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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

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Festival da Canção 2025 - primeira semifinal

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Decorreu, no passado sábado, em "Lisboa", a primeira semifinal do Festival da Canção 2025.

E, como já vem sendo hábito aqui n' "A Minha Casa", fui dando um olho às apostas deste ano.

Não conhecia nenhuma, ainda não as tinha ouvido antes, mas pareceu-me mais do mesmo.

O de sempre, ano após ano.

"Eu Sei Que o Amor", de muitos artistas portugueses, pelo festival é grande. Tal como a vontade de participar, nem que seja uma vez na vida, nesta festa da música. 

Mas "Ninguém" merece passar uma hora a ouvir música para dormir. A não ser que esteja com dificuldade em adormecer, e aproveite aquele momento para ver se ajuda a pegar no sono.

Tenho sempre aquela sensação de que encontrar a música perfeita, que fala "Sobre Nós", que nos representa da melhor forma, enquanto país, é um pouco como enfrentar o "Adamastor".

Uma pessoa ainda vai esperando que surja algo diferente, aquela música que nos toca, capaz de provocar um "Calafrio" ao ouvi-la.

Mas, "Ai Senhor", as canções que apresentam são todas de uma "Tristeza" tão grande que, por mais "Voltas" que dê à cabeça, não sou capaz de compreender porque insistem em bater no ceguinho, e apostar nessa fórmula.

Posto isto, das que passaram, vai um voto de confiança para a canção do Marco Rodrigues que, não fazendo minimamente o meu estilo, é bonita, outro para a do Bluay, pela mensagem, e o último para os Peculiar que, ao que parece, só se safaram graças ao público. 

Vamos ver o que nos traz a próxima semifinal!

 

 

Fonte da imagem: media.rtp.pt

 

Festival Eurovisão da Canção Júnior 2024

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Nunca liguei muito ao Festival Eurovisão da Canção Júnior.

Ia lendo uma notícia ou outra.

Já sabendo que Portugal nunca ganha estas coisas.

 

No entanto, este ano, as expectativas estavam altas.

Comecei a perceber que a nossa música, e a Victoria, era uma das favoritas à vitória.

Seria possível?

 

Entretanto, soube que o Festival seria transmitido, no sábado à tarde, pela RTP.

E, curiosa, fui ver.

 

Neste festival, consegue-se perceber meia dúzia de coisas:

- há crianças que já nasceram para brilhar, com um talento nato, a dar baile a muitos adultos que dizem que cantam

- há crianças que, pelo contrário, terão mais dificuldade em singrar nesse mundo, e precisam de uma maior aprendizagem (as representantes de San Marino foram um bom exemplo disso, tanto a nível vocal como de presença em palco)

- há crianças que começam desde cedo com tiques de vedeta, manias e gestos que os definem enquanto cantam

- há crianças que pisam o palco como tal, e outras que já querem parecer mais crescidas

 

As minhas favoritas, para além de Portugal, claro (que não o era só por ser Portugal, porque a música era bonita e a Victoria tem uma bela voz), eram as da Ucrânia, Macedónia do Norte e Malta.

Não vencendo Portugal, para mim, teria sido a Ucrânia a vencedora.

 

Pois nem uma, nem outra.

Apesar de, em termos de votos do público, Portugal ter sido o mais pontuado, foi a Geórgia que, somando a vitória da pontuação do júri à pontuação do público, levou o troféu.

Portugal conseguiu, ainda assim, o segundo lugar, melhor posição de sempre desde que participa.

 

 

 Imagem: junioreurovision

 

"Irreversível", na RTP

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Do autor Bruno Gascon, e com interpretações de Margarida Vila-Nova, Rafael Morais, Laura Dutra, Helena Caldeira, Pedro Laginha, Ana Cristina Oliveira, Soraia Chaves e Ana Bustorf, entre outros, "Irreversível" é uma série policial, de 6 episódios, inspirada nos thrillers nórdicos que, ainda antes de estrear, conseguiu ganhar destaque a nível internacional, nomeadamente, em Cannes. 

 

Estreou a 14 de Outubro, na RTP, sendo transmitido um episódio a cada segunda-feira.

Confesso que o primeiro episódio me transmitiu sentimentos contraditórios.

Por um lado, consegue captar a atenção. Mas, por outro, é tudo muito parado, demorado, e a má qualidade do som não ajuda.

No entanto, os episódios seguintes prometem e, por isso, acredito que valerá a pena vê-la até ao fim.

 

A história segue Júlia Mendes, psicóloga, e Pedro Sousa, um inspetor, que se juntam para desvendar o homicídio de uma jovem de 17 anos - Luísa. 

Luísa tinha uma relação com Sara, e sofria de bullying por parte dos colegas das escola. Mas seria isso motivo suficiente para a matar?

 

Paralelamente, temos um caso de uma alegada assistente social que retira as crianças às mães, com base em queixas/ passado/ condições destas.

Só que essas crianças desaparecem sem nunca entrarem no sistema da segurança social. E, da dita assistente social, nem sinal. 

