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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Com a pulga atrás da orelha

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Num destes dias fizeram-me uma proposta interessante.

Não ocuparia, supostamente, muito tempo. Não seria nada complicado. Ganharia alguma coisa por isso.

Mas o meu tempo já é tão curto que não me quero meter em mais nada. As aulas estão a começar, e vou ter muito com que me ocupar.

E, além disso, não sei bem porquê, fiquei com a pulga atrás da orelha. Cheirou-me a que, mais cedo ou mais tarde, aquela parceria ainda daria para o torto.

Por isso é melhor deixar essa missão para outra pessoa, porque para chatices já tenho as minhas!

Boas notícias, e outras não tão boas!

 

Lembram-se de vos ter dito que gostava de editar um livro?

Pois bem, o livro que vos falei ainda estou, aos poucos, a escrevê-lo e não sei quando é que estará pronto. Mas, entretanto, peguei naquelas histórias que publiquei no blog "Histórias e Contos", e decidi enviar para uma editora, para ver o que diziam.

A resposta chegou hoje:

 

"Após verificar a sua obra, encontrámos um enorme potencial na mesma não só em Portugal mas também no Brasil. Achamos que o enredo das obras está bastante bem escrito, com uma excelente dinâmica. A nossa sugestão será compilar os textos enviados num só exemplar. Achamos que será uma excelente forma de a apresentar ao mundo literário."

 

O menos bom é a proposta que me fizeram para edição, que implica que um autor tenha capital inicial para investir! Assim sendo, vou sondar outras editoras que também analisam obras, para ver se tenho mais sorte!

 

PS: E acabou agora mesmo de chegar mais uma resposta, de outra editora "Depois de termos realizado a análise literária e comercial, reconhecemos na sua obra potencial editorial."

Esta já fica um pouco mais em conta, mas mesmo assim...

Eu bem disse que era uma oferta boa demais!

 

Lembram-se daquela proposta de tarifário espectacular que a Meo me fez, e que me ocupou quase toda a hora de almoço?

Pois bem, isso aconteceu numa sexta-feira. Nessa tarde, enviei a mensagem com o código, que recebi no email, para adesão à proposta. Nunca cheguei a receber a mensagem no telemóvel, de que me tinham falado. Só depois percebi porquê: tinham enviado a mesma para o meu telemóvel da vodafone!

Na segunda-feira seguinte, tendo deixado o telemóvel de serviço no escritório, ligo para o meu patrão do telemóvel, achando que tinha o tarifário activado, e não ia pagar a chamada. Mas paguei!

Liguei para a Meo, que me confirmou que, de facto, estava lá o meu pedido, mas que o colega que falou comigo deve ter efectuado de forma errada o procedimento.

Passaram-me para uma colega, que voltou a analisar, voltou a confirmar todos os dados e informações que o outro já me tinha pedido, e me disse que ia enviar para a Meo resolver o quanto antes.

Já passou mais de uma semana depois desse telefonema, já tive que carregar novamente o telemóvel, uma vez que continuo com o meu tarifário habitual, e nem um contacto da Meo.

 

O que só me leva a crer que:

 

- Ou a Meo não está minimamente interessada em conceder essa promoção fabulosa e, nesse caso, escusava de andar a contactar os clientes e fazê-los perder tempo com uma coisa que não têm qualquer intenção de oferecer

 

- Ou os funcionários que nos contactam, ou contactamos, não têm qualquer competência para proceder a uma mera alteração de tarifário

 

Numa situação ou noutra, a Meo acaba por ficar mal vista e desacreditada. 

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia!

 

Há já alguns dias que andava a receber chamadas de um número que não conheço mas, assim que eu atendia, desligavam, ou a chamada caía.

Hoje ao almoço, tornei a receber uma chamada e atendi, mesmo com pressa para ir buscar a minha filha à escola, e chapéu de chuva aberto. Era um operador da MEO.

Queria propôr-me um novo tarifário, mais adequado às minhas necessidades e gastos habituais, tendo em conta uma análise aprofundada que teriam feito previamente à minha situação.

