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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Atenção redobrada...

...é o que se exige, hoje em dia, a todos os consumidores, para que não sejam enganados ou saiam prejudicados nas compras que fazem!

E é algo que eu nunca cumpro! À custa disso, já me aconteceram várias situações em que não dei conta do erro, e "paguei" literalmente por ele.

Uma vez pedi, na secção do talho, pernas de frango, que é uma das coisas relativamente baratas que se compra. Peguei no saco, paguei junto com outras compras e vim para casa. Quando olhei para a etiqueta do preço, pensei "isto devem ser umas pernas de frango de ouro"! Tinham marcado o preço de uma carne mais cara!

Outra vez, também na secção do talho, pedi meio quilo de bifes de peru e meio quilo de bifes de frango. Deram-me um quilo dos primeiros!

Já na caixa, acontece várias vezes levar duas embalagens de pão de forma - uma familiar e outra especial torradas - e registarem as duas ao preço da mais cara.

Claro que eu só dou por isso já em casa. Nunca fui de estar atenta, conferir talões, contar o troco. Quero é pegar nas compras, despachar-me e chegar a casa. E depois não estou para me chatear e perder tempo a reclamar.

Mas, da última vez, fi-lo.

Peguei num livro para a minha filha que estava marcado, no próprio livro, a € 8,91. Uma etiqueta branca com o preço a preto muito sumido que quase não se via, mas dava para perceber com algum esforço. Paguei juntamente com as compras do mês. Em casa, quando estava a ver o talão, percebi que o tinham registado a € 9,90!

No dia seguinte, fui lá reclamar. Queriam ficar com o meu talão, mas disse que precisava dele. Resolveram as coisas de outra maneira, devolveram-me os € 0,99 e fui mais satisfeita para casa. Não é pelo valor em si, porque já tive prejuízos maiores. 

Mas não podem estar sempre a "comer-me" (e aos outros) por parva, e eu a deixar!

 

Quase um mês depois...

 

Já passou quase um mês desde que tivemos o acidente e, até agora, nada foi resolvido.

Deixei eu a papelada com que lido no dia-a-dia no trabalho, para ter que tratar de papelada do sinistro nas minhas férias.

Regressei ao trabalho, duas semanas depois, e continuo a fazer o mesmo.

As companhias de seguros, essas andam a dormir, não querem saber, não se mexem.

Não se compreende que tenhamos participado o sinistro logo no dia do acidente - 15 de Julho - que a nossa companhia nos tenha dado mais tarde o número do processo com base nesa participação (uma vez que a parte responsável não o tinha feito), e que duas semanas depois nos enviem uma carta a solicitar que façamos a participação do sinistro!

Não se compreende que a companhia do responsável demore quase um mês para apurar responsabilidades, quando até o nome de testemunhas indicámos. 

Não se compreende que, para serviços e fins diferentes, peçam documentos originais, quando original só há um e, se vai para um lado, não pode ir para outro.

Há muita coisa que não se compreende, ou eu não compreendo. Mas tenho que fazer: emails, cartas, inquéritos, telefonemas. E temos primeiro que arcar com todo o prejuízo, para depois, quando a companhia do culpado entender, nos ressarcir em parte. Porque, no meio de tudo isto, saímos sempre prejudicados.

Dizem que o assunto é com as companhias, uma a tentar esquivar-se e a outra a tentar responsabilizá-la. Não me parece. É um assunto entre nós e a companhia da outra parte. A nossa companhia, tenho a sensação de que é uma mera espectadora.

E assim estamos nós - com despesas médicas por liquidar, com valor comercial do carro por pagar, com matrícula por cancelar, com gastos que nunca vamos recuperar, à espera que se apurem responsabilidades!

 

O Simplex no seu melhor

 

Depois de uma tarde em que a electricidade faltou e tornou a vir, vezes sem conta, acabou por faltar de vez, no dia seguinte, logo de manhãzinha. Além da casa dos meus pais, também a vizinha do lado se encontrava na mesma situação.

 

10.00 horas - Ligo para o número grátis de comunicação de avarias. Dizem-me que tem que ligar alguém que esteja no local para fazerem alguns testes básicos. Entretanto, como expliquei que havia mais uma casa afectada, pediram-me as informações da praxe e tive que aguardar. Disse-me que não tinha registo de qualquer avaria geral, pelo que deveria ser outro problema. Informou que ia participar à equipa técnica e ficou com o contacto da minha mãe.

 

13.00 horas - Como ninguém apareceu no local, volto a ligar. Repito a história e dou as mesmas informações. Pedem-me para aguardar. Desta feita, têm a indicação de que a avaria geral está resolvida! Então afinal sempre havia uma avaria geral?! De qualquer forma, informa-me de que o técnico tem até 4 horas para se deslocar ao local, pelo que temos que aguardar. Se ao fim desse tempo ninguém aparecer, temos que ligar novamente.

