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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Quando existe um orgulho recíproco entre pais e filhos

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Os pais são o principal exemplo para os filhos. A sua referência.

Muitas vezes, os seus ídolos, as pessoas que mais admiram.

Como tal, é normal que, até pela educação que lhes é dada, por esses pais, os filhos tenham vários comportamentos e atitudes semelhantes aos pais.

E isso acaba por incluir as mesmas qualidades, e os mesmos defeitos que, quando colocados frente a frente, chocam.

Sobretudo quando essas características são influenciadas por gerações diferentes, e pela sociedade em que cada uma dessas gerações se insere.

 

 

Todos sabemos que, muitas vezes, as discussões entre pais e filhos surgem mais pelas semelhanças entre ambos, do que pelas diferenças.

Se pais e filhos são determinados, vão querer levar a sua avante, achando que a sua forma é a melhor. Se pais e filhos são teimosos, cada um vai puxar para o seu lado a razão. E por aí fora.

 

 

No outro dia, num filme que vi, mãe e filha tinham ideais muito semelhantes mas, ainda assim, elas chocavam uma com a outra.

Porquê?

Porque aquilo que, na geração da mãe, era tido como coragem e determinação, numa época em que esses comportamentos não eram muito aceitáveis, hoje, apenas representa algo banal, aceitável e, como tal, ineficaz, sendo necessário enveredar por outro tipo de acções, que causem impacto e levem à mudança, na geração actual.

A mãe ainda não se tinha apercebido que, de certa forma, a filha queria seguir o mesmo caminho da mãe, mas com as ferramentas que existem agora à sua disposição, e que são mais úteis que as da mãe.

Por outro lado, a filha encarava cada refutação, cada questão, cada confrontação da mãe, como um ataque, como manifestação de superioridade, revoltando-se, e sentindo-se inferiorizada ou desvalorizada.

Quando, na verdade, a mãe apenas o fazia para que ela pudesse mostrar a sua opinião, debater, expôr as suas ideias e formas de ver o mesmo problema, tal como, anteriormente, a sua própria mãe tinha feito com ela.

 

 

É nessa partilha, nesse debate, que se quer saudável, que surge aquilo que nos enche o coração: o orgulho recíproco!

É nesses momentos que percebemos que os nossos filhos cresceram numa outra época, e devem dar uso às ferramentas que têm ao dispor, bem melhores que as nossas, que já estão obsoletas.

E, quando os vemos em acção, não conseguimos esconder o orgulho que sentimos por ver como cresceram, e como fazem bom uso daquilo que lhes transmitimos, mas lhe dão, ao mesmo tempo, o seu próprio cunho.

Por outro lado, os filhos não esquecem aquilo que os pais são, o que defendem, aquilo pelo qual lutam e, se por vezes, lhes tentam mostrar um outro lado, uma outra visão, não é porque estejam do contra, ou porque não gostem daquilo que somos ou fazemos, mas porque têm orgulho nesses pais, e querem que eles continuem a ser aquilo que sempre foram, e lhes transmitiram.

Ter consideração por quem não a tem por nós

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É velho o ditado que diz "não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti".

Não só por isso, mas também porque não temos que ser iguais àqueles que criticamos, nem pagar na mesma moeda, acabamos por ter, para com os outros, a consideração que gostávamos que tivessem tido connosco. Porque é assim a nossa personalidade, a nossa forma de agir. Faz parte do nosso carácter, da nossa educação.

 

Mas também faz parte de nós, enquanto humanos, chegar a um ponto em que os limites começam a ficar próximos, a paciência a falhar, e um outro provérbio surge na mente "Deus manda-nos ser bons, mas não nos manda ser parvos".

 

Eu, confesso, sou uma pessoa até bastante calma, razoável, ponderada. Paciente, não direi (há quem diga que sim, eu acho que tem dias). Resignada, até certo ponto.

Mas há momentos em que a tampa salta, e mando à fava o politicamente correcto, e a consideração que deveria ter.

 

Há pessoas que só se preocupam consigo próprias, com as suas vontades, com as suas conveniências, com aquilo que é o melhor para si. Estão no seu direito.

