, de quem já lá estiver, seja no areal, seja no mar

- depois, é a constante preocupação com o possível contágio, por quem se aproxima mais do que deve, por quem espirra ou tosse ali perto, 

- é o não se poder usufruir da praia na sua totalidade, e com a liberdade que gostaríamos

- no final, voltar a colocar a máscara, para apanhar o autocarro e voltar a casa

 

Até pode correr tudo bem.

Até me posso vir a habituar.

Até posso não resistir a ir, nem que seja para dar um mergulho e vir embora, em horários que antes não fazia, só mesmo pela sensação de deixar lá todo o stress, purificar, revitalizar.

Mas não é a praia que eu gosto de fazer. Não é a praia a que sempre me habituei a fazer, desde a infância.

E palpita-me que posso sair de lá pior, do que não indo.

 

Vamos ver quando chegar as férias, se mudo de ideias e me rendo a esta nova forma de fazer praia ou se, pela primeira vez, corto temporariamente relações com ela! 

 

 

 

Ritual de praia, de geração em geração

Imagem relacionada

 

Começou quando eu ainda era pequena, e tem-se mantido, com algumas interrupções pelo meio, até hoje, o ritual das nossas idas à praia, durante todos os dias das férias!

 

Em casa, pela manhã, a preparação das mochilas com as toalhas, brinquedos (quando era o caso), raquetes, protector solar, e o lanche.

A seguir ao almoço, a caminhada até à paragem do autocarro, onde esperávamos ansiosos pela sua chegada, juntamente com as outras pessoas, muitas delas vizinhos ou conhecidos, que iam para o mesmo destino. 

Chegávamos cedo à praia, pelo que ainda não se podia ir ao banho. Assim, depois das toalhas estendidas e do protector colocado, jogávamos raquetes, para passar o tempo até à hora abençoada em que nos diziam "já podes ir à água".

A partir desse momento, era água, toalha, raquetes, água, toalha, lanche e assim, sucessivamente, até ao momento em que olhávamos para o relógio, e estava na hora de começar a arrumar tudo, para irmos apanhar o autocarro de volta para casa.

Por vezes, quando nos esticávamos mais do que devíamos, lá tirávamos o biquini molhado. À saída da praia, limpar os pés para tirar a areia, sentados num banquinho ou no próprio muro da praia.

 

Praia não era praia sem um gelado e, assim, na caminhada para o autocarro, era feita a paragem obrigatória na barraquinha dos gelados ou, mais tarde, no bar da praia. Quase sempre, gelados baratos: Mini Milk, Epá, Perna de Pau, Pé (que eu quase sempre deixava cair metade no chão) ou Calipos, no caso da minha filha.

 

A própria caminhada faz parte do ritual. Com algumas mudanças de local, ao longo dos anos, ou tínhamos uma subida íngreme, mas muito mais perto da praia, à nossa espera, ou uma caminhada de cerca de meia hora, até ao terminal. 

Numa ou noutra, enquanto saboreamos o gelado, vamos observando os veraneantes, o mar com o sol a pôr-se, as gaivotas e os gatos que por ali andam, aqueles que estão a chegar a essa hora, e os que partem ao mesmo tempo que nós.

 

E, já no autocarro, um último adeus à praia, até ao dia seguinte, e por aí em diante, até ao último dia das férias, em que a despedida é até ao ano seguinte.