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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Uma Verdade Simples, de Jodi Picoult

Uma Verdade Simples

 

Katie é Amish.

Os Amish não são dados à violência.

Os amish não mentem.

os amish não matam...

 

Ainda assim, aparece um bebé morto no celeiro de uma família Amish.

Katie, que acabou de dar à luz, afirma com todas as letras que isso não aconteceu. Que nunca esteve grávida. Que não teve nenhum filho. Quando é óbvio que está a mentir.

E se Katie, que é Amish, mentiu, o que mais poderá ela ter feito?

 

Ellie é uma advogada que tem feito sucesso a defender criminosos. Ainda que as vítimas, injustiçadas, lhe apareçam depois no pensamento, para a atormentar.

Como ela própria diz, não se trata da verdade. Trata-se de contar a melhor história. Aquela em que o juiz ou os jurados irão acreditar, ainda que seja totalmente falsa.

E a defesa de Katie poderia ser mais um caso para o seu currículo.

 

No entanto, há uma coisa que Ellie quer ainda mais que o seu sucesso: ter filhos! E como poderá ela defender uma mãe que é acusada de matar o seu próprio filho? Alguém que, também ela, à partida, condena?

Como poderá ela defender alguém que lhe mente? Que lhe omite coisas? 

Como poderá Ellie defender alguém que não percebe que a justiça pela qual se rege a sua comunidade, não funciona da mesma forma nos tribunais?

 

Ainda assim, Ellie aceita o caso. E é obrigada a mudar-se para casa dos Fisher, contra a vontade destes, sujeitando-se ao seu modo de vida, ajudando nas tarefas, e ficando condicionada pelas imensas regras desta comunidade.

Uma comunidade onde algumas pessoas tendem a levar demasiado à risca os ensinamentos e leis, quando até os maiores responsáveis são, algumas vezes, mais permissivos em determinadas circunstâncias.

Uma comunidade de pessoas simples, que querem passar despercebidas. Onde é mais respeitável confessar os pecados, ainda que quem os confesse não os tenha cometido, do que negar e andar com desculpas.

 

Uma comunidade que parece disposta a apoiar Katie.

A jovem que esteve grávida e não contou a ninguém.

A jovem que deu à luz, e não disse a ninguém.

A jovem que traiu o seu namorado, já que este nunca poderia ser o pai do filho que espera.

A jovem que adormeceu com o seu filho nos braços, e acordou sem ele. E continuou a sua vida normal, como se nada fosse.

A jovem que teria muito a perder, se a verdade viesse à tona.

 

Mas, afinal, qual é a verdade?

A verdade, é uma verdade simples.

Que se vai descobrir no final.

Poderiam ser muitas outras. 

Mas é apenas aquela.

 

E agora, conseguirá Ellie a absolvição para Katie?

Ou será ela condenada à prisão?

 

 

Gostei desta história por ter vários ingredientes diferentes:

- o primeiro é conhecer um pouco da cultura dos Amish, e do seu modo de vida

- o segundo é uma abordagem ao estudo do Paranormal e dos ditos "fantasmas" que muitas pessoas dizem ver

- tem mistério

- tem também a parte jurídica, para quem gosta dos duelos entre acusação e defesa 

- e tem romance, como não poderia deixar de ser

 

 

Assassinato Na Praia, de Mike Flint

 

Eduardo é um engenheiro que decide tirar uns meses, da correria e falta de tempo do dia-a-dia, causados pela sua profissão, viajando para longe da capital, para escrever o seu livro.

Na ilha, conhece Márcia, que o irá ajudar a concretizar o seu objectivo, e com quem viverá um romance.

Até ao momento em que é encontrada morta na praia, e Eduardo é levado para a delegacia, para ser interrogado, visto que era a única pessoa na praia àquela hora.

A história vai alternando entre o tempo presente, em que Eduardo aguarda a chegada do seu advogado, para se dar início ao interrogatório, e as recordações do tempo que passou com Márcia, e com todas as pessoas que ele conheceu ali na ilha, bem como os projectos que tinha idealizado para aquele local.

