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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Ai, as reuniões de pais!

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Como as abomino cada vez mais!

 

O único motivo que ainda me faz querer ir a essas reuniões é o facto de a directora de turma ter alguma informação importante que, caso eu não compareça, me possa escapar ou dela ficar sem conhecimento.

 

Não é pela ficha da avaliação do período, que a esta altura já sei as notas.

 

Não é pelo facto de a professora ter algo a dizer sobre a minha filha, porque se houvesse algo de mau, teria contactado antes. E de bom, não é preciso uma reunião conjunta para o mencionar. 

 

Não é para tomar conhecimento das medidas de auxílio à aprendizagem que, no caso da minha filha, se resumem à educação física, e à atitude de ambas as partes: professor e aluna. Até porque uma das medidas, da parte do encarregado de educação, para a minha filha, era incentivá-la a fazer os TPC's. Ora, a educação física não os trazem! Só se eu a puser a fazer exercício em casa!

 

Não é pelo prazer de conviver com professora e pais, cada um com a sua ideia formada, as suas convicções, a sua forma de pensar. Uns a concordar com os métodos dos professores, outros a discordarem. Com a directora de turma numa posição ingrata, sem querer tomar partido de nenhum dos lados mas a tentar, contra as evidências, defender os seus colegas professores, sem ficar contra os pais.

 

Não é pelo tempo que perco nessas reuniões, muito dele desnecessário.

 

É mesmo pela informação relevante que possa vir a ser transmitida, e que poderia ser enviada aos pais por email.

 

Depois, confesso, não vou muito à bola com a directora de turma. 

Ela é simpática, amável, muito profissional enquanto professora, preocupada com os alunos no que se refere aos estudos, mas há ali qualquer coisa no meio de tudo isso, que me soa a falso. Pode ser impressão minha. Mas não vejo a hora de me livrar destas reuniões.

Não sou do contra, mas também não sou de modas

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Há coisas/ pessoas das quais tento fugir a sete pés. Estas são algumas delas:

 

Grupinhos - claro que é bom ter um grupo de amigos, no verdadeiro sentido da palavra, mas quando, do nada, me querem incluir em grupinhos acabados de formar, de colegas de trabalho ou amigos de amigos, é para esquecer. Em primeiro lugar, não sou muito adepta de conhecer novas pessoas só porque sim, porque poderão vir a ser amigos. Em segundo lugar, porque sei que, passada a euforia inicial, salvo raras excepções, acaba por ir cada um para seu lado, como se nunca se tivessem conhecido antes.

 

Hipocrisia - Há uma diferença entre mostrar-me indiferente, calar-me, ignorar, ou ser hipócrita a ponto de fingir algo que não sinto, e concordar com algo com o qual não estou, de todo, de acordo, só para não me chatear. Se até é algo que me afecta, e percebo que estou a lidar com pessoas hipócritas, a minha vontade é abandonar o barco.

 

Bajulação ou idolatração e discriminação - De repente, aquela pessoa está em alta e, então, bora lá todos tecer comentários elogiosos e colocá-la num pedestal ainda maior. Não contem comigo. Para mim, ninguém é melhor que ninguém, ou mais importante que ninguém, por isso merecem todos o mesmo tratamento. Quem está em alta pode, um dia, cair.

 

Reuniões de pais na escola - Vou às reuniões, mas cada vez mais espero que a professora fale dos pontos essenciais, entregue a pauta da avaliação, e os mil e um documentos que tenho que assinar, para me ir embora. Não tenho paciência para estar ali com conversinhas de ocasião, tanto com os pais dos outros alunos, como com a professora.

 

Pessoas chatas - De um modo geral, pessoas que, sempre que falam, dizem sempre a mesma coisa, repetem-se mil vezes, não querem realmente conversar, mas apenas despejar assuntos em cima dos outros, que se lamentam a toda a hora, que não conseguem perceber quando estão a ser inconvenientes, que não se conseguem calar por nada, pessoas para as quais as 24 horas deveriam ser inteiramente dedicadas a elas.

 

Seguir tendências - e a última das que me lembro é, por exemplo, a da protecção do ambiente. De repente, toda a gente está preocupada, toda a gente poupa, toda a gente recicla, toda a gente aderiu ao desperdício zero, toda a gente é amiga do ambiente e escreve posts sobre isso. Até no livro de inglês da minha filha levo com isso! E, como esta, haverá muitas outras, como correr. Sempre houve pessoas a praticar exercício físico através da corrida mas, a determinada altura, toda a gente estava a aderir, e correr tornou-se moda. Eu faço o que faço naturalmente, por minha iniciativa, e não porque está na moda e devo seguir a tendência para ser "cool".

 

Pagar por algo que posso fazer de borla - no outro dia, o meu marido andou a ver, em alguns sites, caminhadas em que nos poderíamos inscrever, e locais que poderíamos visitar, onde poderíamos caminhar, algo que ambos gostamos de fazer. Isso para mim não dá. Se que quero ir caminhar, vou. Há por aí tanto sítio para andar. Por que raio tenho eu que pagar para andar?

