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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Das ideias que nos surgem, e que...

5 maneiras criativas de descobrir se você teve uma boa ideia

... quando se começam a formar, e a ganhar vida, nos deixam entusiasmados

... quando estão prontas parecem geniais, e ficamos satisfeitos com o resultado

... passado um momento, olhamos para elas e parece que tudo aquilo que vimos há minutos, se esfumou, e pensamos que, afinal, é apenas algo banal

 

Porque é que a fé naquilo que fazemos dura tão pouco?

Desacreditamos assim tanto aquilo que somos capazes de criar?

Temos em tão baixa conta o nosso valor?

 

Há que ser confiante. Se as levámos a cabo, é porque acreditámos nelas.

Então, não as condenemos antes do tempo!

Teimosia, ingenuidade ou burrice?

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Não sei qual delas (ou se um pouco de todas) nos levará a insistir naquilo que já sabemos que, provavelmente, não irá resultar, não sairá como queríamos, ou não terá o efeito pretendido.

 

Mas o que é certo é que o fazemos muitas vezes, ignorando os avisos, o nosso pensamento, contrariando a nossa intuição, querendo provar a nós mesmos que podemos estar enganados. E que, daquela vez, as coisas podem ser diferentes.

 

E é impressionante como, por vezes, a cada tentativa falhada, e ficando um pouco mais desiludidos, continuamos a não querer ver o óbvio, e a insistir.

Será preguiça?

Comodismo?

Medo da mudança, e de arriscar num resultado que pode também ele, não ser o esperado?

Receio de arrependimento?

 

Mas, e insistindo, com efeitos muito aquém dos esperados, não nos levará igualmente à insatisfação, e consequente arrependimento?

Quando decidimos e/ou agimos pelos motivos e com os objectivos errados

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Tomar decisões ou agir pelos motivos, e/ou com objectivos errados nem sempre leva ao resultado que esperamos.

Fazêmo-lo, achando que é uma porta aberta para a felicidade, para a realização pessoal ou profissional, para preencher o vazio que se instalou em nós mas, por vezes, essa felicidade é passageira. E depressa lhe sucede uma tristeza, uma sensação de vazio ainda maior, mal passamos a porta.

Muitas vezes, gera mesmo frustração.

 

Há quem faça as coisas em busca de reconhecimento. E se ele não vem? Ou não vem na medida em que se imaginou?

Há quem faça as coisas à espera de um retorno, que pode tardar, ou nunca chegar.

Há quem aja para afogar as mágoas, para fintar a tristeza. Mas, e se as nossas acções tiverem um efeito inverso, e ainda pior?

Há quem tome decisões no calor do momento, por impulso, baseadas na raiva, na dor. Mas, serão as mais correctas? Não nos iremos arrepender depois, quando a "poeira" assentar? 

 

Fazemos as coisas porque realmente queremos? Ou para agradar alguém?

Porque nos satisfaz, ou porque queremos daí tirar vantagens?

Porque é algo que nos dá prazer, ou porque é aquilo que se espera de nós?

 

Quantas vezes não nos enganamos com a ilusão de que são honestos os motivos e objectivos pelos quais agimos mas, ainda que inconscientemente, não são os certos, e podem não resultar da forma como imaginámos.

E, ainda que resultem, deveriam ter outra base, que não aquela em que nos apoiámos.

Somos apenas um número

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Um número que dá jeito ter à mão, quando tem utilidade e serve os interesses de quem dele precisa, mas também, noutras ocasiões, um número a mais, que se pode facilmente dispensar. 

 

Um número que, num dia, faz a diferença, e contribui para um resultado extremamente positivo. Um número que faz todo o sentido manter, um número importante. E, no entanto, noutro dia, apesar de tudo, um número do qual é necessário abdicar. Porque não é indispensável à equação. Porque a conta faz-se na mesma, sem ele.

 

Por muito que, em determinados momentos, nos convençam, e nos convençamos, do nosso valor, visível quando tudo corre bem, a verdade é que seremos apenas um número, quando as situações assim o exigirem.

 

E o meu sobrinho, até aqui sempre elogiado pelo bom trabalho desempenhado, que a determinado momento esteve em vias se ser promovido, foi agora informado de que o seu contrato não irá ser renovado.

Não é que não seja bom no que faz. 

Simplesmente, revonar o contrato significaria tornar-se efectivo na empresa.

E, neste momento, com o sector parado, sem grandes perspectivas de que a receita venha a aumentar significativamente, a ordem é para trabalhar com o que é mais difícil dispensar, e dispensar todos aqueles que podem, enquanto podem.

 

É a Covid-19, a fazer a primeira "vítima" na família e a mostrar, como se nos pudessemos esquecer que, no fundo, somos apenas um número.

E, no entanto, somos tão mais que isso...

 

 

A primeira derrota do Benfica da era Bruno Lage

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Era inevitável...

Mais cedo ou mais tarde, a derrota num qualquer jogo acabaria por acontecer. Até mesmo para um clube como o Benfica, com os jogadores de qualidade que tem, e com o treinador que mudou a história do clube nos últimos meses.

 

 

Acontece a todas as equipas, mesmo às grandes.

Umas vezes ganham, outras empatam, outras perdem.

Umas vezes pensam que será difícil, e surpreendem. Outras, acham que será fácil, e acabam por encontrar pedras pelo caminho.

E outras, são o que são. Um clássico, é um clássico. Tudo poderia acontecer. Tudo estava em aberto.

 

 

O que torna esta derrota mais difícil para o Benfica?

Talvez o facto de ser a primeira derrota com Bruno Lage ao comando, depois de 22 jogos.

O facto de ser o primeiro jogo em que não marcam um único golo. E o primeiro jogo em que sofrem golos.

O facto de perderem o jogo em casa.

E, obviamente, o facto de o perderem contra o Porto, principal rival.

 

 

Mas o futebol é mesmo assim!

Nem mesmo os Super Wings são invencíveis, sobretudo quando se deixam intimidar pela outra equipa, e não se esforçam o suficiente para vencer.

O Porto foi um justo vencedor. 

Cabe ao Benfica, agora, tirar daqui o que for preciso para melhorar nos próximos jogos, sem se deixar afectar por uma derrota, quando no passado sofreram tantas e, nem por isso, deixaram de ganhar o campeonato.

 

 

Do jogo de ontem, ainda que não tenha influenciado o resultado, confesso que não gostei da postura do Pepe, e de algumas decisões do árbitro, que parecia ter uma certa dualidade de critérios.

Pelo lado positivo, foi bonito ver os adeptos do Benfica puxarem pela equipa até ao último minuto.

 

 

Imagem: https://www.dnoticias.pt/