Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Nerve - Alto Risco

Resultado de imagem para nerve filme

 

Há sempre duas faces da mesma moeda, como dizia eu ao meu marido, ao vermos este filme, que ele quis ver com a minha filha, para mostrar o quão perigosos podem ser certos jogos e desafios na net: pode resultar no bom sentido, que é alertar para os perigos e evitar que os adolescentes cometam erros, ou fazê-los ficar ainda com mais vontade de experimentar, ainda que não o demonstrem. É um risco. 

 

Mas este é, sem dúvida, um filme que eu recomendo! E até fiquei admirada de não ser um filme sobre o qual se lêem muitos comentários e opiniões, ao contrário de outros filmes e séries que passam na TV.

Nerve foi até apontado como o filme que serviu de fonte de inspiração aos criadores do jogo da Baleia Azul, embora com contornos diferentes.

 

"Vee está prestes a abandonar o conforto do lar, em Nova Iorque, e seguir para a universidade, na Califórnia. A sua vida é igual à de tantas jovens, rotineira, sem percalços, tudo dentro da sua zona de controlo. Até que a sua melhor amiga, Sidney, a desafia a entrar em Nerve, um jogo online com uma comunidade mundial dividida entre jogadores e observadores. Os observadores lançam desafios, mais ou menos perigosos, enquanto os jogadores têm que aceitar as provas, para serem recompensados monetariamente ou perderem todo o dinheiro ganho até então." 
 
 
Desengane-se quem pensa que só os adolescentes problemáticos, deprimidos ou com baixa autoestima e confiança se metem nestes jogos. Qualquer um pode entrar, qualquer um pode experimentar, qualquer um pode cair. É como fumar o primeiro cigarro, o primeiro shot, ou as primeiras drogas. O pensamento é "por experimentar uma vez, não me vai acontecer nada. Não vou ficar viciado(a). Pode ser verdade, ou pode ser o início da descida ao fundo do poço, de onde poderão vir a sair, ou não.
 
 
 
Resultado de imagem para nerve cena final
 
Foi isso que Vee fez: não há-de vir grande mal ao mundo, por participar num único desafio. E o seu primeiro desafio é beijar um estranho na boca, num restaurante, durante cinco segundos. O seu alvo, Ian, acaba por revelar-se também um jogador. Os dois acabam por formar uma dupla e os desafios que lhes são lançados, em conjunto, começam a subir o grau de dificuldade.
 
 
 
Resultado de imagem para nerve filme
 
 
Vee ainda hesita em seguir para o próximo desafio mas, com a persuasão de Ian, a popularidade que começa a atingir, e o próprio sentimento de se superar aliado à adrenalina, para não falar do dinheiro que começa a cair na conta, sempre que supera um desafio, levam-na a seguir em frente.
 
Quando as coisas começam a atingir proporções inesperadas, e Vee percebe que ainda alguém se pode magoar a sério, tenta denunciar à polícia. Mas, ao contrário do que seria de esperar, a polícia nada faz, e Vee acaba por sofrer as consequências. 
 
O jogo torna-se de alto risco e Vee vai descobrir, da pior forma, que há uma terceira e terrível categoria oculta em Nerve, para além dos jogadores e dos observadores - os prisioneiros.
 
 
 
Imagem relacionada
 
Para deixar de ser prisioneira, Vee terá de vencer o último desafio, contra Ian, que também anseia por deixar de ser prisioneiro. Não podem abandonar o jogo, porque serão as respectivas famílias a pagar por isso. Têm de ir até ao fim e, o fim, pode mesmo ser o fim para um deles, ou para ambos.
Uma brincadeira que começou com um beijo a um estranho, pode terminar em morte. Sem quaisquer responsáveis para punir.
 
Só vendo o filme poderão perceber aquilo que estes adolescentes fazem, a pressão a que estão sujeitos, as consequências que poderão sofrer com o jogo, que pode destruir a vida de qualquer um, e dos que o rodeiam.
 
 

 

 
 
 

Animais perigosos ou animais potencialmente perigosos?

Resultado de imagem para cães perigosos ou potencialmente perigosos

 

Muito se tem falado, nos últimos tempos, sobre a existência ou não de animais perigosos. A questão prende-se, mais especificamente, com cães perigosos, mas eu prefiro abranger toda a categoria "animais".

 

Ainda no outro dia falava sobre isso com o meu marido, que me dizia que não existem animais perigosos, e que são as pessoas que os tornam agressivos.

