Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada...
Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
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Dois estranhos, que se conhecem nas férias de forma inusitada, tornam-se melhores amigos ao longo dos anos.
E todos os anos, nas férias, combinam uma viagem a dois onde Poppy é, como sempre, a Poppy, e Alex se transforma no "Alex das férias", muito mais extrovertido e descontraído.
Nesse tempo, cada um deles vai tendo as suas relações amorosas.
Alex, termina e recomeça constantemente com a sua namorada de sempre, Sarah. Poppy, vai estando com parceiros diferentes.
É inegável que Poppy e Alex se complementam, fazem sobressair o melhor um do outro, ficam bem juntos, e estão a apaixonar-se um pelo outro.
Mas se, para Alex, isso parece tornar-se claro, Poppy tenta contrariar os sentimentos.
O resultado?
Alex pede Sarah em casamento, afasta-se de Poppy, e ficam sem falar durante dois anos.
E Poppy, perde toda a inspiração e não consegue escrever nada sobre as viagens que faz.
Agora que David, irmão de Alex, vai casar, e convida Poppy para o casamento, ela tem a oportunidade de rever o amigo, de tentar fazer as pazes. Quem sabe, retomar a amizade. Ou algo mais...
Mas, será que Poppy está preparada para isso? Conseguirá ela dar-se, a si própria, a oportunidade de ser feliz?
Não sendo uma daquelas grandes histórias de amor, o filme é muito divertido, e vale a pena ver!
Que foi um autêntico apelo à lágrima, sem qualquer outra finalidade.
Compreendo.
Mas não o interpretei dessa forma.
Considerei que é uma chamada de atenção para o facto de que nada acontece como é suposto, ou como seria expectável. Aquilo que, para nós, parece quase certo, pode surpreender-nos, e trocar as voltas. E aquilo que nunca imaginámos, pode atingir-nos de repente, sem sequer estarmos preparados.
Esta é uma história de amor, nas suas mais diversas formas.
Amor entre irmãos, tanto entre Ryan e Ella, como entre os gémeos, Maisie e Colt.
Amor entre amigos, pessoas que são consideradas família, e estão sempre lá.
Amor entre uma mãe e os seus filhos, unidos pelo sangue, e entre um pai de coração, e duas crianças que o têm como referência, e o amam como um pai, no verdadeiro sentido da palavra.
Amor entre humanos e animais, nomeadamente, entre Beccket e a sua cadela de serviço, agora ambos "reformados", mas sempre unidos.
E amor romântico, alicerçado num conjunto de cartas que Ella e Beckett foram trocando, a quilómentros de distância, sem nunca se terem conhecido pessoalmente, e que continuou a ser construído, mais tarde, presencialmente, quando Beckett se muda para Telluride, para cumprir o desejo do seu melhor amigo, falecido na guerra.
"A Última Carta" é, também, uma história de luta, de sobrevivência, de força.
Maisie, a filha de Ella, é diagnosticada com um neuroblastoma em estágio 4.
Ella não tem mais onde ir buscar mais dinheiro, depois de tudo o que investiu para salvar a pousada Solidão, e nem todos os tratamentos e exames são comparticipados.
Mas, o que faz uma mãe para salvar uma filha? Dá um jeito. Seja de que forma for.
E Maisie, quase que para compensar, luta pela vida, dia após dia. Contratempo após contratempo.
Porque desistir não é opção.
Ao longo de todo este processo, Ella conta com o apoio e o amor de Beckett, a todos os níveis.
Ainda que sempre desconfiada de que, a qualquer momento, também ele partirá.
Afinal, tem sido assim com todos os homens da sua vida: o pai, o irmão, o ex-marido.
Porque seria diferente, desta vez?
Cabe a Beckett mostrar-lhe o quão enganada está.
