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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Acordar cedo

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Chega D. Becas ao quarto, por volta das 5 da manhã.

Sobe para cima da cómoda, e começa a atirar com os brinquedos da Amora para o chão.

Sabe que, provavelmente, a Amora, que ainda dorme comigo, vai acordar e levantar-se, obrigando-me a levantar também.

Mas, se a técnica não funciona, pode sempre empurrar a porta do quarto, puxar-me os cabelos ou, como é costume, começar a morder a Amora.

 

 

Portanto, todas as manhãs, fim de semana incluído, levanto-me às 5 horas, ainda meio a dormir, para colocar ração nos comedouros, e volto para a cama, para aproveitar aquela hora e pouco que falta para me levantar de vez.

Com sorte, não me chateiam mais. Com azar, ainda me levanto mais uma ou duas vezes para as separar.

Esta madrugada, por exemplo, tive que ia acudir à Becas, que estava com a unha presa no robe da minha filha, atrás da porta do quarto dela!

 

 

O despertador toca a primeira vez, para me avisar que tenho cerca de meia hora para ficar na ronha. Quando toca a segunda vez, é mesmo para me levantar.

As luzes ainda estão ligadas mas, pouco depois, desligam-se. 

Está mais noite do que dia (venha a mudança da hora para ver se nos levantamos com claridade).

Nem sequer dá para perceber bem se vai estar bom tempo ou se vai chover.

 

 

Enquanto puxo as persianas para cima, ainda cheia de sono, apercebo-me que mais pessoas se levantam à mesma hora, pelas luzes acesas dentro das casas, que vejo pela janela, ou por um ou outro carro que sai do estacionamento. Ou pela vizinha do lado, que já anda por lá a fritar com as filhas, e a empurrar os móveis contra a parede.

Chamo a minha filha. Sei que ela vai ficar a "marinar" na cama durante alguns minutos mas, volta e meia, volto lá, só para confirmar que, entretanto, não voltou a adormecer!

 

 

Depois, é a rotina habitual e, quando dou por isso, já é dia. O sono já se conformou e deu umas tréguas temporárias.

Não gosto de acordar cedo.

Não que seja pessoa de dormir manhãs inteiras. Na verdade, acordando por volta das 8 ou 9 horas já me chega.

Mas não gosto de ser obrigada a acordar antes das 7 da manhã!

 

 

E, quando chega ao final da semana, o sono está muito acumulado e falta energia. Ainda mais, sabendo que no fim de semana, não será diferente!

Sim, porque ao fim de semana, as duas bichanas acordam-me várias vezes, até me fazerem levantar definitivamente por volta das 8 da manhã.  

A "ressaca" da época natalícia

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Quem por aí também é atingido por ela?!

É mais suave, igual ou pior que o regresso ao trabalho depois das férias de verão?

Num mês que, para além de marcar o início de um novo ano, marca também o regresso às rotinas, depois de uma pausa que foi de festa, o regresso às aulas, o prenúncio de 2 meses pela frente sem qualquer feriado pelo meio, muitas são as pessoas que iniciam este mês de "ressaca",  não de excesso de bebida ou comida, mas por nostalgia pelo que já lá vai, e o desejo de que, pelo menos este mês de janeiro, passe depressa, para que tanto o nosso corpo como a nossa mente retornem à normalidade.

Eu regressei hoje ao trabalho. Não queria, mas tem que ser. E mais vale a meio da semana, do que no início. Custa menos.

Mas acabaram-se os dias em casa com a minha filha, sem horários nem stress. Acabaram-se as tardes de colinho para as bichanas, e os mimos a toda a hora. Acabou-se o acordar às 10 ou 11 da manhã, o almoçar às 13 ou 14h da tarde.

Amanhã, será a vez dos estudantes regressarem à escola.

Um novo ano começa, mas a nossa vida retorna ao ponto onde parou antes do Natal.

Coragem para todos os que, como eu, ainda estão de ressaca desta época natalícia!

 

 

O primeiro dia de aulas

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Vê-se logo que hoje foi o primeiro dia de aulas aqui na zona:

 

1º Crianças e adolescentes a entrar para os carros tão cedo, com mochilas às costas, ali na vizinhança

 

2º A fila de trânsito logo às 8 da manhã

 

3º A GNR na escola: além de terem colocado pinos em frente à escola, para evitar o estacionamento ali, como costuma ser habitual, ficaram no cruzamento, a orientar o trânsito (no resto do ano, matem-se à vontade e parem onde quiserem, que eles não se importam)

 

4º A quantidade de alunos no átrio da escola, a matar saudades dos colegas antigos, ou a tentar ambientar-se com os novos

 

5º Os pais à porta da escola, a observar os seus filhos, a desejar boa sorte, a tirar a foto da praxe que marca uma nova etapa na vida das crianças

 

E eu, claro, fui uma das mães que voltou à rotina de acompanhar a minha filha à escola, fazendo a nossa caminhada matinal com o bom tempo a ajudar.

Se tudo correr bem, será o último ano dela nesta escola. Vou sentir saudades. E, para o ano, vou ser uma mãe ainda mais galinha do que as que vi hoje. 

Mas, por agora, para este ano, o único conselho que lhe dei hoje foi: "esforça-te por tirar as melhores notas que conseguires ao longo do ano para que, quando chegar o momento dos exames, não sintas tanto a pressão, e para que, caso haja algum deslize, não tenhas que estar tão preocupada."

 

E é isto.

Para onde vai a nossa disposição...

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...quando somos "engolidos" por uma rotina diária que insiste em nos sugar, até não sobrar mais que um autómato, que sistematicamente repete as mesmas acções, nos mesmos horários, nos mesmos dias, e cuja eventual fuga a essa rotina seja apenas sinónimo de adiamento, e não de isenção de tarefas?

 

É um facto que não gosto de surpresas. Não gosto que me alterem a rotina sem pré aviso, nem gosto de agir consoante o momento. Gosto das coisas previamente organizadas, planeadas, ainda que nem sempre as consiga concretizar com a exactidão que esperava. Por exemplo, sempre que planeamos uma saída, por um motivo ou outro, atrasamo-nos sempre.

 

Se fizer algo que não estava nos planos já sei que, quando voltar à realidade, tenho o mesmo de sempre à minha espera, com a agravante de ter menos tempo para o fazer, ou ter de adiar, e fazê-lo noutro dia, em que já tinha planos feitos, que acabam por se ver também eles alterados.

 

Por outro lado, vejo que os meus dias começam e acabam exactamente da mesma forma. Começo os dias a fazer as mesmíssimas tarefas. Com sorte, apenas se altera a ordem pela qual as faço. O tempo está mais ou menos controlado para cada uma delas. E quando saio do trabalho, já sei que me esperam as mesmas coisas por fazer, por arrumar. E já sei como vai terminar o dia. Sem novidades, sem surpresas.

 

A essa hora, e tendo agido como um robot programado o dia todo, cansada da rotina do costume, é difícil encontrar a boa disposição, achar piada a algo que nos dizem, encontrar alguma paciência para parvoíces, ser contagiada pelo bom humor dos restantes, que tiveram certamente um dia melhor. O máximo que nos sai, é aquele sorriso forçado, e também ele programado, a fazer lembrar a robot Sophia.

 

É difícil voltar a ser humana, e a agir como humana, quando temos cada vez mais que nos tornar verdadeiras máquinas no dia a dia. 

 

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