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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"O Assalto do Passado", de Sandra Brown

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Mais um livro de uma das minhas autoras favoritas que, logo ao início, não me cativou, como habitualmente.

Felizmente, ultrapassadas as primeiras páginas, o enredo começou a compôr-se, e a história a ganhar ritmo começando, então, a vir ao de cima o melhor da Sandra Brown, num livro em que há mais segredos por revelar, que aqueles que pensamos que já conhecemos.

A revelação final foi mesmo surpreendente, a cereja no topo do bolo!

 

Tudo começa quando Arden, a filha mais nova de um dos envolvidos no assalto, volta à terra da família, onde tudo aconteceu, reavivando aquilo que estava quase esquecido, pondo em perigo a vida de várias pessoas, incluindo a sua. 

Permanece por esclarecer o que aconteceu ao dinheiro roubado, que desapareceu, e ao pai de Arden que, para todos os efeitos, fugiu com o dinheiro, sem nunca mais ninguém o ver.

 

Ledge, um dos participantes do assalto, apaixona-se por Arden, e faz de tudo para a proteger de quem a quer ver fora do caminho sem, no entanto, lhe contar quem é, quando ela começa a investigar os crimes ocorridos há 20 anos.

Ao mesmo tempo, também ele tem que se proteger a si, e aos que lhe são próximos, do homem que, desde sempre, lhe tenta estragar a vida - Rusty - a autoridade da região, que tem todos os habitantes na mão, e faz o quer quer, saindo sempre impune.

 

"O Assalto do Passado" deixou marcas e mudou a vida daquelas pessoas, sem nunca ter ficado totalmente esclarecido.

Agora, está de volta ao presente, para preencher os espaços em branco, e trazer à tona a verdade.

E qual ela se souber, o que daí resultará, e quem escapará aos estilhaços que ela irá provocar?

 

 

Sinopse:

"A meio da noite, quatro homens realizam um assalto que lhes rende meio milhão de dólares. Ao raiar do dia, porém, tudo se desmorona.
Um deles está no hospital.
Outro está na prisão.
Outro perde a vida.
E o último… desaparece.

Vinte anos depois, Arden Maxwell, a filha do homem que desapareceu sem deixar rasto, está cansada de viver ensombrada pelo passado e pela memória de um pai que todos acreditam ter fugido cobardemente com o dinheiro. De regresso à terra da família ao fim de tanto tempo, ela está longe de saber, claro, que os cúmplices do pai estão de olho nela.

Mas alguém não está a dizer tudo o que sabe sobre o dinheiro, o assassinato e a traição. A verdade tem sempre uma maneira de vir ao de cima, e há quem esteja disposto a matar para descobrir o que realmente aconteceu.

Perigo, vingança, desejo e ganância. Pleno de tensão, o novo romance de Sandra Brown é impossível de pousar!"

"Em Nome do Amor", de Lesley Pearse

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"Em Nome do Amor" é um livro que, ao mesmo tempo que segue a linha das restantes obras da autora, acaba por ser diferente dos demais.

Parece um livro escrito a correr, à pressão, a despachar, e com menos páginas que o costume.

A sensação que fica, depois de ler o livro, é que a autora estava numa fase em que não lhe apetecia prolongar muito a história, como habitualmente, por décadas.

Ou, então, que lhe foi pedida uma obra nova num curto espaço de tempo, e não deu para aprofundar muito.

Até mesmo o enredo, parece ter sido concebido sem grande imaginação, e com desenvolvimentos que parecem demasiado fantasiosos. Como se não tivesse havido tempo para pesquisa.

 

 

Se tudo isso o torna um livro mau? 

Não necessariamente.

Pode parecer um trabalho menos bom, no meio de grandes trabalhos mas, ainda assim, consegue abordar dois temas interessantes e pertinentes: as relações familiares, e a violência doméstica contra as mulheres.

 

No que respeita a relações familiares, o foco estará na mãe de Katy, uma mulher fria e amarga que passa o tempo a implicar e a reclamar, sem qualquer demontração de afecto, quer pelos filhos, quer pelo marido.

Parece alguém de quem todos querem fugir, e que afasta quem a rodeia.

Mas... Será que ela sempre foi assim?

Ou tornou-se assim, por algum motivo que ninguém sabe?

