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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Isto Acaba Aqui", de Colleen Hoover

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Uma notícia, entre tantas outras, fez-me chegar ao filme, que irá estrear em Agosto, nos cinemas.

E o filme, fez-me chegar ao livro, da autora Colleen Hoover.

 

"Isto Acaba Aqui" é, para além de um romance, uma história de superação. E aborda realidades bem presentes na nossa sociedade actual: negligência e abandono parental, e violência doméstica.

O começo é tão leve, tão promissor, tão fácil e quase tão perfeito que, quando a cena que mudará tudo acontece, é quase como se também o leitor tivesse sido atingido por ela.

 

O livro conta a história de Lily, agora com 23 anos, e alterna entre a sua vida actual, na qual conhece Ryle, e se torna proprietária de uma loja de flores, e o seu passado, contado através dos diários que escreveu na sua adolescência, e do qual faz parte Atlas, o seu amor dessa altura que, agora, inesperadamente, surge de novo na sua vida.

 

No passado, Lily salvou Atlas, de variadas formas.

Pela sua generosidade, preocupação, gentileza, empatia, amor. Por simples gestos.

Foi a única que lhe deu a mão, quando ele não tinha mais a que (quem) se agarrar, depois de a própria mãe o ter expulsado de casa, e ele não ter um tecto, nem dinheiro, nem comida.

 

Será, agora, no presente, a vez de Atlas salvar Lily?

A verdade é que ele a conhece melhor que ninguém. Sabe o que ela já passou, com os pais, e como isso a marcou.

E ele não vai permitir que, desta vez, seja ela a vítima.

Resta saber se a própria Lily se considera uma. Ou se o seu sentimento por Ryle é tão forte que apaga tudo o resto.

 

Penso que esta mensagem vale por tudo aquilo que eu poderia falar sobre o livro:

"Ciclos existem porque é doloroso acabar com eles. Interromper um padrão familiar é algo que requer uma quantidade astronómica de sofrimento e de coragem. Às vezes, parece mais fácil simplesmente continuar nos mesmos círculos familiares em vez de enfrentar o medo de saltar e talvez não fazer uma boa aterragem.

Por muito que custe escolher, ou quebramos o padrão, ou é o padrão que nos quebra."

 

Sinopse:

"O que te resta quando o homem dos teus sonhos te magoa?
Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neurocirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se.
Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa.
Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde?
Terá força para interromper o ciclo?"

 

Bridgerton: temporada 3 - parte 1

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Estreou a 16 de Maio a primeira parte, da terceira temporada da série Bridgerton, na Netflix.

Por mim, não havia necessidade de dividir a temporada em duas partes, já que são poucos episódios, mas a ideia será ficar na expectativa, e manter o interesse por mais tempo.

 

Este temporada centra-se na história de amor entre Colin Bridgerton, acabado de regressar de uma das suas viagens, e Penelope Featherington, a mais nova da família, que durante 3 temporadas em Londres não conseguiu arranjar marido. Não que ela quisesse muito, afinal, ela sempre foi apaixonada por Colin, que sempre a viu apenas como uma amiga.

 

Só que, após ouvir Colin dizer aos amigos que nunca cortejaria Penelope, ela ficou desiludida e, agora, está decidida a seguir em frente e arranjar um marido, até para fugir do desdém da mãe, e da indiferença das irmãs, e ter liberdade para continuar a levar a cabo o seu passatempo.

 

Numa temporada em que Violet apresenta a sua filha, Francesca, à sociedade, para a sua primeira temporada londrina, Penelope acabará por ser a personagem central.

O que se retira, para já, desta primeira parte, é que não vale a pena fingir algo que não somos, só para agradar aos outros. Porque nem sempre os outros procuram alguém semelhante, mas antes alguém genuíno, com carisma, com ideias e vontades próprias. Ainda que, dada a época, na maior parte das vezes, no caso das mulheres, isso fosse mal visto.

 

Já a nível físico, apesar de uma mudança de penteado e forma de vestir, Penelope manteve-se igual. Uma forma de mostrar que as mulheres não têm que, obrigatoriamente, ser magras, para ser felizes. Ou ficar mais bonitas.

Penelope é uma das jovens mais bonitas que podemos ver na série, por dentro, e por fora.

 

A segunda parte chega a 13 de Junho.

 

 

"Engano", de Lesley Pearse

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Este é um daqueles livros que, se não soubesse quem era a autora, nem diria que era dela.

Embora a sua marca esteja lá, não é dos melhores (nem maiores) livros dela e, por vezes, fico com a sensação que estou a ler alguém que se iniciou agora na escrita, e não uma grande autora como a Lesley Pearse, com aquelas histórias arrebatadoras a que nos habituou.

