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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Será a teimosia, obrigatoriamente, um defeito?

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Quando me pedem para apontar um defeito meu, a primeira coisa que me vem à cabeça é o facto de ser muito, muito teimosa!

"Teimosa, mas com razão! Na maioria das vezes...", digo eu. Não será, certamente, bem assim.

 

 

Mas a teimosia pode manifestar-se de várias formas. E poderá ela, em todos os casos ser, obrigatoriamente, um defeito?

 

 

Há a teimosia de quem está convencido que as coisas que diz são as correctas, ou a forma como as faz são as mais indicadas. E que, só depois de dito e feito, e comprovado, é que, por vezes, percebe que se enganou.

Há a teimosia de quem, ainda assim, não dá o braço a torcer, e insiste que está mais certa que os outros. Porque a arrogância lhe venda os olhos, e bloqueia a coerência.

Há a teimosia de quem sabe de antemão que está errado, mas simplesmente ignora-o. Porque se sente bem em ser do contra. Ou porque é demasiado orgulhoso para abdicar da sua teimosia, e insiste no que não faz sentido.

Por norma, a teimosia é desgastante, contraproducente. Um engano com que nos brindamos frequentemente. Um erro que continuamos a cometer constantemente. Um defeito que nos tende a derrubar, a afundar.

 

 

Mas, por vezes, a teimosia vem sob a forma de determinação, de vontade de vencer, de desejo de alcançar os objectivos a que a pessoa se propôs. Vem sob a forma de razão para viver, para não desistir ou se dar por vencido.

Por vezes, a teimosia vem sob a forma de persistência, que nos faz superar as dificuldades, os obstáculos, os contratempos.

Por vezes, a teimosia vem sob a forma de força, que nos faz levantar a cada dia, com uma energia renovada que nem sabemos onde a fomos buscar, mas que nos torna mais resistentes.

E é essa teimosia que nos iça, que nos leva onde queremos chegar, com sucesso. Aquele pequeno detalhe que nos fazia falta, quando já nada mais nos parece fazer lutar.

 

 

Por isso, não sendo apenas teimosia estúpida e fútil, que não leva a lado nenhum, penso que uma dose qb de teimosia, pelos motivos e para os fins certos, não fará mal a ninguém, nem será propriamente um defeito.

 

 

E por aí? 

Que tipo de teimosia vos caracteriza mais? Ou não são pessoas teimosas?

 

 

 

 

Pedir desculpa por algo que se fez bem?

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Porque pedimos desculpa a alguém?

Em que situações faz sentido?

Apenas quando agimos de forma incorrecta, quando fazemos algo que não devemos, quando erramos, quando somos indelicados, rudes ou mal educados?

Apenas quando exageramos, criticamos, dizemos coisas que não devemos?

Quando somos agressivos? Quando prejudicamos alguém? Quando magoamos alguém?

 

 

Ou também pedimos desculpa por algo que está bem, que fizemos bem, que é correcto?

Porque é uma questão de educação?

Porque ajuda a apaziguar situações que, não sendo culpa nossa, foram mal geridas e interpretadas?

Só porque sim?

 

 

Será um pedido de desculpa sem razão para ele, uma forma de admissão de que estamos errados?

De que não tendo culpa, ainda assim a assumimos?

Será admitir, perante quem acusa que, mesmo não tendo, lhe damos razão?

 

 

É que, se na primeira situação, se compreende perfeitamente e se aceita um pedido de desculpa, na segunda, tenho alguma dificuldade em perceber porque é que, sabendo que o que foi feito é o correcto e o outra parte é que está errada, ainda assim se pede desculpa.

Do que é que a outra parte nos deve desculpar mesmo?

O segurança do hipermercado (de perseguido a perseguidor)!

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Ir a um hipermercado fazer compras já é tão habitual que quase nem dou pelo que acontece à minha volta, e pela presença dos outros, nomeadamente, o segurança que vigia o respectivo hipermercado.

Sei que ele lá está, por vezes vejo-o, mas é-me indiferente. Nem reparo se ele está a fazer rondas pela loja, ou se, por coincidência, calhou a passar no mesmo corredor que eu. Mais depressa o vejo na frente de loja, parado, a controlar, ou a fazer qualquer outro serviço que não o que lhe competiria.

 

 

Mas há pessoas que têm verdadeira alergia e repulsa pelos seguranças, outras que têm a mania da perseguição, e outras que não gostam de ser chamadas à atenção, mesmo quando fazem algo que vai contra as normas do hipermercado, e ainda se acham donas da razão.

É função do segurança zelar pelo estabelecimento que está a vigiar, quer fazendo cumprir as normas, quer evitando danos nos produtos à venda e eventuais furtos.

