Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Ainda fazem sentido as reuniões presenciais de pais?

Primeira Reunião de Mães e Pais do Colégio Ideia - Colégio Ideia

 

Antes da pandemia, as reuniões de pais eram algo habitual, fosse no início do ano lectivo, fosse no início de cada período seguinte e, em alguns casos, a reunião final de ano.

O objectivo era transmitir informações importantes, entregar as fichas de avaliação dos alunos, e outros assuntos que poderiam ser do interesse de pais e alunos.

E, claro, como não poderia deixar de ser, a eleição dos representantes dos encarregados de educação.

 

Depois, veio a pandemia, e as reuniões foram suspensas.

Houve directores de turma que realizaram as ditas reuniões através de plataformas online.

No meu caso, elas deixaram de existir.

Foi um alívio. 

Não precisei de perder tempo, e os anos correram normalmente, pelo que ficou óbvio que as mesmas não são essenciais.

Os directores de turma podem sempre enviar os recados ou informações, por outros meios.

Os pais podem sempre marcar atendimento com os directores de turma, se quiserem saber ou tratar de alguma coisa.

As pautas com as notas dos alunos já saem no INOVAR, pelo que nem é necessário irmos lá só por isso.

 

Andava eu feliz da vida, quando a minha filha me mostra a convocatória para uma reunião na escola.

Já deveria ter calculado. 

Em ano lectivo que se pretender normal, o regresso das reuniões presenciais de pais não poderia faltar.

E lá fui eu, preparada para o filme do costume.

Só que o filme foi outro. Bem mais surpreendente! 

 

Chegada à escola, a funcionária da portaria não tinha qualquer indicação de reunião naquela sala, mas lá me mandou seguir viagem.

Ao entrar no bloco, outra funcionária avisou-me que a reunião tinha passado para outra sala e encaminhou-me para lá.

Fui a primeira a chegar. Ups...

Não conhecia a professora mas, devo confessar, estou fã!

A minha filha teve sorte com a professora de Português e directora de turma.

Enquanto estávamos sozinhas, fomos falando de livros. Dos que iriam dar em aula, e daqueles sobre os quais fariam trabalhos.

 

À hora marcada, ainda só eu tinha chegado. Esperámos uns minutos. Apareceu uma mãe. 

Entregou-nos a folha de presenças para assinar, e uns folhetos informativos sobre a Associação de Pais da escola.

Chegou uma outra mãe, com o marido.

Passavam cerca de 15 minutos da hora marcada.

A DT deu início à reunião, na esperança que, entretanto, mais alguém aparecesse.

Mas não. 

Apareceram apenas 3!

3 encarregados de educação, numa turma de 26 alunos!

 

Estamos a falar de uma turma de 12º ano. Em que alguns dos alunos já são maiores de idade.

E os que não são, já são crescidinhos.

Talvez por isso, os pais considerem que não se justifica marcar presença, numa reunião em que, salvo uma ou outra informação, já conhecem o guião de cor.

Depois, há a falta de tempo. De disponibilidade. De vontade. O não se perceber porque não se opta por outros meios, para transmitir a mensagem, que sejam mais práticos e cómodos.

Será que ainda fazem sentido as reuniões presenciais de pais, nos tempos que correm? Sobretudo no ensino secundário?

 

A minha vontade também era zero. Mas fui. Sempre acompanhei o percurso da minha filha, e este é o último ano. Daqui a pouco tem 18 anos, e jé está por sua conta.

Por isso, com pouca vontade, fui.

Mas, tal como a professora, nunca pensei que aparecessem tão poucos pais.

Acho que a directora de turma ficou surpreendida, e desapontada. Deve ter sido o ano, e talvez a turma, em que menos pais compareceram.

 

Devo confessar que, por conta dessa escassez de pais, foi uma "santa reunião", como há muito não assistia!

O pior, foi o momento da eleição dos representantes dos encarregados de educação.

Tendo em conta que éramos 3, e nenhuma de nós tinha vontade de o ser, teríamos que ir a votos o que, provavelmente, daria um "empate técnico", já que íamos votar nas duas mães restantes.

