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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando um parvo se mete com outro, só pode dar confusão!

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Era para ser uma viagem de autocarro como outra qualquer, da praia até casa, mas acabou por se tornar uma viagem atribulada, com direito a GNR e tudo!

 

Um homem entrou no autocarro, no terminal, e sentou-se nuns bancos atrás de nós.

Estava a falar ao telemóvel, pelo que percebi depois, com uma mulher. No início da conversa, parecia uma daquelas pessoas calmas, de bem com a vida, tudo "na paz".

Dizia ele que só o facto de estar vivo já era razão para estar bem. Depois, continuou a dizer que a outra pessoa confiava demais nos outros, e não o devia fazer, que ninguém tem que saber tudo dela, porque podem servir-se disso, enfim, uma conversa normal.

 

 

Até que, do nada, começa a gritar bem alto que ela não devia confiar em ninguém, com direito a uns quantos palavrões pelo meio.

Um homem que estava um pouco mais à nossa frente, sentiu-se incomodado, virou-se para o outro e disse-lhe para ter cuidado com a língua, que estava toda a gente a ouvir.

O dito, ou não ouviu, ou fez orelhas moucas.

Continuou a falar, a dizer que todas as mulheres são umas p*****, menos a mãe dele, e que ela era uma vagabunda, e que a mulher que estivesse ao lado dele tinha que ser discreta.  Tudo, com palavrões pelo meio.

 

 

O tal homem que estava à nossa frente estava a passar-se. Abanava a perna, movia as mãos como se as estivesse a aquecer para o combate.

Às tantas, fez aquilo que se calhar todos nós estávamos a pensar, mas não quisemos fazer: levantou-se, foi até ao outro, e voltou a chamar-lhe a atenção. Mas, talvez a forma como o fez, não tenha sido muito feliz. Mandou o homem calar-se.

O homem passou-se, começou a discutir com o outro. O primeiro disse que depois já conversavam, voltou ao seu lugar e ligou para a GNR.

O resto do caminho foi passado com o atrasado do telemóvel a reclamar, que já tinha pedido desculpa pelos palavrões, mas que o outro não era ninguém para o mandar calar, etc, etc., continuando a dizer asneiras, pelo que o arrependimento não se notou.

 

 

Estávamos a chegar ao terminal de Mafra, quando o parvo 1 pergunta se já estava ali a espera dele, ainda a provocar.

Olhei pela janela, e vi o carro da GNR, com dois agentes do lado de fora. O parvo 2 sai nessa paragem, e pede ao motorista para esperar um pouco.

O motorista, entretanto, depois de deixar entrar os passageiros, levanta-se, vira-se para trás, e pergunta se está tudo bem.

O parvo 1 vai ter com ele e, entretanto, entram os agentes no autocarro, que lhe dão uma descasca pelo comportamento pouco adequado e falta de respeito para com os outros passageiros. Depois de tomarem nota dos dados do homem, avisam-no de que, se tiverem mais alguma queixa dele, irá seguir viagem, mas noutro carro!

 

Não sei se o homem se aguentou calado até ao final da viagem, porque saímos na paragem seguinte, mas por aqui se vê que até aquelas pessoas que parecem mais calmas e tranquilas, podem virar bestas, e arranjar confusão desnecessariamente.

 

Neste caso, um parvo que não tem educação nenhuma e não sabe estar nem falar com as pessoas, com outro parvo que parecia cheio de vontade de dar umas boas peras mas que, depois, parece ter ficado com medo, ou querer evitar uma confusão maior que aquela que arranjou quando lá foi tirar satisfações.

 

Faz falta mais respeito, paciência e compreensão com os idosos

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No outro dia fui à Caixa Geral de Depósitos.

Enquanto esperava pelo atendimento, observava uma senhora idosa que estava a utilizar a caderneta na máquina, para fazer as operações.

Atrás dela, um funcionário da CGD, supostamente, a ajudá-la.

 

Mas, na verdade, a forma como ele falava com a senhora, intimidava mais do que ajudava.

Para nós, geração das tecnologias, aquilo pode ser básico mas, para os mais velhos, nem por isso.

Nesses momentos, faz falta mais respeito, paciência e compreensão com os idosos.

 

No entanto, o funcionário falava como se se tratasse de uma criança, a quem já tinha explicado como se fazia, e que não havia jeito de aprender, com pouca vontade de ali estar, de explicar mais uma vez, mais interessado em olhar para o telemóvel, sem perceber que o dinheiro já tinha saído, e que devia dizer à senhora para o retirar.

Quando o fez, mais uma vez, aquele tom de saturação, de enfado.