Sinopse:
"Será que duas almas feridas são capazes de curar uma à outra? Beckett é um militar americano endurecido pelos horrores que já testemunhou na guerra. A não ser pela amizade sincera que tem com Ryan, um soldado de sua unidade, e com a cachorra Bagunça, ele perdeu a fé no amor e na humanidade. Até que Ryan o convence a se corresponder com sua irmã, Ella, que está do outro lado do mundo, em Telluride, no Colorado. Mesmo sem nunca tê-la conhecido pessoalmente, Beckett encontra refúgio nas cartas que os dois trocam e fica totalmente encantado por ela. Quando Ryan morre em combate, Beckett promete cumprir o último pedido do amigo: proteger Ella. O que ele não esperava era encontrá-la lutando sozinha contra um inimigo quase mais cruel do que a morte do próprio irmão. Agora, dividido entre a lealdade ao passado e o desejo de um futuro, Beckett se aproxima de Ella sem revelar sua verdadeira identidade. Mas quanto mais ele se envolve em sua vida, mais seu segredo ameaça destruir tudo."
Mais uma daquelas séries, com várias temporadas, que me foi recomendada na sequência das duas anteriores.
Sweet Magnolias, que é o nome dado às três amigas - Maddie, Dana Sue e Helen - é uma história de amizade.
Passada em Serenity, mostra-nos como vive uma comunidade pequena, mas unida.
O que tem de diferente, relativamente a outras, é a componente religiosa. Quase todos os residentes frequentam a igreja e têm, na pastora June, uma amiga, conselheira e confidente.
Aliás, muitas personagens citam, ao longo das temporadas, frases que assentam nos ensinamentos divinos, ou livros bíblicos.
Há, também, diversas iniciativas, promovidas pela igreja, incluindo para os mais jovens, que os movem a fazer o bem ao próximo, a ser úteis, a servir a comunidade.
O enredo gira em torno da vida das três amigas, focando-se nas suas famílias, carreiras e romances.
Em simultâneo, vamos vendo crescer uma nova geração de amizades, nomeadamente, entre os filhos de Maddie e Dana Sue, a que se juntarão outras personagens, com o decorrer da história.
E posso dizer que, apesar de serem crianças/ adolescentes a serem isso mesmo têm, muitas vezes, atitudes mais honestas e sem filtros, e um discurso ou forma de se expressar mais adulta, que muitos adultos.
A amizade está, ainda, presente no núcleo masculino.
Maddie deve ser das poucas personagens femininas, ditas "boazinhas", das séries que tenho visto, que é a minha preferida, comparativamente às amigas Helen e Dana Sue.
Longe de ser perfeita, como mulher, como mãe, como amiga, ela esforça-se sempre por melhorar, por se encontrar, por se reinventar e seguir em frente, errando, aprendendo, crescendo.
E é por isso que todos gostam dela, a respeitam e admiram.
Relativamente à Dana Sue (ainda não percebi porque não pode ser apenas Dana), tenho sentimentos contraditórios sobre ela.
Por um lado, é uma pessoa amistosa, sempre preocupada com os outros, prestável. Por outro, sobretudo com a filha, mas também em algumas situações com as amigas e com os seus funcionários, consegue ser uma pessoa arrogante, com ar de superioridade, muito rígida, rude.
É aquela pessoa que tem tanto de empatia, como de antipatia.
Já a Helen, que começou por ser apresentada como uma mulher empoderada, independente, de forte personalidade, foi-me desapontando em muitos momentos da série, por conta de algumas das suas atitudes.
Confesso que é uma personagem que me irrita. Até mesmo a sua forma de falar.
Achei a discussão entre as amigas, na terceira temporada, totalmente absurda. E tanto Helen, a principal interveniente, como Dana Sue, apanhada no meio, foram muito injustas com Maddie.
Como amigas que são, há décadas, e mais do que à vontade para isso, todas elas fazem perguntas sobre as vidas umas das outras, se preocupam e querem ver as restantes felizes.
Todas dão conselhos, todas se metem na vida umas das outras, porque têm confiança para isso.
E, do nada, a Helen fica ofendida com uma pergunta perfeitamente normal, e habitual? Fica ofendida com uma preocupação genuína? A ponto de expulsar as amigas de casa e quase cortar relações com elas?
Mais à frente, na quarta temporada, outra vez uma cobrança parva, uma conversa sem sentido, quando o objectivo era ser uma surpresa para todos.
Mais uma vez, a mostrarem-se contraditórias, e pouco amigas - primeiro chateiam-se com Maddie por fazer uma simples pergunta, normal entre amigas, por supostamente ela estar a intrometer-se na vida de Helen.
No entanto, agora, ficam ofendidas por não se terem "intrometido" num momento que foi preparado em família.
