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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Presente de Natal antecipado

Mesmo quando eu não quero, os livros parecem surgir à minha frente, como que a desafiar-me a comprá-los.

Já não bastava as newsletters da Wook e afins, até no facebook me deparo com as novidades literárias e, depois, fica difícil resistir à tentação.

Tenho uma lista de 48 livros a comprar. Há vários meses. 

 

De repente, vejo um anúncio a um livro novo, por mero acaso e percebo que é mesmo o meu estilo. E, por sorte, até descubro uma promoção que o coloca 4 euros mais barato. Junto-lhe outro que até está em conta mas, mesmo assim, ficava cerca de 1 euro mais barato, e pronto: está decidida a minha prenda de Natal antecipada, para mim própria!

 

O grande culpado foi este:

 

"Sobreviver a um acidente de avião é apenas o início para Allison. A vida que construiu para si - o noivo perfeito e o mundo luxuoso de ambos - desapareceu num ápice. Agora tem de correr, não só para fugir dos segredos sombrios do passado, mas também para despistar o homem que a persegue a cada passo. No outro lado do país, a mãe de Allison desespera por notícias da filha, que se encontra desaparecida, dada como morta.

Uma história de mistério, cativante e impossível de parar de ler."  

 

 

E este, veio por arrasto!

Bertrand.pt - Ganhei uma Vida Quando te Perdi

 

"Como é que se esquece alguém? Quando Alice decide esquecer Gustavo, depois de este a ter magoado, procura Artur, um homem sábio e misterioso que tem o dom de apagar, temporariamente, as memórias associadas a uma pessoa.
No entanto, Alice estava longe de imaginar as consequências que essa decisão iria trazer para a sua vida, principalmente depois de se apaixonar por Rodrigo.
Agora tinha mais uma difícil decisão em mãos: enfrentar o passado, ou viver este novo amor que, depois de ter apagado parte das suas memórias, poderia não passar de uma mera ilusão…"

 

 

A lista? Essa, continua com os mesmos 48 livros, porque retirei de lá um, mas acabei por acrescentar outro!

Nada a fazer!

À Conversa com a Associação Mentes Sorridentes

 

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E se fosse possível adquirir uma “ferramenta”, desde a infância, para superar os momentos difíceis que a vida nos reserva?

A Associação Mentes Sorridentes é uma associação sem fins lucrativos, criada com o objetivo de transmitir bem-estar a todos os que nos rodeiam, recorrendo ao mindfulness. 

 

Para ficarem a conhecer melhor o trabalho desenvolvido e os objectivos da associação, aqui fica a entrevista:

 

 

 

 

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Como, e quando, nasceu a Associação Mentes Sorridentes?

 

As Mentes Sorridentes nasceram numa escola pública, na área da grande Lisboa, depois de uma equipa multidisciplinar de professores, psicólogos e médicos ter implementado e avaliado um programa de mindfulness desenvolvido para o contexto educativo.

Ao constarmos os resultados de uma intervenção com apenas 8 semanas, considerámos que tínhamos de levar esta experiência a outras comunidades educativas e a única forma de o fazer era constituirmo-nos como associação sem fins lucrativos.

Temos agora 2 anos de existência e já levámos o projeto a 12 agrupamentos de escolas públicas.

 

 

 

Quais são os principais objectivos da associação?

 

A nossa missão é facultar a adultos, crianças e jovens competências duradouras para a vida, baseadas no mindfulness e na meditação, permitindo-lhes alcançar bem-estar mental e emocional.

 

 

 

Para quem não conhece bem o significado, poderia explicar em que consiste o termo “mindfulness”?

 

Mindfulness é um treino mental que assenta na prática repetida de atos intencionais que vão permitir que os processos regulatórios de córtex pré-frontal diminuam a atividade dos processos automáticos do modo default.