Não concordo totalmente com ele. Existem animais que nasceram para ser livres, e viver nos seus próprios habitats. Que são, pelas suas mães/ pais, preparados para sobreviver nesse habitat, a desenvolver o seu instinto, a caçar as suas presas. Aqui não existe "mão humana". Apenas a própria natureza dos animais. Sendo que a maior parte, quando ataca humanos, é por estes estarem no seu território, por uma questão de instinto, sobrevivência, defesa do seu território, protecção. Ou então, quando os humanos tentam mudar a sua natureza, tentando domesticá-los, trazendos para fora do seu habitat, prendendo-os. Até podem conseguir. E um desses animais a que apelidamos de "selvagens" até pode ser bastante meigo para os humanos, e conviver bem entre eles. Mas o risco está presente. Pode não se manifestar, mas está presente.

 

Assim, no que respeita aos animais em geral, a pergunta que coloco é:

Existem animais perigosos, ou animais de raça/ espécie potencialmente perigosa?

É que um animal de raça/ espécie potencialmente perigosa, quando bem educado e treinado, ou devido à sua própria personalidade, pode ser um animal perfeitamente sociável e meigo.

Por outro lado, um animal aparentemente inofensivo, pode virar, de um momento para o outro, uma fera e atacar, sem sabermos bem porquê.

Mas também o próprio ser humano é assim. Quantas vezes não temos conhecimento de actos bárbaros praticados por pessoas de quem nunca suspeitaríamos, e que considerávamos "boas pessoas". Sim, por vezes o bandido é aquele homem de família exemplar, e não o ladrão da esquina, de quem todos suspeitaríamos. 

 

O que acontece, na maioria das vezes, é que o potencial está lá, seja em que animal/ raça/ espécie for, existindo raças/ espécies com maior potencial que outras, e pode permanecer sempre adormecido, sem se dar por ele, ou ser despoletado pelo próprio instinto, por acicatamento, por factores externos à sua personalidade, pelos que o educam e rodeiam, ou por quem lhes tenta fazer mal.

Será, talvez, aí que a "mão humana" entra: na forma como lida, educa e incita ou mantém adormecido esse potencial. E isso dependerá, muitas vezes, do carácter e personalidade do próprio dono, da forma como ele próprio age, da forma como cumpre ou não as regras de segurança para com os demais.

E o que é certo é que não faltam exemplos de animais potencialmente perigosos, que foram capazes de atitudes que muitos humanos nunca teriam, e que já salvaram muitas vidas humanas. E ainda dizem que os perigosos são eles...

 

 

Evereste - desafiar a vida compensa?

 

Este fim-de-semana estivemos a ver o filme "Evereste", que o meu marido tinha gravado.

Ele dizia que era um bom filme, e que eu iria gostar de certeza.

 

Evereste mostra a jornada de várias expedições, que têm por objectivo alcançar o ponto mais alto do mundo!

Será, sem dúvida, um feito único. Mais ainda para quem faz do alpinismo o seu hobbie ou a sua vida. É a derradeira etapa a superar, a mais importante, quem sabe a mais bela.

 

Mas, pergunto-me eu? Desafiar a natureza dessa maneira compensa? Desafiar a própria vida compensa?

 

Alguém tornou o Monte Evereste uma atracção turística, alguém transformou a sua subida numa espécie de passeio turístico e vislumbrou o lucro que daí poderia advir.

Todos os anos chegam novos interessados, determinados em partir à aventura.

 

O que os leva até lá? 

 

Querem gastar o dinheiro e não sabem como?

Sim, porque esta brincadeira não é para todas as carteiras. Paga-se bem caro para passar meia dúzia de minutos perto do céu! E, se chegar ao topo já é uma tarefa demasiado difícil, mais complicado se torna o regresso. Muitos, não chegam a regressar. Como eu digo ao meu marido, estas pessoas estão a "pagar" a sua morte.

 

Querem provar a alguém que são corajosos e determinados?

Muitas vezes sai-lhes bem cara essa teimosia, disfarçada de coragem.

 

Fazem-no porque não têm mais nada a perder? Ou porque não dão valor à vida? 

 

Ou fazem-no, simplesmente, por paixão pela natureza, pelos obstáculos que ela impõe, pela beleza do que irão encontrar em cada montanha escalada, pelos vários sentimentos que os invadem durante todo o percurso e naqueles escassos minutos em que lhes é permitido estar lá em cima?

 

Qualquer que seja o motivo, é preciso perceber que uma subida destas exige adaptação, treino, técnica, condições físicas, espírito de equipa e entreajuda, respeito por quem está a comandar a expedição.

