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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

À Conversa com MEU E TEU

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MEU E TEU fizeram a sua primeira apresentação no verão de 2010.
No ano seguinte, lançaram o álbum de estreia "Aquela Cidade", com o apoio oficial da rádio Antena 3 e Cotonete.
O segundo trabalho da banda, "Mundo das Formas", chegou em 2013.
Este ano, os MEU E TEU, um projecto rock cantado em português, regressam com um novo single  - "Momento".

Descubram mais sobre a banda nesta entrevista:

 

 

 

 

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Respondido por: Diogo Freire

 

 

Quem são os MEU e TEU?

- Os Meu e Teu são: Diogo Freire na voz, Luís Ramos na guitarra, Joaquim Pequicho na bateria e Paulo Bispo na guitarra. Ao vivo, contamos agora com Aurélien Lino nos teclados e programação, e Pedro Teixeira no Baixo.

 

 

Em que momento decidiram criar este projecto?

- Começou tudo em 2009. Na altura tínhamos uma outra banda chamada Hot Limousine e cantávamos em inglês. Sinceramente, não me sentia confortável a cantar em inglês, e por coincidência, conheci a minha esposa naquele ano. Ela é a principal letrista da banda, e na altura desafiou-me para compor alguns temas de forma a encaixar alguns poemas que ela tinha escrito. E foi assim que nasceu o projecto.

 

 

Porquê “MEU e TEU”?

O nome Meu e Teu vem de uma das primeiras músicas que foi composta. O tema fala das nossas raízes e transmite um sentimento de partilha. Na altura também me soou bem, e visto que o projecto foi iniciado por mim e pela esposa, pensamos que faria todo o sentido o projecto chamar-se Meu e Teu.

 

 

Cantar rock em português foi um objectivo que traçaram e que pretendem manter enquanto banda?

Sim. Sem dúvida. Como disse anteriormente, não me sentia e não me sinto muito confortável com o cantar em inglês. Por isso o cantar na nossa língua mãe. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Em relação ao estilo musical, o nosso ADN é rock. Sentimo-nos super confortáveis e gostamos imenso de tocar e compor rock. Não quer isto dizer que não vamos buscar outras influências. E também apreciamos outros estilos musicais, claro.

 

 

Quais são as vossas principais referências, a nível musical?

Temos imensas. E cada elemento tem as suas. Mas como disse, ouvimos muito rock. De várias épocas. Mas também Jazz, Pop, Electrónica, Metal, Punk Rock, Hardrock….. Etc… Nem vou falar de nomes de bandas, pois são imensas. Algumas são transversais aos elementos da banda, outras nem tanto. Mas penso que esse ponto é fundamental para o resultado final como banda.

 

 

Depois de “Aquela Cidade” e “Mundo das Formas”, lançados em 2011 e 2013, apresentam agora um novo single. O que vos levou a fazer esta pausa de quase 6 anos?

Foi uma pausa natural. Nada planeado. Talvez um pouco forçada pelas circunstâncias da vida. Na altura, depois do lançamento do segundo álbum, entrámos no mundo do trabalho. Isso fez-nos oscilar um pouco, e perdemos tempo para a música, pois surgiram outras prioridades. Agora reaparecemos mais adultos, mais maduros também na música, e mais estáveis também para construir e planear uma nova fase da carreira.

 

 

 

 

“Momento” é o nome do mais recente single. Sentem que este é o “momento” para o regresso dos Meu e Teu?

Sim, sem dúvida. Estamos cheios de vontade de compor e mostrar temas novos ao público. Achamos também que como músicos e artistas, não há melhor momento para passar a nossa mensagem para fora. Por isso, aqui estamos nós!

 

 

Sobre o que nos fala esta música?

Esta música é um tema romântico. Fala-nos de Amor. Escrevi-o para uma pessoa muito especial e que me tem acompanhado incondicionalmente nestes anos da minha vida. A minha esposa. Porquê Momento? Porque só podemos viver a nossa experiência e Amar neste Momento. Não existe mais nenhum Momento. O Passado passou, e o futuro ainda nem sequer existe. Por isso, resta-nos este Momento.

 

 

Para quando um novo álbum dos Meu e Teu?

Ainda não temos data planeada, mas gostaríamos de lançar novo disco em 2020. Até lá vamos continuar a lançar novos singles.

 

 

Quais são os principais objectivos a concretizar nos próximos meses?

O nosso objectivo é continuar a trabalhar em singles novos. Pois estamos mesmo com muita vontade de escrever e compor novos temas. Quando tivermos um número considerável, juntaremos mais alguns temas e lançamos o álbum novo.