 

Já no que toca à violência doméstica, esta é abordada através de uma rede de ajuda a mulheres vítimas de violência, tecida por outras vítimas, que agora querem fazer o possível por salvar quem lhes chega, e mudar-lhes a vida, mostrando que ainda podem ser felizes, e ter um futuro longe daqueles que as agridem e ameaçam.

Mas esta missão também implica riscos. E, esses, podem traduzir-se na morte de quem a leva a cabo, e de quem se meter pelo meio.

Afinal, os homens, a quem essas mulheres foram resgatadas, não terão ficado muito felizes por ter perdido o seu "saco de pancada" diário.

 

No entanto, é o pai de Katy que é acusado de ter pegado fogo à casa de Gloria, a mentora do projecto de ajuda às vítimas, que resultou na sua morte, e na da sua filha.

Katy assume a tarefa de provar a inocência do pai a qualquer custo, mas as coisas podem correr-lhe mal, e resultar em mais vítimas, incluindo ela própria.

 

Cabe agora ao seu colega de trabalho, amigo e apaixonado, numa corrida contra o tempo, encontrá-la, com vida, antes que seja tarde demais.

E a Katy, conseguir manter-se viva, o maior tempo possível, até que alguém a encontre. 

 

 

Sinopse:
 

"Katy Speed tem 23 anos e o sonho de viver em Londres, longe da pequena cidade de Bexhill-On-Sea e do temperamento difícil da mãe.

Enquanto não consegue escapar, acompanha avidamente a vida de Gloria Reynolds, a simpática e glamorosa vizinha da frente. Para Katy, entediada com a pacatez do seu dia a dia, as estranhas movimentações na casa de Gloria são um alimento para a imaginação...

Quem serão as mulheres que a visitam ao sábado num carro preto? E porque é que por vezes vêm acompanhadas de crianças? O certo é que essas atividades suspeitas provocam algum desconforto na comunidade. Uma noite, porém, um incêndio devastador vai por fim a tudo isso… e também à vida de Gloria e da filha. Depressa se torna evidente que se tratou de fogo posto, uma notícia chocante para todos mas principalmente para Katy, pois o principal suspeito é o seu pai.

Ela sabe que ele é inocente.
E vai fazer tudo para o provar... nem que para isso tenha de arriscar a própria vida.

Romance de amor e história de coragem, Em Nome do Amor é uma incursão perturbante ao lado negro das relações humanas. No magnífico retrato de uma época já distante, a autora bestseller trata com profundidade e coragem temas tremendamente relevantes ainda nos dias de hoje."

"Vivo ou Morto", de Michael Robotham

 

 

Audie sobreviveu, apesar de todas as tentativas para o eliminar, a dez anos de prisão, onde foi parar por um crime que confessou, mas que não cometeu.

Agora, cumprida a pena, está a um dia de sair. De recuperar a liberdade. Mas, na véspera da sua libertação, foge.

Porquê?

 

Poder-se-ia pensar que Audie acreditava correr perigo, mal saísse da prisão. Que seria um alvo a abater.

No entanto a sinopse sugere que ele o fez para salvar uma vida, e não é a sua.

Quem, então, estará ele a tentar salvar?

 

À medida que fui avançando na história, percebi que a sinopse é enganadora.

Não me pareceu que Audie estivesse a salvar a vida de ninguém, porque a pessoa, cuja vida ele deveria salvar, não parecia correr perigo.

Pareceu-me, sim, que ele queria que essa pessoa soubesse a verdade e, a partir desse momento, acabaria por correr perigo, por saber demasiado.

 

Audie era uma ponta solta que conseguiram atar.

Mas as acções de Audie, agora que fugiu, levantam mais pontas soltas, que terão que ser eliminadas de vez, e danos colaterais, não abonam a seu favor, e o tornam mais culpado, levando-o a questionar se o seu plano se justifica, ou se é um erro.

 

Audie foi acusado de participar num assalto, que acabou por resultar na morte de várias pessoas.

Ele mesmo foi baleado na cabeça, e quase não sobreviveu. 

O dinheiro do assalto nunca apareceu, e toda a gente acha que é ele que o tem escondido.

Também toda a gente acha que o seu irmão, Carl, era o quarto elemento do grupo, e o único a escapar sem que a polícia o tenha conseguido apanhar.

 

Mas a verdade está muito longe de ser essa.

Guardada num dossier, reunida ao longo dos anos, está toda a informação necessária para se descobrir os verdadeiros culpados, e o que aconteceu ao dinheiro roubado.

