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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Olha por Mim", na SIC

Olha Por Mim estreou e liderou no confronto direto com TVI

 

A sério, SIC?

Não podiam ter continuado com o "Estamos Aqui"? 

Tinham que nos "presentear" com este programa deprimente e tão parvo, que não convence ninguém?

 

No sábado, tinha eu acabado de ver uma série, quando me deparo com este programa. Já estava a mudar para outro lado mas o meu marido e a minha filha queriam ver, então, lá deixei ficar, e vi com eles.

Que o programa seja útil para que se descubram pessoas que não se vêem há anos porque, de alguma forma, acabaram por perder o contacto, ainda compreendo. A televisão tem outros meios que o cidadão comum não tem, e consegue fazer verdadeiros milagres, em nome das audiências.

 

Mas no caso de pessoas que estejam chateadas uma com a outra, em que tenha havido zangas, problemas, afastamento intencional, alguém acredita que basta irem a um programa de televisão para tudo ficar resolvido?

Eu não!

Das duas uma: ou aceitam participar, e percebe-se que é só pelos 5 minutos de fama ou, se realmente se quiserem entender, fazem-no fora das câmaras, sem se expôr.

 

Partindo do princípio que não existe um guião pré definido, e que as coisas aconteceram naturalmente, mostraram primeiro um pai a querer voltar a ter contacto com o seu filho, sendo que este não se mostrou receptivo em dar essa oportunidade. Não sei qual foi o motivo que o levou a rejeitar a participação mas, se fosse comigo, eu não aceitaria.

Soa a falso, a hipócrita. Se há situações para resolver, resolvem-se entre as partes envolvidas, sem necessidade de ir para a televisão.

 

Depois, a própria dinâmica da experiência, não abona muito a favor do programa.

Percebo a ideia do olhar, mas o tempo que ali ficamos a ver a olharem um para o outro, é excessivo. Dá vontade de mudar de canal, ou fazer uma pausa até estarem autorizados a falar um com o outro.

E, mais uma vez, a etapa seguinte não faz sentido. Se as pessoas aceitaram participar, e chegaram até à fase do olhar, parece-me lógico que, independentemente do que possa resultar desse encontro, irão querer falar um com o outro, logo, aquela retirada para pensar se querem voltar para a mesma sala, ou ficar por ali, é estúpida.

 

Apesar de já há muito utrapassado, gostava muito mais de ver o velhinho "Ponto de Encontro"!

 

Respondendo à pergunta da SIC:

“Pode um olhar entre duas pessoas que se afastaram, voltar a uni-las? 

O que une não é o olhar, é o que as pessoas realmente sentem. O olhar, quanto muito, deixa esses sentimentos transparecerem. Ou não...

Mas já que querem dar tanto ênfase ao olhar, que tal mudar o nome para "Olha Para Mim"?

Porque, basicamente, é isso que os participantes vão lá fazer - olhar um para o outro, e não um pelo outro. 

Sobre a política de satisfação dos clientes da Meo

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A Meo que não tem qualquer forma de descontar o mísero valor de 3 euros, nem no meu saldo recarregável, nem numa próxima factura, é a mesma que, ao ser avaliada pelo cliente, com "0" a nível de recomendação do serviço a outros, e "0" a satisfação do cliente e problema resolvido, oferece um vale de 25 euros em compras na Fnac, como forma de compensação!

 

PS.: resta saber se esse dito vale não traz "água no bico" ou não é um "presente envenenado"

Se não querem atear o fogo, não acendam o fósforo!

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Já não é a primeira vez que me deparo com uma situação destas, e é algo que me irrita profundamente.

Uma associação de protecção de animais partilhou, na sua página do facebook, uma publicação acerca de um gatinho que foi devolvido, pela família que o tinha adoptado há uns meses, apelando a que se tentasse encontrar um novo lar para o bichano.

Até aí, tudo bem. Tinha até começado a escrever um comentário, quando li melhor a publicação, e deparei-me com esta solicitação:

 

"Pedimos que em vez de comentários sobre a devolução nos ajudem de forma construtiva a encontrar a família 5 estrelas que este patudo precisa."

 

E, assim, apaguei o comentário que estava a escrever.

Mas houve quem se quisesse manifestar:

 

"...concordo que devemos tentar arranjar um lar para este menino o quanto antes, mas mesmo assim devem colocar o nome destes adotantes na lista de maus, ou melhor, péssimos adotantes para que este tipo de situações não se repita."

 

E que resposta é que recebeu?

Esta:

 

"Mas agora vamos começar a colocar cruzes vermelhas na testa de quem faz algo errado??? É isso que quer que lhe façam a si quando fizer algum erro na sua vida? Nem sabe o que se passou e nem temos que saber!! Temos sim, se pudermos, ajudar e mais nada!"