O segurança está apenas a trabalhar, como nós também trabalhamos. Não tem que ser nosso inimigo, a não ser que tenhamos algo a esconder ou a temer.

Por isso, não compreendo algumas reacções dos clientes relativamente aos seguranças.

 

 

Por exemplo, se a função do segurança é fazer rondas pelo hipermercado, e calha passar duas ou três vezes pelo mesmo sítio que nós, não temos que imaginar de imediato que o segurança nos anda a perseguir, com medo que roubemos alguma coisa. Se não temos nada a temer, é deixar andar, e ignorar, ou então falar educadamente com o segurança, se estamos assim tão incomodados.

Se é norma do hipermercado que não se deve consumir produtos deste dentro do mesmo, porque ficam os clientes tão ofendidos quando são abordados pelo segurança que apenas, no cumprimento da sua função, os informa de que tal não é permitido?

É certo que o vamos fazendo, e na maioria das vezes ninguém diz nada, mas a verdade é que sabemos que não o podemos fazer.

 

 

Eu tenho tido sorte. Já cheguei a abrir garrafas de água e beber, dentro do hipermercado. Já cheguei a comprar pão para a minha filha, ela comer, e eu levar a embalagem vazia para a caixa, só com o valor a pagar. Nunca ninguém me disse nada. Nem a mim, nem a ninguém que eu tenha visto.

Mas, se dissesse, eu compreenderia, ou explicaria o motivo e deixava que ele, se quisesse, me vigiasse para confirmar se eu pagava o produto ou não. 

Há necessidade de fazer logo um escândalo, chamar gerência, fazer reclamação, por algo que foi o cliente que não cumpriu?

 

 

Dizem alguns que isto é excesso de profissionalismo, que há muita coisa que mais vale ignorar, fechar os olhos, porque não vale a pena os problemas que o segurança depois tem, e as guerras que compra, por cumprir a sua função.

E quando se passa de perseguido a perseguidor, e vice-versa?

Antigamente, o meu marido estava no lugar do cliente, agia como cliente, e sentia como cliente. Quando passou para o lado de lá, passou a ter que justificar aos outros aquilo que, antes, ele próprio criticava!

Sempre que ele tenta justificar a sua atitude, enquanto segurança, eu lembro-o: "Estás a provar do teu próprio veneno! Agias exactamente como esses clientes!"

Quando passamos para o outro lado, passamos a compreender como se sente quem está no oposto.

Se, como clientes, vamos ao supermercado e tiramos um ou dois bagos de uva para provar, ou algo do género, e ficamos contentes por ninguém nos chamar a atenção, porque havemos nós de fazê-lo aos outros?

Se, como seguranças, sabemos que temos que andar por onde andam os clientes e estar de olho em tudo, porque é que, no lugar dos clientes, nos sentimos incomodados?

 

 

Será o profissionalismo levado ao pormenor, algo errado e prejudicial?

Haverá uma medida certa para sermos profissionais, sem que os outros se sintam incomodados?

Existirá alguma linha que separe o que é realmente importante e deve ser cumprido, e aquilo que mais vale ignorar e deixar passar?

Talvez haja. E talvez resida no bom senso de ambas as partes, como em tudo na vida!

 

 

Se estivessem no lugar de clientes, o que levariam a mal, no modo de actuação de um segurança, e o que considerariam normal e compreensível?

Já vos aconteceu alguma situação menos boa ou caricata com estes profissionais?

 

 

 

 

 

Quem sou eu?

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Sabem aquelas alturas em que determinadas situações nos incomodam, e determinadas pessoas nos dão nervos, e gostaríamos de lhes dizer que não estão a perceber nada, nem a agir da melhor forma, e que deveriam mudar a sua atitude, para as coisas resultarem?

 

Aquelas alturas em que temos todo um discurso preparado, com imensos conselhos e opiniões sobre a questão, baseados naquilo que fomos observando e lidando com?

Em que consideramos que agir da forma que recomendamos traria muito mais felicidade a todos?

 

Há momentos em que isso me acontece.

Em que bastava uma dessas pessoas me perguntar, e eu desfilaria toda a minha análise à questão, e a forma como julgo que os outros deveriam agir.

 

A intenção é boa. Mas de boas intenções, está o inferno cheio!

E ninguém me perguntou nada. Em momento algum foi pedida a minha opinião.

Por isso, calo-me, e calo o meu subconsciente.

Além disso...

 

 

Quem sou eu para dizer o que quer que seja, para dar conselhos a quem quer que seja?

O que me leva a pensar que sei mais do que os outros, que posso ajudar mais que os outros, que tenho mais experiência que os outros?

Aquilo que eu tenho, para me basear, é apenas aquilo que me é dado a conhecer. Será suficiente, ou precisaria de conhecer o todo?