A ideia que fica é que tem de ser tudo à maneira de Helen ou Dana Sue, e que Maddie não pode ter voz ou vontade própria.
Enfim, talvez tudo isso faça parte de uma amizade - os ciúmes, a injustiça, as cobranças, as zangas, as parvoíces.
As personagens que mais me cativaram foram Trotter, o professor de ioga do SPA, e Paula, mãe de Maddie.
Acredito que são abençoadas as pessoas que têm a sorte de os ter como amigos.
São duas personagens extraordinárias, sempre com bons conselhos, prontas a ouvir o próximo, a ajudar, a não julgar, a trazer ao de cima o melhor de cada um dos que os rodeiam.
Não achei grande piada ao Cal, apesar de ser um protagonista.
O Bill é o típico mulherengo. Não consegue estar sozinho. Ainda casado, envolve-se com Noreen e engravida-a, deixando a mulher. Depois de Noreen o deixar, ao ver que ele não está nem um pouco comprometido na relação de ambos, ele acaba por iniciar um novo romance.
Confesso que, mais para o fim, ele tem o seu momento de redenção e, apesar de tudo o que fez, e do mal que causou, uma ou duas pessoas foram injustas com ele, e agiram motivadas por fundamentos sem qualquer sentido.
Sem sentido foi também o final desta personagem. Demasiado "planeado", para algo que era suposto ser repentino.
A Noreen foi daquelas personagens que me irritou ao início, depois redimiu-se, e mais para o fim voltou a decepcionar. Com o Isaac foi semelhante - primeiro uma desconfiança, depois a positiva surpresa e, sem motivo, mais à frente, a cair um bocadinho na minha consideração.
Costuma-se dizer que "tudo está bem quando acaba bem". No entanto, nem tudo pareceu ter terminado bem, nesta quarta temporada. Ou, pelo menos, como o público desejaria.
Vamos ver o que traz de novo a quinta temporada, ainda por estrear.
Noah e Georgia encontram-se, por acaso, numa livraria.
Ela, na secção de romance, onde se encontram os livros publicados pela sua bisavó.
Ele, na secção de ficção, onde entenderam colocar os seus próprios livros.
Na opinião de Georgia, são mundos separados.
Mas, onde termina uma, e começa outra?
Não pode, o romance, ser ficcionado? Não pode, a ficção, conter romance?
No entanto, a grande discussão entre ambos será sobre outro eterno dilema: um final real ou um final feliz?
Scarlett Stanton era uma famosa escritora de romances, cuja imagem de marca das suas obras assentava num final feliz.
Tendo falecido, e deixado um manuscrito por terminar, caberá a Noah escrever o restante. Ele quer honrar a autora, e dar-lhe o "seu" final feliz.
No entanto, a bisneta, Georgia, quer que o final da história da sua bisavó seja um final real, ainda que cru, triste, trágico, por se tratar daquilo que, realmente, aconteceu. Ou o que se supõe que aconteceu. A verdade é que, tal como o manuscrito, a história de Scarlett e Jameson foi interrompida, sem ter um final.
Discordando de quase tudo, mas atraídos um pelo outro, Noah e Georgia serão, como seria de esperar, o típico caso de "inimigos a amantes".
Mas, mais importante do que a sua história de amor, na actualidade, é a história de amor de Scarlett e Jameson, no passado.
Aquela que ficou inacabada. E tudo o que ficou por dizer, escrever ou viver.
Esta é também, uma história sobre confiança.
Como conquistá-la. Como merecê-la. Como destrui-la. Como reavê-la.
Como voltar a acreditar.
Sobre expectativas. E desilusões.
Sobre anulação. E redescoberta.
E há, também, um segredo.
Um segredo que pode abalar a única confiança que se mantinha intacta.
Confesso que estou a gostar muito de descobrir as obras da Rebecca Yarros.
E esta história arrebatou-me!
Alvitrei algumas possíveis hipóteses sobre esse segredo, mas estive longe de imaginar a imensidão do mesmo.
A descoberta, já quase no final, foi mesmo surpreendente.
