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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Que resposta se dá a isto?!

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Na última reunião de pais, falava a directora de turma com os pais acerca do comportamento da turma. 

Não é uma questão de serem mal educados para os professores, ou casos de indisciplina grave. São sim, de forma geral, muito conversadores.

Nesse dia, por esse motivo, tinham sido convidados a sair de uma aula dois alunos. Uma das mães perguntou se, por norma, apenas eram expulsos da aula os alunos que provocavam a situação. 

A professora respondeu:

 

"Nem sempre o aluno que vai para a rua é aquele que se portou pior na aula. O que acontece, por vezes, é que determinados alunos vão-se portando mal, e o professor vai aguentando.

Depois, um outro pode até fazer uma coisa mínima, mas é nessa altura que o professor enche as medidas, e acaba por ser esse a pagar por todos!"

 

Ou seja, 2 ou 3 alunos fazem porcaria quase toda a aula. Um outro tem o azar de fazer um disparate, e é ele que vai para a rua, enquanto os outros permanecem na aula.

Será justo? 

 

 

 

À Conversa com Sérgio Alves - especial The Voice Portugal

Foto de Sérgio Lourosa Alves.

 

 

O convidado que vos trago hoje é cantor, professor de história e ginasta!

E terá sido assim, com alguma ginástica para se desdobrar entre as aulas, os ensaios e as galas, que conseguiu fazer um pouco de história na sua vida e chegar à semifinal do The Voice Portugal, mostrando não só o cantor, como a pessoa que é.

Deixo-vos com a entrevista ao Sérgio Alves!

 

 

 

 

Para quem não te conhece, quem é o Sérgio?

O Sérgio é um rapaz lutador, “workaholic” assumido, (ainda assim) muito presente perante os seus amigos e família, positivo, empreendedor, criativo e benevolente com o próximo.

 

 

A música entrou na tua vida muito cedo. Em que momento é que te apercebeste da tua paixão pela música?

A minha paixão pela música começou muito cedo, a ver os diversos Festivais da Canção e a imitar as músicas. Uma das canções vencedoras marcou-me, a “Lusitana Paixão” da Dulce Pontes. Estava sempre a cantar esta música e os meus pais conseguiram que conhecesse a Dulce e que cantasse para ela. Nesse momento, perante o conselho da Dulce para que continuasse a cantar, os meus pais tiveram a certeza que a música seria parte da minha vida.

 

 

E a ginástica acrobática, como é que surgiu na tua vida?

Também muito cedo comecei a praticar ginástica, em primeira instância trampolins, depois tumbling e, por fim, acrobática. Praticando, até aos dias de hoje, ginástica mista, que junta estas três modalidades da ginástica.

 

 

És professor de História e de História de Arte no colégio S. Peters School em Palmela. Consideras que a História é uma disciplina que ainda conquista muitos alunos, ou só um grupo muito específico mostra interesse?

É uma disciplina que se adora ou se odeia, e é das disciplinas que mais depende da postura de um professor. Para se passar o gosto pela História há que colocar os alunos a viver essa História, ou seja, ainda que seja no passado, tentar transmitir que tudo o que é passado tem repercussão no presente, e trará perspetivas válidas para o futuro.

 

 

Para além do ensino, a que outras atividades te dedicas atualmente?

Além do ensino sou cantor. Fazendo alguns espetáculos ao nível empresarial e em eventos. Com o ensino, a ginástica, os amigos e a família, não me resta muito mais tempo, mas a música nunca deixa de existir na minha vida.

 

 

Foto de Sérgio Lourosa Alves.

 

O que te levou a concorrer ao The Voice Portugal?

Concorri ao The Voice Portugal porque há 7 anos que não fazia nada na música com visibilidade ao nível nacional. E com 30 anos decidi que era tempo de tentar relançar a minha carreira a solo, mostrar efetivamente do que sou capaz de fazer na música.

 

 

 

Foto de Sérgio Lourosa Alves.

 

Algo que os mentores têm mencionado, é a tua evolução ao longo das várias etapas do programa. Também notas essa evolução?

Penso que tenho evoluído ao longo do programa porque na minha prova cega estava extramente nervoso, pois estava a colocar muita coisa em risco, tanto a minha carreira musical como a minha carreira académica, ou seja, não queria fazer má figura e queria virar alguma cadeira.

