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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Embalo

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Num momento, estava lá no alto. Instantes depois, a cair no lago.

Já o esperava. Já conhecia o seu destino.

No entanto, é sempre impactante quando se torna real.

A queda. A água fria.

Pelo menos, não mergulhou. Não afundou.

 

 

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Mantém a sua dignidade. E a sua firmeza.

Lá vai ela, embalada pelas pequenas ondas.

Tranquila.

Como quem passeia, sem pressa.

 

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Talvez não por muito tempo.

A qualquer momento, tudo pode mudar.

Uma corrente que a faça andar em remoinho.

Ou o marasmo total, que a faça estagnar, resignada, junto às outras que já se renderam.

 

 

 

Na corda bamba

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A sensação que tenho, nestes últimos tempos, é de que estou a andar sobre uma corda bamba.

Não faço, sequer, a mínima ideia se, ou por quanto tempo, vou conseguir percorrê-la em equilíbrio.

Porque, quando comecei, devagarinho, pé ante pé, até estava confiante de que, talvez, quem sabe, fosse uma missão possível de levar a cabo, e com sucesso.

 

Mas bastou meia dúzia de passos para perceber que não. 

Para me relembrar que, aceitar este desafio, implicava passar o tempo todo em sobressalto.

Sabendo que, a qualquer instante, poderia cair para um lado, ou para o outro.

Sem qualquer segurança.

Que, se, ou quando, isso acontecesse, me iria magoar.

E que, com sorte, o empurrão fatal poderia vir daqueles que tinham prometido nunca me deixar cair.

 

Não foi por inocência.

Não foi por ignorância.

Não foi para provar o que quer que fosse, a quem quer que fosse.

Não foi, sequer, por mera competição. Para levar a melhor. 

Estava bem ciente daquilo a que ia, e do que poderia aí vir.

 

Mas, claro, quando estamos no meio da cena, a perspectiva muda, relativamente àquela que imaginávamos, antes de entrarmos nela.

Porque, aí, sentimos de perto a ameaça.

Vemos a dimensão da queda que nos espera.

E as mazelas que ela acarretará.

 

A única forma que tenho, de continuar o percurso, é alhear-me do que me rodeia.

Não permitir que as distrações me desestabilizem. E me desequilibrem.

Ignorar o ruído de fundo. Ignorar o óbvio. Abstair-me do perigo que corro.

O que, neste momento, está a ser difícil.

 

Ou, então, dar-me por vencida.

Afinal, gosto de saber com o que conto.

Ter os pés bem assentes em terra firme.

Prefiro a segurança, à instabilidade.

 

Posso até tropeçar, e cair na mesma.

Mas o tombo não será tão grande.

 

 

Nem sempre o apoio é oferecido com a melhor das intenções

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Nem sempre as pessoas que parecem apoiar-te são aquelas que desejam o teu bem. Já aquelas que parecem querer o teu mal, podem ser aquelas que te estão verdadeiramente a ajudar...

 

Quando queremos fazer algo, ou temos alguma ideia, é mais que normal que queiramos e procuremos o apoio nas pessoas que nos estão mais próximas, ou noutras que conheçamos.

Mas, por vezes, aquelas pessoas que desejaríamos que nos apoiassem, parecem não querer o nosso bem. Parecem não ficar felizes, ou não querer que concretizemos aquilo que queremos.

Por outro lado, surgem pessoas que, supreendentemente, nos apoiam, e que nem estávamos à espera.

 

No entanto, é preciso cuidado. Porque essas pessoas que nos apoiam, podem estar a fazê-lo como quem dá um empurrãozinho, à pessoa que está prestes a estatelar-se ao comprido, para acelerar a queda.

Já quem parece não nos apoiar, pode estar apenas a segurar-nos, para impedir a queda iminente.

 

Da ascensão meteórica à queda abrupta de Bruno Lage

A BOLA - As razões para a queda inesperada de Bruno Lage (Benfica)

 

A história repete-se?

Há cerca de um ano, e após um conjunto de maus resultados para o Benfica, sob o comando de Rui Vitória que, outrora, tinha sido um grande treinador e trazido ao clube várias vitórias, Bruno Lage, técnico ao comando da equipa B, assumia o cargo de treinador principal, para o que restava da época.

De repente, os jogadores que, até ali, não jogavam nada, deram o seu melhor. A equipa, que já dava o campeonato por perdido, recuperou e sagrou-se campeã.