 

14.00 horas - Liga o meu pai. A mesma conversa do costume, e nada resolvido.

 

17.00 horas - (já indignada com tanta incompetência) Torno a ligar. O técnico foi ao local e têm a indicação de que a avaria está resolvida! A sério? Devem estar a brincar com as pessoas.

É inadmissível que 7 horas depois da primeira chamada efectuada, as duas casas continuem sem electricidade, que tenham ido técnicos ao local, quando ninguém lá apareceu, e considerem a avaria resolvida, quando na realidade não está.

Da última vez que aconteceu uma situação semelhante, os meus pais ligaram, e ao fim de uma hora, ou nem tanto, estavam lá em casa. Desta vez, não passamos do mesmo. A operadora disse que o técnico não vai à moradia, mas ao local. Disse-me que ia reportar novamente a situação à equipa técnica e que teria que aguardar! Ainda mais?

Aí passei-me mesmo. Disse-lhe que não andamos aqui a brincar. Então elas informam a equipa técnica, nós esperamos, esta vai ao local (nem sei bem qual) e dão a informação que está resolvida, continuamos sem electricidade, tornamos a ligar, elas informam a equipa técnica, nós esperamos, esta vai ao local (nem sei bem qual) e dão a informação que está resolvida. E não passamos disto. Quanto tempo mais vamos andar assim? 1, 2, 3 dias? As pessoas precisam de electricidade, por isso a pagam. Mas parece que pagamos um serviço que não temos, porque quando é preciso ninguém faz nada. As pessoas têm prejuízos, e alguém tem que se responsabilizar.

Reclamei, exigi saber exactamente o que é que a equipa técnica iria fazer desta vez e onde ia exactamente, disse-lhe que ia esperar até à noite e que se não aparecesse ninguém ia resolver as coisas e seriam eles a arcar com a despesa, ameacei que teria que seguir por outros meios, enfim...

 

Antes das 18 horas estavam lá os técnicos ao pé de casa! Resolveram finalmente o assunto. Tratava-se de uns fios velhos que tinham queimado.    Agora, o que é curioso é que os próprios técnicos dizem que, sempre que são contactados, têm uma hora e não quatro (como disseram as várias operadoras) para ir ao local da avaria.  Quem fala a verdade e quem mente, não sei...

Mas parece-me que o simplex chegou também à EDP, e no seu melhor!  

Pagar, pagar, pagar...e só depois receber! Se receber!

 

Isto é uma vergonha!

Uma pessoa está sossegada na sua vida e tem o azar de lhe baterem no carro. Além do carro danificado, sofre danos corporais e é levado para o hospital.

Como não pode chamar a assistência em viagem numa ambulância, tem que outro reboque levar o carro. Para poder levantar o carro e levá-lo à oficina, tem que pagar o dito serviço de reboque.

Ao fim de mais de uma semana, é-lhe então devolvido o valor com desconto de 1 cêntimo - ou seja, nem o valor certo pagaram.

Enquanto não lhe é fornecido veículo de substituição, tem que pagar transportes à sua conta, correndo o risco de essas despesas não lhe serem assumidas pela companhia de seguros. O que significa que podemos ficar com o prejuízo, ou então recorremos ao tribunal, mas nesse caso, teremos que pagar para iniciar o processo!

A não ser que a pessoa opte pelo que a companhia sugere - alugar um carro. Mas para isso é preciso dinheiro! Ou ter um cartão de crédito!

Se o valor do arranjo passar de um determinado montante, não arranjam. Dão-nos uma percentagem do valor. O que quer dizer que nos arriscamos a ficar sem carro, e com pouco dinheiro para ir buscar outro.

Para levantar o veículo de substituição, temos que deixar uma caução que só nos é devolvida quando o entregarmos.

Relatórios médicos, temos que ser nós a pedir, para o caso de termos que apresentar na peritagem de danos corporais. Despesas hospitalares, nomeadamente, taxas moderadoras, mesmo que o hospital envie para a companhia, esta não paga.

Temos que ser nós a pagar a conta, e enviar os respectivos comprovativos para a companhia, para esta depois nos devolver esse dinheiro.

É certo que, à partida, tudo nos será devolvido. É certo que o carro, mesmo à tangente, foi reparado.

Mas fico com a sensação de que, quem bate, não tem metade das preocupações, nem que se ver confrontado com tantas burocracias, como quem foi prejudicado pela sua distracção!

E mais uma vez se confirma que as companhias de seguros só trazem vantagens no momento em que querem angariar clientes. Depois, tentam descartar-se ao máximo!

 

 

 

 

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