Parar e estar presente é uma competência básica do desenvolvimento do mindfulness. E isto treina-se prestando atenção e tendo consciência do que está a acontecer neste momento, dentro e fora de nós.

Estar “acordado(a)” e disponível para a vida tal como ela é, mais do que fantasiarmos aquilo que achamos que a vida deveria ser.

O mindfulness é, dito de outra forma, uma pausa. 

 

 

 

Na sua opinião, a prática do “mindfulness” é útil em todas as faixas etárias, sejam crianças ou adultos, e nas mais diversas áreas?

 

Os campos a que a meditação e o mindfulness se têm alargado revelam a sua importância – do contexto militar, da saúde e empresarial, à educação; desvendando a ciência a importância do treino da mente em todas as idades.

Entre os inúmeros benefícios atestados, referimos, particularmente, aqueles que investigaram esta última área revelando um aumento de competências que são relevantes para professores e alunos.

Entre estas, encontra-se um aumento da capacidade de atenção (Napoli et al 2005; Sedlmeier et al, 2012), uma menor reatividade emocional e um maior envolvimento em tarefas, mesmo quando ativado emocionalmente (Ortner et al., 2007; Roemer et al, 2015), redução do stress e da ansiedade (Chiesa & Serreti, 2009).

Tem, também, sido encontrado um aumento de respostas compassivas a alguém que está em sofrimento e um aumento da compaixão (Condo net al, 2013; Birnie et al, 2010).

A avaliação do nosso programa Mentes Sorridentes tem confirmado, igualmente, estes dados, salientando-se o incremento do bem-estar em adultos, jovens e crianças.

 

 

 

De acordo com a sua experiência, considera que muitas pessoas ainda vivem muito “presas” ao passado, condicionando de forma negativa o presente, no qual não se conseguem focar na totalidade?

 

O estado natural da mente é, por norma, estar imerso na sua narrativa interior, na narrativa da sua história de vida, preso ao passado ou projetando o futuro.

E o mundo atual potencia ainda mais esse “alheamento” do mundo que nos rodeia a ponto de estarmos atentos apenas a alguns sentidos (caso da visão e do tacto).

Treinar a mente também possibilita o desenvolvimento de novas ligações neuronais, de reforçar caminhos cerebrais que nos ajudam a desenvolver a capacidade de nos relacionarmos com a experiência que vivemos de maneira diferente, de ganhar perspetiva e observar a qualidade subjetiva dos fenómenos internos e externos, em vez de se reforçarem os processos habituais de identificação, que oscilam entre reações de apego e aversão (Hӧlzel et al., 2011; Vago, & Silbersweig, 2012).

 

 

 

 

 

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O nosso bem-estar depende, maioritariamente, do nosso corpo e da nossa mente, e da forma como se interligam entre si?

 

Não é possível separar o corpo da mente. Isto pode ser compreendido com facilidade se nos questionarmos: quando temos de lidar com algum acontecimento difícil na nossa vida, como reage o nosso corpo? Por vezes a garganta aperta, ou o estomago faz um nó, ou as mãos suam. O nosso cérebro é um cérebro emocional e facilmente caímos no ciclo de pensamento, emoção, pensamento. O conceito de bem-estar tem evoluído ao longo do tempo, porém atualmente está correlacionado com vários indicadores, entre eles, a saúde mental. 

O mindfulness é uma forma diferente de estar com a experiência de stress ou ansiedade, tendo consciência do que acontece, nessas alturas, no corpo e na mente, e estabelecendo com isso uma relação diferente, não caindo nos automatismos mentais rotineiros.

Aprende-se a ter consciência dos pensamentos à medida que emergem na mente e a não os confundir com a realidade ou identificar com eles, aprende-se a gerir as emoções difíceis.

 



Existem mais pessoas a procurar este tipo de ferramenta quando estão a atravessar momentos difíceis nas suas vidas e pretendem superá-los, ou há quem queira experimentar apenas por curiosidade?