 

 

De que forma é que o público pode acompanhar o vosso trabalho?

O nosso trabalho pode ser acompanhado pelas redes sociais, maioritariamente.

Podem visitar o nosso facebook em: www.facebook.com/meueteu

Estamos também no Instagram e Youtube. E claro, podem aceder ao nosso site oficial, onde têm todas as novidades de última hora, todas as músicas e vídeos, e futuramente, as datas de concertos.

Aqui: www.meueteumusic.com

 

 

Muito obrigada!

 

Muito obrigado pela oportunidade e apoio! Um Abraço dos Meu e Teu.

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo.

 

À Conversa com os Coral Tattoo

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João Pedreira, juntaram-se Sérgio Martins (dos Dona Elvira), Zé Vilão, Mário Peniche, Rodrigo Domingues e Lee An, formando os Coral Tattoo, uma nova banda portuguesa que acaba de lançar o seu primeiro single "Longe de Mim Parar".

 

E, certamente, os Coral Tattoo não vão querer parar!

Parar de trabalhar neste projeto, de vos mostrar a sua música, de vos ter presentes nos concertos, de ouvir as vossas opiniões e sugestões, de vos convidar a interagir e fazer parte da legião Coral Tattoo!  

 

Já eu, convido-vos a ler a entrevista aos Coral Tattoo, a quem agradeço desde já pela iniciativa e disponibilidade! 

 

 

 

Como é que nasceram o Coral Tattoo?

O João Pedreira e eu andávamos há uns tempos a trocar ideias sobre música e o mercado actual.

Fomos intensificando as conversas e, um dia, ao telefone, decidimos começar uma banda do zero. Em minutos, estabelecemos um plano e começámos a trabalhar.

Ligámos ao Mário Peniche para ser nosso produtor. Explicámos o que tínhamos em mente e aceitou com uma frase que nunca mais esqueceremos: “até que enfim um bom plano!” Já éramos três!

Encontrámo-nos com o Zé Vilão, que nem nos deu tempo para grandes explicações, aceitou com um sorriso enorme. Telefonámos ao Rodrigo e explicámos como queríamos organizar o projecto. Mais uma frase inesquecível: “opá, assim sim!. Bora lá!”.

Já só faltava um guitarrista. E aqui a história fica mais gira! Tínhamos uma data de nomes em mente, tudo guitarristas consagrados, mas o João e eu tínhamos idealizado algo especial, um pouco diferente, queríamos alguém que garantisse um som mesmo pesado, alguém que, tal como o Rodrigo, viesse do metal.

Nessa noite, só para relaxar um pouco, comecei a ver o Facebook e, do nada, aparece-me uma sugestão de amizade de uma rapariga que não conhecia mas que tinha uma pinta danada e a segurar uma guitarra em V, a Lee An.

Pesquisei e vi que tocava com uma banda de metal, comecei a ver vídeos dela a tocar e fiquei convencido. Toca imenso e tem mesmo aquele som que queríamos. Era ela! Abordei-a, expliquei tudo, e sem me conhecer de lado nenhum excepto das redes sociais, responde que sim.

Liguei ao João e disse-lhe que estávamos completos. Pensámos nós… Passado pouco tempo, já em fase de composição, o Mário achou que deveríamos incluir mais um guitarrista. E que deveria ser ele!

 

 

 

Sendo, cada um de vós, já conhecido no panorama musical português, de outros projetos, o que vos levou a querer juntar-se nesta nova formação?

Acreditas no destino, e em como tudo o que tem que acontecer, acaba mesmo por acontecer, Marta? É que parece mesmo isso. Nasceu uma vontade, umas quantas ideias, um plano de trabalho, uma organização de tarefas, e tudo começou a soar.

E, mesmo vindos de outras bandas e já com bastante experiência, quando nos juntamos, é uma festa. Há nos Coral Tattoo uma mística muito engraçada, tudo está no sítio certo. E, brevemente, vamos poder passar essa energia para o público.

 

 

 

 

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O que trazem de novo à música portuguesa os Coral Tattoo, e de que forma é que pretendem fazer a diferença? 

A banda é composta por músicos muito experientes, já com muita estrada feita. E apesar disso ninguém encara a banda como mais um projecto.

Estamos nos Coral Tattoo cheios de vontade, e parece-nos que isso está bem presente nos nossos temas. E tocamos Rock. Na verdade, achamos que Portugal quer mais Rock, e Rock é o que fazemos.