 

E por aí, o que acrescentariam a esta lista?

Para que servem mesmo as reuniões escolares de pais?

 

Ontem foi dia de reunião de pais na escola da minha filha. A primeira do ano.

Ainda não tinha chegado e já pensava "mais um dia para vir para casa com dor de cabeça". Estava marcada para as 18 horas. Cheguei um pouco antes. Dezenas de pais aguardavam no átrio que as crianças saíssem do último tempo de aulas. Uma grande confusão e barulho a triplicar.

Chegados à sala da reunião, verifico que muitos pais nem sequer compareceram.

Na sala, o novo director de turma. Confesso que estava na expectativa para conhecer o professor que substituiu o anterior director de turma. E só me apeteceu dizer "volte, professor Leonel!". Não é que não seja bom professor, ou boa pessoa, que não é em apenas uma ou duas horas que se fica a saber isso, mas não parece ter jeitinho nenhum para falar em público, para cativar os pais, para exercer o cargo que lhe foi atribuído.

Pensava eu encontrar um professor com um estilo mais desportista, uma vez que é professor de educação física, e deparo-me com uma pessoa que mais parece um professor universitário de 50 ou 60 anos, de uma daquelas disciplinas bem secantes, a que ninguém presta atenção.

De facto, a reunião de ontem foi muito elucidativa do que será de esperar daqui em diante. 

Para variar, foram transmitidas as mesmas informações do costume sobre o regulamento do agrupamento, regras da escola, comportamento dos alunos, faltas, etc. Mas, pelo menos, poupámos tempo na eleição dos representantes, que ficaram os do ano passado.  

No entanto, posso-vos dizer que, durante as quase duas horas que lá estive, apenas retive como informação importante as datas das provas nacionais de português e matemática, o contacto do director de turma, e pouco mais. Informações que poderiam ser transmitidas sem obrigar à presença dos pais na reunião.

Pergunto-me, então, para que servem mesmo as reuniões escolares de pais?

  • Servem para alguns pais andarem a entrar e a sair, para atender chamadas importantíssimas que não podem ficar para mais tarde.
  • Servem para alguns pais terem o seu momento de lazer (ou não) agarrados ao tablet durante o tempo todo.
  • Servem para alguns pais virem passar o seu tempo, a implicar com o professor, fazendo-se de parvos quando estão fartos de saber aquilo que estão a perguntar. E gozar com algumas coisas que outros pais diziam.
  • Servem para alguns pais conversarem com outros enquanto o director de turma está a falar, pouco ligando ao que está a ser dito.
  • Serve para ficar a conhecer novos toques de telemóvel.
  • Servem para alguns pais, professores na mesma escola, intervirem na reunião que está a ser dada pelo director de turma, em várias ocasiões desrespeitando, de certa forma,  o seu colega. Porque uma coisa é o director de turma solicitar a intervenção. Outra é ela surgir sem que tenha sido pedida.
  • Servem para alguns pais gozarem com esses outros, e mandarem bocas.
  • Servem para brincar ao "jogo do empurra", com o director a dizer que determinados assuntos são para ser falados por professores de outras disciplinas, e os ditos pais professores a contrapôr que o director também deve falar.   

E só num pequeno espaço de tempo, no meio de quase duas horas de reunião, houve pais a falarem de questões pertinentes como os apoios escolares, o novo cartão do aluno, a oferta do desporto escolar, as condições do contentor oferecido pela Câmara Municipal de Mafra para compensar o sobrelotamento da escola, a falta de condições da escola no que toca a espaços de convívio nos dias de chuva,etc.

Até hoje, tenho comparecido sempre às reuniões escolares, porque é também uma forma de estar atenta ao que se passa na turma, e a todas as questões relacionadas com a vida escolar da minha filha. Mas, depois de ontem, começo a ponderar se, de facto, será mesmo imprescindível ir às mesmas, ou pedir ao representante dos encarregados de educação que me transmita, em linhas gerais, o que foi discutido, e as informações mais importantes.

Quase às 20 horas, e quando alguns pais começaram a levantar-se para ir embora (eu inclusive), disse então o director de turma que achava que poderia dar por encerrada a reunião. Pudera, mesmo que quisesse continuar, à velocidade a que os pais estavam a sair, ainda ficava a falar para as paredes!

E havia pais de outras turmas ainda em fila de espera no corredor, para as reuniões das 19 horas.

Escusado será dizer que a dita dor de cabeça me acompanhou no regresso a casa, onde cheguei muito mais tarde do que se estivesse a trabalhar, com muitas coisas para fazer, e trabalhos de casa para corrigir, quando só me apetecia era deitar.

O que vale é que só existem mais 3 reuniões até ao final do ano lectivo, e bastante espaçadas entre si. Pode ser que, nesse meio tempo, me encha de coragem e paciência para as enfrentar mais uma vez!

 

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