É preciso coragem, determinação, persistência. Mas também bom senso. Saber parar, saber perder, saber aceitar. Nem todos conseguem ser bem sucedidos numa primeira tentativa. Ainda assim, há muitos que se tentam armar em espertos e valentes, e pagam com a vida esse atrevimento.

 

Uma coisa é certa: se todos pensassem como eu e ficassem quietinhos em casa, não haveriam feitos históricos como os que se têm visto por este mundo fora!

Mas, para acidentes catastróficos, já bastam aqueles que não podemos, de todo, prever. Penso que nunca arriscaria a minha vida, sabendo de antemão todos os perigos que correria, e sabendo que poderia não voltar.

 

 

 

E que não se pense que estar na companhia de bons profissionais nos garante uma expedição livre de perigos, e um regresso sãos e salvos. Até mesmo os melhores podem lá ficar!

 

Evereste é um filme baseado em factos verídicos, que mostra o grande desastre em que se transformou a temporada de escalada de 1996.

Nessa altura, 19 pessoas morreram durante a tentativa de chegar ao cume, sendo o maior número de mortes, em um único ano, na história do Everest. Uma tempestade impossibilitou muitos alpinistas, que estavam próximos ao cume (no escalão Hillary), de descer, matando oito pessoas num único dia.

Entre eles, estavam os experientes alpinistas Rob Hall e Scott Fisher, os líderes das expedições, respectivamente, das empresas Adventure Consultants e Mountain Madness. Um dos erros apontados para a tragédia foi o facto de ambos quererem levar avante a subida, o que levou a complicações e mais tempo perdido no trajecto, do qual nenhum deles quis abdicar.

Ainda assim, não deixaram os companheiros para trás. E, por isso, não só não conseguiram salvá-los, como ainda pagaram com a vida.

 

Para quem tiver interesse em saber mais sobre esta escoalada, deixo-vos aqui este link - http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-se-escala-o-everest.

 

 

deixado-para-morrer-1

 

Este foi um dos livros que serviu de base ao filme - escrito por Beck Weathers, um dos escaladores que sobreviveu, com consequências que nunca esperou - teve parte de seu braço direito amputado pouco abaixo do cotovelo, assim como todos os dedos de sua mão esquerda e partes de ambos os pés. O seu nariz foi amputado, e posteriormente reconstruído com tecidos de duas orelhas e testa.

 

 

Também John Krakauer, convidado pela revista Outsider a escrever um artigo sobre o crescimento de pessoas inexperientes que se aventuravam a escalar o Everest, escreveu o livro "No Ar Rarefeito", onde denuncia a ganância que move a maioria dos promotores de expedições ao Everest, a montanha mais alta e mítica do planeta.

A vida é um jogo

 

Com uma casa de partida, uma meta ou casa de chegada, e todo um percurso a fazer pelo meio, para lá chegar.

Neste jogo, lançamos os dados. Por vezes, eles levam-nos a avançar vários passos. Outras vezes, obrigam-nos a recuar, a retroceder alguns passos ou, simplesmente, a não nos movermos. Nem sempre avançar é bom. Pode-nos levar a casas que gostaríamos de evitar. Nem sempre recuar é mau. Podemos ir parar a uma casa que até nos traga vantagens.

Cada uma das casas à qual os dados lançados nos levam, nos trazem desafios, objetivos a alcançar, perguntas às quais temos que responder. Algumas casas trazem coisas boas, pequenos incentivos, bónus, alegrias, a oportunidade de avançar mais um pouco neste jogo. Outras, nem tanto. São casas que não nos levam a lado nenhum, sem utilidade mas que, ainda assim, fazem parte do jogo.

Como todos os jogos, também a vida é um risco.

Mas, ao contrário de um jogo comum, que jogamos ou não consoante a nossa vontade, neste jogo da vida não pedimos para entrar. Ainda assim, fomos colocados no tabuleiro a partir do momento em que nascemos, e "obrigados" a jogá-lo, a correr esse risco. 

Ao contrário de um jogo comum, a maior parte de nós não tem pressa de chegar à meta, à fatídica casa de chegada, na qual iremos abandonar de vez o jogo, e esta vida que nos foi dada.

Queremos,sim, aproveitar aquilo que as diversas casas, que lhe precedem, nos têm para dar. Embora nem sempre o consigamos fazer como deveríamos. É que, mesmo avançando devagarinho, estamos a avançar, e as casas pelas quais passámos, ou não, vão ficando para trás, sem que possamos, muito provavelmente,lá retornar. E não nos esqueçamos que, a qualquer momento, e sem contarmos com isso, podemos ser eliminados do jogo.

