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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A todos os adolescentes e respectivos pais

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Provavelmente estarão mais que fartos de conhecer todas estas recomendações, mas nunca é demais relembrar, quando delas poderá depender a segurança das crianças/ adolescentes que queremos proteger. 

Todos sabemos que a internet é um meio ao qual cada vez mais eles têm acesso, incluindo as redes sociais, onde muitas vezes conversam com os amigos e se juntam a grupos, ou criam páginas. Nada disto tem que ser proíbido, se os jovens souberem até onde podem ir, e se os pais se mantiverem atentos.

 

 

 

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Às crianças/ adolescentes:

 

Efectuar/ Aceitar pedidos de amizade

É muito normal que, ao adicionarem amigos(as) que, de facto, conhecem, alguns(mas) amigos(as) desses(as) amigos(as) vos peçam amizade, ainda que não se conheçam de lado nenhum. Cabe a vocês perceberem se querem ter essas pessoas como amigos, e perceberem até que ponto são quem dizem ser, se são pessoas que os vossos amigos conhecem ou apenas amigos de redes sociais, que nunca sequer se viram. Não adicionem qualquer um, só para ter mais um número na lista de amizades.

 

O teor das conversas

As conversas que se vão tendo são uma boa forma de fazer uma selecção de pessoas com quem devem ou não falar. Se vos pedirem ou perguntarem muito, e em troca derem ou responderem muito pouco, pensem duas vezes antes de continuar a falar com essas pessoas, que parece querer saber tudo e mais alguma coisa sobre vocês, e pouco ou nada revelar delas próprias.

Não revelem dados muito pessoais sobre vocês nem sobre a família, moradas, locais que frequentam. Não convidem estranhos para vir até onde moram.

Por outro lado, se virem que a conversa está a tomar um rumo que não vos parece adequado, manifestem-se. Digam que não querem ter esse tipo de conversa. Se insistirem, cortem por ali. Se for o caso, denunciem as pessoas em questão. Está nas vossas mãos controlar com quem querem ou não falar, e quem querem manter na vossa lista de amigos. E quem não respeita a vossas decisões não será, com certeza, um amigo.

E não acreditem em tudo o que vos é dito, porque muitas vezes, quem está do outro lado diz aquilo que nós queremos ouvir e gostamos de ouvir, na esperança de obter algo em troca.

 

As fotografias e videochamadas

Não há mal nenhum em enviarem fotografias aos amigos que já vos conhecem, e que vocês conhcem, ou até fazer videochamadas. Mas lembrem-se que nunca devem enviar fotos que, mais tarde, possam ser utilizadas para fins menos próprios. Mesmo que vos peçam, e que achem engraçado, fotografias em roupa interior, ou mesmo sem roupa, são proíbidas.Evitem ainda enviar fotografias quando a intenção é, unicamente, "avaliar" ou "apreciar", como se fossem uma mercadoria que os outros querem ver, para decidir se vale a pena ou não comprar.

E é preciso ter muito cuidado com as videochamadas.

Tentem fazê-las apenas com os vossos amigos reais e/ou colegas de turma. Evitem videochamadas com pessoas que não conhecem. Não mostrem a vossa casa toda, escolham um espaço neutro, e faça-nas sempre ali, de forma a que quem está do outro lado não veja mais do que aquilo que devem. 

Pode parecer um exagero, mas quem está do outro lado pode ter segundas intenções, e não devemos facilitar-lhes a vida.

 

 

 

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Aos pais destas crianças/ adolescentes:

 

Privacidade

A privacidade é algo que todos nós gostamos, e os nossos filhos não serão diferentes. Também eles gostam de ter a sua própria privacidade, e não ter os pais sempre atrás a controlar o que fazem, com quem falam e o que falam com os amigos, ou desconhecidos. No entanto, privacidade não significa alienar-se completamente do que eles fazem, não querer saber, ignorar. Até porque, quando alguma coisa acontece aos nossos filhos, toda essa privacidade se acaba, no momento em que os pais resolvem ir ver o que os filhos andaram a fazer, à procura de pistas. Ou no momento em que é a polícia, em último caso, a verificá-lo. Por isso, apesar de defender a privacidade, mais vale pecar por alguma falta dela na hora certa, do que pelo excesso dela, com consequências mais graves.

