Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Instantes

(1 Foto, 1 Texto #94)

22780418_sdMFC.jpeg

 

Dura apenas uns segundos, ou uns minutos, mas é quanto basta.

Aquele momento em que o vento faz uma pausa, as árvores nos protegem, o silêncio nos acalma, e aquele piscar de olhos do sol, antes de desaparecer, nos conforta. 

Quando o tempo para, e nós paramos com ele, nesse momento de paz.

Um instante... mas a vida é feita de instantes!

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

Anticorpos

1000033613.jpg

 

Da mesma forma que o nosso corpo produz anticorpos, como mecanismos de defesa do nosso sistema imunitário, contra vírus e bactérias, ou quaisquer outros agentes invasores que o querem destruir, também nós os criamos, a nível mental e emocional, para nos protegermos daquilo que nos pode fazer mal.

 

Só que, esses, vão formando camada em cima de camada.

Vão tecendo uma capa que fica cada vez mais resistente.

Que fica cada vez mais dicífil de despir.

 

Da mesma forma que, por vezes, esses anticorpos acabam por atacar células saudáveis que o nosso corpo identifica, por engano, como nocivas ou uma ameaça, também nós, com a nossa capa e os nossos anticorpos atacamo-nos, muitas vezes,  a nós mesmos.

Não distinguimos o que é bom, do que é mau, e protegemo-nos de tudo, atacando tudo.

 

E, no fim, se calhar, acabamos por ficar doentes, na mesma.

Tudo em nós se ressente, porque nada está a funcionar como deveria. 

Porque estamos tão determinados a nos defendermos de tudo e todos, que essa determinação acaba por nos toldar o pensamento, e condicionar a vida.

Não experimentamos as desilusões e as tristezas, mas também não vivemos a alegria, e os momentos felizes.

É aquela velha máxima de "não morremos da doença, morremos da cura"!

 

 

 

"The Waterfront - Marginal"

1750459456-the-waterfront-su-netflix-dal-19-6855e4

 

A família Buckley construiu um "império" pesqueiro em Havenport, e não está disposta a perdê-lo.

Nem que, para isso, tenha que fazer alianças duvidosas, envolver-se em negócios obscuros, e cometer crimes.

Sim, haveria sempre outras opções, mais honestas, e legais.

Mas para os Buckley, só há uma única escolha possível: salvar o seu património, a qualquer custo. Ainda que, nessa missão, acabe por colocar toda a família em risco.

 

Harlan e Belle estão casados há décadas, com todos os altos e baixos que um casamento pode ter, traições e um certo distanciamento afectivo. Ainda assim, no que respeita a negócios, mantêm-se parceiros. Ou, talvez, nem tanto... Embora o objectivo seja o mesmo, têm formas de pensar e agir diferentes. E nem sempre partilham aquilo que estão a fazer, escondendo segredos um do outro.

Apesar disso, nos momentos mais difíceis, estão lá para se apoiar mutuamente. Talvez ainda haja uma réstia de amor, mesmo que não o saibam demonstrar.

 

E isso inclui os filhos: Cane e Bree.

Cane é um homem frustrado, que virou costas a uma carreira no desporto, para ficar em Havenport, no negócio da família.

Com o pai afastado, por motivos de saúde, e outras aventuras, e com as dívidas a acumularem, tentou dar a volta, com o apoio da mãe, tomando algumas decisões que pareciam certas mas, logo se percebe, não eram. E são elas que vão desencadear toda a história.

É casado com Peyton, com quem tem uma filha. No entanto, o seu casamento também já viu melhores dias. Principalmente, depois de reencontrar Jenna, uma ex namorada da juventude.

 

Bree é uma ex alcoólica e toxicodependente.

Acusada de ter incendiado a casa, com o filho lá dentro, colocando em risco a vida deste está, agora, com uma medida de afastamento que a impede de chegar perto de Diller, a não ser em encontros previamente agendados, na presença de uma assistente social.

Ao longo da história, vamos percebendo o que a levou àquele ponto. Lá está - mais uma vez, haveria sempre outras escolhas. Mas as pessoas não são todas iguais, e não reagem sempre da mesma forma.

Nos primeiros episódios, vemos Bree completamente desajustada da sua família, como se fosse a ovelha negra, a renegada. Decidida a vingar-se do irmão, que depôs contra ela no tribunal, ela alia-se ao agente da DEA que anda a investigar a morte de dois homens, aparentemente, relacionada com os negócios de Cane.   

Ao mesmo tempo, tenta manter-se sóbria, limpa, e conquistar a confiança e o amor do filho.

 

A determinado momento, Cane e Bree conseguem resolver os problemas entre eles e, tal como seria de esperar, unem-se aos pais para proteger e salvar a família, nem que para isso, tenham que matar, para não serem mortos.

Quanto a Harlan e Belle, não há dúvida de que, quanto mais cavam, mais fundo chegam. Resta saber se conseguirão, depois, sair de lá, e a que preço.

 

 

Tempestades

465575046_122243689562006543_7997696008546524978_n 

 

Olhando para o caos em que se está a transformar a minha vida, não sei se não prefiro embrenhar-me na tempestade lá fora, em vez de permanecer onde estou.

Talvez o meu estado de espírito se coadune mais com a chuva, com o vento, com o cinzento escuro do céu, do que com a falsa protecção de um tecto.

Talvez a manifestação da minha revolta, tristeza, desassossego, combinem mais com a da própria natureza, do que com o conforto, o aconchego e a segurança de uma bebida quente, de um abrigo. 

Talvez me sinta mais "em casa", lá fora, libertando o que guardo cá dentro, do que livre, cá dentro, enclausurando tudo dentro de mim, e destas quatro paredes.

 

 

"Emaranhados" da vida

tangled-trunks-and-branches.jpg

 

E, de repente, vemo-nos numa fase em que o caminho percorrido já foi tão longo, e os obstáculos ultrapassados, tantos, que não faz qualquer sentido voltar para trás, quando já se chegou tão longe.

Mas, por outro lado, tudo à nossa frente é um emaranhado, que não sabemos por onde começar a desbravar, para poder seguir adiante.

Até porque a nossa garra e vontade já não é a mesma de outrora. O cansaço e o desgaste vão-se fazendo sentir, e começam a levar a melhor.

Então é mais fácil, simplesmente, deixarmo-nos ficar por ali, parados, num terreno que até nos permite alguma protecção e comodidade, até que algo nos faça ganhar coragem para avançar, e continuar a abrir caminho.