Márcia era uma excelente nadadora. Por isso, ter-se afogado, acidentalmente, está fora de questão. Alguém a matou. Resta saber quem, e por que motivo.

 

Confesso que fiquei um pouco apreensiva quando o autor matou logo no início a personagem principal. 

Ela parecia importante para a história. E, com a morte dela, lá se foi o romance.

Então, o que me esperava dali para a frente?

O autor soube compensar isso com os pensamentos de Eduardo sobre Márcia, relatando aquilo que tinham vivido.

 

No entanto, o meu destaque, nesta obra, vai para as dicas que vão sendo deixadas para quem quer escrever um livro, como estas:

- é preciso desenvolver diálogos, e investir nas descrições necessárias para que o leitor consiga visualizar o cenário imaginado (Pessoalmente, stou a tentar aperfeiçoar esta parte)

 - "O primeiro capitulo é essencial. Se os leitores não gostarem dele não vão ler o resto do livro". (Nem sempre. Já cheguei a ler livros cujo primeiro capítulo não prometia, mas acabei por ler o resto e gostar. Mas nem todos os leitores estão dispostos a dar essa oportunidade, por isso, é um bom conselho)

- há que saber intercalar as descrições, com os factos que estão a ocorrer, "obrigando o leitor a ler tudo, sob pena de ter que voltar atrás na leitura". (Isto já me aconteceu. Normalmente, quando começo a ver longas descrições, passo à frente, dou uma leitura na diagonal mas, depois, percebo que me falta ali um pormenor, e lá tenho eu que voltar ao ponto anterior)

 

Há, nesta obra, uma crítica ao sistema policial corrupto, que se deixa comprar a troco de dinheiro, regalias, e algum receio do que possa acontecer caso se coloquem do lado errado que, na verdade, seria o mais acertado tendo em conta o cargo que desempenham.

 

Por outro lado, é visível entre alguns dos residentes da ilha, um grande espírito de entreajuda, até porque se conhecem bem uns aos outros, para o bem e para o mal.

E quando se juntam, para tentar ajudar a desvendar o crime, parece quase certo, apesar de no início as suspeitas se dividirem, de que o culpado é um só. E eles estão prestes a conseguir as provas que necessitam para inocentar Eduardo.

 

Só que, para o final, o autor reserva-nos uma grande surpresa de que, certamente, não estávamos à espera!

 

 

Sinopse

"Engenheiro bem sucedido resolve escrever um livro e muda-se para uma praia paradisíaca em uma ilha.

Lá conheceu Marcia, dona do melhor restaurante da cidade, que coincidentemente tinha trabalhado como revisora de livros em uma editora.

Uma forte paixão une o casal e de repente é interrompida por um ASSASSINATO NA PRAIA."

 

 

Autor: Mike Flint

Data de publicação: Março de 2021

Número de páginas: 256

ISBN: 978-989-37-0250-5

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: Português/BR

 

 

 

  

 

Dormir com companhia - versão romântica versus realidade

 

Sabem aquela ideia romântica de uma casal apaixonado, a dormir de conchinha, agarradinhos um ao outro?

Pois, é bonita! E resulta, uma vez ou outra. 

Mas esqueçam-na quando se trata de dividir, diariamente, a mesma cama!

 

A realidade é que, nem sempre, dormir acompanhado é bom.

  • Primeiro, porque torna-se difícil dormir se algum, ou os dois, passam boa parte da noite a ressonar.
  • Depois, se a tendência é para ocupar mais espaço de que o devido, o mais certo é um ficar numa ponta, enquanto o outro ocupa dois terços da cama.  
  • Por via das dúvidas, é sempre melhor dormir de forma a evitar acidentes, como uma cotovelada, ou um soco inesperado na cara, enquanto o(a) companheiro(a) se espreguiça.
  • E, por conta destas duas últimas razões, a pessoa acaba por dormir quase toda a noite na mesma posição, e acorda no dia seguinte cheia de dores nas costas.
  • Há também aqueles casais que, contra todas as probabilidades, gostam mesmo é de dormir de costas um para o outro, e não agarrados.
  • Até porque isso é muito bonito mas limita-nos os movimentos. Não que queiramos andar a dançar ou fazer ginástica durante a noite mas parece que até temos receio de respirar, ou de mexer alguma coisa, para não incomodar ou acordar o outro.
  • Para quem está habituado a dormir sozinho, tornar-se ainda mais complicado habituar-se a outra presença na cama.
  • E se, além do(a) companheiro(a), ainda partilham a cama com animais de estimação, mais complicado se torna.

