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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Um acaso, sensibilidade, o poder do facebook e uma história com final feliz

(ou assim esperamos)

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Seria uma tarde como outra qualquer.

Eu a trabalhar, e a minha filha nas aulas.

 

 

Quis o destino, o acaso, ou o que quer que tenha sido, que a minha filha não tivesse tido a aula. E que tivesse ido com as colegas até àquele local.

Viram um cão por ali, e acharam-lhe graça. O cão ia a andar, quando um carro lhe bateu.

Ouviram o estrondo e, logo em seguida, o cão a ganir.

Ficou deitado no passeio, sem se mexer.

 

 

A pessoa que o atropelou não fugiu. Ficou por lá. Embora mais preocupada em não se molhar por causa da chuva, e a desculpar-se que não era de cá, que tinha sido um acidente e que, como tal, não se podia responsabilizar. "Ah e tal, eu vi-o mas achei que ele ia conseguir passar antes de eu chegar." Estava também preocupada com a possibilidade de a mandarem fazer o teste do balão..

Não sei se foi a senhora que ligou para a GNR mas, enquanto esta não chegava, ainda aproveitou para ir ao café.

 

 

A minha filha ligou-me logo, a perguntar se podíamos ligar a alguém, que fosse recolher o cão e ajudá-lo. Conhecendo as autoridades e entidades, por experiências anteriores, duvidei que fizessem algo. Por isso, pedi-lhe para ela tirar foto, e partilharmos no facebook.

Ela assim fez. E enviou-me.

Fez-me lembrar um cão que tinha visto num anúncio, nessa manhã, a pedir ajuda para o encontrar, porque tinha fugido de casa, aqui na vila.

 

 

Publiquei a foto e a informação num grupo de ajuda animal daqui da zona. Com a pressa de que alguém pudesse reconhecer, nem referi que o cão estava vivo.

Na verdade, também não sabia tudo ao pormenor, porque a urgência da situação passou por cima desses detalhes.

Foi uma sorte, poucos minutos depois, alguém me dizer que o cão tinha dono, chamava-se Buddy, e andavam à procura dele.

Facultaram-me o contacto, e o link do tal anúncio. No anúncio não falava em chip, apenas numa coleira verde que a minha filha me confirmou que o cão tinha.

 

 

Liguei de imediato para o dono.

Em seguida, liga-me a minha filha, a dizer que já lá estava a GNR. Com receio que levassem o cão, antes do dono chegar, a minha filha acabou por passar o telemóvel à agente, a quem dei o nome e contacto do dono. 

Soube mais tarde que a agente ligou para o dono.

 

 

O dono deve ter chegado pouco tempo depois, e o cão foi levado para o Hospital Veterinário, onde ficou internado. Ontem, estava estável, segundo me informou, mais tarde, o dono.

Agora, resta aguardar que tudo corra bem e o Buddy recupere do acidente. Para já, pode-se dizer que o dono recuperou o seu cão.

 

 

Não se sabe se como se teria desenrolado tudo isto, noutras circunstâncias.

Teria alguém partilhado o acidente? Teria sido possível encontrar o dono? Teria alguém levado o cão ao veterinário? O que faria a GNR com o cão?

Talvez até tivesse tido igualmente um final feliz. Ou talvez não...

O que sei é que um acaso, alguma sensibilidade, e o poder incontestável de uma partilha no facebook, a par com aqueles que também por lá andam, uniram-se em prol do Buddy.

 

 

Independentemente de tudo, valeu pela atitude.

Dizem que os filhos, por norma, tendem a seguir o exemplo dos pais, para o bem e para o mal.
E foi isso mesmo que se viu, neste caso, para o bem de um animal.
Há coisas que não se aprendem na escola, e esta, é uma delas. E tem muito mais valor uma acção como esta, que uma qualquer nota menos boa num teste.

Testes em tablets: uma inovação positiva nas escolas!