Com elementos de modernidade, alguns temas a puxar para o pesado, mas gostamos de distorção. Por experiência, sabemos que o público quer, está sedento de bom Rock.

Acreditamos que é isso mesmo que estamos a fazer, a dar aos Rockers portugueses Rock a sério. E é desta forma honesta que pretendemos fazer a diferença, manter a nossa linha e dos muitos que já nos seguem. Não vamos ao encontro “do que está a dar”, vamos ao encontro do que o nosso público quer e do que queremos tocar.

 

 

 

De que forma é que as vossas influências musicais pessoais se conjugam nesta formação?

Em tudo!

Cada detalhe das nossas músicas tem as nossas influências. Todos temos total liberdade de dar um cunho pessoal aos temas, sem limites ou barreiras que destruam o gosto pessoal de cada um.

E faço um convite: depois de ouvir mais um single, que lançaremos muito brevemente, entrem em contacto connosco e digam-nos se notam os estilos que definem cada membro dos Coral Tattoo.

Estamos muito abertos a este tipo de interacção com as pessoas nas redes sociais, procuramos este contacto directo com os nossos seguidores.

 

 

 

 

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Longe de Mim Parar” é o primeiro single apresentado pela banda, que já pode ser ouvido nas plataformas digitais. Que mensagem transmite esta música?

Que podemos cair muitas vezes, mas nunca podemos ficar no chão. Caímos, levantamo-nos, e continuamos até chegar onde queremos. Seja na música, seja no que for!

Quando temos um sonho não podemos desistir nunca, nem ficar com medo de o alcançar ou deixar que outros nos convençam a ficar num sítio calmo, quentinho e seguro. Não!

As derrotas acontecem, mas só somos verdadeiramente derrotados quando paramos de perseguir o que queremos.

 

 

 

Apesar de já terem o EP de estreia totalmente gravado, decidiram lançar um single de cada vez. O que vos levou a optar por esse caminho?

No mundo digital actual essa estratégia pareceu-nos a mais certa. Há outros caminhos que podem ser seguidos, mas apostámos neste e, até prova em contrário, por aqui continuaremos.

Mas estamos sempre abertos a experimentar e a testar novas oportunidades, não ficamos fechados num só caminho, nem pensar. Quanto a lançar um single de cada vez, estamos contentes com isso.

Queremos surpreender, e sabemos que conseguiremos um certo factor surpresa com cada tema. Agora já temos boa resposta ao LONGE DE MIM PARAR, e até já há quem tenha concluído que este é o tema que nos define.E é precisamente isso que vamos contrariar sistematicamente.

Coral Tattoo com toda a irreverência! Vai ser difícil alguém acertar no que aí vem a seguir. Mais uma vez, convite aos nossos seguidores - enviem opiniões pelas redes.

 

 

 

Como foi todo o processo de criação dos temas, e de gravação do EP?

Rápido, foi tudo muito rápido, surpreendentemente rápido. Os temas quase que saltaram cá para fora, os arranjos a mesma coisa!

Quando estamos a fazer o que queremos, o que gostamos, com pessoas que são como nós e querem o mesmo que nós, tudo parece que surge com naturalidade.

É, literalmente, estarmos a fazer qualquer coisa do dia-a-dia e surgir um riff ou uma letra. Começamos a achar que isto tem mesmo a ver com o alinhamento entre o desejo e a acção!

E a gravação também foi tipo trovão. Só que aí a história é outra. Quando cada um chegou ao estúdio para gravar tudo estava milimetricamente estudado, tudo aperfeiçoado. Aqui o mérito é mesmo de cada músico. Não houve um único minuto extra.

 

 

 

 

 

 

Trabalhar em conjunto proporciona momentos sérios e tensos, mas também alguns bastante divertidos. Há algum desses momentos, em especial, de que se lembrem, e que vos tenha marcado?

Muitos! No contacto inicial com cada membro dos Coral Tattoo ficámos a saber que o Zé e o Rodrigo eram amigos de escola. O reencontro foi um estoiro.

A forma como a Lee An integrou a banda também foi um momento marcante, sinais dos tempos modernos e como as pessoas cada vez mais se relacionam nas redes sociais e que estas não trazem só coisas más!

O Mário que entra como produtor e fica também a cargo da guitarra ritmo.

E o João, que insistiu em que eu fizesse segundas vozes, apesar de eu lhe dizer que isso não iria correr bem. Lá cedi mas notei, em silêncio e sem nunca mais tocar no assunto que, depois do primeiro ensaio, nunca mais voltei a ver o meu microfone. E nenhum membro da banda voltou a tocar nesse assunto. O micro, simplesmente, desapareceu.