 

Estas pessoas esquecem-se que, um dia, também lá chegarão, e não iriam, por certo, gostar que os tratassem assim.

 

 

 

Devemos incluir os(as) "ex" na nova relação?

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Mais uma vez, e para que vejam o que se pode debater ao ver um programa televisivo apelidado de lixo, o "Casados à Primeira Vista" deu o mote para a discussão deste tema, através de vários concorrentes, nomeadamente, a Sónia, que convidou o ex marido para almoçar com o actual marido, do Dave, que ligou à ex para falar dos problemas que estava a atravessar com a actual mulher ou, mais recentemente, a Graça, que fez questão que o marido conhecesse pessoalmente o ex marido e pai dos seus filhos, e que pretende que haja uma convivência saudável entre eles, frequentando as casas um do outro e, inclusive, celebrando épocas festivas em conjunto. 

 

 

Pessoalmente, o único ex com quem ainda mantenho contacto é o pai da minha filha, e é apenas por ela, que esse contacto existe.

O meu actual marido cumprimenta-o, fala com ele se for preciso, tal como eu falo, sobre questões relacionadas com a nossa filha, mas não há mais convivência que essa. Não são (somos) amigos, não fazemos almoçaradas/ jantares ou festas em conjunto, nem tão pouco partilhamos natais ou aniversários.

 

 

No entanto, nem todas as pessoas são iguais e se, na maioria dos casos, com o fim da relação, vai cada um para seu lado e segue o seu caminho, noutros as pessoas até ficam amigas dos(as) "ex", e a convivência permanece.

 

 

Mas, e quando iniciamos uma nova relação?

Será aceitável continuar a incluir e partilhar a nossa vida, da mesma forma, com os(as) "ex"?

Devem os(as) actuais companheiros(as) aceitar e sujeitar-se a essa convivência, mesmo que não se sintam confortáveis com a situação?

É aconselhável essas pessoas mudarem a sua atitude, relativamente aos(às) seus(suas) "ex", porque a nova relação assim o exige?

 

 

Até que ponto o liberalismo se pode transformar em falta de respeito para com o(a) actual companheiro(a)?

Até que ponto uma pessoa que se afirma liberal, contraria esse conceito, exigindo ao outro que pense e aja como ela própria? Em que é que liberalismo se coaduna com inflexibilidade?

 

 

Eu penso que, se todos estiverem de acordo e se sentirem confortáveis, seguros e à vontade com essa convivência, sem dramas, ciúmes ou dúvidas, não haverá qualquer problema.

Não vejo nada de errado em que todos consigam ser amigos e dar-se bem.

Mas não devemos impôr algo que não agrada, ou com o qual o(a) actual companheiro(a) não se sente bem, tal como não nos devemos sujeitar a fazê-lo, porque alguém nos impõe isso.

 

 

Deve haver bom senso, alguma flexibilidade e cedência de parte a parte, e respeito pelos sentimentos da pessoa com quem actualmente partilhamos a nossa vida, e vice-versa.

 

E por aí, qual é a vossa opinião?

 

 

Como arruinar totalmente uma surpresa...

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... e mostrar uma completa falta de consideração e de respeito por quem a quis fazer com a melhor das intenções.

 

Chego à conclusão que as boas intenções não chegam, e que a bondade não compensa, porque ninguém dá valor a isso.

 

Desde o início do mês que tivemos a ideia de fazer uma surpresa a um amigo da Inês. Há bastante tempo que não estavam juntos e, como os convites que fizemos aos pais para cá virem ter connosco, ou foram recusados com desculpas esfarrapadas ou, simplesmente, ignorados, sem direito a qualquer resposta, achámos que o rapaz iria gostar da surpresa.

Era o único fim de semana de folga do meu marido, a Inês não tinha que estudar para testes, e o rapaz tinha feito anos esta semana, pelo que, para além da prenda, levámos um bolo e espumante das crianças.

A ideia era aparecermos lá de surpresa, pelo que averiguámos, disfarçadamente, se iria estar por casa.

Tinha tudo para dar certo, para proporcionar um momento feliz e uma tarde divertida.

 

Mas foi um completo fiasco.

Chegámos, ligámos para o amigo dela, e não atendeu. Ligámos duas, três, quatro vezes. Nada. Ligámos para o pai dele. Várias vezes. Não atendeu.

A Inês enviou então mensagem para o rapaz para ele atender o telemóvel. Respondeu-lhe que não podia, que não conseguia falar por estar doente. 

Dissemos para o pai ligar, então. O pai manda uma mensagem a dizer que já liga, para esperarmos um pouco, que está a fazer uma coisa.

A "coisa", disse-nos depois, era esperar que o telemóvel carregasse, porque não gosta de falar com o telemóvel em carga. 