Para piorar mais o cenário, uma das mães informou que, como é professora, não se sentiria à vontade nesse papel.

Sobravam duas mães: eu, e outra.

Portanto, eu, que sempre fugi desse cargo como o diabo da cruz, vejo-me agora, neste último ano, eleita por falta de opções e alternativas, juntamente com a outra mãe.

Até disse na brincadeira que, se soubesse, também não tinha ido!

 

A outra mãe ainda tentou deixar o cargo em aberto, para o caso de algum outro encarregado de educação ter interesse, mas se nem à reunião compareceram, como poderiam ter interesse em representar os outros pais?

 

Enfim...

A directora de turma nem sabia bem o que escrever na acta da reunião sobre esse ponto.

No fim, agradeceu a nossa presença e disponibilidade, desejando um bom ano aos nossos filhos. 

E nós, mães e agora representantes dos pais, desejando que tudo corra bem, para que não sejamos necessárias!

Estarão as escolas (realmente) preparadas para o regresso às aulas?

Início do ano letivo – Saiba com o que se preocupar - WPensar blog – Tudo  sobre Gestão Escolar

 

Na minha opinião, nem todas. Ou quase nenhumas.

Nem as escolas, nem os professores, nem os auxiliares, nem os pais, nem os alunos.

 

Penso que estamos todos com aquele pensamento optimista que é necessário, para transmitir que, apesar da pandemia, vai tudo correr bem. Que vai ser um ano em que, apesar de todas as regras e mudanças, se vai tentar levar as coisas com o mínimo de normalidade, para que não seja um ano perdido.

 

Mas, ao mesmo tempo, com muitas reservas e receios.

Com muitas dúvidas, se se conseguirá levar até ao fim este ano lectivo, nos moldes em que o pretendem.

 

Não existem funcionários suficientes.

É provável que não existam professores suficientes.

Em muitas escolas, os horários mantêm-se normais, e o número de alunos por turma, também. O que significa que pouco distanciamento vai haver.

As máscaras incomodam, desconcentram. A redução ou eliminação de intervalos, impede os estudantes de fazer uma pausa, para descontrair. O aumento do tempo de cada aula, satura. Juntem-se as três coisas, e parece-me que, em aula, vão prestar ainda menos atenção que num ano normal.

 

Em algumas escolas, querem proibir as idas à casa de banho nos intervalos, optando por fazê-lo durante o horário da aula. Portanto, interrupções constantes, enquanto se tenta ensinar a matéria, que não irão ajudar nem alunos, nem professores.

 

Em algumas escolas, querem que os alunos façam os seus lanches na sala de aula. Ou seja, nem aquele momento no bar podem ter. Nem privacidade para estar com quem querem, onde querem.

 

E em relação a Educação Física?

Como vai funcionar?

Já nem falo das aulas em si, mas até mesmo do funcionamento nos balneários, onde acabam por se juntar os alunos e, por vezes, mais do que uma turma.

 

Neste momento, é só isso que temos. Dúvidas, incertezas, receios. Não há muita informação e, a que há, vai chegando às prestações. Provavelmente, só se irá saber tudo no dia da apresentação.

E esperança é tudo o que podemos ter. Esperança de que não seja um ano perdido. Que se aprenda alguma coisa. Que compense. Que não seja apenas um capricho, uma teimosia desnecessária. Uma decisão tomada sem se pensar nas reais consequências e efeitos. Que não seja o "tapar o sol com a peneira", porque a isso foram obrigados.

Que, daqui a uns meses, não estejam todos a voltar a casa, e ao Ensino à Distância.

 

Só o tempo o dirá. 

E é já na próxima semana que terá início a "prova dos 9".

Que o resultado seja aquele que todos esperamos.

 

Boa sorte a todos, e um bom regresso às aulas!

 

Chegou Setembro

Setembro – O mês do regresso! – MaisOpinião

 

Chegou, num ápice, um daqueles meses que mais divide as pessoas: as que o adoram, e as que o detestam.

Chegou Setembro.