 

 

 

Os Coral Tattoo sentem-se mais à vontade num estúdio de gravação ou num palco?

O estúdio é bom, sentimos um grande controle sobre tudo o que nos rodeia, temos pessoas que estão lá para nos apoiar, bons técnicos, boa gente.

Mas ao vivo é que é mesmo muito bom!

Nada está totalmente controlado, há imensas variáveis e todas comportam riscos consideráveis. Isso é bom, faz aumentar a adrenalina, a cumplicidade e a cooperação entre os músicos, e entre estes e as equipas técnicas. São momentos inesquecíveis.

Mas acima de tudo, o público faz toda a diferença. Saber que estamos a dar o nosso melhor e que o público reage é uma sensação quase indescritível.

 

 

 

Do que falam as vossas músicas?

Tanto pelas letras, como pela composição musical, as nossas músicas não pretendem ser neutras e bonitinhas, tudo muito perfeitinho, mas que dizem pouco ou que são lamechices poéticas.

Assumimos alguma queda para o choque frontal, para o despertar da consciência, dos valores humanos, por vezes com algum humor, outras com uma frontalidade total, crua.

Nessa perspectiva o single LONGE DE MIM PARAR abre o caminho para o que aí vem. É que tal como a letra do João diz, também nós, os Coral Tattoo, não desistimos de tentar fazer uma diferença e despertar a mente dos nossos seguidores para outras realidades, algumas que estão longe e mal sabemos o que se passa na realidade, outras tão perto de nós, mas que tantas vezes preferimos bloqueá-las da nossa mente.

As nossas músicas, sem serem agressivas ou insultuosas, procuram de facto despertar alguns temas mais incómodos. E sim, algumas terão que ter o aviso de letras explícitas e muitas são disruptivas. 

 

 

 

Quais são os objetivos da banda para 2018?

O primeiro objectivo está cumprido. Quisemos gravar o EP em Fevereiro e está gravado.

O segundo também. Quisemos lançar o primeiro single em Março e foi lançado.

Agora estamos a preparar os vídeos, e tudo indica que também vamos conseguir cumprir o objectivo. E, em paralelo, estamos a preparar o espectáculo ao vivo, e isto dá um grande gozo. Estamos a preparar um bom espectáculo, desculpa-nos a falta de humildade, mas está a ficar mesmo bom. E ainda para mais os gigs estão aí bem próximos, por isso queremos tudo a correr bem!

 

 

 

Onde poderá o público encontrar e ouvir os Coral Tattoo?

Para já podem-nos conhecer subscrevendo o nosso canal do Youtube, está lá mais do que música, mesmo pensado para as pessoas nos conhecerem.

Podem ouvir-nos em todas as plataformas digitais, iTunes, Spotify, Deezer, Google music, Amazon Music, Tidal, e tantas e tantas outras. E no dia 1 de Junho já nos poderão ver e ouvir ao vivo. Para já não vamos adiantar mais pormenores, mas vamos começar a tour de uma forma que ninguém está à espera!

E se me permites Marta, deixo aqui um apelo ao público que tanto serve aos Coral Tattoo como a qualquer pessoa que gosta da nossa música. Se nos querem ouvir e ver ao vivo, sejam activos! Os promotores só saberão que as pessoas nos querem ouvir e ver se as próprias pessoas telefonarem às suas rádios favoritas e pedirem para passarem os nossos temas, partilhem os nossos posts do Fb, subscrevam o nosso canal do Youtube, sigam-nos no Instagram.

Contactem os jornais da vossa região e digam que querem saber mais sobre os Coral Tattoo, falem com os vossos bloggers preferidos, proponham entrevistas nos sites que gostam. Falem com as organizações das festas locais e peçam para contratarem os Coral Tattoo. Só assim é que os promotores e agentes chegarão a nós. Fazemos tudo isto por vocês, juntos vamos criar uma legião! Façam isto e poderemos encontrar-nos por este país fora muitas mais vezes!

 

 

 

Muito obrigada! Foi um prazer!

Marta, nós é que te agradecemos! É sempre bom conversar contigo. Obrigado e… Rock On com os Coral Tattoo.

 

 

Página de facebook: https://www.facebook.com/CoralTattooRock/

 

RX - The Code

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Em Março de 2017, a banda açoriana The Code lançou, pela mão da Farol Música, o EP "Estrada".

No final do ano, apresentaram um novo tema: “Fly Higher”, que mostra que o rock e a música contemporânea podem funcionar lado a lado.

