Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O verão já não é o que era

veraojpg.jpg

 

Estranho verão este que, de ano para ano, vamos vivendo...

Em cada verão, vivemos um pouco de cada estação.

Os dias são maiores, mas quase não damos por eles.

Os finais de tarde, antes passados na rua, a apreciar e aproveitar a temperatura amena, são agora passados em casa, porque lá fora faz frio, ou está encoberto.

Raros são os dias em que sentimos o calor de verão.

Levanto-me com vento, céu encoberto e nevoeiro. E a promessa de um dia quente que, se o chega a ser, só mesmo à hora de almoço, e onde nos consigamos abrigar do vento.

Já não existe pôr do sol, nem nascer do sol.

Não sinto que seja verão.

Sinto que estamos a dois passos do outono no qual, com sorte, fará um ou dois dias com temperatura acima do normal. 

Quando o tempo quente deveria ser o normal, e não a excepção.

 

Não existem festivais de verão, acampamentos, festas populares.

Não existem noites quentes, que nos convidam a sair à rua.

 

Estranho verão, este que nos faz desejar um sofá, uma manta e um chá quente, enquanto cai a chuva lá fora.

Que nos lembra os dias de outono, o regresso às rotinas de escola e trabalho, quando ainda existem férias para gozar.

Que quer, à força, fazer-nos esquecer da sua existência.

Que quer, à força, dividir-se em mil pedacinhos, e espalhá-los por todo o ano.

 

O verão parece, cada vez mais, uma estação em vias de extinção, com os dias contados.

E, em breve, será apenas uma memória remota dos verões que, um dia, o foram, e nunca mais voltarão a ser.

Para felicidade daqueles que nunca morreram de amor por ele.

E para desgosto de todos os outros, que ansiavam o ano inteiro pelo reencontro, que agora não haverá, e para aqueles que nunca saberão o que é viver um verão como antigamente.

Cheio de aventuras, memórias, inesquecível...

 

 

Os "fiscais" da comunidade

Vigiar e produzir - Época Negócios | Inteligência

 

Existem pessoas que vivem a sua vida.

E outras, que se dedicam a fiscalizar a vida dos outros.

 

Desde que chegou até nós a pandemia, são vários os "polícias comunitários" que estão atentos ao que os restantes fazem, ou deixam de fazer, que criticam, que afiam a língua, à falta de melhor entretenimento. 

Porque fulano saiu sem máscara, porque saiu à rua quando devia estar em casa, porque sicrano foi ao café.

E que querem, à força, interferir com a liberdade dos outros.

 

Ontem, vinha eu dos correios para o trabalho quando, em sentido inverso, se aproxima uma idosa, de máscara e, às tantas, diz ela:

 

"Estas senhoras é que fazem bem. Não é preciso cá máscaras nenhumas. Isto é só uma fantasia. Elas é que sabem."

 

Ao mesmo tempo em que dizia isto, que me pareceu a mim uma crítica, a mim e a quem mais vinha na rua sem máscara, tocava ela própria na máscara, com as mãos, chegando mesmo a baixá-la, talvez para que a ouvíssemos melhor.

 

Não liguei, nem respondi.

Não valia a pena explicar à senhora que não é obrigatório usar máscara na rua e que, mais importante que isso, é manter a distância.

 

Nem tão pouco dizer que, nem há dois minutos atrás, tinha estado quase meia hora, com a máscara colocada, nos correios, depois de outra meia hora, na Câmara Municipal, locais onde se deve usá-la, e que o que mais queria naquele momento, era respirar livremente onde, e quando podia.

 

E menos ainda que, em vez de estar a criticar, e baixar a máscara para falar, ou tocar nela onde não é suposto, devia ter seguido o seu caminho, com a máscara colocada, como ela aprecia, e evitar colocar-se a si, e aos outros, no perigo em que não quer que os outros a coloquem!

 

 

 

 

Fui fotografada pelo Google Maps!

Sem Título4.jpg

 

As coisas que a minha filha descobre!

No outro dia, andava a ver imagens no Google Maps e deparou-se com uma imagem minha, numa das minhas caminhadas casa-trabalho.

Sim, é verdade, fui apanhada pelo Google Maps!

 

É caso para pôr em prática aquele mandamento que diz "age sempre como se estivesses a ser observado"!

Agora imaginem o que não estarão todos os satélites que por aí andam, disfarçados, a fazer com as nossas vidas.

Até parece que vivemos num mundo que é, ele próprio, um BIG Big Brother.

 

Pelo sim, pelo não, o melhor é irem ver se também não foram apanhados pela câmara!

O dia em que quase fiquei fechada na rua!

Resultado de imagem para fechadura desenho

 

...e a minha filha trancada em casa!

 

Final do dia, saio do trabalho a pensar que não está a chover e, por isso, deixo o guarda-chuva por lá. Afinal, está uma chuva miudinha mas, convenço-me, não há-de ser nada.

Pelo caminho, a chuva aumenta de intensidade e começo a ficar toda molhada. Vou falando ao telemóvel com o meu irmão, até chegar à porta de casa. Ainda ao telemóvel, tiro a chave de casa da mala, e tento abrir a porta só com a mão disponível. Não consigo. Tento segurar o telemóvel no ombro, e dar um jeito com a outra mão. Não abre. A chave fica encalhada na porta, e já não roda, nem para a frente, nem para trás.

 

Bato à porta, porque a minha filha está em casa. Ela, bem ensinada a não abrir a porta a ninguém, liga para o meu telemóvel, a confirmar se sou eu. Peço ao meu irmão para esperar, enquanto atendo a chamada, e diz-me que tem a gata ao colo e não pode ir. Digo-lhe que tem que tirar a gata e ir lá, porque não consigo entrar. 

Enquanto espero, cerca de 2/3 minutos, até ela aparecer, continuo a conversa com o meu irmão. Entretanto, ela chega à porta, mas a chave do lado de dentro também não roda. Vou-lhe fazendo gestos do que deve fazer, mas nada. Não só não conseguimos abrir a porta, como ainda ficou trancada!

Acabo por pedir desculpa ao meu irmão, porque tenho mesmo que resolver o problema e desligar a chamada. Digo à minha filha para me ir abrir a outra porta, que dá para o corredor. O problema, é que essa porta nunca é usada, e a chave e fechadura estão perras, e ela não consegue abrir!

 

Numa última tentativa, digo à minha filha para voltar à porta inicial, e tirar a chave da porta, para ver se assim a minha, do lado de fora, já funciona. E pronto, finalmente a chave rodou, e destrancou a porta, podendo finalmente entrar em casa, totalmente molhada!

 

 

 

 

 

 

Achei uma nota de 5 euros

Resultado de imagem para nota de 5 euros

 

Eu, a carochinha de serviço, habituada a encontrar na rua moedas de 1 e 2 cêntimos, esporadicamente uma moedita de 10 ou 20 cêntimos, e uma única vez uma moeda de 50 cêntimos, mais habituada a perder notas sem saber bem como, do que a encontrá-las, achei uma nota de 5 euros!

 

Li no outro dia, que encontrar moedas na rua pode ser um sinal, uma forma de aqueles que já partiram comunicarem com quem cá está.

Curiosamente, encontrei a nota no dia 25, um ano após a morte da Tica. Coincidência?

Suponho que sim. Até porque era um nota, e não uma moeda!

Mas o que quer que signifique, a verdade é que deu jeito.