É a irmã de Audie que a possui, e deverá entregar no momento certo, a quem ele indicar.

A questão é, em quem deverão confiar essa informação, se todos parecem, de alguma forma, envolvidos e corrompidos?

 

A cada dia que passa, foragido, Audie torna-se mais procurado.

Há muita gente que o quer eliminar.

As acusações contra si vão aumentando.

Mais mortes pesam na sua consciência, ainda que nada tenha feito de mal a essas pessoas mas, antes, ajudado.

Parece ser esse o seu carma: trazer sorte e, ao mesmo tempo, má sorte aos que com ele contactam.

A verdade é que Audie acaba por colocar mais pessoas em perigo, que aquela que queria salvar.

Sendo que ele próprio consegue ser o homem mais azarado e mais sortudo.

 

Ao leitor, a história vai sendo revelada, a cada página, ficando a perceber como Audie foi parar ao local do crime, e porque o relacionaram com o mesmo, ignorando tudo o resto.

Agora, cabe a Audie, Moss e Desiree, numa corrida contra o tempo, impedir o que está prestes a acontecer, e denunciar todo o esquema, que envolve políticos, chefias e muita corrupção.

E descobrir de Audie, vivo ou morto, será bem sucedido.

 

 

"O Fio da Felicidade", de Jill Mansell

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"Todos os dias fazemos coisas que podem mudar tudo, e é isso que torna a vida emocionante."

 

Será que o azar pode trazer sorte?

É a pergunta que dá o mote à história deste livro, que tenta mostrar como, de um erro terrível, pode nascer algo maravilhoso.

Poderia ser um romance como outro qualquer.

Mas não é.

 

É uma história que mostra como, tantas vezes, apenas parecemos estar, ou sentir felizes, sem realmente o estar, ou ser.

Como, tantas vezes, nos contentamos com aquilo que faz parte da nossa vida, e aceitamos o que nos é dado, sem questionar, sem lutar pelo que realmente queremos.

Como, tantas vezes, insistimos em algo que, simplesmente, não tem pernas para andar.

 

Mas também é uma história que mostra que podemos ser quem, e aquilo, que quisermos.

E está tudo bem.

Por outro lado, estamos sempre a tempo de mudar.

De aprender.

De ser felizes. 

 

Os erros fazem parte da vida.

Mas podemos aprender com eles.

Algumas vezes, são eles que nos redireccionam para o rumo certo.

E nos descobrimos. Ou redescobrimos.

 

"O Fio da Felicidade" recorda-nos, também, como é importante a bondade, o espírito de entreajuda, fazer o bem a quem mais precisa.

Como é importante a verdade. Para que haja confiança.

E também o perdão. Para que a nossa vida siga em frente, sem rancores. 

 

Essie parecia ter tudo o que precisava para ser feliz, mas um email, enviado acidentalmente para toda a sua lista de contactos, incluindo o namorado e a futura sogra, que também é a sua chefe, fá-la perder o trabalho e acaba com a sua relação.

Era para ter sido uma espécie de "carta da sinceridade", só para a sua amiga Scarlett ler, mas alguém achou que aquilo teria imensa piada, se fosse lido por toda a gente. E o resultado foi desastroso.

Agora, ela vê-se a ter que procurar trabalho e um novo sítio para viver, e é assim que vai parar a casa de Zillah.

 

Zillah é uma mulher de 83 anos, com uma grande alegria, vivacidade e extravagância, que se ocupa a concretizar desejos, e a fazer os outros felizes.

No fundo porque, um dia, foi ela a responsável por ter estragado a felicidade de alguém e está, desde então, a tentar, de alguma forma, compensar.

 

Conor, que também mora num dos apartamentos da casa de Zillah, mudou completamente a sua vida, ao decidir abandonar a sua carreira de advogado para se dedicar à jardinagem. 

Ainda solteiro, vai conhecer a sua futura namorada de forma inesperada mas, o que ele não sabe, é que a vida dá muitas voltas, e poderá surpreendê-lo ainda mais.

 

Lucas é o dono do bar onde Essie irá trabalhar.

É também a pessoa responsável por ter enviado o email que lhe destruiu a vida.

Ela só o descobre depois de ser contratada.

Lucas namora com Giselle e, em breve, descobrem que vão ser pais.

Só que, entretanto, Giselle desaparece.

