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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Escolhas

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Escolhas…

As escolhas fazem parte da vida.

 

Muitas vezes, é-nos dado esse poder. E que bom é ter a liberdade de fazê-las.

Ainda que nem sempre, de forma consciente, pensada, estudada, acertada.

Ainda que, por vezes, de forma impulsiva, apressada, inesperada.

São as nossas escolhas, o rumo que traçamos para seguir.

Somos os únicos responsáveis por elas.

Escolher implica opções, alternativas, hipóteses, oportunidades. 

Significa que, querendo, podemos sempre tentar mudar de direcção. Fazer novas escolhas.

 

Outras vezes, alguém as toma por nós.

Seja porque nos deixamos levar. Seja porque deixamos que o façam. Seja porque não queremos, ou não podemos, escolher.

Por vezes, essa hipótese de escolha surge como um "presente envenenado", que não queremos aceitar, mas que outros não se importam de receber.

Ainda assim, a qualquer momento, podemos pegar na rédea que entregámos a outras mãos, e passar a comandá-la nós mesmos.

 

E outras vezes, não há qualquer hipótese de escolha...

Decisões...

15 frases que te farão pensar sobre a vida

 

Porque é que tantas vezes as evitamos?

As adiamos?

 

Porque é que, tantas vezes, tentamos contorná-las?

Empurrá-las para outra pessoa?

 

Porque as tememos tanto?

Porque receamos tanto as suas consequências? Os seus efeitos?

Porque evitamos tanto assumir essa responsabilidade?

 

Nem sempre é fácil tomar decisões.

Nem sempre há decisões fáceis de tomar.

Ainda assim, é preciso tomá-las.

Tomar decisões implica coragem. Determinação. Que nem sempre temos.

 

Há inações que esperam acções.

Há momentos que pedem decisões.

Há pedidos ocultos que apelam a decisões.

Há silêncios que gritam por decisões.

Há urgências que obrigam a decisões.

 

A decisão que tem de ser tomada, neste momento, é necessária, ainda que não consensual.

De um lado, está o respeitar da vontade do outro. O não querer agir, para não melindrar. O acatar do desejo do outro, se isso o faz sentir melhor. Ainda que, na prática, lhe esteja mesmo a fazer pior.

De outro, está o agir o quanto antes, de forma radical, para evitar o pior. Ainda que, fazendo-o, se vá contra a vontade e desejo do outro, e se arrisque a, na ânsia de querer o melhor, levar ao pior.

E, no meio, está o tentar conseguir alguns progressos, o tentar respeitar a vontade, ainda que com algumas cedências, para que o pior não chegue nem de forma passiva, nem de forma activa, mas sem certezas de, nesse tempo, conseguir melhorar o que quer que seja. O que, provavelmente, poderá ser um arrastar negativo.

 

Pois, é difícil decidir...

Mas alguma decisão terá que ser tomada.

Antes que seja tarde demais.

Se não for já tarde demais...

Há colegas... e colegas!

Vetores Colegas de trabalho dos desenhos animados: Desenho vetorial,  imagens vetoriais Colegas de trabalho dos desenhos animados - Página 6 |  Depositphotos

Não posso falar por experiência própria, porque não tenho colegas de trabalho, no local onde trabalho actualmente.

Da única vez em que os tive, foi numa fábrica pequena, em que as restantes funcionárias eram todas ali da zona, amigas ou conhecidas, e formavam uma espécie de "irmandade" ou círculo fechado onde não deixavam entrar estranhas. Ou seja, a experiência não foi muito boa. 

 

Mas, sempre que vou a serviços públicos, algo que faço com frequência há anos, por conta do meu trabalho, vou assistindo à "camaradagem", ou falta dela, entre os colegas desses serviços.

Desde falarem bem quando estão juntas, e falarem mal pelas costas, a estar continuamente a apontar erros e criticar, ou até a deixar trabalho para quando os colegas vierem de férias, de propósito, porque não vão com a cara deles.

 

Como identificar e lidar com um colega falso no trabalho

 

E, depois, tenho a experiência do meu marido, que trabalha constantemente com colegas.

A última experiência dele começou bem, mas não durou muito, relativamente a um deles.

Sendo a função que exerce, por turnos, há horários definidos em que os colegas têm que render e ser rendidos.
Seria de esperar que, pelo bem do serviço e da sã convivência entre todos, tentassem, dentro do possível, daquilo que a função exige e a responsabilidade pede, cumprir com o seu trabalho e horário.
No entanto, um dos colegas nunca cumpre o mesmo, chegando constantemente atrasado, por vezes até mais de uma hora, sem qualquer justificação, e sem se preocupar minimamente com o colega que está à espera de ser rendido, e com o trabalho que está a deixar por fazer, sobrecarregando quem esteve de serviço no período anterior que, assim, tem que prolongar o turno e continuar o serviço que pertencia ao colega.
 