Neste momento, tenho o tarifário Link sem mensalidade, mas com carregamento obrigatório. Carrego com 10 euros de 20 em 20 dias, mas nem sempre gasto esse valor, porque a maior parte dos números para os quais ligo são gratuitos.

A MEO quer oferecer-me uma promoção especial, que não se encontra no site pelos valores oferecidos telefonicamente: o tarifário pós-pago Unlimited L Light, com uma mensalidade de apenas 10,99 por mês, e chamadas e sms grátis para todas as redes nacionais!

 

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Ou seja, tenho como vantagens:

- pagar apenas mais 1 euro, e o pagamento passar a ser mensal, em vez dos 20 dias actuais

- como é mensalidade, não acumula, mas não pagando chamadas nem sms para 96, 91, 93 ou rede fixa, não preciso de saldo no cartão

- o período de fidelização não me afecta, porque há anos que estou nesta operadora, e não pretendo mudar

- é certo que esta promoção só é válida durante 24 meses e que, nessa altura, se não me apresentarem outra proposta vantajosa, terei que mudar de tarifário mas, até lá, estarei a usufruir de uma grande promoção

- como tenho ainda saldo pertencente a este tarifário, vão descontá-lo nas primeiras facturas, pelo que vou ficar alguns meses sem pagar qualquer mensalidade 

- existem ainda outras ofertas inerentes a este tarifário, mas que não se aplicam no meu caso, porque o meu telemóvel é do mais básico que há.

 

Assim sendo, se esta proposta é tão vantajosa e me parece perfeita e de aproveitar, porque é que sinto que me está a escapar alguma coisa?

Porque é que tenho a sensação que, apesar de todas as perguntas e esclarecimentos do momento, há qualquer coisa por detrás desta oferta que posso não estar a ver?

Porque é que acho que, depois de aderir a este tarifário, me irei arrepender?

 

A verdade é que, quando a esmola é grande, o pobre desconfia. E eu estou hesitante em enviar a mensagem com o código para confirmação do serviço.

Alguém por aí foi contemplado com uma promoção semelhante? Já tiveram a experiência de usufruir deste tarifário? Será que estou a ver rasteiras onde não existem, ou esta pode mesmo ser uma publicidade enganosa?

Quando o entusiasmo inicial se transforma em dúvida

 

Sabem aquela sensação que muitas vezes experimentamos, depois do entusiasmo inicial, quando voltamos a pousar os pés na Terra? É assim que eu me sinto!

Mas, vamos lá começar do início, senão ainda começam a pensar, tal como o meu pai teve a gentileza de me perguntar, que eu não estou bem psicologicamente!

Tudo começou no dia da Corrida da Criança. Andávamos à procura da tenda das pinturas faciais e encontrámos, por mero acaso, uma tenda de uma agência de modelos. Pensei que a ideia era maquilhar as crianças ali mesmo e simular uma sessão fotográfica, só para se divertirem, mas não. Além de uma fotografia, o que faziam era ficar com os contactos de quem estivesse interessado, para depois chamarem para um casting na agência. 

Eu ainda disse "ah, não vale a pena", mas o meu marido incentivou e a minha filha também quis, por isso, vamos lá. Foi, então, chamada para o casting, em Lisboa.

A agência é a Space Milan Models. Não conhecia, nunca tinha ouvido falar, mas fui ver o site oficial e a página do facebook, e pareceu-me credível. Tanto pelos trabalhos que lá apresentam, como pelos agenciados e formadores conhecidos (Cláudio Ramos, Pedro Crispim, FF, Raquel Prates e muitos outros), e pelos parceiros que têm. 

Consegui combinar o casting para um dia em que o meu marido podia ir connosco e lá fomos. Para a Inês, seria uma experiência, e ficasse por ali, tudo bem. Não ia com expectativas, mas já tinha ouvido dizer que algumas pessoas foram chamadas para lhes apresentarem formações caríssimas.