Acabou por somente virar a Áurea, e o facto de ser um concorrente que somente tinha virado uma cadeira tornava-me mais fraco em relação aos outros. Aliás, na equipa da Áurea, era dos poucos que somente tinha virado uma cadeira.

Depois nas batalhas, calhou-me um dos duelos que ninguém queria fazer, cantar contra um trio, três vozes maravilhosas e que já tinha mostrado o extraordinário que são, os Edna. Contudo, com um grande trabalho entre os quatro, conseguimos fazer um grande momento de música e televisão. Aí penso que os mentores viram que poderia fazer mais do que tinha mostrado na prova cega, tendo sido rebuscado pelo Mickael Carreira.

Assim, sendo um mero rebuscado, numa equipa também muito forte, parecia estar em desvantagem, mas mostrei tudo o que tinha e passei os Tira-Teimas e cheguei às Galas. O meu principal objetivo. Na minha primeira gala ter sido o mais votado pelo público, deu-me a certeza que estava a fazer as escolhas certas e a mostrar verdadeiramente o meu valor. E na gala seguinte ter sido salvo pelo Mickael foi uma honra imensa, cumprir um sonho e chegar a semifinalista. Para mim uma grande vitória.

 

 

Na terceira gala, tiveste a participação dos teus alunos, que te tinham visitado antes no ensaio, no palco contigo. Como te sentiste por tê-los ao teu lado naquele momento?

Em todas as minhas atuações fui muito pessoal, muito sentido e intenso, mostrando aquilo que sou, sem capas nem máscaras. Por isso ter dedicado o “Don’t Stop Believin” aos meus alunos e ter alguns deles ali em palco comigo, após a grande surpresa que me fizeram no ensaios, era sentir-me tão realizado e tão feliz, que, naquele momento, já tinha ganho o concurso.

 

 

Como é a tua relação com os teus alunos? Consideras que eles são alguns dos teus maiores apoiantes e fãs?

Tenho uma relação próxima com os meus alunos, pois além de ser professor de História ou História de Arte, tentando passar-lhes esses ensinamentos, tento também transmitir-lhe conselhos práticos de vida, para que se tornem melhores pessoas e melhores cidadãos neste mundo. Sei que me apoiam e são meus fãs porque sabem o quanto a música me realiza como pessoa e como é possível conciliar uma carreira artística e um percurso académico.

 

 

 

Foto de Sérgio Lourosa Alves.

 

Partindo do tema que escolheste para a terceira gala, “Don’t Stop Believin’”, seria esse o conselho que deixarias a todos aqueles que estão agora a dar os primeiros passos no mundo da música ou que estão, de uma forma geral, a tentar concretizar os seus sonhos?

“Don’t Stop Believin’” foi verdadeiramente a mensagem que quis transmitir a todas as pessoas, sejam aquelas que perseguem o sonho pela música ou outro, pois nunca deixei de acreditar, de trabalhar, de querer sempre mais e melhor, até que um dia as coisas acontecem e com a persistência em cumprir um sonho, este torna-se real.

 

 

O teu maior sonho é conciliar a vida académica com a vida artística. Quais são os teus objetivos, a nível musical, para este novo ano que aí vem?

Quero efetivamente conciliar a vida académica como professor e a vida artística como professor. Por isso, na música gostaria imenso de participar no Festival da Canção, pois é um sonho desde criança, continuar a trabalhar na música em eventos ou musicais como tenho feito, e quem sabe gravar e lançar um projeto música meu, que seja novo e diferente no panorama musical português.

 

Muito obrigada, Sérgio!

 

Muito obrigado!

 

TPC's online - um método inovador!

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O professor de história da minha filha, como já anteriomente tinha referido, foi meu professor quando andei na escola, por volta do mesmo ano em que ela está agora.

Quando mencionei isso, alguém comentou que era uma boa forma de avaliar se os métodos se mantinham, ou acompanhavam as novas tendências.

E, na verdade, este é um bom exemplo!

Logo no início, informou que iria enviar os trabalhos de casa por email. Fiquei apreensiva, porque nem todos têm email, nem todos têm sequer computador ou outra forma de aceder à net. Já para não falar que os alunos nem sempre vão verificar o email. Mais depressa os vemos nas redes sociais.

Nas primeiras semanas, nada de trabalhos. Depois, avisou que iria enviar um trabalho. Era apenas um formulário para preencher com os dados do aluno.