 

Da nossa experiência, a curiosidade é sobretudo o grande motor que leva à procura do mindfulness. Contudo, não é uma panaceia mágica para todos os problemas. É um treino mental associado a um caminho e a uma atitude de viver intensamente a vida tendo consciência da totalidade da nossa experiência. Existem inúmeras ofertas neste campo e é importante saber discernir o que é mindfulness do que não é.

 

 

 

Hoje em dia, as pessoas vivem, de uma forma geral, sob intenso stress e pressão, e a falta de paciência é uma constante, acabando por prejudicar a sua saúde e as relações com os outros. É possível, através do “mindfulness”, reverter estas situações?

 

Não se trata de uma técnica destinada a reduzir diretamente o stress ou ansiedade, ou para controlar o pensamento.

O mindfulness é uma forma diferente de estar com a experiência de stress ou ansiedade, tendo consciência do que acontece, nessas alturas, no corpo e na mente, e estabelecendo com isso uma relação diferente, não caindo nos automatismos que são habituais nessas situações.

Os resultados científicos atestados neste campo revelam um efeito positivo do treino de mindfulness a nível da diminuição do stress, da ansiedade, ansiedade a testes, e depressão (Beauchemin et al, 2008, Napoli et al, 2005; Semple & Droutman, 2017).

 

 

 

 

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Neste momento, a Associação Mentes Sorridentes tem projetos implementados em áreas/ instituições específicas em Portugal, e parcerias com outras associações semelhantes, ou trabalha apenas a nível individual? 

 

As Mentes Sorridentes estão já em 10 comunidades educativas na zona centro e Norte do país. Também contamos com o apoio de algumas empresas privadas que apadrinham escolas e contribuem simultaneamente para o bem-estar dos seus funcionários que realizam exercícios de mindfulness connosco.

Porém, a nível educativo, realçamos a nossa parceria com o Centro de Neurodesenvolvimento do Hospital Beatriz Ângelo, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e a CMLoures que acompanham o projeto nas diversas escolas. A parceria com a Associação Portuguesa para o Mindfulness traduz-se, sobretudo, na adaptação do programa a diferentes realidades e na avaliação do seu impacto. São instituições que nos são particularmente queridas pela confiança que depositam no nosso trabalho.

 

 

 

Para quem estiver interessado, de que forma poderá associar-se, e em que consiste, de uma forma geral, todo o processo que será levado a cabo com os inscritos?

 

Podem acompanhar a nossa associação no facebook: associação mentes sorridentes, em www.mentessorridentes.pt e contactar diretamente connosco em mentessorridentes@gmail.com. Em janeiro e fevereiro de 2019 iremos fazer, em Loures, um curso Mentes Sorridentes para pais e filhos que será divulgado pelos canais acima referidos. Esperamos que venham experimentar “respirar” connosco!

 

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: esta conversa foi sugerida pela Claudia Oliveira.

As canecas solidárias da Missão Sorriso

 

Estava ontem na padaria do Continente, quando me deparo com as canecas da Missão Sorriso.

Muito giras, com 4 palavras simples, mas que podem significar tanto para quem as lê: happy (azul), enjoy (verde), smile (amarela), love (vermelha).

 

 

Aprecia a vida, sempre com um sorriso nos lábios, rodeia-te de amor, e sê feliz!

 

 

Com um preço bastante acessível, estas canecas poderão ser o presente ideal para oferecer este Natal. Por aqui já comprámos algumas! 

Se preferirem, para os mais gulosos, podem sempre optar pelas caixas de bombons.

Como escolher 2 ou 3 livros de uma lista de 40!

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Não é fácil!

Mas queria aproveitar os descontos para me oferecer um presente, e não podia comprá-los todos!

