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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As cordas a que nos queremos agarrar na vida

Cada um tem seu poço, e não precisa sair dele sozinho. | by Elivelton  Rodrigues | Medium

 

Muitas vezes, na ânsia, e no desespero de querer sair do poço à força, e ainda que só tenhamos dois braços, e duas mãos, mais cordas fossem lançadas, mais as que tentaríamos agarrar, sem sequer olhar para elas.

Queremos tanto sair dali, agarrar todas as oportunidades, que nos seguramos a todas. Correndo o risco de não conseguirmos agarrar nem uma delas, até ao fim do percurso.

Quando, se parássemos para reflectir, para observar, para prestar atenção, bastaria apenas agarrar a "certa", para conseguirmos subir até onde queríamos.

Por vezes, mais do que tentar agarrá-las todas, ou uma que seja, deveríamos tentar perceber se aquilo que nos traz realização pessoal está do lado de fora do poço ou, pelo contrário, está ali mesmo, connosco, mais perto do que imaginamos.

Porque, ainda que as consigamos agarrar todas, subir e chegar ao topo, pode acontecer continuarmos a não nos sentir realizados.

Simplesmente, encontrarmo-nos, outra vez, num outro poço, à espera de outras tantas cordas, numa busca que se arrasta pela vida fora, sem nunca alcançarmos aquilo que nem sabemos bem o que procuramos.

 

 

 

O desespero leva sempre a más decisões?

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Será que uma decisão tomada num momento de saturação, cansaço ou até desespero, é uma decisão tomada de forma totalmente consciente?

Será uma decisão bem ponderada, depois de analisados, friamente, os prós e os contras? 

Será uma decisão acertada e certeira?

Ou estaremos a tomar uma decisão com a visão turvada pelo calor do momento, quando estamos de cabeça quente e nem conseguimos raciocinar?

Será que o desespero leva sempre a más decisões, e más escolhas, das quais mais tarde nos iremos arrepender, por terem sido tomadas de forma precipitada?

Ou será possível, mesmo no meio do desespero, termos o discernimento de tomar uma decisão que se revelará positiva?

E, afinal, quantas decisões não são tomadas depois de muito debatidas, e se revelam as piores que poderíamos ter tomado?...

 

 

Centrar ou dispersar?

 

O que é que valerá mais a pena - centrarmos todas as nossas energias na concretização de um projeto de cada vez, ou dispersá-las por vários ao mesmo tempo, correndo o risco de não dar conta deles todos?

Não é mau ter vários objectivos a alcançar e concretizar, mas até que ponto estaremos inteiramente focados neles, e conseguiremos levá-los a bom porto?

Se conseguirmos fazê-lo, melhor! Mas seria bom pensar bem nas nossas prioridades, naquilo que realmente queremos, na necessidade de realizar tudo ao mesmo tempo, e no tempo que teremos para tudo isso, antes de tomar qualquer decisão precipitada.

Sobretudo, quando essas decisões definirão o nosso futuro.

Por muito que queiramos, não podemos fazer o tempo aumentar nem tão pouco andar com ele para a frente, e não devemos pôr a carroça à frente dos bois, porque pode dar mau resultado.

O problema de, muitas vezes, querermos agarrar tudo o que nos aparece pela frente é que, embora no início pareça fácil, com o tempo pode-se revelar uma tarefa mais complicada, pode começar a pesar, as nossas mãos podem ser insuficientes, e corremos o risco de deixar cair ao chão algumas dessas coisas que não quisémos antes deixar. Nesse caso, acabamos por perdê-las na mesma.

Subir vários degraus de cada vez é possível. Dedicarmo-nos a alguns projectos diferentes também. Mas pode dar muito mau resultado. Em vez de estarmos focados a 100% numa única meta, estaremos divididos em três ou quatro diferentes, e com a nossa atenção reduzida a pouco mais de 25% para cada uma delas, o que pode não ser suficiente para nenhuma.

A ambição, com conta peso e medida, é saudável. Em demasia, nem por isso. E, de tanto querermos tudo, podemos acabar por ficar sem nada!