Por isso, a ter que ficar alguém, que fiquem os animais!

 

 

Imagem daqui, onde podem rir um pouco, com as restantes ilustrações:

https://www.virgulistas.com.br/7-ilustracoes-engracadas-que-mostram-como-e-dormir-com-alguem-ao-seu-lado/

 

Não desistas de ser feliz, de Andreia Botas

Não desistas de ser feliz eBook by Andreia Botas Kobo Edition |  www.chapters.indigo.ca

 

A felicidade pode vir das mais variadas formas e, uma delas é, sem dúvida, através de um grande e verdadeiro amor.

Que é algo cada vez mais difícil de encontrar, e no qual acreditar, sobretudo para quem já experienciou algumas desilusões amorosas.

Claro que cada pessoa deve sempre tentar perceber aquilo que a faz feliz, para além de uma relação romântica. E, por certo, irá encontrar.

Ainda assim, pode sentir que lhe falta o amor, para uma felicidade completa e, se é esse o caso, não deve desistir.

 

A questão é, onde procurá-lo? Onde encontrá-lo?

Dizem que o amor não se procura. Que, quando tiver que ser, ele vem até nós. 

Mas, será mesmo? Será que não podemos dar um "empurrãozinho", uma "mãozinha" ao destino?

 

Afinal, não se espera que as pessoas fiquem sentadas, de braços cruzados, à espera que ele caia do céu.

Há que ir à luta, sair de casa, socializar, conhecer pessoas novas. E, hoje em dia, o que não falta são aplicações para tentar encontrar o par ideal, o match perfeito, à distância de um clique.

Agora, serão fiáveis? Resultarão?

Será que, quem se inscreve nestas aplicações, procura mesmo o amor, ou apenas aventura? Estará disponível para uma relação, ou apenas encontros casuais? Existirá amor, ou apenas sexo?

 

Madalena, que até não acredita muito na eficácia dos encontros às cegas, e nestas aplicações, acaba por se envolver, no início a medo, e depois, de forma mais descontraída, com Sandro, um dos utilizadores que conheceu através da aplicação Together.

Ele parece ser diferente dos restantes. 

Ele não parece apressar as coisas. Ele parece respeitar o tempo, as decisões e a vontade dela.

Ele parece ser romântico. Parece dar-lhe espaço.

Não é obsessivo, não é insistente. Parece gostar mesmo dela.

É bonito, simpático, romântico, atraente e, aparentemente, divorciado. Parece perfeito!

Pois... parece... Mas será que é? 

A verdade é que passamos o tempo todo à espera de ver quando é que vai acontecer alguma coisa que mostre que é bom demais para ser verdade, e que o Sandro não é bem aquilo que parece. Agora, será apenas um coração desiludido e descrente a falar, ou um coração que sabe que quando tudo está assim tão perfeito, é porque esconde algo?

Enquanto Madalena tenta perceber onde a levará esta aventura com Sandro, tem ainda que lidar com o assédio de um colega no trabalho, que parece não a querer deixar em paz.

 

Já as suas amigas, também têm os seus próprios problemas.

Laura, a mais animada e libertina, enfrenta a morte da mãe, vítima de AVC.

E Vanda, a traição do seu marido, quando ela ainda estava grávida, a separação e com o facto de se ver com um filho pequeno para cuidar.

Nenhum deles iniciou uma nova relação. E parecem não se ter esquecido um do outro. Mas haverá alguma hipótese de retorno?