 

Confiança

E é aqui que entra a confiança entre pais e filhos. Se conquistarem a confiança dos vossos filhos, tudo fica mais fácil. Mostrem-se disponíveis para conversar com eles e ajudá-los. Deixem-nos falar com os amigos, mas peçam-lhes para vos contar sempre que algo de estranho, ou com o qual não se sintam bem, aconteça. Dêem-lhes conselhos - ainda que eles finjam que não os ouvem ou acharem que estão a exagerar, alguma coisa lá fica, e poderá ser útil.

Façam-nos perceber que eles podem ser inteligentes e saber o que fazem, mas ninguém está livre de ser enganado por pessoas que não têm a melhor das intenções, até mesmo os adultos.

 

 

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Costuma-se dizer que se "os conselhos fossem bons, vendiam-se", mas mais vale prevenir do que remediar, até porque o perigo pode estar à distância de um clique, e não custa nada dar-lhes alguma liberdade sem deixar de os aconselhar e estar atentos.

 

 

 

 

Já eclipsaram hoje?!

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A cada novo eclipse que acontece, lá vem uma imensa publicidade, por vezes até exagerada, sobre o fenómeno, sobre aquilo que as pessoas vão poder visualizar, sobre o que vai acontecer.

E lá vêm as mesmas recomendações de sempre: usar apenas óculos especiais (que este ano em poucos sítios se vendem), não utilizar vidro escuros ou outros objectos e, nunca, mas nunca, olhar directamente para o sol.

Os riscos podem incluir lesões irreversíveis na visão ou mesmo cegueira.

Ora, todos nós sabemos que, muitas vezes, estas recomendações têm, precisamente, o efeito inverso.

Qual foi a primeira coisa que fez a mulher de Ló, segundo a Bíblia, ao ouvir a recomendação de que não deveria olhar para trás quando Sodoma estava a ser destruída? Olhou para trás!

Qual é a primeira coisa que fazemos quando alguém nos diz algo do género "ah e tal, mas não olhes agora"? Viramo-nos imediatamente! 

É involuntário, mas é o que acontece. E, sejamos honestos, quem nunca olhou para o sol, em dias de eclipse, ainda que por meros segundos, com protecção improvisada, ou mesmo sem qualquer protecção? 

O peso excessivo das mochilas

 

Todos os anos, quando se aproxima o início do ano lectivo e a compra das mochilas, se fazem as mesmas recomendações:

 

- o peso da mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança

- devem utilizar-se as duas alças da mochila (que devem ser acolchoadas), uma para cada ombro, ou então mochilas de rodinhas

- a criança deve pousar a mochila nos intervalos

- as crianças não devem levar mais do que aquilo que precisam

 

Mas, de que é que adiantam todas estas recomendações se, na prática, não são possíveis de concretizar?

A minha filha foi agora para o 5º ano. 

Na escola onde ela anda, há cacifos, mas ainda não estão disponíveis porque têm que ser desocupados pelos anteriores proprietários, por isso, por enquanto, é como se não houvesse.

Se tiver 3 aulas num dos períodos, significa que terá que levar 3 cadernos, 3 manuais aos quais se acrescentam outros 3 livros de exercícios ou fichas, o estojo, a caderneta, o lanche,etc.

Só aí, já leva mais do que os 10% do seu peso recomendados. E isto porque vem a casa almoçar. 

Já uma criança que passe o dia na escola, o que acontece cada vez mais porque os pais estão a trabalhar e não têm possibilidades de ir buscar os filhos ao almoço e em determinados horários, tem que levar o material necessário para o dia inteiro.

Que outras facilidades a escola oferece? Poucas!

As aulas nem sempre são na mesma sala, o que os obriga a andarem com a mochila de um lado para o outro. Nos dias de educação física, acrescentamos mais um saco de desporto para o equipamento. Nos dias de chuva, um guarda-chuva. Muitas vezes, os casacos.

E quanto a pousarem as mochilas no intervalo, até o podiam fazer, mas os professores não o recomendam. Porquê? Porque pode haver quem esteja à espera dessa oportunidade para roubar!

Resultado: as crianças passam a maior parte do tempo com excesso de peso às costas, e sem condições para brincar à vontade nos intervalos!

Quanto às ditas recomendações, guardam-se na gaveta até ao início do próximo ano, embora saibamos que nada mudará!

 

 

 

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