E essa aparente sabedoria para com as questões de terceiros, também funciona comigo e com os meus?

Ou, em casa de ferreiro, espeto de pau? Façam o que eu digo, mas não o que eu faço? 

 

 

Quem sou eu para, mesmo observando a realidade e, eventualmente, tendo razão, mostrar aos outros o quão enganados ou errados podem estar, sem que eles estejam disponíveis ou receptivos a esse abrir de olhos, e sem ferir susceptibilidades?

E se fosse ao contrário? Será que gostaria? Será que aceitaria? Ou pensaria o mesmo "quem é que pensa que é?".

Pois...

 

 

Quem sou eu?

Apenas mais um peão deste mundo, nem mais nem menos que ninguém, a tentar fazer o melhor que sabe, com o melhor (e o pior) que tem, na descoberta de que, por mais que queiramos ajudar quem nos é mais próximo, nem sempre temos o direito de nos intrometer na vida alheia sem permissão para tal.

Verão Real, de Lara Barros

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"Verão Real" pode até ser um livro mais direccionado para adolescentes, mas foi uma daquelas histórias que li de uma só vez, sem pausas, de tão boa que estava a ser a história! 

E, claro, já o passei para as mãos da minha filha :)

 

 

Alex é uma miúda normal, prestes a fazer 18 anos.

Adora livros, cinema, tiro ao arco com flecha. Sonha viajar para conhecer o mundo e os povos que nele habitam. Gosta de musicais, como o High School Music, e de Nicholas Sparks.

Só existe um pormenor que a diferencia das restantes miúdas da sua idade: é uma princesa e, como tal, tem que se reger pelas regras e protocolos, preservar a sua imagem e, o mais grave, escolher um marido entre a realeza.

Para tal, Alex é obrigada pelos pais a ir para um campo de férias no Mónaco, a fim de se relacionar com os vários principes e encontrar o seu futuro marido, a quem deverá unir o seu destino.

 

Adam é um jovem de 19 anos, que esbarra com Alex na praia, antes de esta partir para o campo de férias. Um encontro que acaba com Alex dentro de água, e uma joelhada em Adam, onde ele menos desejaria. Alex ficou a pensar no rapaz, mas era óbvio que nunca mais o iria ver.

 

E, assim, no campo de férias, para além de conhecer novas amigas, Alex fica frente a frente com o príncipe Philip, um jovem por quem qualquer rapariga poderia facilmente apaixonar-se. Ele parece gostar mesmo dela, e ela não rejeita a ideia de vir a namorar com ele mas...

 

Além de príncipes e princesas, o campo de férias conta também com instrutores e, entre eles, Alex dá de caras com Adam. E, quando os dois se juntam, não pode sair boa coisa!

Dividida entre a razão e o coração, Alex terá ainda que, juntamente com o seu grupo de amigos, evitar a ameaça terrorista que quer, a todo o custo, destruir a monarquia atingindo os filhos dos reis, que ali se encontram, longe de qualquer protecção.

 

Num mundo em que ainda se dá valor às alianças políticas e financeiras, ao estatuto e à prevalência do bem dos países, em detrimento dos sentimentos das pessoas, haverá lugar para histórias de amor? 

Ou esse será um sacrifício que terão que fazer, em nome da tradição, regras e protocolos?

 

Quem irá Alex escolher no final?

 

 

 

Sinopse:

"Encontrar o amor verdadeiro nunca foi fácil.

Mas para Alex essa tarefa será ainda mais difícil.

Sendo ela uma princesa terá de escolher um marido pertencente a uma família real e terá essa oportunidade este verão ao passá-lo num campo de férias exclusivo no Mónaco para jovens da realeza.

E é lá que conhecerá o príncipe Philip e ele é tudo o que uma miúda pode desejar mas o coração dela fica dividido quando conhece Adam. Ele é irritante, faz-lhe perder a cabeça, brigam á toda a hora mas ela não parece conseguir resistir ao seu charme. O problema é que Adam é um jovem normal, não pertence á realeza.

Tudo isto acontece ao mesmo tempo que o campo de férias é ameaçado por terroristas cujo objectivo é roubar a coroa dos países mais poderosos onde sucessor está vulnerável e longe da segurança total do seu reino.

Conseguirá Alex encontrar a mente por detrás destes ataques? E mais importante, seguirá ela as regras que sempre conheceu ou traçará ela o seu próprio destino?"

 

 

Autor: Lara Barros

Data de publicação: Fevereiro de 2018

Número de páginas: 240

ISBN: 978-989-52-1905-6

Colecção: Viagens na Ficção

Género: Ficção

Idioma: Pt

 

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