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Se as novas tecnologias são algo cada vez mais banal nas nossas vidas, e cada vez mais utilizadas no dia-a-dia, seja em contexto laboral, seja a nível pessoal, porque não aplicá-las também nas escolas?

 

Se as próprias escolas têm uma disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação cujos conhecimentos vão, ao longo do ano, sendo utilizados também nas restantes disciplinas, através de actividades em aula, trabalhos de casa ou trabalhos de grupo, porque não utilizá-las, de uma forma ainda mais abrangente, no ensino?

 

 

Há dois anos, fiquei admirada com a forma como o professor de história da minha filha enviava os trabalhos de casa para a turma: por email, uma espécie de questionário, com perguntas de escolha múltipla ou para fazer ligação ou completar, de acordo com imagens, e questões do próprio manual.

É certo que era necessário consultar o manual e perceber a matéria, mas era muito mais rápido de fazer, mais atractivo, e com maior probabilidade de acertar em mais respostas.

 

 

Este ano, o mesmo professor não tem enviado TPC’s, mas optou por outra inovação: os testes feitos em tablets!    

Ao que parece, já o fazia no ano anterior, em que a minha filha não calhou com ele.

História é uma das disciplinas que a minha filha menos gosta, e mais dificuldades tinha ao longo dos anos.

Este ano, está a conseguir tirar boas notas, graças a este método.

 

 

Claro que não funcionará para todos os alunos da mesma forma.

Para quem corre sempre mal a escolha múltipla, quer pelas rasteiras que, por vezes, colocam, quer pela semelhança entre opções e dúvidas que não conseguem dissipar, e que podem levar a respostas erradas, esta forma de avaliação será pior, do que se pudessem responder de acordo com o que sabiam.

 

Nem para todas as disciplinas.

Há disciplinas que implicam construção de textos, respostas desenvolvidas, ou cálculos, que talvez não justifiquem este método.

 

 

Mas eu aprovo! Porquê?

  • É um método prático, rápido, que cativa os alunos.
  • Acabam por responder, quase sempre, a tudo porque basta escolher uma das opções, e com sorte até acertam, basta ler alguma palavra para se lembrarem do que estudaram, ou perceber que, naquelas opções apresentadas, se pode fazer uma exclusão de partes.
  • Não há aquele despejar de matéria e dispersar nas respostas que, por vezes, continham informação a mais do que a que era pedida, e que nos esgotavam o tempo para responder às restantes.
  • Acaba-se de vez com aquela espera pelos resultados dos testes, que os professores só traziam corrigidos dali a uma semana ou mais, e com toda a angústia e sofrimento que passavam naqueles dias, a pensar se teriam uma boa nota, ou uma surpresa inesperada – aqui, faz-se o teste e recebem logo os resultados na hora!

 

 

Só pode ser um professor novo, pensarão vocês, para fazer algo assim.

Pois não é!

É um dos mais antigos daquela escola, que por acaso também foi meu professor!

O que ainda é mais de louvar, porque é a prova de que, apesar da idade, existem professores que acompanham o progresso, as inovações, as novas tecnologias e, não só as aceitam, como as colocam em prática na sua profissão.

Ainda há professores capazes de se reinventar, e reinventar formas de avaliação modernas e igualmente eficazes.

A magia que o dinheiro consegue fazer!

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Tal como vos tinha dito, no serviço público de saúde, o meu pai, que neste momento tem uma catarata em estado muito avançado, só teria cirurgia marcada lá para finais de 2018 ou início de 2019.

 

Ontem foi a uma consulta, no serviço privado. Disseram-lhe que tem de ser operado com urgência. Hoje fez análises. Amanhã, exames. Dia 11 consulta com a anestesista e, dia 12, será submetido a cirurgia. 

 

Isto sim, é rapidez!

Uma rapidez que lhe vai custar cerca de 2500 euros!

Mas, ao menos, que pague para ficar bem servido, e volte a ver bem.

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