O meu pai, logo aí, alertou-me para o facto de irmos expôr a Inês, de irmos dar os dados dela a pessoas que não conhecemos de lado nenhum, que podia ser tudo um esquema. Eu também tenho algum receio mas, como disse, não é assim uma empresa tão desconhecida e pareceu-me que é profissional.

No dia do casting, a directora de casting, Celina Machado, pareceu-me uma senhora excepcional, até mesmo na forma como conversou com a Inês e a pôs à vontade, à forma como nos explicou tudo, como lhe explicou como as coisas funcionavam. Como não ignorou os pontos mais fracos mas elogiou aquilo que ela tinha de melhor, e como se poderia contornar ou solucionar o restante. 

Ninguém fez promessas. A minha filha passou no casting e ficou agenciada. Mas isso acontece, provavelmente, a quase todas as crianças. E lá veio, então, a proposta de formação, pela quantia de 700 euros, que ficou imediatamente de parte.

A outra proposta era fazer um book, que consiste em duas sessões - uma teórica e a sessão fotográfica propriamente dita - por 200 euros, e que já é algo que se poderá mostrar a possíveis clientes, que poderão ser de várias áreas, desde catálogos de roupa, publicidade, televisão, teatro, etc.

Naquele momento, tendo em conta o feedback positivo em relação ao potencial da minha filha, achei que valia a pena o esforço, e paguei então o book.

No entanto, mal saí porta fora, fiquei com aquela sensação "já me enrolaram em grande estilo!". Sim, não houve promessas. Mas até que ponto, aquilo que foi dito à minha filha, não o é também às outras crianças e pais, só para que nos sintamos tentados a investir? 

Quantos daqueles pais que lá estavam naquele dia pagaram por alguma destas propostas? Tenho quase a certeza que, para muitos, tudo ficou por ali. Mas poderá ter havido quem, como eu, tenha investido na formação ou no book.

Mas, enfim, nem tudo é mau. Mesmo que o book não venha a servir para nada, vai ser uma recordação para a Inês, ter ali umas fotografias suas tiradas por profissionais. Isto, porque quero acreditar que, de facto, é uma agência séria e credível.

Acontece que, por azar, nos dois dias que temos que lá voltar, o meu marido está a trabalhar e não tem forma alguma de ir connosco, o que significa ter que ir eu com a minha filha sozinhas para Lisboa, e não me agrada nada.

E não ajuda o meu pai estar a converter-me numa mãe irresponsável que não se encontra no seu perfeito juízo, ao ponto de me perguntar se eu me sinto psicologicamente bem para concordar com esse absurdo! Ir com uma criança de 11 anos para Lisboa, para lhe tirarem fotografias, com tudo o que se houve sobre redes de pedofilia e tráfico de crianças.

Obrigadinha! Eu sei de tudo isso. Mas quero acreditar que não é esse o caso. E quem me dera que fosse tudo feito aqui em Mafra mas, infelizmente, estas agências estão todas nas cidades. E até queria que ele fosse acompanhar-nos, mas nem cheguei a pedir porque em conversa com a neta ele disse logo que não ia. 

Também sei que ela só tem 11 anos, mas vemos crianças ainda mais novas nas revistas e na televisão. E sei que ela tem que estudar, mas se (e isto é mesmo o se, porque ninguém disse que ia ser chamada para fazer alguma coisa) ela eventualmente for chamada para algum trabalho, sou eu que decido se ela fará ou não. E se ganhar algum dinheirito, pode juntar às poupanças dela, ou para alguma coisa que ela venha a precisar.

Por isso, estou aqui sem saber se devo dar ouvidos a quem me incentiva a ir, ou a quem considera tudo isto um risco desnecessário. Como se não bastassem já os meus receios e dúvidas.

Alguém por aí conhece a agência ou sabe minimamente como estas coisas funcionam, que me ajude a dissipar todas estas incertezas que pairam por aqui?

Ou deve ser urgentemente decretado o meu internamento compulsivo?

 

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