Mas depois, não esperem que, do outro lado, haja alguém disposto a ser generoso e compreensivo.

Não esperem que, do outro lado, haja alguém que ainda se dê ao trabalho de pensar nos outros.

Afinal, de que serve ter consideração, por quem não é capaz de a ter pelos outros?

Já elogiou alguém hoje?

 

Elogio é o enaltecimento de uma qualidade ou virtude de algo ou alguém. Um elogio pode desencadear uma série de substâncias do prazer, da alegria e da satisfação na corrente sanguínea de quem o recebe.

Por isso mesmo, pode ser utilizado para motivar, aumentar a auto-estima ou corrigir defeitos. Pode servir de reconhecimento por um bom desempenho ou actos de destaque. É essencial para um desenvolvimento emocional e social saudável ao longo de todo o ciclo de vida, e vital para um bom clima familiar e organizacional. Um ser humano elogiado fará melhor, dará algo mais numa próxima vez, será melhor.

E, quando elogiamos os demais, é provável que também sejamos elogiados!

Assim, mesmo para aqueles que afirmam que "os elogios não nos elevam, assim como as críticas não nos rebaixam, porque somos aquilo que somos e não o que nos acham", aqui ficam alguns dos benefícios da arte de elogiar:

  •  Aumenta a auto-estima individual;
  •  Sentimento de pertença a um grupo;
  •  É um meio para alcançar um comportamento desejado no outro;
  •  Aumenta a produtividade das pessoas e da empresa;
  •  Ajuda a fortalecer amizades e a criar novas;
  •  Aumenta a resistência física e psicológica contra situações de doença ou desesperança e pessimismo;
  •  Melhora a postura pessoal e protege as pessoas contra o stress e pressão do quotidiano;
  •  Incrementa a identidade profissional para o sucesso;
  •  Aumenta o valor da imagem profissional de quem recebe e dá mais poder pessoal a quem emite;
  •  Facilita/promove a comunicação interpessoal;
  •  Promove mudanças comportamentais pessoais e profissionais;
  •  Serve como ferramenta educacional;
  •  É de graça!

E você, já elogiou alguém hoje?

A liberdade no amor

 

"Se ama alguém, deixe-o livre. Se permanecer ao seu lado, é porque esse amor é recíproco. Se voar, então não era um amor verdadeiro..."



Pode ser que sim...

É verdade que não podemos prender ninguém ao nosso lado, quando essa pessoa não o quer, ou não se sente bem com isso. E quanto mais tentarmos prender, mais essa pessoa ficará contrariada e contra nós. Dessa forma, nunca seremos felizes.

Então, será melhor dar liberdade a essa mesma pessoa e deixar que faça as suas escolhas. No entanto, como se costuma dizer, a liberdade de alguém termina onde a de outro alguém começa!

Isto significa que, embora não nos caiba a nós decidir ou impôr a forma como os outros se devem comportar ou agir, uma vez que cada um deve ter consciência, liberdade e responsabilidade para agir como considerar melhor, temos o direito de não gostar de determinadas atitudes e de o expressar.

E, como todos sabemos, todos os actos têm consequências, tanto positivas como negativas. Devemos dar liberdade, sim. O contrário não adianta. Mas o abuso dessa liberdade pode levar ao afastamento, à falta de diálogo e partilha, a que os sentimentos se vão perdendo, e a que nada mais reste que uma relação vivida em separado, cada um por si e com a sua liberdade, até que percebam que o amor morreu, e nada mais ficou... 

Tão querida...

Entre a Tica e eu há uma relação de reciprocidade: eu dou a mão ou o braço, ela dá as unhas e os dentes!

 

É também uma relação assente na solidariedade: "a minha dona teve uma má nota por causa da net, então agora retraço a factura que lhe mandaram"! E acreditem que a factura da Zon ficou em pior estado que a minha mão :)

 

Por outro lado, e como estamos em crise, a Tica aderiu à prática de bem poupar e quer levar o dono a seguir-lhe o exemplo. Por isso, depois de o dono ter feito a lista de compras para o próximo mês, a Tica apressou-se a rasgar uma parte dela! Tudo para que o dono não gaste muito no supermercado!

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