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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Reflexão do dia

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É incrível como, apesar da distância, não nos esquecemos de algumas pessoas, e de pequenos detalhes que poderiam ter ficado perdidos no tempo.

Passe o tempo que passar, continuamos a conhecer tudo sobre essa pessoa...

Por outro lado, são várias as vezes em que convivemos de perto com alguém, muitas até lado a lado, dia após dia, e não fazemos a mínima ideia de como está, de como se sente, do que lhe vai na alma...

E essa é a distância que mais corrói, a mais destruidora de todas...

Reflexão do dia

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Deve um profissional, no exercício da sua profissão, mostrar abertamente as suas emoções?

 

 

Até que ponto o profissional deve colocar as emoções, provocadas pelo seu próprio trabalho, de lado. Até que ponto essas emoções interferem com o trabalho? 

Mostrar, sem reservas, as emoções que estão a sentir é uma forma de proximidade e compreensão para com quem estão a atender, ou falta de profissionalismo? 

Quando a distância vence a proximidade

 

 

Imaginem que estas duas falésias, agora distantes, já outrora formaram uma só.

Que já houve um tempo em que a força da natureza não conseguia actuar neste rochedo. Mas, com o tempo, a fenda abriu e, aos poucos, foi penetrando cada vez mais fundo até o separar em dois.

Imaginem que, quando isso aconteceu, cada uma das partes tentou manter-se o mais próximo possível uma da outra.

No entanto, o mar colocou-se entre elas e não deu tréguas. Por cada pequena aproximação bem sucedida, uma onda revolta provocava um afastamento maior.

Imaginem que, com o tempo, as duas falésias já estão, de tal forma, habituadas à separação e à distância, que já nem a estranham, nem se incomodam. Nem tão pouco se esforçam por vencer a força da natureza e voltar a juntar-se, a unir-se como um só rochedo, que um dia foram.

Esse será o dia em que a distância vencerá a proximidade...

 

So close but, still, so far...

 

É assim que eu nos sinto ultimamente.

Num momento, um banho de confiança, esperança e, até, certeza, de que iremos ultrapassar todas as dificuldades que se apresentem na nossa relação, porque o amor que sentimos é forte e duradouro. Porque somos uma família, e uma família feliz que, apesar de não ter tudo o que desejaria, tenta viver com o que a vida lhes tem para dar, o melhor que pode.

Noutro momento, a leve sensação de que os meus maiores receios começam a tornar-se reais, e não meras paranoias sem sentido.

Num momento, vejo felicidade, compreensão, amor... Noutro, dúvidas, frustrações, infelicidade...E, se a minha vida (a que eu escolhi) não pode mudar, o mesmo não se pode dizer na da outra parte. 

Começo a ter maus presságios, a questionar a solidez desta relação, e a suspeitar que algo que eu temia está na iminência de acontecer...

Mas pode ser apenas uma ameaça remota ou sem fundamento, um fantasma que eu tenho que ignorar. Pensamentos que é melhor afastar para meu próprio bem, e da relação. Afinal, o que tiver que acontecer, acontecerá, e não vale a pena estar a sofrer por antecipação.

Mas, por vezes, é difícil... 

 

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