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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Qual é a pressa para o Natal?!

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Estávamos, ainda, em Outubro quando esta loja (suponho que a primeira da vila), surgiu com decoração natalícia, luzes como manda a tradição, e os típicos pinheiros de Natal à venda.

Vinha aí o Halloween, mas abóboras e afins, nem vê-las.

No fim de semana, fui ao supermercado e, ei-los: vários pinheiros de Natal, das mais diversas cores, tamanhos e feitios, as habituais renas e outros produtos alusivos à quadra.

Nos canais de televisão, já começam a surgir anúncios sobre a festa de Natal, o espírito natalício e, com sorte, sugestões de presentes.

Esta semana, deparei-me com as iluminações natalícias da via pública já montadas.

 

Mas que pressa é esta?!

Ainda vem aí o verão de São Marinho (que de verão não sei se terá muito).

Ainda falta mais de um mês, com dois feriados e fins de semana prolongados pelo meio.

Eu sei que o tempo passa a correr e que, num instantinho, estaremos lá.

Mas, calma.

O mundo não deve acabar até lá, e o Natal não foge por entre os dedos!

 

A vida é feita de ondas

 
 

O Medronheiro

(1 Foto, 1 Texto #95)

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Também apelidado de "strawberry tree"!

 

Acreditavam, os antigos romanos, que esta árvore possuía poderes mágicos.

E que encontrar um ramo com três frutos era sinal de boa sorte!

Pois, isso da sorte tem muito que se lhe diga.

Mas não me importava de ser como o medronheiro: resistente, resiliente e com uma enorme capacidade de se regenerar rapidamente.

Por outro lado, o medronheiro não tem pressa.

Os seus frutos levam tempo a maturar e, quando o fazem, é possível ver, muitas vezes, conviver harmoniosamente com as flores dessa mesma árvore.

Este medronheiro, encontrei-o no parque, por acaso, sem sequer fazer ideia da sua existência.

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

Quem paga adiantado...

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Diz o ditado que "quem paga adiantado fica mal servido" e "gato escaldado de água fria tem medo"!

 

Há por aí quem prefira receber o pagamento antes do serviço feito. 

E depois?

Se for preciso, a pessoa faz quando lhe apetece, deixa o trabalho a meio, ou nem sequer chega a fazê-lo porque, afinal, o dinheiro já está do lado dela.

 

Do lado oposto, há quem prefira jogar pelo seguro, e pagar só depois do trabalho feito porque, assim, sabe que está mesmo feito (ainda que sem garantias de que esteja bem feito, ou dure muito tempo).

 

Há quem não tenha paciência para esperar, e queira as coisas de imediato.

E quem prefira aguardar por resultados visíveis.

 

Mas, como em tudo na vida, também há quem queira pagar logo, como uma espécie de garantia, ou reserva. Assim, se não arranjar mais ninguém, sempre tem alguém que está disposto a fazer o trabalho.

E há quem, por outro lado, não queira receber pré-pagamento, sem antes mostrar serviço feito.

 

A verdade é que há sempre riscos e nunca, nada, é totalmente garantido.

 

Nota: Este texto não é sobre trabalho, nem pagamento, nem dinheiro 

Ultrapassar um autocarro em cima de uma passadeira

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A maior parte dos acidentes rodoviários dá-se por um motivo: a pressa.

Neste mundo em que vivemos, cada vez mais, as pessoas têm pressa.

Não podem (ou não querem) esperar.

Não têm a mínima paciência.

Mas, com a pressa, vêm as manobras perigosas.

 

Ontem, um autocarro parou para as pessoas, que estavam na paragem, entrarem.

A paragem fica quase em frente a uma passadeira.

Do lado onde eu estava, com o autocarro a tapar a visão para trás, só se poderia depreender que os veículos estavam à espera, atrás dele.

Do outro lado, não vinham carros.

Começo a atravessar a passadeira, protegida pelo autocarro.

No entanto, mal chego a meio, percebo que, apesar de ali estar uma passadeira, um condutor apressado não quis esperar que o autocarro avançasse, e decidiu ultrapassá-lo.

Correndo o risco de atropelar quem estivesse, nesse momento, a atravessar a passadeira. 

Até porque o próprio condutor não tinha como ver se havia pessoas a atravessar ou não, até estar quase em cima delas.

 

Correu bem.

Mas poderia ter corrido mal.

E não havia necessidade.

Até porque não serviu de nada.

 

Moral da história: os peões têm que ter "sete olhos", mil cuidados extra, e pensar por si, e pelo que pode vir do outro lado, abdicando das regras que o protegem, para zelar pela sua vida, já que nunca se sabe com o que podem contar da outra parte.