Obviamente que um atraso esporádico, justificado, não prejudica ninguém. Mas que essa situação se repita constantemente, já não se compreende.
Menos ainda se compreende que o colega, para além de chegar atrasado, reclame do trabalho que tem à sua espera quando, ao que parece, pensava que, chegando mais tarde, tudo já estivesse feito pelo colega que lá estava, dando a entender que os atrasos são propositados, para que alguém faça o serviço por si, na hora de mais movimento para que, quando chegar, esse fluxo já tenha passado. 
E como se de uma criança se tratasse, ainda afirma que, como tinha ficado trabalho para ele fazer, ia fazer o mesmo também - deixar para o outro.
 
Ora, isto não são comportamento de um adulto.
E se se começa a entrar num ciclo repetitivo, a relação entre colegas torna-se difícil, deteriora-se, o ambiente torna-se pesado, e o trabalho fica comprometido. 
 
Por muito que não goste do trabalho que faz, por muito que não goste de acordar cedo, assumiu essas responsabilidade ao aceitar o trabalho. Só tem que cumprir. E mostrar consideração e respeito pelos colegas. 
 
 
Como é óbvio, também existem colegas que, de facto, colaboram enquanto equipa, estão lá uns para os outros, apoiam-se, e tornam o trabalho mais leve, mesmo naqueles dias em que se está com menos vontade de ali estar.

Praticar educação física em casa é simplesmente estúpido

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Das várias disciplinas que podem ser prejudicadas, e difíceis de adaptar a um ensino à distância, a educação física é uma delas e, talvez, a pior.

Ainda assim, há professores que insistem em que os alunos pratiquem exercícios físicos em casa, como se num ginásio estivessem.

 

Só que nem todas as pessoas têm um "ginásio" em casa.

Nem todas as pessoas têm uma divisão espaçosa, onde os filhos possam praticar algumas actividades de forma cómoda e segura.

Nem todas as pessoas têm os materiais existentes na escola, como um simples colchão.

No nosso caso, as divisões são tão pequenas, e tão cheias de móveis, que será impossível fazer o que quer que seja, sem tropeçar numa coisa, ou dar um encontrão na outra. 

Deitar no chão, esticados, é impossível. Não há espaço disponível, ainda que se desviem mesas ou secretárias.

Então, faz-se exercício na cama? De pé, sem sair do mesmo círculo?

Vão andar com o telemóvel atrás, ou o computador, para o professor vê-los a fazer os exercícios?

 

É daquelas coisas que, para mim, não faz qualquer sentido.

Se querem que os alunos não estejam parados, mais valia incentivá-los a fazer caminhadas, a correr alguns minutos por dia, a fazer alguns exercícios ao ar livre, se o tempo permitisse.

 

E em caso de acidente?

Imaginemos que um aluno se lesiona a fazer um exercício em casa, muitas vezes por falta de condições, ou por faltar um acompanhamento mais directo do professor.

Quem se responsabiliza? A escola? O seguro escolar abrange o ensino à distância?

 

Finalmente, a substituição do contador da electricidade mas...

(vamos ver se não tem "fava!")

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No início deste ano, recebi uma carta da EDP a informar que iriam proceder à substituição do contador da electricidade.

Agendei para hoje de manhã.

 

Há uns dias, o senhorio perguntou-me se tinha recebido alguma coisa. E que ele também tinha recebido mas, como já tinha novos, não precisava de fazer nada. Voltou a dizer que, provavelmente, iriam passar o contador para o exterior. 

 

Conforme combinado, hoje vieram cá.

E alertaram logo que íamos ter problemas, que provavelmente iríamos ter que pagar coimas, porque alguém tinha andado a mexer no contador e este estava desselado.

Está explicada a conversa e perseguição de que falei aqui aqui, feita pelo senhorio, e pelo electricista que ele contratou, para fazer asneira onde não devia.

Nessa altura, o senhorio pediu-me para deixar o electricista ver qualquer coisa, e medir um cabo qualquer para o local onde queriam instalar o contador novo.

Uma pessoa, achando que estão a agir de boa fé, deixa.

No fim, o que o electricista fez foi tirar um cabo, e desselar o contador, sendo que, apesar de o poder fazer,  tinha a obrigação de comunicar e, a seguir, pedir à EDP que viesse selar novamente, o que não fez.

Daí a conversa dele das multas, de a EDP poder achar que estávamos a roubar electricidade. Não era por o contador estar em casa, e não na rua. Era pela asneira que tinha feito.

 

Nessa altura, desconfiámos que algo poderia não estar bem. Mas, confesso, não consegui perceber se o contador estava desselado ou não. E quis acreditar que um técnico creditado não faria nada que pudesse não estar de acordo com a lei.

 

Então e agora, se realmente entenderem mandar uma coima, quem é responsável, e quem a irá pagar?

O senhorio, que foi quem me pediu para deixar o electricista lá ir?

O electricista, que fez asneira?

Ou eu, que sou a detentora do contador e do contrato, e deixei que lá mexessem?

Pois...

 

Já disse ao meu marido, no contador novo, ninguém mais toca.

E só para perderem a mania, o contador não foi para o exterior, como eles queriam desde o início, mantendo-se dentro de casa.

Agora, é esperar que a EDP perceba que não adulterámos os consumos, e não nos mande um "presente" para casa.