E, com ele, uma infinidade de dúvidas. De incertezas. De "ses".

 

Com a chegada de Setembro, chega também o outono.

O regresso ao trabalho da maioria de nós.

O regresso às aulas para os estudantes.

 

E tudo isso em cenário de pandemia, que está longe de nos deixar, e ameaça até voltar a trocar-nos as voltas.

Num país que não me parece disposto a recuar, face a um possível aumento de casos, parece-me que a solução será aprender a conviver com esse aumento, tentar fintar o vírus para que não nos bata à porta e esperar que a situação não descambe.

 

Há quem veja este mês como um recomeço.

Não me parece que vá ser um bom recomeço. Nem prevejo que as coisas se tornem mais fáceis daqui em diante.

Se, noutros anos, setembro já não me agradava, este ano, ainda menos me inspira.

O regresso ao trabalho

93425215_2826220144159939_8800004208406298624_o.jp

 

Foi molhado!

Aliás, parece que S. Pedro escolhe os dias em que vou trabalhar, para mandar tudo a que tenho direito.

Ao longo das últimas semanas, ia alternando o trabalho presencial, em alguns dias da semana, para fazer coisas que só podiam ser feitas no local de trabalho, e o teletrabalho, nos restantes dias.

Num desses dias em que fui trabalhar, choveu toda a tarde, até granizo, e trovejou até à noite!

Da minha janela, só via os relâmpagos a avisar que o que lhes seguiria. E até faltou, momentaneamente, a luz.

No último dia em que fui, já só chovia. A cântaros, a fazer jus ao ditado "Abril, águas mil".

 

Hoje, foi dia de regresso definitivo ao trabalho e, para me dar as boas vindas, mais chuva.

Espero que este regresso molhado seja prenúncio de regresso abençoado!

 

Festa de boas vindas para uma professora excepcional

Resultado de imagem para professora e alunos

 

É verdade que a professora é exigente.

Que manda sempre imensos trabalhos de casa, como se só tivesse aquela disciplina para ocupar o tempo.

Que faz testes complicados que nem sempre favorecem as notas.

Que já lhes disse algumas vezes que não os gostava de ter como alunos, porque se portam muito mal, mas...

 

 

Também é verdade que é das professoras que melhor ensina naquela escola.

E que, de alguma forma, os alunos reconhecem isso, e gostam da professora tal como ela, apesar de tudo, gosta deles.

A prova disso é que, ao fim de alguns meses com outra professora substituta, já todos ansiavam pelo regresso da sua professora de sempre.

 

 

A professora Ofélia é uma mulher com cerca de 60 anos. Mas os anos parecem não passar por ela. Aliás, tem momentos em que parece até mais jovem do que há 20 anos atrás.

É uma mulher de garra, de bem com a vida, alegre, bem disposta.

E uma lutadora.

Há dois anos, quando foi professora da minha filha pela primeira vez, esteve de baixa durante uns meses, para tratar um cancro. Tudo correu bem, e no 8º ano estiveram com ela do início ao fim. Agora, no 9º ano, começaram com ela mas, infelizmente, teve que ser substituída ainda no primeiro período, porque o cancro tinha voltado.

Encontrei-a há dias, e ela disse que já estava tudo bem, e que dia 11 já regressava à escola.

 

 

Ontem, era o primeiro dia da semana em que a turma da minha filha tinha aulas com ela.

E prepararam uma festa surpresa, de boas vindas, para celebrar o regresso da professora Ofélia!

Com a colaboração das auxiliares escreveram, antes da chegada da professora, uma mensagem no quadro. E colocaram nas mesas os bolos, salgados, pipocas e tudo o mais que cada um levou.

Quando a professora abriu a porta, deparou-se com um cenário que, por certo, não esperava! E emocionou-se... Até eu me emociono só de imaginar.

 

 

Foi nesse momento que ela lhes disse que tinha muitas saudades deles, e que queria muito voltar à escola. Que, apesar de ter outras turmas, havia uma afinidade especial com esta.

E os dois tempos de aula, foram passados em festa, porque não havia espírito para mais nada!