Sinopse:
"Georgia Stanton regressa à sua cidade natal após a morte da bisavó, uma famosa escritora de romances, que ela amava como uma mãe. Herdeira dos direitos autorais, será Georgia a decidir o futuro do manuscrito que ficou inacabado. Encarregado de terminar o texto estará Noah Harrison, um arrogante e atraente autor de bestsellers. Georgia odeia Noah desde o primeiro minuto, pelo que ele terá de conquistar a sua confiança… e, mais tarde, talvez o seu coração. Juntos, apercebem-se de que Scarlett estava a guardar a maior história de amor para o fim: a sua. Mas o que Georgia e Noah não suspeitam é de que esta história esconde um grande segredo que pode mudar tudo."
O filme, baseado neste romance, irá estrear nos cinemas a 23 de Outubro mas, antes, tinha de ler o livro!
Mais do que uma mera história de amor romântico, que também o é, esta história aborda o amor e as relações que se establecem entre pais e filhos (e avós e netos), sobretudo, entre uma mãe e uma filha, com personalidades tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão parecidas.
O livro é dividido em capítulos alternados, com a história a ser contada do ponto de vista de Morgan, a mãe, e de Clara, a filha.
Por um lado, Morgan perde o marido e a irmã num acidente de viação o que, já por si, é trágico. No entanto, a perda acaba por ser maior, ao descobrir que os dois tinham um caso, e a andavam a trair há muito tempo.
Pior: o filho de Jenny, a sua irmã, é filho do seu marido, e não de Jonah, como ela fez acreditar.
Agora, não sabe como enfrentar o luto, e todas estas revelações, mantendo o segredo para que a filha não perca a boa imagem e as boas recordações que tinha do pai e da tia.
Já Clara, sem saber de nada, não compreende as atitudes e o comportamento da mãe.
Também ela a passar por um momento complicado, com a vida virada do avesso, é-lhe difícil que a mãe não perceba que cada uma faz o luto de forma diferente, e que não a está a ajudar a ultrapassá-lo, ao descarregar nela tudo o que sente.
E, mantendo firme a intenção de não contar a verdade a Clara, esta acaba por ver a situação de modo totalmente oposto, acreditando que a mãe é a grande vilã.
Afinal, acabou de ver a mãe a beijar o noivo da tia. E sabe que os dois estiveram juntos, dias antes, num hotel.
O limite entre desculpar algumas coisas devido à morte recente da família, e impôr o devido respeito que deve haver entre mãe e filha é muito ténue.
Nenhuma está em condições de discernir o melhor a fazer, para que se entendam, pelo que a relação entre ambas está presa por um fio.
Também na sua vida pessoal, tudo está confuso.
Por um lado, Morgan não quer assumir que sempre gostou de Jonah, desde o tempo em que eram adolescentes.
Por outro, Clara acaba por usar Miller como arma, numa batalha em que ele não quer estar, o que faz tremer o recente namoro deles.
E Jonah, o que mais perdeu. O que sempre se sacrificou pela felicidade dos outros.
Há dezassete anos, perdeu Morgan para Chris, o seu melhor amigo.
Agora, acaba de perder a noiva. Descobre que ela tinha um caso com o melhor amigo. E percebe que o seu filho não é, na verdade, seu filho.
Ele foi apenas o meio usado para esconder a traição, e o resultado da mesma.
Conseguirá ele cuidar de um bebé que não é seu, e que o lembrará constantemente do que aconteceu?
Conseguirá Jonah ter, finalmente, a sua oportunidade com Morgan?
Sinopse:
"Morgan e a sua filha adolescente, Clara, parecem não ter nada em comum. Depois de ter engravidado e casado quando era muito jovem, Morgan viu-se obrigada a adiar os seus sonhos, e está determinada a não deixar que a filha cometa os mesmos erros. Clara não quer seguir os passos da mãe, que considera demasiado previsível, e é na sua tia Jenny que encontra uma confidente. Quando Chris, marido de Morgan e pai de Clara, sofre um trágico e inexplicável acidente, o equilíbrio precário entre mãe e filha é quebrado e as consequências parecem alastrar-se às pessoas que as rodeiam. Enquanto tentam reconstruir as suas vidas, Morgan encontra conforto num amigo do passado e Clara aproxima-se de Miller, uma companhia que a sua família não aprova. À medida que novos segredos e mal-entendidos surgem entre mãe e filha, ambas terão de lutar por uma reconciliação, antes que as suas diferenças e ressentimentos consigam afastá-las de modo irremediável."