“Esperança, perseverança e motivação” é a grande mensagem que os The Code  têm para oferecer!

Aqui fica o RX à banda, a quem desde já agradeço!

 

 

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De que forma se descreveriam, através destas palavras:

 

Ilha – somos uns privilegiados por ter nascido no meio do Atlântico. Ser “da ilha” é ser, humilde, amável, lutador e sempre pronto a ajudar o próximo.

 

Mar – o mar dá e recebe de novo, as suas ondas vão e vêm. É como a letra do nosso tema “É o Amor”. Também os The Code dão o que possuem: a sua energia, a sua voz, o seu trabalho, a sua música...

 

Chave – trabalho. O trabalho é a chave. A chave para o reconhecimento, mérito e sucesso.

 

Estrada – somos perseverantes. A nossa estrada teve e tem altos e baixos. Quem não tem? O caminho é em frente, e é em frente que se faz a estrada.

 

Voar – somos ambiciosos q.b.. Claro que queremos “voar” mais alto. Ambicionar e querer voar não é, necessariamente, falta de humildade. Pelo contrário: é saber reconhecer também as qualidades e saber que também merecemos ir mais longe. Como diz a nossa letra “We can fly so damn higher, higher, so do you…”

 

Mensagem – todos os nossos temas/letras têm sempre uma mensagem positiva. Cada qual interpreta à sua maneira, mas a mensagem final é a mesma para cada um.

 

Esperança – “é a última a morrer”. Esperança por um mundo melhor, sem hipocrisias, em maldade, sem crueldade. Esperança faz também parte da nossa mensagem. Apelamos à igualdade entre todos e ao melhor que há em todos nós.

 

Mudança – por vezes, é inevitável. Estamos sempre dispostos a mudar. Temos passado por mudanças muito positivas. Tanto a nível pessoal como profissional.

 

Luta – podemos dizer que começámos do zero. Muito do que conseguimos foi com o nosso suor e dedicação, portanto Luta é, com certeza, um substantivo que nos define.

 

Amor – o amor anda por aí… é universal e todo o indivíduo é capaz de senti-lo. Amor é oferecer. É dar e receber. A nossa música é uma forma de amor e de amar. Amamos o que fazemos e, como diz o velho ditado, “quem corre por gosto não cansa”!

 

 

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Fly Higher é o mais recente single do The Code. Quão alto estão dispostos a voar, neste mundo da música?

O quão alto possível. Fazer a música que gostamos, pô-la cá fora e receber o “feedback” que temos tido é um grande voo. Esperamos voar cada vez mais, levando a nossa música a mais pessoas.

  

 

Que balanço fazem deste ano que está a terminar, e que objetivos gostariam de concretizar em 2018?

Quase não conseguimos descrever. Foram muitas mudanças, mas tão boas e positivas.

Estivemos com a agenda cheia, com os recintos repletos de gente, com uma energia inexplicável a rodear-nos.

Lançámos, com a parceria da Farol Musica, o tema “É o Amor” que, surpreendentemente, foi eleito para passar, e ainda continua em airplay, na telenovela Espelho D’Água. Lançámos no fim de novembro de 2017 o tema Fly Higher. Superou as nossas expetativas.

 

 

Têm algum momento que vos tenha marcado mais, desde que começaram a promover “Estrada”?

Temos tantos… todos tão especiais e únicos. Talvez ter atuado nos Estados Unidos da América nos tenha marcado um pouco mais, pois, pela primeira vez saímos de Território Português para levar a nossa música ao outro lado do mundo. Foi fantástico. Muito emocionante.

 

 

Por onde vão andar os The Code, nos próximos dias?

2017 foi fechado com chave de ouro. Terminámos o ano com um concerto nas Portas da Cidade, ex-libris da cidade de Ponta Delgada. Foi muito gratificante tocar para a multidão que novos rodeava. Não poderíamos encerrar 2017 de melhor maneira.

Neste momento estamos mais “arrumados em casa”;. Estamos a planear o próximo videoclipe, a criar temas novos, a preparar 2018. Queremos fazer mais e melhor… sempre.

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

RX - Embaixador

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Os Embaixador, um trio que promete dar cartas no rock português, e cujo álbum de estreia - "Sombra" - foi lançado há cerca de um ano, apresentam o novo single "Acolhe-Me Em Ti".

Para quem ainda não os conhece, aqui fica o RX à banda, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!

 

 

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De que forma se definiriam os Embaixador, através das seguintes palavras:

 

Rock – É o nosso ADN.