A vida é um jogo, e este jogo é também feito de apostas. Algumas, serão apostas ganhas. Outras, poderemos eventualmente, perder. Mas só saberemos o resultado da aposta, depois de a fazer.

Só saberemos aquilo que nos espera, e onde nos levará este jogo, se nos mantivermos activos, em movimento, se continuarmos a lançar os dados, a fazer apostas, a utilizar os botões que temos ao nosso dispôr, a percorrer o tabuleiro onde fomos colocados como peões mas, ao mesmo tempo, como jogadores. 

Só conseguiremos aproveitar ao máximo este jogo, se soubermos aprender com as más jogadas, celebrar os pequenos avanços e conquistas, tirar partido das casas mais vantajosas onde os dados nos levem, e contornar aquelas que mais nos prejudicam.

Podemos não ter pedido para jogar este jogo da vida, mas a verdade é que estamos dentro dele.

E valerá a pena passar todo o percurso do jogo sem arriscar, sem o viver, sem tomar as rédeas do mesmo nas nossas mãos? Valerá a pena ficar parado, a ver os outros jogadores passar por nós, ou à espera que alguém lance os dados por nós, avance por nós, viva por nós?

Valerá a pena desperdiçar todas as ferramentas que nos foram fornecidas para nos ajudar nesta caminhada, e esperar que o destino se encarregue de nos empurrar de uma casa para a outra, quando não era nessas casas que queríamos estar?

A vida é um jogo, sim. E já que estamos nele, vamos jogá-lo como sabemos e podemos, e deixar a nossa marca enquanto nele nos mantivermos, sem receios!

Crianças em risco

Imagem lusonoticias

 

 

“Ruth era a professora. Daniel, o aluno. Um dia, ele adormeceu na aula. Os colegas começaram a gozar com ele. A professora impôs-se, e avisou que não o iria admitir. Ela viu para além do que estava visível. Corajosa e determinada, Ruth foi falar com o irmão de Daniel, que vivia em péssimas condições, e ofereceu-se para ajudar o menino. Não foram apenas aulas depois do horário de aulas. Foram vários os dias passados a dar a Daniel a educação que mais ninguém lhe deu, roupa, comida, uma casa e, acima de tudo, o amor de uma verdadeira família. Ruth nunca tivera filhos. Daniel era como um filho. E para os filhos, quer-se sempre o melhor. Foi por isso que sempre lhe disse que, quando crescesse, Daniel poderia ser o que quisesse, e que deveria lutar pelo seu futuro e pelos seus sonhos. Infelizmente, o irmão de Daniel exigiu que Ruth lhe entregasse de volta o seu irmão. Foi uma separação dolorosa, ainda mais sabendo que o pequeno iria voltar a sofrer às mãos daquela gente. Mas nada se podia fazer…No entanto, soube-se mais tarde que Daniel que tornou professor, tal como Ruth!”

 

Esta é apenas uma história, com um final feliz. Mas poderia ser a realidade de muitas crianças. E cada um de nós pode fazer a diferença na vida de uma criança, se assim o desejarmos.

Crianças em risco sempre existiram mas, felizmente, existem hoje mais meios e formas de prevenir, ou intervir, de modo a ajudar essas crianças.

É óbvio que existem entidades próprias que atuam na prevenção e intervenção, mas cabe também a cada um de nós, enquanto cidadão(ã), dar o nosso contributo, antes que seja tarde demais.

Como?

Oferecendo a nossa ajuda das mais variadas formas, consoante os casos e as necessidades das crianças em risco.

Quantas crianças não tomam as suas refeições em casa da família de amigos ou vizinhos. Mas o apoio pode vir através de fornecimento de material escolar, vestuário ou medicamentos, por exemplo.

Denunciando situações de risco - para além de um dever cívico, a comunicação de situações que ponham em risco a vida, e a integridade física ou psíquica da criança, constitui uma obrigação de todos os cidadãos, de acordo com a Lei de Proteção de Crianças de Crianças e Jovens em Perigo.

As comunicações ou denúncias poderão ser feitas junto da CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens) da área de residência, junto de entidades policiais como a GNR ou PSP, ou ainda junto dos tribunais.

 

O artigo foi escrito para a Blogazine, e poderá ser lido na íntegra aqui (pág. 16/17).

  • Blogs Portugal

  • BP