 

Ora, se não querem atear o fogo, não acendam o fósforo!

Se não querem que as pessoas se insurjam contra estas situações, que comentem, que critiquem, que condenem este tipo de actos, não os exponham.

Se o mais importante, como dizem, é encontrar um novo lar para o animal em questão, ajudando como pudermos, evitem falar do que gerou essa necessidade.

Porque raio têm que anunciar, com tanta indignação, o que os adoptantes fizeram com o animal, criticando, condenando e mostrando a sua própria revolta se isso, perante a situação do amimal em causa, é assim tão irrelevante? 

 

A publicação da associação:

"Devolvido…
Devolvido como uma peça que se leva para experimentar e depois afinal já não se quer..
Adotado em outubro, então um bebe com 3 meses, o Pokemon foi devolvido ontem com 7 meses.
Porquê? Não interessa, nestas situações a razão nunca tem razão.
O seu nome revelou-se uma verdadeira maldição - o jogo passou de moda e o interesse arrefeceu. Mas este tigrado não é virtual, é um ser vivo com emoções, com sentimentos, não é algo que desaparece por se desligar o botão…
Com mais de metade da sua pequena existência vivida numa casa imaginam a revolta deste menino? Não tivemos coragem de o colocar numa situação em que também ele pode entrar em depressão, por isso encontra-se muito provisoriamente em casa de uma voluntária.
É um gato meigo e brincalhão que precisa de encontrar a sua verdadeira família, que precisa com urgência de um lar.
Procuramos adotantes responsáveis, alguém que ame o Pokemon para o resto da vida e não apenas uns meses, alguém que entenda que estes animais têm sentimentos, que sofrem a sério com o abandono…
O Pokemon não está castrado nem testado mas assumiremos esses custos.
Só queremos que este menino encontre a felicidade que lhe foi prometida e depois roubada."

 

Compreendo que estarmos a deixar a nossa opinião não resolve o problema principal, que é o de se encontrar uma nova família para este gatinho. Mas, se a própria associação o faz, não teremos também nós, o direito de o fazer? E os outros o dever de a respeitar?

Vamos todos ser refugiados?!

 

Não querendo minimizar a situação complicada que os refugiados estarão a viver, não deixa de ser triste quando os problemas dos outros se conseguem sobrepor aos que se vivem no nosso país. E quando é manifesta a facilidade e rapidez com que os resolvem, por comparação às lutas que temos que travar por direitos fundamentais, e que quase sempre perdemos, com justificações que já não convencem ninguém.

A última notícia, que caiu como uma bomba entre nós, diz respeito à saúde. Ao que parece, os refugiados vão ter direito, no prazo de uma semana, a um médico de família! O meu marido, está à espera da atribuição de um médico de família há meses! Como ele, estão muitos outros portugueses.

E, adivinhem, vão ficar isentos do pagamento de taxas moderadoras!

Por outro lado, 4500 refugiados "não representam um número importante de pressão para os serviços", diz Francisco Jorge, responsável para a Saúde do Grupo de Trabalho para a Agenda Europeia para as Migrações. Mas basta haver um surto de gripe ou outro problema, para os serviços de saúde ficarem caóticos.

Aos portugueses, que se vêem de um momento para o outro numa situação financeira complicada, retiram-lhes as casas que não conseguiram pagar ao Banco. Essas mesmas casas, servem agora para alojar os refugiados que precisam de abrigo! E isto são apenas alguns exemplos.

Então e nós? O que somos aqui em Portugal? Que consideração é que mostram por nós?

Se calhar, temos todos que passar a ser refugiados... 

 

 

Livro de reclamações electrónico

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Será que os portugueses reclamam muito? Dizem que sim! 

Mas talvez reclamem mais "da boca para fora", de cabeça quente, com os ânimos exaltados, muitas vezes por coisinhas sem importância, por mesquinhices, do que daquilo que realmente deveriam.

E quantos não reclamam, tantas vezes, verbalmente mas recuam perante a perspectiva de apresentar uma reclamação escrita no Livro de Reclamações.

Agora, o governo quer criar, até ao verão, o livro de reclamações electrónico juntando, numa única plataforma, todas as queixas dos consumidores, permitindo aos mesmos apresentar, de forma mais rápida, a sua reclamação.

Ao que parece, o projecto-piloto da plataforma electrónica vai estar disponível, em simultâneo, com a versão em papel do livro de reclamações.

Irá esta nova forma de reclamar aliciar os consumidores a exercerem mais o seu direito? Iremos assistir a uma subida considerável do número de reclamações? Irá o famoso "livro amarelo" cair em desuso?

E qual será a eficácia e rapidez desta mesma plataforma, na resposta e resolução das queixas apresentadas?