 

Evolução – Cada vez que lanças algo, evoluis. Ganhas confiança, conheces melhor as tuas fraquezas e pontos fortes e tiras maior partido disso.

 

Sombra – Está nos intervalos da luz. É como os silêncios, fazem mais parte da música do que a maioria das pessoas julga.

 

Digital – É o presente e não podemos virar as costas a essa vertente.

 

Palco – A razão pela qual gravamos, para termos uma “desculpa” para ir para o palco!

 

Canção – Enquanto compositor, gosto do formato “tradicional” da canção (verso, pré-refrão, refrão…).

 

Público – Essencial. O primeiro passo é fazer música para nós, mas o processo não se esgota na criação, mas sim na partilha.

 

Relações – A temática preferencial para as letras dos nossos temas.

 

Aceitação – Um processo por vezes violento, é mais fácil passar pela negação. Mas depois liberta-te e torna-te mais forte.

 

Partilha – É por isso que estás numa banda, caso contrário tocas em casa ou no quarto.

 

 

Há cerca de um ano atrás, lançaram o álbum “Sombra”. De que forma descreveriam os meses que se seguiram à edição digital, em termos de promoção do álbum, e contacto com o público?

Aconteceu muito e ao mesmo tempo não aconteceu assim tanta coisa quanto isso. Fizemos meia dúzia de datas de promoção (gostaríamos de ter feito mais, obviamente). Integrámos um 4º elemento na banda – Pedro Costa, na guitarra – e lançámos 3 singles.

Em todas as datas, o contacto com o público foi sempre bom. Aliás, enquanto banda, sempre tivemos boas reações por parte do público nos nossos concertos.

Só temos pena pelo facto de ainda não termos conseguido por um lado, angariar mais datas/oportunidades, e por outro lado que essas datas façam parte de eventos de maior dimensão, em que o público presente não dependa exclusivamente da tua presença. O que é um “fardo” bastante pesado para uma banda que ainda não tem uma exposição nacional relevante.

 

 

Numa entrevista anterior, referiram que um dos vossos objetivos era afirmarem-se no panorama nacional, como banda de referência do rock cantado em português, E para os Embaixador, qual é a banda de referência do rock português?

Não há muitas. Há muita banda a tocar, muito boa música, mas rock Rock, cantado em português, nem tanto. Nem tudo o que é tocado com guitarra, baixo e bateria é rock (na minha quase humilde opinião). Está tudo muito uniformizado, tudo muito flat! Não há espaço de antena para quem sai da “norma”.

Quando os Xutos ou os UHF acabarem, qual vai ser a grande banda de rock cantado em português? Não sei…

Embaixador está no limbo, daí a dificuldade acrescida. Não somos “pop” suficientes nem somos hipsters/”fora”/pseudo-esquisitos o suficiente para sermos considerados cool para o panorama atual.

Alguém nos quer fazer crer (a nós – público) que o rock já não tem lugar no mainstream. O que vai contra a própria história da música popular dos últimos quase 100 anos. De repente, parece que nós malta do rock, é que somos o underground. São fases, espero eu. Resta-nos resistir ou sucumbir…

 

 

“Acolhe-me em Ti” é o mais recente single a ser apresentado, com direito a lyric vídeo. Em termos de produção, é mais difícil gravar um lyric vídeo, ou um videoclip?

É mais difícil gravar um videoclip, porque ninguém te paga um videoclip, ou até mesmo um lyricvídeo ou uma gravação de estúdio. Só pela questão do orçamento.

Aliás, tínhamos um conceito porreiro, algo cinematográfico para gravar um clip para este tema, que é um tema com uma mensagem forte. Infelizmente não conseguimos orçamento para fazê-lo. Mas isso é o quotidiano de 90% das bandas em Portugal, é o que é.

 

 

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“Sombra” é composto por 7 temas. Notaram, até agora, alguma preferência do público por um ou mais desses temas, em particular?

Acabam por ser 8 temas, porque o tema Revolta divide-se em 2 partes distintas. Mas como acabámos por nunca fazer o lançamento da edição física (mais uma vez, por falta de orçamento), a edição digital agregou as 2 partes numa só faixa.

Do que me apercebo, o tema Sufoca a Meus Pés ou o Acolhe-me em Ti, recebem um carinho extra por parte do público. Mas o tema Quem És Tu, resulta muito bem na abertura dos concertos. A malta fica logo em sentido.

 

 

Em 2018, em que palco mais gostariam de atuar?