E Bruno Lage, um homem humilde e simples, sem grandes pretensões, tornou-se o herói encarnado, ao conseguir o quase impossível, em tão pouco tempo, e com resultados extraordinários, que fizeram dele um treinador muito desejado.

Dizia-se, na altura, que os jogadores estavam fartos de Rui Vitória, e fizeram tudo para ele sair. 

 

Após um final de época como o de 2018/2019, não se esperava menos desta em que nos encontramos, dos jogadores que por lá continuaram, e do treinador que tinha dado provas do seu valor.

Só que, da mesma forma que se deu a ascensão meteórica de Bruno Lage, também a sua queda foi abrupta.

Bruno Lage conseguiu o melhor, e o pior.

E se, no final da época passada, Bruno Lage estava na mó de cima, no topo, hoje, sai pela "porta dos fundos" de uma equipa e de um clube no qual já não consegue fazer mais.

 

Mas, será a culpa, unicamente, de Bruno Lage?

O que mudou no treinador de há uns meses, para este que hoje vemos?

A sua tática esgotou-se? 

Será que os jogadores também quiseram "fazer-lhe a cama" para o mandar embora?

 

E os jogadores?

O que mudou nos jogadores que o ano passado davam tudo, para este ano, em que parecem não saber o que fazer em campo?

Perderam-se?

Acreditava-se, antes da paragem forçada, que estariam cansados pelas sucessivas competições e jogos.

Então, e agora?

Foi por falta de treino e preparação? Por descanso a mais?

 

É certo que há anos bons, e anos menos bons. E que vitórias, derrotas e empates fazem parte do jogo. Mas é estranho uma equipa passar do 8 para o 80 e, opostamente, do 80 para o 8, em tão pouco tempo.

 

Com a saída de Bruno Lage, assume o cargo, novamente, o técnico ao comando da equipa B, desta vez, Renato Paiva. 

Mas, para Renato, não sobrará muito tempo para grandes feitos, uma vez que chega quase em final de época.

Resta saber quanto tempo lá ficará. E quem será o próximo...

 

Imagem: abola

Queda, de Jeff Abbott

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Pensem no vosso maior desejo.

Agora, imaginem que alguém vos oferece a concretização desse desejo?

A troco de quê? Coisa pouca. Um trabalhinho aqui, uma mãozinha ali. Nada que não compense, na opinião de muitos.

Mas, cuidado!

É que pode haver alguém cujo desejo interfira com o vosso. Se se mostrar mais valioso, terão que cair vocês, para que outros subam. E, acreditem, a queda é um mal menor. Porque, em último caso, serão eliminados para que não abram a boca ou tentem rebelar-se contra a rede.

 

 

É assim que funciona a rede criada por Belias: como um teatro de marionetas, em que todos são manipulados, ajudam e contribuem para o sucesso ou fracasso uns dos outros, consoante a necessidade.

Há quem tenha interesse em acabar com esta rede, há quem tenha interesse em tomar para si o comando da mesma.

E se, no fim, descobrirmos que aqueles que julgávamos trabalhar para um mundo melhor e mais justo, se revelarem alguém que pode, afinal, não ter interesses assim tão generosos ou benévolos?

 

 

Podemos confiar na nossa família? Naqueles que nos são mais próximos? Nas pessoas que é suposto nos protegerem? Ou teremos que viver em permanente desconfiança?

Até onde nos podem levar os ciúmes?

 

 

Sinopse

"Sam tinha a vida resolvida. Abandonara o cargo de agente da CIA, após uma demorada negociação sobre os termos da rescisão, e finalmente podia dedicar-se a uma existência pacata com o filho… Até que uma mulher misteriosa, Diana Keene, entrou no seu bar e num repto surdo deitou por terra toda a sua ambição de normalidade:

«Ajude-me.»

De repente, e sem aviso prévio, Sam vê-se obrigado a lutar pela sua própria sobrevivência contra os mandantes do assassinato de Diana - uma associação organizada numa rede global e com negócios obscuros, formada por pessoas influentes e poderosas, que faz uso da sua autoridade e riqueza para comandar os desígnios do mundo.

Agora, a organização não mais descansará até capturar o homem que ousou interferir com os seus planos, e tudo fará para conquistar mais um nível de poder que só Sam, com os seus conhecimentos, lhe pode garantir.

Ameaçado por tudo e por todos, resta apenas a Sam uma alternativa se quiser recuperar a sua paz de espírito: aniquilar o homem que se esconde por detrás da máquina de influências que controla o mundo."