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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Primeiras impressões sobre o Amigos Improváveis Famosos

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Estreou, no passado domingo, a versão famosos do programa Amigos Improváveis.

E se, no que respeita ao anterior, acabava por ver jovens e séniores numa espécie de relação netos/ avós, aqui neste, penso que o nome do programa é, de facto, o que faz mais sentido porque vejo-os apenas como eventuais amigos.

Diz-se que não há amor como o primeiro, e a verdade é que os anteriores participantes vão ser sempre lembrados pela primeira experiência que vivenciaram que tende, por norma, a ser mais genuína e autêntica (apesar do "guião" da produtora que devem ter que seguir), do que as seguintes edições.

Ainda assim, estou a gostar de acompanhar esta versão com os ditos "famosos" e, ao fim da primeira semana, estas são as minhas primeiras impressões.

 

Graça Peralta e Rafael - "Grace House"

Sou um pouco leiga nestas coisas de Guest Houses mas, a primeira coisa que me saltou à vista foi:

- uma cozinha com muitas moscas, que não devem ser muito cómodas para os hóspedes

- uma guest house sem um quarto para o convidado, que tem de dormir numa sala contígua ao quarto da anfitriã, sem qualquer espaço para colocar os seus próprios objectos pessoais, roupas e afins

- uma apresentação da casa e das regras ao estilo hóspede, com a respectiva entrega das chaves da casa

Percebendo pouco de como funciona uma guest house, pergunto-me, se cada hóspede poderá comprar a sua própria comida e cozinhar para si? Colocando as coisas no frigorífico, como distinguem o que é de cada um?

Suponho, quando ela disse que tinha separado uma prateleira para ele colocar a comida que comprasse, que seja para algo que ele goste e queira comer, e que mais ninguém ali compre. E não para todas as suas refeições. E a ser pago por ele, como passou cá para fora.

Relativamente à experiência em si, não percebi ainda muito bem como é que a Graça, estando ocupada com a sua Grace House conseguirá, ao mesmo tempo, dedicar-se à experiência a 100%. Aguardo os próximos diários.

 

Fernando Póvoas e Gonçalo - "Mini zoo/ Maxi mansão"

Quando imaginamos esta experiência, imaginamo-la com alguém que já não trabalhe, que tenha tempo disponível, que se sinta sozinho.

O Dr. Fernando Póvoas é um homem activo. Com consultas no Porto e em Lisboa, pelo menos e, imagino, uma agenda preenchida, pergunto-me qual será a disponibilidade para se entregar a esta experiência, a 100%.

Embora o Gonçalo possa ficar a conhecer um pouco do trabalho do seu anfitrião, não será complicado passar o tempo entre consultas? Ou apenas a partilhar refeições?

Aguardo para ver como se vai desenrolar tudo mas, ainda assim, é uma das minhas duplas preferidas, até ao momento, pela simplicidade de ambos.

E acredito quando ele diz que a mansão é grande demais para tão poucas pessoas.

Espero vê-los no mini zoo e em actividades com os animais!

 

Manuela Marle e Diana - "Apartamento Santo António"

A Manuela parece ser uma pessoa simples, que sabe receber os seus convidados.

Parece-me que se irão dar muito bem.

Deixou a Diana à vontade para convidar uma amiga a ir lá a casa. Ou para sair à noite. Mas, pergunto-me, não é suposto a experiência ser vivida entre as duas? 

No lugar da Diana, aceitaria bem a regra da meia-noite. Já a das 8 da manhã... A não ser, claro, que haja todo um planeamento de actividades que obriguem a começar o dia cedo, para aproveitá-lo ao máximo.

 

Nel Monteiro, Júlia, Débora e Bruno - "Museu Nel Monteiro"

Não gosto da música do Nel Monteiro. 

Os primeiros diários também não abonaram muito a favor da sua pessoa, sempre a tagarelar, a gabar-se, a falar de si e da sua música.

Mas, quando ele deixa esse seu lado exibicionista, e mostra um lado mais simples e humilde consegue, juntamente com o Bruno, proporcionar os momentos mais divertidos do programa.

Estou curiosa para ver os dotes de bailarina do Bruno, em pleno desfile de Carnaval.

E desconfio que ainda poderá ganhar ali um genro, em vez de um amigo!

 

Io Appolloni e Carolina - "Mansão Oliveirinha de Palmela"

Ao contrário do que imaginava, estou positivamente surpreendida com a Io.

Com gosto em explicar, ensinar, transmitir o seu saber.

E com algum sentido de humor, mesmo naqueles momentos em que poderia sair outra coisa, menos simpática, pela boca fora.

 

De uma forma geral e, passada uma semana, está tudo ainda muito calmo, muito zen. À excepção da equipa Nel Monteiro, que já iniciou actividades, as restantes ainda pouco passaram das apresentações.

Pessoalmente, continuo a preferir a pequena casinha de Sacóias, o apartamento da D. Lina, ou a casa de praia da D. Fernanda, pequenas de espaço, mas grandes em afectos e acolhimento, e com boas lembranças, do que as mais espaçosas, cheias de tudo mas, muitas vezes, vazias do que mais fazia falta. 

Amigos Improváveis: a nova experiência social da SIC

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Estava com alguma curiosidade para ver este novo programa e perceber como tudo se iria desenvolver, bem como que relações sairiam dali.

Sobretudo, esperava que não fosse a palhaçada em que se tornou o "Casados à Primeira Vista".

 

 

 

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Do lado dos mais velhos, assim que ouvi a D. Fernanda, uma das "avós", como lhes apelidam no programa, abrir a boca, disse logo ao meu marido: "já não gosto desta".

Uma pessoa que acha que não tem nada a aprender com os jovens, mas apenas a ensinar, que acha que a sua forma de ver as coisas é que está correcta, que quer impôr a sua forma de estar e pensar, que tem uma mente tão fechada que não permite que mais nada lá entre, não está ali a fazer nada.

Não percebi se está apenas a representar a personagem de má, mas não será assim na realidade, ou se aquilo é mesmo genuíno.

Dizia o meu marido "ela terá tido uma educação rígida, e é assim que agora a transmite também aos outros". Ao que eu contrapus "não é por se ter uma educação rígida, da qual nunca gostámos, que temos que fazer o mesmo aos nossos filhos/ netos, podemos ser diferentes".

Por outro lado, simpatizei muito com o casal de Sacoias, João e Natália, e com a D. Maria Lina. Uma outra forma de olhar para os jovens, de encarar a experiência, e de lidar com a evolução da sociedade.

 

 

 

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Já da parte dos concorrentes, gostei muito da Catarina, do seu modo rebelde, e da sua gansa de estimação!

Achei o Hugo humilde e genuíno, mas desnecessário o drama que fizeram à volta dele e da avó. Ainda assim, comoveu.

Ao contrário da Ana que, apesar de a D. Fernanda ser perita a ler as pessoas e afirmar que ela foi sincera, a mim soou-me a discurso ensaiado e pouco natural.

Simpatizei com a Bárbara. Parece-me uma miúda ajuizada e com vontade de aprender nesta experiência, apesar de não ter achado piada à ideia de ter que subir escadas para ter rede.

O Pedro Ferreira mostrou-se bastante gabarolas e convencido mas, no fundo, acredito que seja o que mais evoluirá na experiência, até porque lhe calharam dois "avós" simpáticos e que até agradecem os vídeos no youtube para partilhar tradições.

 

E por aí, viram o primeiro programa? 

Vão acompanhar?

O que acharam?

 

 

Imagens: atelevisaosicamigosimprovaveis