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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Falso moralismo

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Irritam-me, profundamente, aquelas pessoas que criticam, nos outros, aquilo que elas próprias fazem.

Como quem procura, desesperadamente, nos outros, algo que possam usar contra eles mas, no fundo, o que encontram, é apenas o seu próprio exemplo reflectido.

Como um espelho.

Como um boomerang que atiram aos outros, mas que volta sempre para si mesmas.

 

Irritam-me aquelas pessoas que, em vez de assumirem os seus erros, tentam fazer-se passar por vítimas, colocando a culpa de tudo nos outros, exonerando-se totalmente da mesma.

Como se não tivessem, muitas vezes, sido as causadoras das situações.

Ou não tivessem contribuído para tal.

Como se fossem absolutamente inocentes.

 

Irritam-me aquelas pessoas que, no que a si mesmas, e àquilo que fazem, diz respeito, tentam desvalorizar a relevância que, ao mesmo tempo, e na mesma proporção, e idênticas circunstâncias e situações, fazem questão de sobrevalorizar nos outros. 

Como quem usa, no seu dia a dia, e na sua vida, a regra "dois pesos e duas medidas", conforme se trata de si, ou dos outros. E, ao mesmo tempo, e contraditoriamente, insistem, em circunstâncias e situações distintas, em querer comparar o incomparável.

 

No fundo, irrita-me o falso moralismo das pessoas que, se pensassem um bocadinho antes de abrir a boca, perceberiam que o melhor a fazer era estarem caladinhas.

Porque, já diz o ditado: "Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho."

 

1 Foto, 1 Texto #44

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Muitas vezes, aquilo que apontamos aos outros, nada mais é do que aquilo que nós próprios somos.

Aquilo que vemos nos outros, nada mais é que o nosso próprio reflexo.

Mas, ignorantes, ou cegos, pensamos que não. Até porque não identificamos essas características em nós.

E porque, afinal, acreditamos que conseguimos, realmente, ver e conhecer os outros, e o seu interior. 

 

Só que nem sempre os outros se mostram, ou dão a conhecer.

Aliás, quanto maior for, deste lado, o "brilho", mais encandeados ficamos com ele, e menos ele nos permite ver do outro lado.

Se, de ambos os lados, esse brilho exagerado se manifestar, acabam por se ofuscar um ao outro, e nada conseguirão ver, de nenhum deles.

O segredo está, então, em moderar ou até atenuar o nosso brilho, para que o outro lado seja mais visível, mais claro, e mais real.

 

 

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Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

 

1 Foto, 1 Texto #1

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Estava um daqueles dias de verão em que, apesar de saber o quão bem faria uma ida à praia, não apetece nada.

Custa a ganhar coragem. Custa sair de casa.

Está frio. Sol, mas vento.

Se nem roupa de verão apetece usar, quanto mais ficar em biquini.

Mas lá saímos.

 

A verdade é que, na praia, estava melhor.

Para quem achava que nem sequer se ia despir, até à água fui.

E que bem soube o sol a aquecer as costas, no regresso ao areal, já deitada na toalha. 

 

Viro-me para cima.

Olho para o céu.

Estou calma. Relaxada. 

Estou cá em baixo, e quase me consigo ver reflectida lá em cima.

Já que, friorenta como sou, nunca poderia fazer de anjo da neve, ao menos imagino-me a sê-lo no azul do céu!

Ou, então, quem sabe, é um outro anjo que por lá anda, a tomar conta de mim.

A dar-me algum sinal, ou a transmitir-me alguma mensagem...

 

Desafio proposto pela Isabel

 

Quando vemos, nos outros, um reflexo de nós próprios

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Mais depressa olhamos para os outros, do que para nós. E é tão mais fácil observar quem nos rodeia, do que direccionar a visão na nossa direcção, pela dificuldade de conseguirmos ver tudo, e de forma isenta.

 

Mas, se pensarmos bem, muitas vezes, aquilo que vemos e apontamos nos outros é, também, um reflexo de nós próprios.

 

Somos as pessoas que, em determinado momento, agem com o coração. E em outro, com a mente, com ponderação.

Somos as pessoas que preferem ver o lado bom das coisas, mas também somos aquelas que, algumas vezes, não conseguem esquecer o mau, e se revoltam.

Somos aquelas pessoas que, muitas vezes, guardam para si as suas opiniões, que preferem calar-se, ignorar provocações, mas também aquelas que, noutras ocasiões, dizem o que têm a dizer, e explodem.

Somos pessoas organizadas e metódicas mas, também, quando calha, menos perfeccionistas.

Somos pessoas de trabalho mas, como outras, também nos sabe bem o descanso, o não fazer nada.

Somos pessoas de causas que, muitas vezes, não precisam de causas para agir.

Somos pessoas calmas, mas até as mais calmas, em determinados momentos, podem exaltar-se.

Somos inseguros, vulneráveis, mas outras vezes confiantes e fortes.

Podemos parecer frios em algumas circunstâncias mas, noutras, oferecer aquele calor humano que conforta.

 

Somos um conjunto de "camadas", de diferentes pessoas numa só, com características mais vincadas e activas que outras e que, à partida, nos definem. 

Mas somos, não raras vezes, um reflexo daquilo que criticamos nos outros, mas que também poderá existir dentro de nós, ainda que adormecido, ou pouco visível.