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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A prioridade nas filas para retirar senha de atendimento

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Ou, por assim dizer, a prioridade antes da prioridade.

Aqui na loja do cidadão, às 9 da manhã, acabam por se juntar várias pessoas, que ali se dirigem para tratar de diversos assuntos.

Por norma, o segurança de serviço entrega umas senhas provisórias de chegada a essas pessoas para depois, por essa ordem, tirar a senha para o serviço pretendido.

 

 

No momento em que cheguei, pouco depois das 9, já não havia essas senhas. Apenas a fila normal, por ordem de chegada, para tirar senha.

Entre as pessoas que estavam à minha frente, havia uma mulher com um bebé no carrinho, que perguntou ao segurança se não devia ter prioridade, já que estava com uma criança.

O segurança explicou que tinha primeiro que tirar a senha e, sendo essa senha de atendimento prioritário, seria chamada antes de qualquer outra pessoa, mesmo que tivesse tirado senha antes, na fila.

Ela voltou a reclamar, que prioridade é prioridade, e que lhe devia ser dada de imediato a senha.

O segurança, acho que para não a ouvir mais, e como deve ter percebido que não havia ninguém na fila antes dela, que também acusasse essa prioridade, lá lhe deu a senha.

 

 

Mas será que a prioridade se aplica também nestes casos? Nas filas para retirar senha de atendimento? Ou apenas ao atendimento em si?

Fiquei com essa dúvida.

A verdade é que, neste caso, mesmo tendo direito à prioridade, a fila estava a andar rapidamente porque, afinal, é só carregar no botão, entregar a senha, e siga. Acho que não se justificava. Ninguém esteve ali à espera mais que 2/3 minutos.

Mesmo sendo um direito que nos assiste, parece-me que, por vezes, usamos e abusamos dele indiscriminadamente, muitas vezes sem necessidade e, algumas, a roçar o ridículo.

 

Questão pertinente?

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Entre os vários termos de pesquisa de ontem, surgiu esta questão, que não deixa de ser curiosa:

 

 

Termos de Pesquisa (ontem)

  1. Quem tem prioridade: um idoso doente ou uma criança doente? 

 

Não sei em que contexto estaria, a pessoa que pesquisou, a procurar uma resposta. Nem sei se aqui se coloca tanto uma questão de prioridade, porque nos serviços, por norma, o atendimento é pela ordem de chegada e, possivelmente, não sendo pela chegada, pela gravidade do problema.

 

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Mas, se tivessem que escolher entre socorrer um idoso ou uma criança, qual seria a atitude mais acertada? 

 

Na minha opinião, de preferência, e se possível, socorrer ambas, considerando todos os factores e situação em que se encontram. Não sendo possível, qualquer decisão tomada seria acertada. Não considero que socorrer um signifique não querer socorrer o outro. E que um seja mais merecedor que o outro.

 

E por aí, qual é a vossa opinião. Se estivessem nesse dilema, o que fariam? 

Ainda as prioridades no atendimento

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Se uma pessoa está na fila de um determinado serviço, e quer exercer prioridade, o que deve fazer?

a) Dirigir-se ao funcionário e dizer que quer exercer, e o funcionário comunica aos restantes que estão na fila, que aquela pessoa irá exercer o direito de prioridade

b) Para além de se dirigir ao funcionário, ainda tem que comunicar ela própria, aos restantes, que pretende exercer esse direito

 

A pessoa que está na fila à espera, tendo direito de prioridade, mas não o reclamando, poderá fazê-lo se entretanto mais alguém o fizer, e estiver atrás de si?

a) Sim

b) Não

 

 

 

A prioridade no atendimento ao público

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Isto das prioridades tem muito que se lhe diga.

É que anda por aí muita gente armada em esperta, e a querer fazer os outros de parvos, para ver se passa à frente das pessoas, com a desculpa da prioridade.