Neste momento não podemos ser demasiado (um bocadinho vá) esquisitos. Mas preferimos tocar menos vezes, mas em palcos que realmente nos permitam tocar com dignidade e com boas condições logísticas (a nível de som, etc) e que ao mesmo tempo, nos permitam mostrar a nossa música para uns milhares de pessoas à nossa frente, e não para umas dezenas (com sorte) numa sala pequena.

Queremos tentar fazer mais festivais, palcos secundários, abrir para artistas mais conhecidos, pois só assim vamos conseguir aumentar significativamente a nossa base de seguidores.

E a nossa música merece um palco generoso, pois tanto eu como o Pedro Costa não somos muito meiguinhos a nível de volume…

 

 

Que artista/ banda convidariam para partilhar o palco convosco?

Hum… nunca pensei muito sobre isso. Mas um dia curtia tocar com o André Indiana. Um gajo porreiro, muito talentoso e com algo que já se pode chamar de carreira, o que é difícil por cá… Um bom compositor e intérprete. Quiçá se houver uma data porreira no Porto, o consiga convencer a vir tocar um tema com a malta, lol

 

 

O próximo ano vai trazer novidades? Podem levantar um pouco o véu?

Bem, tal como anunciado no mês passado na nossa página de facebook – www.facebook.com/embaixador.rock - vai obrigatoriamente haver alterações na formação da banda. Logo por aí, vai mudar meia banda, o que não é pera-doce. Inevitavelmente, o som da banda altera com a entrada de novos elementos, mesmo relativamente aos temas existentes.

Cada músico tem uma expressão própria de interpretar a mesmíssima música, por isso vai ser interessante perceber em que tipo de “animal”, Embaixador se vai tornar.

Eu e o Pedro Costa, gostávamos também de regravar todo o nosso catálogo, em take direto, ao vivo, sem overdubs, com o objetivo de editar quiçá em vinil! Vamos ver se conseguimos levar essa ideia para a frente.

Neste momento, pelo menos até ao final do ano, o nosso foco é em fechar a nova formação da banda. Depois logo se vê como corre o início do ano e a que velocidade conseguimos concretizar esses objetivos.

 

Muito obrigada!

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e lyric vídeo.

 

À Conversa com Dona Elvira

 

Formada por Paulo Lawson, Tiago Caldeira, Francisco Durão, Sérgio Martins e António Oliveira, esta banda de rock 100% português, lançará amanhã, dia 26 de Fevereiro, o seu álbum de estreia, intitulado “Histórias e Segredos”.

“Devoção” é o single de apresentação, de um álbum que fala daquilo que todos nós temos em comum, como amores correspondidos, alegrias, malandrices e sonhos, e onde poderemos encontrar ainda temas como “Anoitece Devagar” ou “Recomeçar”.

 

 

Falo-vos dos Dona Elvira, que aceitaram o convite para estar aqui hoje na rubrica “À Conversa com…”, e nos vêm falar um pouco mais do seu projeto!

 

 

 

Como é que surgiram os Dona Elvira?

Em finais de 2014, para gozo pessoal de todos, o Francisco Durão (teclados) formou uma banda de covers com o Paulo Lawson (voz), António Oliveira (bateria), Sérgio Martins (baixo) e Tiago Caldeira (guitarras). A experiência foi excelente porque, apesar de estarmos a tocar covers, as nossas vivências e experiências, tão distintas entre si em termos de géneros musicais, resultavam em covers de tal forma personalizados e com um carácter tão peculiar que não podiam ser mais chamados covers… eram interpretações e divagações muito curiosas. Pouco a pouco começámos a perceber que a nossa enorme mistura de estilos estava a conjugar-se tão bem que começámos a controlá-la e a direccioná-la para um caminho muito nosso e passado muito pouco tempo começámos a compor temas originais. Nasceram os Dona Elvira. Da sala de ensaios para o estúdio de gravação foi um instantinho e o Verão de 2015 foi passado em estúdio a gravar “Histórias e Segredos”.

 

Que “Histórias e Segredos” contam neste vosso álbum de estreia?

O disco canta sentimentos que todas as pessoas já sentiram de uma forma ou de outra, aquelas aventuras que nos recordam algo que já vivemos ou que ainda não mas que queremos viver… e também de coisas que tememos que venham a ser realidade. Narra várias histórias, com personagens que podem ser qualquer um, paixões daquelas que não conseguimos esquecer nunca, ou daquelas fugazes que nos marcaram e teimam em ficar em nós (aqueles segredos por vezes revisitados que nos fazem sorrir e ninguém percebe porquê…), o que nunca se conta a ninguém e que cada pessoa guarda no seu íntimo com carinho, aquelas malandrices que nos fazem felizes e que ninguém sabe. É um disco sobre pessoas, sobre sentimentos mais ou menos profundos, sobre todos nós.

