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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Do progresso e das novas tecnologias

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O progresso, e a tecnologia, só podem ser encarados como negativos se, à medida que acompanharmos a actualidade e a modernização, adquirindo novas competências, nos esquecermos de tudo aquilo que adquirimos até aí, e as competências consideradas, agora, obsoletas, forem totalmente apagadas da nossa memória.

 

É isso que vemos hoje acontecer.

O progresso é necessário e positivo. 

Se não fosse ele, tudo continuaria como há milhares de anos atrás. Teríamos ficado na idade da pedra. Seríamos seres primitivos.

Com a evolução, fomos fazendo descobertas, criando invenções, inovando, melhorando as técnicas, utilizando tudo o que pudessemos a nosso favor, melhorando a nossa vida.

 

O que acontece é que, como se tivessemos pouco espaço na memória e não coubesse lá tudo dentro, por cada competência nova que adquirimos, eliminamos uma antiga, como se já não nos fizesse falta.

E, às tantas, se alguma coisa na actualidade falha, não temos como voltar atrás e recuperar as competências antigas, que nos desenrasquem e sejam úteis nesse momento.

Fábricas de bebés

 

Quando se pretende lucrar e progredir num determinado negócio, não se pode apenas esperar que a natureza cumpra a sua parte, não se pode deixar ao acaso, e aproveitar as escassas oportunidades que surgem, quando surgem. 

Há que assumir o controlo, criar as oportunidades, produzir em grandes quantidades e colher o fruto do sucesso.

É assim que começa a funcionar o tráfico de bebés. Porquê esperar que alguém dê à luz um bebé não desejado, ou que não consegue criar, para o traficar. Porquê raptar este ou aquele, quando se podem "produzir" quantos bebés forem necessários para o negócio prosperar, sem grandes riscos? 

Mas a verdade é que algumas "fábricas de bebés" começam a ser descobertas, como aconteceu na Nigéria, onde o tráfico de seres humanos é o terceiro crime mais comum, depois da fraude e do tráfico de droga.

De forma voluntária ou forçadas, as raparigas encontravam-se lá para terem os filhos, que depois seriam vendidos por milhares de euros, sendo os rapazes mais caros que as raparigas. Já as "mães", essas pouco mais recebiam que 150 euros.

Claro que, por esta altura, já nem notícias como esta me espantam. Embora os livros tenham muita ficção, a verdade é que muitos deles descrevem cenários que são bem possíveis de se concretizar na vida real. Esta é a prova!