Em primeiro lugar, importa referir que atendimento prioritário e preferencial são distintos. E que o primeiro prevalece sobre o segundo. O atendimento prioritário destina-se a idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência, e pesoas acompanhadas por crianças de colo. O preferencial é somente destinado a advogados e solicitadores, no exercício da sua profissão.

Estava eu no início da gravidez, ainda sem barriga, quando me vi confrontada com a possibilidade de exercer o direito de prioridade. Mas fiquei constrangida porque, sem barriga, poderiam achar que estava a mentir. 

Uns meses mais tarde, enquanto aguardava a minha vez de ser atendida num outro serviço público, dessa vez já com uma barriguita mais pronunciada, a funcionária chamou-me. Logo atrás de mim, veio um solicitador a querer exercer o direito de preferência. Mas não teve sorte, até porque eu teria sempre prioridade sobre ele, estando grávida!

Mas parece que o que está na moda é utilizar as crianças como desculpa para exercerem um direito que não têm!

No outro dia, chegou um casal com um bebé ao colo e pediu para exercer a prioridade. A funcionária explicou que estando presentes os dois (pai e mãe) não podia fazê-lo. A situação resolveu-se depressa: o pai foi embora, e a mãe ficou com o bebé para, assim, usufruir do seu direito!

Outras duas senhoras (mãe e filha, suponho), tentaram a mesma táctica: a funcionária voltou a explicar que só poderia passar à frente com recurso à prioridade se estivesse apenas uma presente com a criança. Depois de duas recusas, uma em cada secção, tiveram uma réstia de bom senso e foram embora.

Ora, havendo duas pessoas, não poderia uma delas ficar com o bebé enquanto a outra tratava dos assuntos? Que pessoas são estas que, havendo possibilidade, preferem levar os seus filhos para este tipo de ambiente, sempre a abarrotar de pessoas, barulho, confusão, só para poderem servir-se da prioridade e resolverem a sua vida mais depressa?

Mas também acontece o contrário! Já vi muitos filhos levarem o pai ou a mãe, idosos, com o mesmo objectivo!

E há quem leve crianças que até nem são suas! Muitas vezes sem os pais saberem, como foi o caso de uma senhora, que levou uma das crianças de quem tomava conta. Outras, com o consentimento destes - pais que fazem disso um negócio e alugam crianças para quem queira utilizá-las, por umas horas, com vista a beneficiar da prioridade! 

E o que é certo é que, se alguns batem com o nariz na porta, outros há que conseguem enganar toda a gente, e se vão safando. É assim mesmo - o ser humano naquilo que de melhor sabe fazer!

 

Perdida no Tempo

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"Qualquer instante perdido, é-o para sempre. O tempo é o único bem irreparável, por isso mesmo, é preciso aproveitar todas as horas do dia. Amanhã já não temos o hoje."

 

É uma grande verdade!

E o pior é que, de há uns tempos para cá, é isso mesmo que eu sinto. Que o tempo está a passar, que não espera por mim, que não volta atrás, e eu não estou a conseguir acompanhá-lo. Pelo contrário, estou a ser ultrapassada por ele a alta velocidade!

Todos os dias ando numa correria, a tentar aproveitar todos os minutos e distribuir tudo aquilo que tenho para fazer, na esperança de que, no fim, sobre algum tempo que não seja para trabalhar.

Mas o que sinto, ao virar a página de cada um destes dias, é que nada ficou...

Que tantos instantes foram perdidos, que tantos momentos foram deixados de viver, em prol do que se apresentou à minha frente com maior e comprovada prioridade...

Que estou a ser obrigada a agir mecanicamente, como um robot programado para executar as funções para que foi criado, sem espaço de manobra para qualquer outra que não conste no manual de instruções.

Que tantos amanhãs se transformaram em hoje, e passaram a ontem, sem que tenha saído da linha recta que me foi imposta por diversas circunstâncias, e que me impedem de olhar para o lado, parar, e poder caminhar noutros sentidos.

Apesar de tudo, acredito que melhores dias virão, que vou voltar a conseguir caminhar lado a lado com o tempo, sem por ele ser atropelada!

Espero que não demore muito...

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