Por isso, fui por etapas ou exclusão de partes, em 10 passos:

 

 

1 – Optei pelos que adicionei à lista mais recentemente – primeiro porque são, de uma forma geral, mais baratos, e depois porque, já que os mais antigos estão ali há tanto tempo, e foram sempre sendo preteridos por outros, é porque não tenho assim tanto interesse, e podem esperar

 

2 – Eliminei alguns que tinha lá, nem sei bem porquê, mas que neste momento não me despertam o mesmo interesse, e que não fazia sentido manter, reduzindo assim a lista global

 

3 – Escolhi diferentes géneros – quando gostamos de determinados géneros, é normal que a lista inclua vários de cada um, e achei que faria mais sentido, até para variar um pouco, não comprar só romances, só policiais ou só thrillers, mas um de cada, para ir alternando a leitura

 

4 – Optei pelas histórias que mais me cativam – escolher um de vários, dentro do mesmo género, implica perceber qual das histórias me cativava mais, ao ponto de me fazer escolher um, em detrimento de outro, igualmente bom

 

5 – Escolhi livros que são sequelas ou colecções – se compro todos os livros de um determinado autor que gosto é normal que, saindo um novo, eu tenha maior tendência para comprá-lo, tal como acontece se sai um novo livro que, de certa forma, vem na continuidade de outros que já tenho, com as mesmas personagens

 

6 – Joguei pelo seguro, com autores que conheço – um pouco na sequência do anterior, se já conheço um determinado autor e gosto dos seus livros, é provável que os seguintes não me defraudem as expectativas

 

7 – Dei-me a oportunidade de conhecer novos autores – para sair um pouco das minhas escolhas habituais, escolhi um livro de um autor desconhecido

 

8 – Ler várias vezes as sinopses, e até as primeiras páginas disponíveis – há livros muito parecidos, com histórias mais que contadas, que nada acrescentam ao que já lemos noutros, e que não vale a pena comprar

 

9 – O preço conta muito – mesmo com descontos, tinha um orçamento fixado, e não poderia fugir muito daquele valor, pelo que tive que fazer contas e encaixar 3 livros que se aproximassem do que eu estava disposta a pagar

 

10 – Contar com os presentes de Natal/ Aniversário - aproveitei que o meu marido me quer oferecer também livros, para jogar com os que eu poderia comprar, se ele me oferecesse outros que também queria!

 

 

Cheguei à escolha final de 3 livros:

Um Dia em Dezembro, de Josie Silver (romance)

Culpa, de Jeff Abbott (Policial)

Perto de Casa, de Cara Hunter (Thriller)

 

Sendo que pedi ao meu marido estes:

O meu coração entre dois mundos, de Jojo Moyes

O Dia em Que Te Perdi, de Lesley Pearse

 

 

Claro que, ainda assim, fiquei com uma lista pendente de 29 livros, muitos dos quais quero mesmo ter, e que terão que aguardar uma nova oportunidade, quando as finanças estiverem mais equilibradas, e puder satisfazer este capricho da leitura!

 

 

As bóias a que nos agarramos na vida

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

 

Por vezes, quando o navio parece navegar no rumo certo, somos atirados borda fora. 
Desnorteados, pensando que nada nos poderá salvar, surge-nos uma "bóia de salvamento", à qual nos agarramos com todas as forças, fazendo-nos sentir seguros e esquecer o perigo que corremos. E não a largamos por nada.
Mas quando, finalmente, chegamos a terra firme e não precisamos mais da bóia, atira-mo-la para um canto, como se fosse insignificante e inútil.
Até ao momento em que a vida nos pregar outra partida...E aí, poderá já não haver bóia que nos ajude...

 

Muitas vezes, descartamos e esquecemos depressa aqueles que estiveram connosco quando mais precisámos, aqueles que nos deram a mão, nos ajudaram, nos amaram.

Existem pessoas que, na nossa vida, não passam de meras bóias de salvamento, temporárias que, mal percebamos que já não fazem falta, afastamos de nós.

São pessoas que funcionam como uma ponte entre o passado e o futuro, com duração limitada na nossa vida.

 

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