 

 

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Na passada semana enviou outro, para os alunos fazerem para esta semana. Avisou-os de que iria enviá-lo. Estive a ver o trabalho com a minha filha, e posso-vos dizer que gostei deste método!

É inovador, sem dúvida. Não é massacrante. Entusiasma os alunos a fazer e procurar a informação porque só têm que preencher um formulário. A maior parte das respostas é por cruzinhas, letras de correspondência e por aí fora. 

Só acho que o professor deve ter o dobro do trabalho que teria se, simplesmente, pedisse aos alunos para fazer a ficha "x" ou "y" do livro. Porque, no fundo, as imagens e muitas das perguntas são as que constam do livro, e que o professor transforma em formulário online. Mas vale bem a pena o esforço!

Que mais professores sigam este exemplo!

 

 

 

À Conversa com Pedro Macedo

  

  

Pedro Macedo, nascido em Mirandela há 36 anos, é o autor dos livros da série Edward White, uma série dentro do género policial e espionagem, da qual fazem parte os livros “Crime na Universidade” e “O Espião Americano” editados, respetivamente, em 2013 e 2014, pela Chiado Editora.

 

 

 

Em dezembro de 2015, foi lançado o terceiro livro da série, intitulado “O Caso Michael Cross”.   

 

Mas não é só à escrita que Pedro Macedo se dedica. De facto, Pedro Macedo é professor de violino no Conservatório de Música e Dança de Bragança.  

Foi em 1991 que iniciou os seus estudos musicais, na Escola Profissional de Arte de Mirandela, tendo ingressado, após a conclusão destes, em 1998, na Academia Nacional Superior de Orquestra. Ingressou, mais tarde, no Instituto Politécnico de Bragança, tendo concluído a Licenciatura em Educação Musical.   

A partir de 2013, trouxe-nos as histórias e aventuras de Edward White e a sua equipa do FBI, que tudo farão para resolver os casos que lhes vão aparecendo pelo caminho, como o homicídio ocorrido numa universidade, onde vai ter a ajuda de uma sensual jornalista, o assassinato de uma agente numa mata de Monsanto, ou uma caça ao suposto assassino Michael Cross, numa perseguição alucinante que o levará até á Suiça e Itália.  

É ele o nosso convidado de hoje, da rubrica “À Conversa com…”, a quem desde já agradeço por ter aceitado este convite.  

 

 

Pedro, como é que um homem desde sempre ligado à música, decidiu aventurar-se no mundo da escrita?  

A escrita esteve sempre presente. No entanto, o estilo e género eram bastante diferentes. Agora acho que encontrei o meu estilo e, estou muito à vontade com o género literário.  

  

Porque é que optou pelo género policial? É algo que o fascina?  

Desde que me conheço que sou um admirador da temática policial e também, da espionagem. Leio vários livros por ano dedicados à espionagem, sou um cliente das muitas séries televisivas dedicadas ao policial, e tenho todos os filmes da saga James Bond. Estas duas temáticas fazem parte de mim desde muito novo.  

  

Quando começou a escrever o primeiro livro “Crime na Universidade”, já planeava integrá-lo como fazendo parte de uma série, ou foi uma ideia que surgiu mais tarde?  

Só mais tarde é que surgiu a ideia. Achei que as personagens ainda tinham mais para dar, havia claramente a possibilidade de evoluírem, por isso, acho que foi um passo natural. Alex Cross, Jack Reacher ou Tomás Noronha são exemplos de sucesso no que toca a séries com as mesmas personagens.  

  

Que feedback tem recebido relativamente aos seus três livros?   

O feedback é composto pelos amigos e pela família. Por vezes alguém comenta nas redes sociais e dá a sua opinião. Pessoalmente tenho tido boas críticas em relação aos livros e espero continuar a crescer como escritor para que as críticas possam ser mais abrangentes.  

  

Esta série termina com “O Caso Michael Cross”?Pretende dar continuidade às histórias de EdwardWhite, ou escrever algo diferente?   

Os projetos que tenho em mente irão dar continuidade às histórias de Edward White, aliás, tenho já os primeiros capítulos escritos. No entanto, tenho também outros projetos que irei revelar no próximo ano.  

  

Como é que concilia a sua carreira de professor com a de escritor?  

