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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ter consideração por quem não a tem por nós

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É velho o ditado que diz "não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti".

Não só por isso, mas também porque não temos que ser iguais àqueles que criticamos, nem pagar na mesma moeda, acabamos por ter, para com os outros, a consideração que gostávamos que tivessem tido connosco. Porque é assim a nossa personalidade, a nossa forma de agir. Faz parte do nosso carácter, da nossa educação.

 

Mas também faz parte de nós, enquanto humanos, chegar a um ponto em que os limites começam a ficar próximos, a paciência a falhar, e um outro provérbio surge na mente "Deus manda-nos ser bons, mas não nos manda ser parvos".

 

Eu, confesso, sou uma pessoa até bastante calma, razoável, ponderada. Paciente, não direi (há quem diga que sim, eu acho que tem dias). Resignada, até certo ponto.

Mas há momentos em que a tampa salta, e mando à fava o politicamente correcto, e a consideração que deveria ter.

 

Há pessoas que só se preocupam consigo próprias, com as suas vontades, com as suas conveniências, com aquilo que é o melhor para si. Estão no seu direito.

Mas depois, não esperem que, do outro lado, haja alguém disposto a ser generoso e compreensivo.

Não esperem que, do outro lado, haja alguém que ainda se dê ao trabalho de pensar nos outros.

Afinal, de que serve ter consideração, por quem não é capaz de a ter pelos outros?

Já elogiou alguém hoje?

 

Elogio é o enaltecimento de uma qualidade ou virtude de algo ou alguém. Um elogio pode desencadear uma série de substâncias do prazer, da alegria e da satisfação na corrente sanguínea de quem o recebe.

Por isso mesmo, pode ser utilizado para motivar, aumentar a auto-estima ou corrigir defeitos. Pode servir de reconhecimento por um bom desempenho ou actos de destaque. É essencial para um desenvolvimento emocional e social saudável ao longo de todo o ciclo de vida, e vital para um bom clima familiar e organizacional. Um ser humano elogiado fará melhor, dará algo mais numa próxima vez, será melhor.

E, quando elogiamos os demais, é provável que também sejamos elogiados!

Assim, mesmo para aqueles que afirmam que "os elogios não nos elevam, assim como as críticas não nos rebaixam, porque somos aquilo que somos e não o que nos acham", aqui ficam alguns dos benefícios da arte de elogiar:

  •  Aumenta a auto-estima individual;
  •  Sentimento de pertença a um grupo;
  •  É um meio para alcançar um comportamento desejado no outro;
  •  Aumenta a produtividade das pessoas e da empresa;
  •  Ajuda a fortalecer amizades e a criar novas;
  •  Aumenta a resistência física e psicológica contra situações de doença ou desesperança e pessimismo;
  •  Melhora a postura pessoal e protege as pessoas contra o stress e pressão do quotidiano;
  •  Incrementa a identidade profissional para o sucesso;
  •  Aumenta o valor da imagem profissional de quem recebe e dá mais poder pessoal a quem emite;
  •  Facilita/promove a comunicação interpessoal;
  •  Promove mudanças comportamentais pessoais e profissionais;
  •  Serve como ferramenta educacional;
  •  É de graça!

E você, já elogiou alguém hoje?

A liberdade no amor

 

"Se ama alguém, deixe-o livre. Se permanecer ao seu lado, é porque esse amor é recíproco. Se voar, então não era um amor verdadeiro..."



Pode ser que sim...

É verdade que não podemos prender ninguém ao nosso lado, quando essa pessoa não o quer, ou não se sente bem com isso. E quanto mais tentarmos prender, mais essa pessoa ficará contrariada e contra nós. Dessa forma, nunca seremos felizes.

Então, será melhor dar liberdade a essa mesma pessoa e deixar que faça as suas escolhas. No entanto, como se costuma dizer, a liberdade de alguém termina onde a de outro alguém começa!

Isto significa que, embora não nos caiba a nós decidir ou impôr a forma como os outros se devem comportar ou agir, uma vez que cada um deve ter consciência, liberdade e responsabilidade para agir como considerar melhor, temos o direito de não gostar de determinadas atitudes e de o expressar.

E, como todos sabemos, todos os actos têm consequências, tanto positivas como negativas. Devemos dar liberdade, sim. O contrário não adianta. Mas o abuso dessa liberdade pode levar ao afastamento, à falta de diálogo e partilha, a que os sentimentos se vão perdendo, e a que nada mais reste que uma relação vivida em separado, cada um por si e com a sua liberdade, até que percebam que o amor morreu, e nada mais ficou... 

Tão querida...

Entre a Tica e eu há uma relação de reciprocidade: eu dou a mão ou o braço, ela dá as unhas e os dentes!

 

É também uma relação assente na solidariedade: "a minha dona teve uma má nota por causa da net, então agora retraço a factura que lhe mandaram"! E acreditem que a factura da Zon ficou em pior estado que a minha mão :)

 

Por outro lado, e como estamos em crise, a Tica aderiu à prática de bem poupar e quer levar o dono a seguir-lhe o exemplo. Por isso, depois de o dono ter feito a lista de compras para o próximo mês, a Tica apressou-se a rasgar uma parte dela! Tudo para que o dono não gaste muito no supermercado!

Sacrifícios? Não, obrigada!

Li, algures, que "as relações obrigam a sacrifícios" e que "todos gostamos que alguém se sacrifique por nós, que faça coisas por nós. E se nós fizermos coisas pelo outro o sentimento deve ser recíproco, e assim se vai gostando cada vez mais, o amor vai crescendo, muito mais do que poderíamos achar possível".

 

Vivemos num mundo livre, em que cada um tem direito à sua opinião. E há que respeitar essas opiniões. Mas, por certo, quem o escreveu, não sabe o que é amar. Talvez nunca tenha experimentado esse sentimento, ou não saiba exactamente como defini-lo. E afinal, haverá uma definição concreta? Ou haverá uma infinidade de definições, que são construídas pelas várias vivências?


Seja como for, embora compreenda o sentido que, hipoteticamente, a pessoa que escreveu quis dar à expressão, não concordo com o termo utilizado.

Uma relação saudável, forte, madura e assente num amor verdadeiro, nunca é construída, nem mantida, à base de "sacrifícios". Aquilo que fazemos, fazemos pelo prazer de fazer, pelo bem estar que proporciona, tanto a nós próprios como a quem está connosco. A partir do momento em que consideramos as nossas acções e os nossos gestos, "sacrifícios", é como se estivessemos a agir por obrigação.

E, ao contrário do que acima foi dito, penso que nenhuma relação se constrói e nenhum amor cresce, pela quantidade e reciprocidade de "sacrifícios" que forem feitos por ambas as partes. 

Eu não gosto, certamente, que alguém se sacrifique por mim. Que alguém se sinta na "obrigação" de o fazer. Nem tão pouco, que o faça para que eu, em troca, me sacrifique também, e assim nos amemos cada vez mais. Não vou sentir amor por alguém que espera que eu faça algo para gostar mais de mim e, por isso, faça algo para que eu também goste mais e lhe retribua, e assim sucessivamente. Para mim, não tem lógica!


Uma relação implica entrega, responsabilidade, um trabalho conjunto para um objectivo comum, e não cada um a trabalhar para o outro. Implica um amor que, embora seja fundamental ser recíproco, nos leve a agir sem desejar sempre algo em troca. Até porque, quando realmente amamos, essa reciprocidade está presente e manifesta-se de forma natural.


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