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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Como encaramos a passagem dos anos?

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Como encaramos o passar dos anos, na nossa vida, desde o nascimento, até à morte?

Como uma única e longa subida, no sentido de um caminho difícil, uma escalada que se vai fazendo, devagarinho, e em que se vai somando aprendizagem e vivência, até morrermos? 

Como uma descida, no sentido de contagem decrescente, a partir do momento em que chegamos a este mundo, até morrermos, um ano a menos, a cada ano que passa? 

Como uma montanha, que se vai subindo até atingir o topo - uma determinada idade a partir da qual consideramos que já vivemos o melhor que a vida nos tinha a oferecer, no nosso auge - e, uma vez lá, atingido o pico, resta-nos iniciar a descida da mesma, de regresso à base, à medida que vamos envelhecendo, perdendo capacidades, esplendor, vigor, e resignando-nos com o que nos espera?

Ou como um conjunto de colinas, feito de períodos de caminhada e evolução, períodos de estagnação, momentos em que consideramos que o melhor já passou, e outros em que nos surpreendemos a subir novamente, com renovado entusiasmo e gosto pela vida?

 

Embalo

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Num momento, estava lá no alto. Instantes depois, a cair no lago.

Já o esperava. Já conhecia o seu destino.

No entanto, é sempre impactante quando se torna real.

A queda. A água fria.

Pelo menos, não mergulhou. Não afundou.

 

 

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Mantém a sua dignidade. E a sua firmeza.

Lá vai ela, embalada pelas pequenas ondas.

Tranquila.

Como quem passeia, sem pressa.

 

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Talvez não por muito tempo.

A qualquer momento, tudo pode mudar.

Uma corrente que a faça andar em remoinho.

Ou o marasmo total, que a faça estagnar, resignada, junto às outras que já se renderam.

 

 

 

Frustração

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Ali estava...

À sua frente, uma tela em branco.

Uma página, pronta a receber as palavras que a iriam preencher.

As palavras que, alguém, algures, iria, mais tarde, ler.

 

Mas não lhe ocorria nada que pudesse escrever.

Pelo menos, nada digno de suscitar interesse a quem lesse.

Tinha uma ou outra ideia, mas não era sobre nada daquilo que queria falar.

Queria algo diferente. Algo que entusiasmasse. 

 

Já tinha experimentado sair à rua, para ver se lhe vinha a inspiração.

Mas esta nem deu sinal.

Nada do que via lhe parecia diferente do habitual. Nada digno de nota.

Deu uma vista de olhos pelas novidades do dia, mas continuou sem ideias.

Abriu o livro que andava a ler, numa página aleatória, na esperança que alguma palavra fizesse o clique, mas nada surgiu.

 

E como se irritava, quando isto acontecia.

Parecia que a mente lhe estava a pregar uma partida de mau gosto.

Não é que tivesse que cumprir uma obrigação, porque escrevia por gosto, sempre que lhe apetecia.

Quando lhe apetecia.

 

Mas não escrever porque, simplesmente, não tinha ideia sobre o que falar, era diferente.

E quando isso se prolongava por vários dias, ainda pior.

A tela, aborrecida, parecia questionar o que impedia as letras e palavras de a ocuparem.

E quem lhe dera saber responder. Ou satisfazer-lhe a vontade.

 

No entanto, naquele dia, teria de se resignar.

Nada seria escrito.

Quem sabe no dia seguinte.

E, conformando-se, encerrou o computador, e fechou o ecrã...

 

 

Quando não há nada a perder, nada há a temer

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Por vezes, é bom. Outras, nem tanto.

Por vezes, é coragem. Outras, loucura.

Por vezes, é luta. Outras, resignação.

Por vezes, é desafio. Outras, desespero.

Por vezes, é vitória. Outras, derrota.

Por vezes, é ilusão. Outras, a verdade nua e crua.

Por vezes, é o início. Outras, o fim da linha.

O melhor momento para viver é o "agora"

O desafio de viver no presente – Matrika

 

Quando somos novos, depositamos todos os nossos pensamentos e planos no futuro.

O que há-de vir. 

Quando terminarmos os estudos. Quando entrarmos no mundo laboral. Quando formarmos família. Quando tivermos a nossa casa. E tantas outras coisas que idealizamos para o nosso futuro.

Por vezes, estamos tão focados nesse futuro, e tão ansiosos para que chegue depressa e saia tudo como planeámos, que nem aproveitamos o tempo que estamos a viver naquele momento.

Estamos lá fisicamente mas, mentalmente, já estamos mais à frente. Demasiado à frente.

 

Por outro lado, quanto mais os anos vão passando por nós, mais nos focamos nas memórias do que já vivemos. Nas recordações de tempos passados, de quando tínhamos isto, ou fazíamos aquilo.

De forma totalmente inversa, viramo-nos para o passado, esquecendo que, por muito que já tenhamos vivido, enquanto cá estivermos, não chegámos à meta, há sempre algo mais à nossa frente. 

 

O único momento em que não pensamos muito no que já passou, e nem queremos saber do que está por vir, encontra-se a meio do nosso percurso de vida.

Porque ainda não estamos na fase saudosista, de quem pensa que já não tem muito mais para aproveitar, nem na fase de ainda planearmos o futuro, que já percebemos que nem sempre corre como o imaginámos, e mais vale deixar as coisas acontecerem, sem grandes expectativas.

Por isso mesmo, para quem está nesse patamar de vida, o melhor momento para viver, é o "agora"!