Desde que comecei a escrever sempre achei que estava apenas a relaxar a mente depois de um dia de trabalho. Embora pareça confuso, o que é verdade é que a escrita tem em mim um poder de relaxar, de me acalmar, o que é muitas vezes o que necessito depois de um dia cansativo.  

  

Os seus alunos costumam sermuitocríticos em relação à sua escrita?  

Os mais velhos sim. Fazem perguntas, perguntam quando sai o próximo livro, o que vai acontecer com as personagens principais. É um interesse natural.  

  

A nível musical, dedica-se apenas ao ensino, ou está envolvido em outros projetos?  

Neste momento dedico-me apenas ao ensino, mas sempre aberto a outras possibilidades.  

  

Que planos tem, a nível da escrita, para o futuro?  

Continuar a crescer como escritor. Escrever cada vez melhores livros e, continuar com os projetos que tenho em fase de desenvolvimento.  

  

  

Muito obrigada pela sua disponibilidade, e votos de muito sucesso!  

 

*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.

  

  

  

 

Ensinar - será esse o único papel de um professor?

 

As aulas começaram há poucos dias e a escola passa, novamente, a ser o local onde as crianças e jovens estudantes estarão a maior parte do seu tempo.

Para alguns, o regresso às aulas significa subir mais um degrau rumo ao seu futuro, rever velhas amizades, fazer novos amigos, voltar à rotina do cumprimento de horários, do estudo, dos exames, de todo um ritual do qual só se desprendem em tempo de férias.

Para outros, a escola pode ser encarada como um refúgio, que permite a muitos jovens afastarem-se, ainda que apenas por algumas horas, do meio em que vivem, das míseras condições, de conflitos familiares, podendo também ser a única possibilidade de, pelo menos, uma refeição decente.

No entanto, para muitas crianças e jovens, pode significar algo mais negativo. Dificuldades de adaptação, solidão, desigualdades sociais, e até mesmo episódios de violência e/ou bullying.

Em qualquer destes dois últimos casos, cabe, não só, mas, principalmente, aos diversos profissionais dos estabelecimentos de ensino, detetar os sinais que indiquem a existência de problemas, seja de que ordem forem, e agir em conformidade.

E, neste processo, o papel do professor é fundamental. Desengane-se quem pensa que a única função do professor é ensinar a matéria. Um professor é, ou deveria ser, muito mais que isso!

Acima de tudo, o professor deve ser alguém em quem as crianças ou jovens possam confiar, e a melhor forma de ganhar essa confiança é mostrando-se atento, disponível, amigo.

Sendo aquele que passa mais tempo com as crianças ou jovens, deve observar o seu comportamento, tentar detetar possíveis problemas ou dificuldades e, em conjunto com os restantes responsáveis, encontrar a melhor solução para os eliminar ou, pelo menos, atenuar.

Não são raros os casos de bullying, físico ou psicológico, que acontecem muitas vezes à vista de todos, sem que ninguém faça nada para o impedir, fingindo não ver, ou sequer admitir, que isso existe!

Não são raros os casos de vítimas de violência infantil e/ou abusos sexuais que passam despercebidas, se os professores não estiverem atentos a pequenos sinais ou comportamentos.

São frequentes os casos de crianças que nem sempre têm condições financeiras ou psicológicas que lhes permitam frequentar a escola nas mesmas circunstâncias que os demais.

Cada criança é única, diferente de todas as outras, com a sua própria história, personalidade, família e condições financeiras, físicas e psicológicas mas, ainda assim, não deixa de ser igual a todas as outras, com direito às mesmas oportunidades, à mesma dedicação e atenção, e à mesma segurança.

Como tal, a escola, em primeiro lugar, enquanto instituição, e os professores, em seguida, como profissionais de educação, bem como os restantes funcionários auxiliares de ação educativa, devem proporcionar o bem-estar e o desenvolvimento das crianças e jovens em clima de segurança afetiva e física dentro da instituição.

Mas, se for o caso, devem também averiguar junto das famílias desses jovens a existência de dificuldades ou problemas, colaborar com estas famílias na partilha de cuidados e responsabilidades no processo educativo e desenvolvimento pessoal dos jovens e, se necessário for, denunciar às entidades competentes possíveis situações de risco.

Afinal, quando um professor vai além do simples papel de ensinar, pode estar a mudar completamente o destino de uma criança ou jovem!

 

Texto escrito para a edição de Outubro da Blogazine

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