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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

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Os "lobos em pele de cordeiro" deste mundo

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Eles andam por aí.

Disfarçam-se de bondade, de companheirismo, até de amizade.

Acolhem e protegem aqueles que acreditam que os seguirão fielmente, porque os veem como "líderes".

Ou aqueles que, a seu ver, são mais fracos, e nunca lhe farão frente, pelo que não constituem uma ameaça.

Mostram-se sensatos, amistosos, sábios.

E assim conquistam todos ao seu redor.

 

No entanto, basta que algo, ou alguém, se atreva a sair do trilho, para estes lobos começarem a deixar cair a sua máscara.

Para começarem a mostrar o que se esconde por debaixo do aparente cordeiro inofensivo.

Pessoas arrogantes, prepotentes, com a mania que são mais, e melhores, que os outros.

Pessoas que não sabem conviver e lidar, ou tentar compreender a diferença.

Que acham que, por falarem num tom de voz baixo e monocórdico, ou por terem o dom da oratória, não deixam transparecer o ataque, a agressividade, a ameaça velada que estão a transmitir aos outros.

 

E é desses que devemos manter a distância.

Porque uma pessoa até pode não estar correcta nas coisas que diz, na forma como o diz, no tempo em que o diz, mas não ter maldade ou más intenções.

Já aqueles que não se permitem perceber isso, compreender os outros, e agem com superioridade, com desprezo, com rancor, com uma raiva disfarçada sem qualquer motivo, acabam por ter pior carácter, do que aqueles que querem denegrir.

 

Uma pessoa que se impõe de forma autoritária, falando sem permitir que os outros também falem, atacando sem permitir que o outro se defenda, como se só ela fosse a dona da razão, e os outros tivessem que se vergar ou curvar perante si, é uma pessoa a manter bem longe. 

 

Distância de falinhas mansas, de discursos fingidos, de olhares raivosos, dos "lobos em pele de cordeiro" deste mundo.

A Natureza leva sempre a melhor

IMG_20210225_085408cópia.jpg

 

Hoje, no caminho para o trabalho, olhei para a estrada.

O alcatrão está cheio de falhas, de rachas, provavelmente provocadas, em parte, pela chuva.

Por entre essas rachas brotam, agora, ervas.

 

E isto fez-me pensar que, no duelo entre o Homem e a Natureza, por muito que o primeiro acredite, muitas vezes, que está em vantagem, no fim, será a segunda a sair sempre vencedora.

O Homem alcatroa as ruas. A chuva destrói, e a flora volta a manifestar-se.

Tal como nas calçadas, nos ladrilhos, nos muros de pedra.

O Homem desrespeita a Natureza, através de diversas construções, que as intempéries acabam por destruir.

O Homem polui, mas sofre com os efeitos dessa poluição.

O Homem esgota os recursos naturais mas, no fim, é ele que fica a perder sem eles.

O Homem, mais cedo ou mais tarde, parte.

A Natureza, fica... e ainda se rirá da sua petulância, da sua prepotência, da sua ousadia em crer que poderia, de alguma forma, e em algum momento, vencê-la.

Quando já deveria saber que a Natureza leva sempre a melhor.

Que resposta se dá a isto?!

 

"Creio que não percebeste como funcionamos. Não te vamos enviar as respostas, se nos queres entrevistar passa por cá, uma 3a ou uma 5a, ninguém quer perder tempo a responder assim." 

 

Como sabem (ou talvez não), todas as entrevistas que fazem parte da rubrica "À Conversa Com..." foram/ são feitas via email - eu envio o artigo e as questões, os entrevistados reenviam as respostas e/ou alterações que considerem por bem fazer.

Tem sido assim com todas elas. Das solicitações para entrevistas que fiz, a maior parte teve feedback positivo!

Alguns convites têm sido educadamente recusados, o que aceito sem problema. Qualquer pessoa é livre e está no seu direito de não conceder as entrevistas a quem as pede. Outros convidados, nem respondem.

E depois, há respostas assim como esta (foi a primeira ao longo destes meses), recebida após o envio das questões por email, na sequência de um primeiro contacto para possível entrevista, que foi aceite, tendo inclusive o grupo em causa retribuído com um convite para assistir a um dos seus ensaios.

 

Mais uma vez, friso que não tenho qualquer problema na recusa dos convites, seja por falta de disponibilidade, de vontade, por acharem que não vale a pena conceder entrevistas a bloggers com pouca visibilidade, ou por outro motivo qualquer.

Até mesmo nesta situação específica, teria aceitado que me tivessem dito o que disseram, mas de uma outra forma. Assim, que resposta se dá a isto?!

No entanto, sempre me ensinaram que não devemos responder aos outros, na mesma medida com que nos respondem, porque isso não leva a nada, e não retiramos daí nada de bom.

Por isso, limitei-me a responder desta forma:

 

"Olá boa tarde,

Como expliquei no primeiro email enviado, e porque tudo isto se destina a um formato digital, as entrevistas que costumo fazer para o blog são sempre via email, até por uma questão de localização, e disponibilidade por parte dos entrevistados, que assim respondem quando puderem, e onde quer que estejam.
 
Por outro lado, e uma vez que as entrevistas não são a minha actividade principal, mas algo que faço em pequenos momentos que tenho livres, é-me difícil ter disponibilidade para me deslocar até aos entrevistados.
 
A entrevista via email é um método que tem tido uma boa aderência, e me tem permitido entrevistar bandas, artistas, escritores, e outros convidados, de norte a sul do país.
 
Lamento que não tenham disponibilidade mas, de qualquer forma, agradeço o contacto e desejo-vos a continuação de um bom trabalho.
 
Cumprimentos,
Marta Segão"

 

 

 

* E nestes últimos dias, em diversas situações, arrogância tem sido o prato do dia. É preciso respirar fundo, pôr em prática aquilo que me ensinaram, e muuuuuuuuuita paciência!