Talvez não seja defeito do livro, mas meu. Talvez já tenha lido tantas obras dela, que já pouco me surpreenda.

Houve momentos em que parecia que, até mesmo a autora, de tanto que já escreveu, já não está para grandes enredos e, por isso, cria histórias mais simples. Nada contra. Às vezes, menos é mais. E não é preciso muitas páginas para se contar uma boa história. Mas, ainda assim, estava a ler e a pensar que muito daquilo foi só para "encher chouriços", que é como quem diz, gerar mais páginas, sem ser relevante.  

 

Quanto à história em si, embora, lá está, não seja propriamente novidade, gostei.

Alice descobre que a mãe tem um passado que nunca contou, e que afecta directamente a si e à sua irmã, já que lhes escondeu que o seu pai biológico não era quem elas pensavam ser, mas um outro homem.

E como a curiosidade, e o mistério, quase sempre, levam a melhor, Alice não vai parar enquanto não desenterrar tudo o que a mãe, por tantos anos, escondeu de todos.

Claro que as surpresas vão ser muitas.

Alice vai conhecer a mãe pelos olhos das pessoas que com ela conviveram, que com ela partilharam parte das suas vidas, e ficar a par de tudo o que a mãe passou, desde a infância, até se tornar mãe e esposa.

As descobertas nem sempre mostrarão a pessoa que Alice esperava mas, quem é ela, ou seja quem for, para condenar, tendo em conta toda a história?

 

É um romance que se lê bem, mas também fácil de esquecer, porque não há ali no enredo nada que deixe uma verdadeira marca.

"Um Dia", na Netflix

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Esta minissérie estreou no dia 8 de Fevereiro na Netflix, e já está a dar que falar.

Depois do livro, e da adaptação a filme, chega agora a série, que acompanha Emma e Dexter ao longo de quase 20 anos, através de um dia específico, de cada ano - 15 de julho.

O dia não terá sido escolhido ao acaso: 15 de julho é um dia decisivo no Reino Unido. É o Dia de São Swithin e será o momento em que o tempo para os próximos 40 dias será conhecido. Se chover, vai chover por 40 dias, se fizer sol, vai fazer sol nos próximos 40 dias. A lenda conta ainda que o dia 15 de julho estreita laços, traz novidades e tudo que acontece ao longo desse dia, acontecerá pelo resto das vidas dos seus protagonistas.

 

Portanto, Dex e Emma conhecem-se no dia 15 de julho de 1988, dia em que comemoram a licenciatura nos respectivos cursos e, o que poderia ser um romance, ou uma aventura de uma noite, acaba por se transformar numa espécie de amizade que perdura ao longo dos anos seguintes.

 

Cada episódio, à excepção dos dois últimos, corresponde ao dia 15 de julho de cada um dos anos seguintes, e mostra como estão os protagonistas, e a sua relação, nesse ano específico.

Confesso que, apesar de nos irem sendo dadas algumas dicas sobre o que aconteceu no resto de cada um dos anos, acabamos por perder muita informação da história, e tudo acaba por ser muito fugaz e superficial, sem aprofundar muito.

 

Os episódios são relativamente curtos e, por isso, embora tenha catorze episódios, vê-se bem.

Pelo menos, a partir do 4º.

Estive muito perto de desistir de a ver, porque os primeiros episódios são muito "mornos", mas li tantos comentários a dizer que era uma série extraordinária e comovente, que acabei por continuar a vê-la.

E não, não achei assim tão boa, ou tão comovente, a ponto de derramar lágrimas sem fim, e gastar uns quantos lenços de papel.

Mas é melhor do que a minha primeira impressão. E tem duas ou três cenas mais fortes, que fizeram valer a pena.

 

Voltando à história, depois da primeira noite, em que falam de planos para o futuro e expectativas relativamente ao rumo a dar às suas vidas, agora que são licenciados, Dex e Em seguem cada um a sua vida.

E, quando se voltam a encontrar, percebem que a vida nem sempre é como idealizaram, e que os sonhos acabam por ficar arrumados na gaveta.

Há uma diferença entre eles: Emma é uma pessoa simples, trabalhadora, sonhadora, mas com os pés assentes na terra; Dexter sempre teve tudo o que quis, e acaba por não ter nada do que quer, talvez porque nem sequer saia bem o que quer. Emma quer mudar o mundo para melhor. Dexter quer ser rico. Emma não se deslumbra facilmente, e encara a vida dura, quando assim tem que ser. Dexter refugia-se nas drogas e no álcool, quando as coisas complicam.

