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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Será isto ensinar?

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Não me parece...

 

 

Numa sala de aula, durante a apresentação de um trabalho por alguns colegas da turma, a professora coloca uma questão sobre o tema a uma outra colega, que está a assistir.

A aluna responde que não sabe.

A professora questiona-a sobre o motivo de não saber responder, e pede aos restantes alunos para darem sugestões sobre o porquê de ela não saber a resposta, anotando as várias sugestões no quadro.

Depois, a dita professora olha para o quadro e, não satisfeita, diz que ainda faltava ali uma: porque é burra.

 

E, por último, pede à aluna que escreva um recado na caderneta, escolhendo uma das sugestões do quadro.

 

Parece mentira?! 

Pois... mas aconteceu! Na turma da minha filha!

 

Isto não é ensino. Não é sequer educação. É humilhação gratuita à frente de todos.

 

 

Festa de boas vindas para uma professora excepcional

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É verdade que a professora é exigente.

Que manda sempre imensos trabalhos de casa, como se só tivesse aquela disciplina para ocupar o tempo.

Que faz testes complicados que nem sempre favorecem as notas.

Que já lhes disse algumas vezes que não os gostava de ter como alunos, porque se portam muito mal, mas...

 

 

Também é verdade que é das professoras que melhor ensina naquela escola.

E que, de alguma forma, os alunos reconhecem isso, e gostam da professora tal como ela, apesar de tudo, gosta deles.

A prova disso é que, ao fim de alguns meses com outra professora substituta, já todos ansiavam pelo regresso da sua professora de sempre.

 

 

A professora Ofélia é uma mulher com cerca de 60 anos. Mas os anos parecem não passar por ela. Aliás, tem momentos em que parece até mais jovem do que há 20 anos atrás.

É uma mulher de garra, de bem com a vida, alegre, bem disposta.

E uma lutadora.

Há dois anos, quando foi professora da minha filha pela primeira vez, esteve de baixa durante uns meses, para tratar um cancro. Tudo correu bem, e no 8º ano estiveram com ela do início ao fim. Agora, no 9º ano, começaram com ela mas, infelizmente, teve que ser substituída ainda no primeiro período, porque o cancro tinha voltado.

Encontrei-a há dias, e ela disse que já estava tudo bem, e que dia 11 já regressava à escola.

 

 

Ontem, era o primeiro dia da semana em que a turma da minha filha tinha aulas com ela.

E prepararam uma festa surpresa, de boas vindas, para celebrar o regresso da professora Ofélia!

Com a colaboração das auxiliares escreveram, antes da chegada da professora, uma mensagem no quadro. E colocaram nas mesas os bolos, salgados, pipocas e tudo o mais que cada um levou.

Quando a professora abriu a porta, deparou-se com um cenário que, por certo, não esperava! E emocionou-se... Até eu me emociono só de imaginar.

 

 

Foi nesse momento que ela lhes disse que tinha muitas saudades deles, e que queria muito voltar à escola. Que, apesar de ter outras turmas, havia uma afinidade especial com esta.

E os dois tempos de aula, foram passados em festa, porque não havia espírito para mais nada!

Alimentos "combustíveis"

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Na sala de aula de físico-química, a professora escreve no quadro o nome de vários produtos:

 

algodão

água

carvão

leite

madeira

 

E diz ao Joãozinho:

"Joãozinho - destes produtos que aqui estão, indica 2 que sejam combustíveis."

 

O Joãozinho olha, pensa um pouco e responde:

"Água e Leite, Sr.ª Professora!"

 

A professora, estupefacta, pergunta-lhe o que o levou a indicar aqueles produtos.

"Então, a água e o leite são os únicos que são alimentos, e que podemos comer!"

 

Atónita, a professora esclarece:

"Oh menino Joãozinho, aquilo a que o menino se refere são alimentos comestíveis, e que eu lhe estou a perguntar são os produtos combustíveis."

 

Responde o Joãozinho:

"Porque é que não disse logo, Sr.ª Professora?!"

Sobrevivi a mais uma reunião de pais

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Inicialmente marcada para as 16.15h foi, posteriormente, alterada para as 18.15h e, no próprio dia, para 30 minutos depois porque só perceberam que, naquele dia e hora, as salas estariam ocupadas com aulas.

Logo aí, já não ia com muito bom humor para a reunião, afinal, quase que marcam a reunião na hora do jantar. É certo que muitos pais trabalham e, se calhar, até lhes dá jeito comparecer o mais tarde que puderem. Mas a mim, que já saio do trabalho às 19h, ainda ter que levar com mais de uma hora de reunião, e com todo o trabalho em casa atrasado, não me deixa minimamente bem disposta.

Felizmente para mim, não compareceram muitos pais, o que tornou a reunião mais célere e calma que o habitual.

 

 

Tomei finalmente conhecimento do plano de promoção do sucesso escolar da minha filha, que acabou por não ter qualquer medida porque ela conseguiu superar a negativa que tinha tido na avaliação intercalar.

Quanto a resultados, é uma turma com comportamento não satisfatório, muito por conta de serem conversadores e, em 30 alunos, apenas 9 tiveram sucesso pleno (sem qualquer negativa), sendo que 16 tiveram negativa a matemática. 

E foi por isso mesmo que a professora deles, dessa disciplina, quis falar com os pais: para que nós estejamos lá com eles na hora de estudar, na hora de conferir se fazem os trabalhos, e que os incentivemos a não desistir desta disciplina. Que os ponhamos a praticar e, mesmo que não tragam trabalhos, o que raramente acontece, que eles façam exercícios por sua própria iniciativa.

Ora, isto é tudo muito bonito e produtivo, se fosse a única disciplina a que se tivessem que dedicar, e não a 12 disciplinas, algumas delas diariamente. Se tivessem vindo preparados dos anos anteriores. E se os pais compreendessem e dominassem perfeitamente a matéria que os filhos dão, e não tivessem mais nada com que se ocupar quando chegam a casa depois de um dia de trabalho.

 

 

Houve também tempo para falar de outras questões como o Mealheiro de Turma, que até aqui ainda estava pouco esclarecida, e do sucesso da participação da turma na quermesse da festa de natal da escola.

 

 

Esta turma foi também escolhida para participar num estudo, juntamente com os pais, que tiveram já nesta reunião que preencher um questionário. Confesso que as últimas questões, tipo quizz matemático, foram respondidas à sorte! Não queria estar ali a perder muito tempo a pensar nas respostas correctas, e fui por aquilo que, assim de caras, parecia o mais lógico, apesar de achar que não seria bem assim.

 

 

E, pronto, sobrevivi a mais uma reunião escolar!

 

 

 

A minha filha tem os mesmos professores que eu!

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Mais de duas décadas separam os tempos em que eu andava no ciclo, dos dias de hoje, em que é a minha filha que lá está.

Ainda assim, mais de duas décadas depois, a minha filha vai ter como professora de português, a mesma que eu, naquela altura, também tive - a professora Ofélia! E como professor de história, o mesmo que já foi meu - Carlos Bernardo!

Sim, estes professores, à semelhança de outros que também foram meus professores na altura, continuam a dar aulas nesta mesma escola. 

Quando vou buscar ou levar a minha filha, vejo algumas vezes o meu professor de matemática do 5º ano, ou a minha professora de inglês. E estes professores, que já tinha comentado com a minha filha que tinha sido meus.

Agora, cerca de 25 anos depois, e numa coicidência que não deixa de ser engraçada, vai ser a minha filha a ter aulas com eles!

 

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