Rita foi uma das mães vítimas dessa assistente social, que agora tentará a todo o custo encontrar a sua filha bebé, que lhe foi retirada.

 

Será que, em algum ponto da história, as duas linhas se cruzam?

Destaco, nesta série, as grandes interpretações de Laura Dutra, como Sara, e de Helena Caldeira (já conhecida de Rabo de Peixe), como Rita.

 

Aí desse lado, conheciam a série?

Alguém a está a acompanhar?

Se sim, deixem o vosso feedback.

 

Imagem: rtp

 

Erro 404, na RTP

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Prometia muito, mas está a ficar aquém das minhas expectativas.

Lá está, não sou apreciadora de filmes nem séries de ficção nacional e, por isso, fujo muitas vezes para outros conteúdos.

Não é que seja um problema com o enredo, ou com a história. É mesmo com a nossa forma de actuar.

Uma mesma cena, um mesmo episódio, interpretado por portugueses, americanos ou brasileiros, por exemplo, será sempre diferente porque a própria forma de actuar, a dinâmica, o "à vontade" com que lidam e dominam, é diferente.

 

O primeiro episódio de Erro 404 é uma autêntica pasmaceira. 

Parece tudo muito forçado, sem ritmo. Em algumas partes até, meio parvo.

E pensei "que desilusão"!

 

Mas, teimosa como sou, dei o benefício da dúvida.

E assisti ao segundo, ao terceiro, e ao quarto episódios chegando, assim, a meio da série.

Ao terceiro episódio melhora um pouco.

Começa a surgir aquele "bichinho" da curiosidade, de ver o que vai sair dali, e o que estará guardado para aquelas personagens.

No entanto, está longe de cativar como seria de esperar.

 

Com um elenco composto por Inês Aires Pereira, como Rita, a personagem principal, e ainda Cristóvão Campos, Ana Valentim, Rui Maria Pêgo, Dinarte de Freitas, Tomás Taborda, Sara Carinhas e Valerie Braddel, entre outros, Erro 404 aborda a insatisfação de muitas pessoas com as suas vidas, a ponto de quererem, nem que seja por meras horas, viver outras vidas que não as suas.

Para isso, só têm que instalar e inscrever-se na aplicação Appy, e embarcar nas diversas experiências/ vidas que a mesma tem para oferecer.

 

Claro que, como todas as aplicações, sobretudo em fase experimental, ocorrem erros.

Resta saber se esses erros poderão ser corrigidos, e que impacto terão, entretanto, nos utilizadores.

O primeiro problema que percebemos é o de, da mesma forma que um determinado utilizador vive a vida de outras pessoas, também outras pessoas começam a viver a vida desse utilizador.

Por vezes, mais do que uma vez, a mesma vida.

 

E se, de repente, quiserem aquela vida para sempre?

Ou não quiserem, mas não conseguirem voltar à sua?

E se o que os outros andam a fazer nas nossas vidas não é aquilo que queremos para nós, quando voltamos a elas?

Que "estragos" já foram feitos, entretanto, nesse tempo, e como remediá-los?

 

Aguardo pelos restantes quatro episódios para perceber o que ainda irá acontecer na vida da Rita, por conta da aplicação que, em boa (ou má) hora, decidiu usar.

 

 

 

 

Imagem: rtp.pt

 

Festival Eurovisão da Canção 2024: 2ª semifinal

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Depois de uma cama partilhada por um casal, no cenário da semifinal anterior eis que, agora, foi mesmo um “Quarto para Um”.

Mas qual era “Criatura” que, no meio de toda a festa e companheirismo que por ali se vivia, acreditava mesmo que ia estar sozinha?

Ainda bem que se deixaram disso porque aquele era o momento, e de certeza que estava lá sempre alguém para lembrar os mais tímidos que “You Can’t Hide”. Pelo contrário, era tempo de mostrar ao que iam, e dar tudo em palco.

Para uns, os finalistas, ontem foi “Dia” de celebrar. Para os restantes, acredito que não será caso para um “Pé de Choro”.

Afinal, como diz o ditado, não é por morrer uma andorinha que se acaba a “Primavera”.

Não sei se são um “Doce Mistério” os critérios tidos em conta na hora de escolher uma música que represente Portugal, mas que são um mistério, são.

Talvez se deixem guiar pelas tendências, como um “Farol” que lhes indica o caminho a seguir.

 Ou por uma voz que lhes sussurra ao ouvido: “Change”!

E nem sempre compreendemos ou concordamos com as selecionadas. Mas eles lá sabem (supostamente).

Por isso, há que “Aceitar” a decisão. Até porque nem sempre a música, e o artista, escolhidos, são aqueles que, depois, mais vingam fora do festival.

 

Esta semifinal foi muito fraquinha, só consegui gostar de 2 músicas: a dos No Maka e a da Rita Onofre. A do Silk é só mesmo por destoar das músicas de embalar, e pôr a mexer. Buba Espinho também não esteve mal. Mas pouco mais se aproveitou.

 

Imagem: antena1.rtp