 

Quais são as vossas principais referências a nível musical?

Sem sombra de dúvida, o rock português é a nossa referência, todos os géneros do rock que surgiram ao longo dos anos até à actualidade em Portugal. Estas referências representam um espectro amplo e isso está bem patente em “Histórias e Segredos”. Juntamos os gostos individuais de cada membro da banda, estilos bem diferentes e por vezes até quase antagónicos e fluímos juntos para obter aquele toque Dona Elvira, a nossa personalidade musical própria.

 

Como é que veem o rock português na atualidade? Que diferenças notam relativamente ao rock das décadas de 80 e 90?

O lançamento do single “Devoção” veio comprovar uma tendência curiosa e, para nós, até um pouco surpreendente. A adesão tem sido óptima e é perfeitamente claro que em Portugal o rock é apreciado. Estamos a descobrir que o rock tem público e há um certo vazio no panorama musical actual no nosso País e na nossa língua que as pessoas querem ver preenchido. Sabemos isso agora e estamos ainda mais motivados para continuar o caminho traçado, que no fundo não é mais do que criar e tocar aquilo que nos faz sentir felizes e bem com nós próprios. Relativamente ao rock dos anos 80 e 90, talvez hoje haja menos necessidade de grandes excessos cénicos, de produções muito caras, ou estereótipos exacerbados. O acesso generalizado à tecnologia tem contribuído para isso e o encolher das grandes estruturas da indústria também.

 

Apesar de serem uma banda portuguesa, alguma vez pensaram em cantar em inglês? Ou cantar em português foi sempre a única opção válida?

Cantar em português foi desde sempre a única opção válida. A nossa língua adequa-se tão bem, permite fazer tanto e, quando bem utilizada, canta por si. Todos nós sentimo-nos muito portugueses e queremos transportar a nossa cultura, aquele elemento que nos distingue, tanto em Portugal como para fora.

 

“Devoção” é o single de apresentação. Este primeiro álbum é também uma forma de expressarem a vossa devoção à música?

Sim, é uma devoção à música e também a tudo o que nos inspira a fazer música. São aqueles detalhes mínimos que nos trazem uma melodia à cabeça ou um poema que nos obriga a parar e escrever rapidamente um esboço de letras e notas. Portanto, à beleza, àquilo que provoca a nossa alma, ao que nos faz sentir bem. A letra refere a lua, o vídeo-clip vai confundir a lua com a beleza serena de uma mulher estonteantemente linda, mas são sempre metáforas para muito mais…

 

Que feedback têm recebido por parte do público?

Fomos apanhados desprevenidos pela rapidez com que surgiram as boas críticas, pensámos que iria demorar mais tempo. Criámos a nossa música com o intuito de ela ser ouvida, muitas vezes descomplicámos para ela ser mais facilmente aceite e desfrutada por muitos mas é sempre impactante quando de um palco vemos as pessoas a reagir e a manifestar que gostam. Ver o público a saltar, a dançar, a aplaudir, tem sido muito reconfortante e está a dar-nos uma energia muito, muito forte. Há poucos dias foi impossível não manter um sorriso rasgadíssimo quando entrámos numa loja e alguém estava a testar uma coluna com o seu smartphone, precisamente com o tema “Devoção”. Foi um daqueles momentos!

 

Apesar de utilizarem o nome de uma mulher como denominação da banda, os Dona Elvira são uma banda formada exclusivamente por membros do sexo masculino. É assim que se pretendem manter?

Os Dona Elvira não pretendem manter nada, somos aquele tipo de espírito que se mantém muito aberto às muitas surpresas que a vida nos pode dar. Se surgir uma oportunidade para partilhar um palco com artistas femininas teremos o maior gosto em experimentar, ou até gravar com alguém que queira gravar connosco e participar no próximo álbum. Nada do que aconteceu até aqui foi forçado ou empurrado, as coisas estão todas a cair no lugar certo, e estamos certos que ainda muito mais está por vir.

 

Como é que vai estar a vossa agenda em 2016?

Boas novidades a anunciar brevemente. O single Devoção está a ser muito acarinhado, estamos a receber várias propostas de vários pontos do País com base neste primeiro single, o que é bom sinal. Queremos tocar por Portugal fora e parece que é isso mesmo que vai acontecer. Está a correr bem.

  

Muito obrigada pela vossa participação!

 

Saibam mais sobre os Dona Elvira em:

https://www.facebook.com/bandadonaelvira/

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

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