 

Por último, Scarlett, a mulher dos mil ofícios, uma caixinha de surpresas que prova que, nem tudo o que parece, é. E que não se deve julgar ninguém, ou tirar ilações, sem conhecer bem. 

 

A todas estas personagens o universo insiste em trocar as voltas mas, no fim, as cartas alinham-se, ainda que de forma que nenhum deles esperaria.

No fundo, só era preciso mexer os cordelinhos, o fio da felicidade de cada um deles!

"Purple Hearts", na Netflix

Watch Purple Hearts | Netflix Official Site 

 

Também conhecido por "Corações Marcados" ou "Continência ao Amor", este é o filme sobre o qual mais se fala ultimamente, não só pela história em si, como pela química entre os protagonistas, e pela banda sonora.

Sofia Carson, protagonista feminina, foi a responsável por vender a ideia do filme à Netflix, escolher aquele que viria a ser o seu par romântico, protagonista masculino, e também por criar as músicas que fazem parte do filme, nomeadamente, "Come Back Home", "I Didn't Know" e "I Hate The Way".

 

O filme, de cerca de duas horas (que quase não se dá por elas), adaptado do livro com o mesmo nome, da autora Tess Wakefield, fala da vida e dos problemas de duas pessoas que, vendo num casamento fingido a solução, decidem concretizar essa ideia, arriscando consequências legais, como serem acusados de fraude, caso se descubra que o casamento não é real.

 

Cassie é uma aspirante a artista, que sofre de diabetes e que, apesar dos vários trabalhos que tem, está com dificuldades em conseguir pagar todas as suas despesas, tendo que escolher entre os medicamentos que lhe salvam a vida, ou a renda da casa, de onde pode ser despejada.

Já Luke, apesar de agora estar bem, e se ter tornado fuzileiro, para reconquistar a confiança do pai, depois dos problemas em que se meteu, e que o levam agora a dever uma grande quantia em dinheiro a um traficante, vê-se encurralado, sem ter como pagar a dívida, e sob ameaças a si e à sua família.

São ambos muito diferentes, vêm de realidades distintas, mas têm algo em comum: precisam de dinheiro.

Assim, de forma a obter os apoios financeiros dados aos casais, em que um dos membros pertence ao exército, como seguro médico e aumento do salário, eles decidem casar-se, na véspera de Luke partir para o Iraque.

 

Eles achavam que seria fácil, até pela distância, fingir que estavam apaixonados, sem ter que conviver um com o outro. E que seria rápido.

Mas tudo muda quando Luke fica ferido e volta para casa. 

Logo agora que a carreira musical de Cassie e do seu grupo - The Loyal - está a descolar, eles terão que viver juntos e manter a farsa, até que Luke recupere, e se possam divorciar.

 

Conseguirão eles lidar um com o outro?

Serão capazes de esconder de todos, o que realmente, os une?

Haverá alguma possibilidade de, pelo caminho, se apaixonarem e o casamento se tornar real?

Ou deitarão tudo a perder?

 

Pelas muitas críticas que tinha lido, estava expectante se, de facto, era um filme que apelava à lágrima.

Posso dizer que há cenas que são muito tristes.

A despedida dos familiares, quando os seus filhos/ netos/ sobrinhos/ maridos/ namorados estão a partir para a guerra, sem saber se voltam a vê-los, é uma delas.

O funeral de Frankie, melhor amigo de Luke e Cassie, também comove, porque sabemos que, nas guerras, são vidas inocentes que se perdem, jovens que tinham tanto pela frente para viver, e que morrem ao serviço do seu país.

Posso também dizer que cada actuação de Cassie, e cada música que ela canta, reflecte o seu estado de espírito, os seus sentimentos, e promovem momentos emotivos, e sinceros, que passam para quem a ouve.

Mas nada que faça derramar um rio de lágrimas.

 

Depois, há também as relações entre Cassie e a mãe, que tenta ajudar a filha como pode, mas sem poder fazer muito, porque também ela tem pouco.

E de Luke com o pai, um ex polícia militar que cortou relações com o filho depois de ele ter enveredado por caminhos que não devia, e que agora se reaproximará. 

 

Por tudo isto, é um filme que devem ver porque, sem esmiuçar demasiado as questões da guerra, sem forçar demasiado um romance, e sem se demorar muito numa longa recuperação e stress, acaba por abordar tudo de forma leve, mas sentida.

E, no fim, percebemos que resultou!