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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Ter ambição, ou falta dela, é uma coisa má?

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A ambição (não confundir com ganância) nunca fez mal a ninguém e é, na maioria das vezes, a mola que faz as pessoas saltarem, não se acomodarem, dar aquele passo em frente, arriscar.

As pessoas ambiciosas tendem a procurar sempre o melhor para si e para a sua vida, ainda que aquilo que já conquistaram não seja mau. Mas, se podem ter melhor, porque não? Desde que lutem para lá chegar, qualquer vitória é um mérito que não deve ser desvalorizado.

 

Da mesma forma, o facto de uma pessoa ser pouco ambiciosa, não significa que seja menos corajosa, menos feliz, que tenha menos mérito.

Se essa pessoa se sente prefeitamente bem com o que tem, se está adaptada e não precisa de muito mais do que o que já tem para ser feliz, para quê querer mais? Para quê mudar?

 

Cada um sabe de si. Cada um saberá aquilo que o satisfaz, aquilo de que precisa, aquilo que o faz sentir realizado na sua vida pessoal e profissional. E, quer queiramos, quer não, essa medida não tem que ser, nem é, igual para todos!

As dificuldades de uma colonoscopia

 

 

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Fazer colonoscopias não é fácil!

E não digo isto apenas pelo exame propriamente dito, mas pela dificuldade na marcação, pelo tempo de espera, pelo valor que se tem que desembolsar, e pela preparação que a antecede.

Um familiar meu teve que marcar este exame mas, aqui na zona, não fazem. Disseram-lhe que, pela caixa, só nas Caldas da Rainha, ou em Lisboa.

Ainda lhe sugeriram ir a uma urgência, mas tanto poderiam mandar fazer, como não. Ligou para alguns hospitais públicos que lhe responderam que teriam que analisar a situação, ou então que não faziam esse tipo de exame se a pessoa não fosse lá seguida.

Uma pesquisa por clínicas mais próximas também não deu frutos, porque não faziam pela caixa, e cobravam um valor exorbitante.

Finalmente, conseguiu marcar, telefonicamente, numa clínica em Mem Martins, por cerca de 50 euros. Para dali a um mês e meio. A primeira parte já estava. 

Dois dias antes do exame, começa a tortura da fome! Só alimentos líquidos, triturados, sopas ralas e pouco mais. Na véspera do exame, a mesma coisa até uma determinada hora porque, a partir daí, começa o jejum e o "tratamento de choque"! 

Sei do que se trata porque já passei pelo mesmo há uns anos quando tive que fazer um urograma. Beber 4 litros de uma preparação com um sabor horrível que, quando vamos a meio do primeiro litro, já só nos apetece vomitar (devo confessar que, no meu caso, só consegui chegar aos 2,5l).

Finalmente, o dia do exame que, felizmente, já pode ser feito com recurso à sedação, o que reduz substancialmente o incómodo e as dores que as pessoas mais temiam neste tipo de exame. 

Mas, atenção! Quem optar pela sedação tem que ir acompanhado, porque vai ficar completamente "pedrado" e não vai ser capaz de fazer mais nada nesse dia. O efeito só passa ao fim de algumas horas.

Bem vistas as coisas, um exame feito com credencial, pela caixa, numa clínica privada, mais o custo da preparação, ficou em mais de 70 euros, mas até nem teve que esperar muito. Em média, as marcações estão a demorar entre três e cinco meses.

Em Lisboa, por exemplo, apenas cinco clinicas que fazem o exame pelo serviço nacional de saúde no centro da cidade.

"Será um problema de preço ou pagamento? “Não queremos crer que seja um problema de preço. Se for marcar uma colonoscopia pelo Serviço Nacional de Saúde ou não marcam ou marcam com muito prazo. Na mesma unidade, no mesmo minuto, se for marcar uma colonoscopia paga particularmente marcam para a semana seguinte”, diz Vítor Neves, presidente da Europacolon.

Ora esta é apenas uma situação, no meio de muitas com igual importância, mas a necessidade de realizar este tipo de exames com rapidez, para despiste de doenças que devem ser detectadas o quanto antes, leva as pessoas a recorrer a outras alternativas e a pagar do seu próprio bolso, exames que são comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, mas cuja marcação e tempo de espera para realização tornam impossíveis de realizar através desse mesmo serviço. 

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