E nós, no carro, à espera.

A Inês enviou nova mensagem para o amigo a dizer que estávamos à porta, para lhe fazer uma surpresa. Nunca mais lhe respondeu.

Entretanto, o pai lá nos liga, e explicamos o que se passa.

Pergunta, com aquele tom de quem não queria muito, ou mesmo nada "mas querem subir?".

Respondi-lhe que não queríamos estar a ir lá a casa sem mais nem menos, a incomodar, e que tínhamos pensado ir até ao shopping lá perto, por ser abrigado, mas que ele visse como lhes dava mais jeito. Disse que ia falar com o filho, e já dizia alguma coisa, porque o filho estava deitado, doente. Desde que chegámos, já tinha passado quase meia hora.

 
Dali a pouco liga de novo, a dizer que era melhor ficar para o próximo fim de semana!
Aí, passei-me mesmo.
A sério?! Pego no bolo que comprámos, e guardo-o até ao próximo fim de semana? 
Parece que estão a gozar connosco.
 
Fomos ali de propósito, gastámos dinheiro em gasolina e nas coisas, e estavam-nos a mandar para trás, e voltar no fim
de semana seguinte. Isso tem algum cabimento?
Disse-lhe que não fazia sentido nenhum e que, se ele pudesse pelo menos ir à porta, que lhe entregávamos a prenda e com o resto haveríamos de fazer alguma coisa.
 
Recebeu-nos do lado de fora do prédio. Em nenhum momento nos sugeriu que, pelo menos, subissemos, ou sequer entrassemos no prédio, para não estarmos a falar ali na rua ao frio. 
Desculpou-se que também não tínhamos dito nada. Se era surpresa, não era para dizer nada.
E que era melhor ficar para o próximo sábado. Respondi-lhe que no próximo sábado não podíamos, porque o André ia trabalhar. Mas nem sequer disseram "vamos lá nós". Não. Nós é que tínhamos que ir lá novamente.
 
Somos sempre nós que temos que ir. É preciso muita lata! 
A Inês entregou a prenda do amigo e virou costas ao pai.
 
E ele, mais uma vez com a maior lata, perguntou "ela está chateada?".
"O que é que acha? Ponha-se lá no lugar dela e no nosso lugar."
O meu marido ainda disse: ele queixava-se que a Inês não lhe falava muito, agora não se admire se ela nem sequer lhe falar.
 
Sinceramente, não percebemos se são os pais que não nos querem lá, e não deixaram o filho dizer nada.
O rapaz depois por mensagem disse que queria ver a Inês, mas estava mesmo mal, que nem se conseguia levantar.
 
Mas, por muito doente que estivesse, querendo estar com a Inês, como dizia que queria, e não a vendo há tanto tempo, não quereria vê-la nem que fosse 5 minutos? Não gostaria que ela estivesse com ele mesmo estando doente? E porque é que estava a enviar mensagens e deixou de lhe responder?
Mas a atitude do pai é que ainda me está aqui atravessada, que falta de consideração e de respeito. Qualquer outra pessoa no lugar deles teria dito para entrarmos, nem que fosse só por uns instantes, para não termos ido em vão.
Comigo, nunca mais.
Se tiverem interesse, que se mexam e venham até cá.
Nós é que não pomos lá mais os pés, para ser tratados assim e fazer figura de parvos.
 
Somos nós que estamos a exagerar, e isto foi uma atitude normal, ou temos razões de sobra para estarmos chateados?

 

Sobre as declarações do professor Daniel Cardoso...

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...de obrigar as crianças a dar beijinhos aos avós ser um acto de violência:

 

"Daniel Cardoso defendeu que ao obrigar pela força uma criança a tomar uma atitude como dar um beijo aos avós, contra a vontade absoluta delas era ensinar, na prática, que dizer que não, não interessa, desde que haja alguém com mais poder para as obrigar a dizer que sim."

 

 

Só tenho a dizer o seguinte, quer sejam avós, tios, primos, conhecidos ou amigos:

Deve-se respeitar a vontade e liberdade de cada um. 

 

 

O meu irmão nunca foi rapaz de gostar de beijinhos, nem de dar, nem de receber. E foi respeitada a sua vontade.

A minha sobrinha saiu ao pai. Não dá beijos a ninguém, a não ser à mãe. E não quer beijos de ninguém.

Quando nos juntamos todos, cumprimentamo-nos com beijinhos, menos a ela.

De vez em quando, brincamos ou metemo-nos com ela, mas respeitamos. Se ela não quer, não a vamos obrigar.

 

Não é por isso que gostam menos dos familiares, ou estão a desrespeitá-los. 

 

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