Mas também têm alguns pontos em comum: ambos têm medo de assumir o que sentem, em lutar pelo que querem e, por isso, vão-se acomodando, cada um na sua vida, com os seus altos e baixos, e relações fugazes que, nem por isso, os fazem mais felizes.

 

É bonita de ver a amizade entre os dois, sobretudo ao início, em que cada um consegue fazer vir ao de cima o melhor do outro, e estar lá para o outro.

O problema começa quando a amizade entre eles é ameaçada, sobretudo pelo comportamento de Dexter.

Até 2007, vamos acompanhando o crescimento de ambos, os sucessos e fracassos, as relações amorosas falhadas, com alguns anos de afastamento, de reencontros e de duros golpes para os dois.

E talvez seja essa a razão para gostarmos da série: mostra pessoas reais, vidas reais, problemas reais, sem floreados.

Com tudo o que possa haver de bom. E de mau...

 

 

 

 

 

 

"Os Sete Maridos de Evelyn Hugo", de Taylor Jenkins Reid

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Evelyn Hugo é aquela mulher que todos querem na capa da sua revista.

Uma entrevista exclusiva, com uma das maiores divas de Hollywood.

A Vivant não é excepção.

E, agora, surge essa oportunidade. Mas com uma condição. Há uma jornalista específica que é requisito obrigatório - Monique.

Mas, na verdade, a intenção de Evelyn é outra. A revista foi um meio para chegar a Monique, e a entrevista, a desculpa para o que ela, realmente, pretende: uma biografia onde contará a verdade, nua e crua, sobre toda a sua vida e, claro, sobre os seus sete maridos, e o grande amor da sua vida.

Confesso que desde o início fiquei com a pulga atrás da orelha, sobre qual seria a ligação entre Evelyn e Monique, mas percebi que andava muito longe da verdade.

 

À medida que vamos conhecendo Evelyn, vamos percebendo que ela é aquela mulher que é fácil criticar, julgar, abominar mas, ao mesmo tempo, de admirar, de compreender, de empatizar.

No fundo, quem somos nós para dizer como cada um deve viver a sua vida?

Evelyn foi corajosa, ousada, ambiciosa.

Sempre soube o que queria, e o que não queria para si, e para a sua vida.

Aproveitou cada oportunidade que lhe surgiu, e que a poderia levar a chegar mais perto dos seus objectivos.

Reinventou-se, quando se pensou que não seria possível.

Viveu. Amou. Sofreu. 

Conquistou o mundo.

Se, no fim, olhando para trás, valeu a pena?

Só ela saberá.

Certo é que, ainda agora, ela mexe com as pessoas.

Ela inspira, ainda que não seja o melhor exemplo.

 

Evelyn assume os seus erros. As suas falhas. As suas acções.

Mas sem arrependimentos.

Fez o que tinha que ser feito.

E se há algo de que ela se pode orgulhar, é da amizade sincera e genuína que construíu com Harry Cameron, produtor de cinema em Hollywood, um meio que, por si só, não é muito propício a amizades. Em que cada um tende a querer passar por cima do outro, e a querer ser melhor que o outro, nem que para isso tenha que jogar sujo.

 

Se, no meio de toda a sua ambição, e de todas as suas conquistas, ganhou aquilo que mais desejaria?

Depois de toda a aventura que foi a sua vida, o que lhes resta?

Quando o grande amor da sua vida já se foi. 

Quando todos os seus maridos já se foram.

Quando a sua filha já partiu.

Quando o seu melhor amigo já faleceu.

Quando já não há mais o que ganhar.

O que fica?

Mais uma vez, só ela saberá.

 

O que sabemos é que quando, também ela partir, e será mais cedo do que se imagina, ficará a sua memória.

Porque será difícil esquecer Evelyn Hugo!

 

Sinopse:

"Evelyn Hugo, uma das maiores estrelas de Hollywood, agora a aproximar-se dos 80 anos, decide finalmente contar tudo sobre a sua vida recheada de glamour e de uma boa dose de escândalos. Quando escolhe a desconhecida Monique Grant para escrever a sua história, todos ficam surpreendidos, incluindo a própria jornalista. Porquê ela? Porquê agora?
Determinada a aproveitar a oportunidade para impulsionar a sua carreira, Monique regista o relato de Evelyn com fascínio e admiração. Da chegada a Hollywood no início da década de 1950 à decisão de abandonar o mundo do espetáculo 30 anos depois, incluindo, claro está, os seus sete casamentos, a vida de Evelyn é repleta de ambição desmedida, amizades improváveis e um grande amor proibido.
À medida que a história de Evelyn se aproxima do final, torna-se claro que a sua vida está ligada à de Monique de uma forma trágica e irreversível."