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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Como acordar bem disposta num sábado de manhã!

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Uma pessoa passa a semana inteira a desejar o sábado.

Porquê?

Porque sábado é aquele dia em que podemos dormir até mais tarde. Em que o corpo pede por mais umas horinhas de sono.

E é o primeiro dia do fim de semana!

Tudo bons motivos para acordar bem disposta!

Só que não 

 

Seis da manhã: primeiro round - gatas a morderem-se uma à outra

Levanto-me em modo zombie, ponho comida e volto para a cama.

 

Sete da manhã: segundo round - gatas a morderem-se de novo

Levanto-me, abro as corinas, puxo as persianas para cima, limpo as janelas, limpo as caixas de areia e volto para a cama

 

Nove da manhã: terceiro round - desta vez, estão as duas na cama, mas continuam a morder-se

Desisto! 

Levanto-me de vez, e despacho-me para ir às compras.

 

Chego à cozinha, vejo uma escavadora em frente.

Oh não, outra vez obras?

Barulho. Gatas assustadas. Lamaçal à porta e pela rua fora.

E... cortaram a água!

 

A sério?!

Vêm para aqui, não aviam ninguém, e ainda cortam a água?

E se eu tivesse roupa a lavar na máquina, e esta se avariasse por causa disso, quem se responsabilizava?

E se eu estivesse a tomar banho?

Pensei em desenrascar-me na casa dos meus pais, que é um pouco mais acima, mas desisti, quando percebi que uma vizinha que mora ao pé deles veio reclamar que também não tinha água em casa.

 

Valeu-me um garrafão de água que o meu marido comprou há meses, e nunca chegou a beber a água. 

E lá fiz as coisas à moda antiga: aquecer a água no fogão para o básico, e esperar que, quando viesse das compras, tudo já estivesse normalizado.

Passei pelos meus pais. Já tinham água!

O meu marido ligou-me pouco depois, a dizer que também já tínhamos em casa.

Segundo o informaram, foram resolver uma avaria.

Pois não sei que avaria resolveram, mas o que é certo é que, coincidência ou não, desde esse dia as minhas torneiras ficam sempre a pingar.

 

E para completar este sábado fenomenal, só mesmo os aviões aqui a passar por cima das nossas cabeças como se nos fossem cair em cima, e a fazer um barulho ensurdecedor!

Devo ser alérgica a Lisboa!

 

Ontem fui com a minha filha a Lisboa para a aula de preparação para o book.

Tenho a dizer que a minha filha, com 11 anos, é muito mais desembaraçada do que eu, e com um excelente sentido de observação e orientação! Foi uma grande ajuda para chegarmos ao destino sem enganos porque, se dependesse de mim, não sei se as coisas correriam tão bem.

Aos domingos não abundam autocarros para Lisboa, por isso, tivemos que levantar cedo. Estava tudo encoberto e um frio a fazer lembrar o Outono. A viagem até Lisboa até foi rápida (uma parte foi auto-estrada), não fosse o raio do autocarro fazer uma chiadeira desgraçada, que parecia que se desconjuntava todo!

Escusado será dizer que, a partir de Loures, já o céu estava limpo e o sol a brilhar.

Como ainda tínhamos uma hora pela frente, decidimos ir de metro. Mais barulho! Ainda assim, chegámos cedo e ficámos a fazer tempo ali na esplanada em frente.

Entretanto, enquanto ela estava na aula, resolvi comer um pedaço da tosta mista que ela tinha deixado. Esqueci-me que tinha manteiga. Mas a fome estava a apertar. Nesta altura, já tinham começado os primeiros sintomas de dor de cabeça.

Quando nos despachámos, voltámos a apanhar o metro. Almoçámos no Alvaláxia - ela no Burger Ranch, e eu o resto da tosta, que só conseguiu deixar-me mal disposta, graças à manteiga e aos orégãos (nunca tinha visto tostas mistas com orégãos).

Depois, uma fila enorme para apanhar o autocarro para a Ericeira, que nunca mais andava, e uma viagem longa pela frente (sem auto-estrada desta vez).

Cheguei a casa, e estive quase todo o resto da tarde deitada no sofá, com a cabeça a rebentar. Ainda me levantei para ir comer, mas pouco consegui levar à boca. Peguei na Tica para levá-la à rua, mas tive que me voltar a deitar. Só à noite é que a coisa melhorou ligeiramente, e aí já consegui comer.

A última vez que estive assim tão mal foi, precisamente, depois de ter ido a Lisboa, ao Cirque du Soleil.

Está visto que devo ser alérgica a Lisboa!

Nem quero pensar que no próximo fim de semana há mais.

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