 

Por outro lado, Pedro vem mostrar o lado simples da vida, vivida em pleno Alentejo.

Onde o pouco se torna muito, e é suficiente.

Onde a simplicidade ganha pontos.

Onde a tranquilidade rejuvenesce e recarrega baterias.

Onde tudo está longe e, ao mesmo tempo, tão perto.

Onde aquilo que parecia importante perde importância, e aquilo que parecia banal passa a ser valorizado de outra forma.

 

Pedro é amigo de Laura desde que eram muito novos. E é apenas como amigo que ela o vê mas...

A verdade é que as três estão disponíveis, e procuram o amor.

E não vão desistir de ser felizes, mesmo que essa felicidade venha de onde, e de quem menos se esperaria!

 

 

Sinopse:

"Madalena, tal como a maioria das mulheres, sonhava em casar e ter filhos, mas a relação que tinha há já alguns anos acabara por não correr bem. Durante algum tempo o seu foco foi o trabalho, como forma de se manter ocupada, mas faltava-lhe o resto para se sentir feliz.

Incentivada pelas suas grandes amigas Vanda e Laura, tentava arriscar mais na sua vida com o objetivo de encontrar um novo amor. Ele apareceu, mas mais uma vez a sorte não estava do seu lado e a desilusão foi grande.

Novamente uma relação falhada e agora ela só pede um pouco de paz e sossego para se poder reencontrar, mas nem sempre as coisas correm como nós planeamos…

Será que o Alentejo traz uma nova esperança na vida da Madalena? Terá ela finalmente encontrado o que tanto sonhou? Ou será apenas mais uma desilusão?"

 

 

Autor: Andreia Botas

Data de publicação: Março de 2021

Número de páginas: 284

ISBN: 978-989-37-0420-2

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT

 

 

O Hábito do Amor, de Teresa Caetano

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A autora Teresa Caetano tem vindo a tornar-se uma presença assídua entre as minhas leituras e, desta vez, tive o privilégio de receber, de presente, uma das suas obras - "O Hábito do Amor", que desde já agradeço.

E, como não poderia deixar de ser, partilho agora a minha opinião sobre o mesmo que, como o próprio nome sugere, é um romance.

 

Aliás, com o título do livro, surge-me logo uma questão no que respeita ao amor - será este um "hábito"?

Algo que, a partir do momento em que é sentido a primeira vez, passa a habitar em nós de forma natural, tranformando-o num hábito como tantos outros que vamos adquirindo ao longo da vida?

Devemo-nos nós "habituar" a amar? Ou, pelo contrário, deixar que o amor surja de forma inesperada, e se manifeste sem contarmos com ele? 

A verdade é que para Beatriz, amar, seja o que, ou quem for, está tão arreigado na sua essência, que quase se torna um hábito. E, confesso, irrita-me um pouco! 

Porque ela parece espalhar apenas amor e bons sentimentos, e agradecer por tudo o que tem e lhe foi permitido viver, mesmo que tenha todos os motivos do mundo para estar contra a vida.

E ninguém (ou quase ninguém) é assim. Até mesmo a pessoa mais positiva e grata, tem os seus momentos de revolta.

 

Mas, voltando ao título, se o amor é, verdadeiramente, um hábito, será um bom hábito ou um mau hábito?

Será algo que nos faz bem, e que não devemos perder? Ou um vício, que nos leva a percorrer caminhos que não devemos, e que poderá trazer-nos dissabores?

Hábito ou não, bom ou mau, a verdade é que Beatriz e Rodrigo se apaixonam, e fazem promessas de amor eterno.

Mais uma vez, a minha veia céptica tende a não compreender um amor que nasce assim, "à primeira vista", em meros segundos. Aquela ligação que ambos sentem, de que já se conhecem de outras vidas, e que estavam destinados um ao outro. Que ainda mal falaram e já estão apaixonados. Que ainda mal se conhecem, e já se amam.

Penso que nos é dado a conhecer um amor tão ingénuo, tão puro, tão inocente, tal como a personalidade de Beatriz, que parece mais um amor de contos de fadas, do que real. Tal como as personagens que lhe dão vida.

Faz lembrar aquelas histórias em que acreditávamos quando éramos adolescentes, de que tudo era um mar de rosas, e tudo iria dar certo, apenas porque se amavam e que, hoje, já não reconhecemos porque a vida nos ensinou que as coisas não funcionam assim. Ou é muito raro isso acontecer.

 

Por outro lado, o amor manifesta-se de várias formas, e entre várias pessoas, nomeadamente, entre irmãos.

É o que acontece entre Rodrigo e Daniel, uma relação na qual acredito mais, e que encaro como mais aproximada à realidade.

Rodrigo é quase como um pai para o seu irmão mais novo, e tudo fará para o ver feliz. Sobretudo depois do acidente que o atira para uma cadeira de rodas.

Da mesma forma que um pai, ou uma mãe, fariam, por amor aos filhos. Ou talvez não...

 

E o que dizer do amor entre avós e netos, aqui tão bem representada por Beatriz e pelo avô Manuel?

Que me fez logo lembrar a relação da minha filha com o seu avô, também ele Manuel.

São pessoas simples, mas honestas, trabalhadoras, com princípios que transmitiram à sua neta, e ensinamentos, para que ela enfrentasse as dificuldades, e se tornasse na mulher que é hoje.

 

No entanto, por vezes, o amor é uma vítima de si próprio.

Por vezes, por amor, fazemos coisas que nos levam a perder o amor.

Por amor a uns, perdemos outros. E perdemo-nos a nós próprios.

Sim, por vezes o amor também é confuso. 

 

Ainda assim, mais do que sobre amor, diria que este livro nos fala de sentimentos antagónicos, mas que se complementam.

Por um lado, a resiliência. Por outro, a vulnerabilidade.

Por um lado, a aceitação. Por outro, o nunca deixar de se lutar.

Por um lado, abdicar. Por outro, guardar.

Por um lado, esquecer. Por outro, recordar.

Por um lado, seguir em frente. Por outro, estar-se, inevitavelmente, ligado ao passado.

Por um lado, partir. Por outro, ficar.

Por um lado, amar os outros. Por outro, amar-se a si próprio.

 

No fundo, o amor tem um pouco de tudo isto.

Só temos que saber dosear nos momentos certos, e na quantidade certa.

 

 

E como um "conto de fadas" que se preze tem que ter "vilões", eles também existem nesta história de amor, ainda que até os próprios sejam caracterizados de forma não muito vilanesca.

Ah, e como não podia deixar de ser, para dar um toque ainda mais mágico, a maior parte da história é passada na Ilha do Faial, nos Açores, por entre o mar, os verdes prados, as flores e os animais.

 

Será o cenário perfeito, para a história de amor perfeita?

Talvez...

Mas como eu não acredito na perfeição, prefiro um amor que sobreviva no meio de todas as imperfeições que for encontrando no seu caminho. E se não acontecer, é porque não tinha que ser.

E, talvez, não fosse amor. Ou até fosse, mas não chegasse...

 

 

 

 

 

 

 

Sinopse

"Beatriz e Rodrigo vivem uma paixão secreta, que tem como cenário a beleza natural da ilha do Faial, nos Açores. Ela vive com os avós numa pequena quinta daquela ilha e ele mora na cidade de Lisboa. Apesar de terem um oceano a separá-los, o destino faz com que as suas vidas se cruzem.

Uma história de amor apaixonante e intensa, revelando que um sentimento verdadeiro nunca se esquece, vivendo para sempre no coração de quem ama.

A saudade, a esperança, a desilusão e a capacidade de amar à distância serão sentimentos bem presentes ao longo deste livro.

As cartas de amor alimentam o sonho e fazem com que as palavras escritas sejam decisivas no rumo do enredo.

Poderá Beatriz – uma mulher romântica e com uma forte ligação à natureza – derrubar os muros que se vão erguendo ao longo da sua vida?

E Rodrigo – um político de sucesso – conseguirá cumprir a promessa de um amor eterno?"