Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

RX - Piece of Cake

16a31b4fe64561a34eff8cfe60cc23a659acaf33a2320a60ee

 

Piece Of Cake é uma banda de Rock Alternativo, oriunda de Sintra e fundada, em 2014, por Lito Pedreira.

Depois de Fears On Fire, o álbum de estreia da banda Piece Of Cake, e do single editado no início de 2019 "The World Upside Down", os Piece of Cake estão de regresso com novo single "Get Out", que fará parte do próximo trabalho da banda.

Para aos conhecerem melhor, aqui fica o RX aos Piece of Cake:

 

 

 

 

21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons

 

De que forma se descreveriam através das seguintes palavras:

Inspiração -Muita

Público - Estão escondidos

Burocracia - Alguma

Oportunidade - Pouca

Interior - Profundo

Energia - Sempre no Redline

Alternativo - Diferente

Música - Do Coração

 

 

No início deste ano editaram o single “The World Upside Down”. É essa a visão que têm, do mundo actual em que vivemos?

De certa forma sim. As pessoas no geral andam distraídas. Estamos num mundo e numa altura em que se está a dar muito valor a coisas muito superficiais, coisas que pouco valor adicionam e contribuem, existe muita “distração”… Podíamos estar a dar mais importância e valor ao que nos une e não ao que nos separa.

 

 

 

 

 

No passado dia 21 de junho lançaram um novo tema “Get Out”. Que mensagem pretendem transmitir com esta música?

Esta musica fala de uma viagem e dos nossos demónios que todos temos dentro de nós. É uma história de alguém que está a lutar contra esses demónios, tem de fazer uma longa viagem interna para os conseguir encontrar e enfrentar.

 

 

“Fears on Fire” foi o vosso álbum de estreia. Em 2020, está prevista a chegada de um EP. Pretendem manter o mesmo registo do trabalho anterior, ou irão mostrar uma outra faceta dos Piece of Cake?

Para já ainda estamos a trabalhar no EP e não sabemos bem como será o resultado final, tudo pode acontecer J.

Podemos no entanto dizer que será uma continuidade do primeiro disco, mas com um som mais amadurecido. A nossa característica de Rock Alternativo com a estrutura direta e sem rodeios contínua bem presente nas novas músicas.

 

 

Qual é, para vocês, no que respeita ao rock em Portugal:

- a melhor banda de sempre? Ornatos Violeta

- a banda que melhor resistiu ao passar dos anos e da evolução do rock em Portugal? Xutos e Pontapés

- a banda revelação da nova geração? Linda Martini

- a banda com quem gostariam de partilhar o palco? Da Weasel

 

 

Por onde vão andar os Piece of Cake nos próximos meses?

Vamos estar concentrados e a trabalhar no novo EP.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo. 

RX - Pedro Vicente

b0cf95ef65f0ea30c6c61e1308beb3b2280f7981962547e752

 

Depois de se ter revelado com o primeiro álbum de originais "Espera", Pedro Vicente regressa com um novo trabalho que não vai deixar ninguém indiferente.
Acompanhado por um videoclipe apaixonante,"Tu És Tudo o Que Eu Preciso" é o novo single de Pedro Vicente, uma canção marcante que vem reafirmar a sua qualidade enquanto letrista, compositor e intérprete.

Aqui fica o RX a Pedro Vicente:

 

 

 

21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons

 

Pedro, de que forma te descreverias através das seguintes palavras:

 

Histórias – sinto-me mais confortável a cantá-las do que a contá-las

Preconceito – prefiro conhecer primeiro e conceptualizar depois; tento encarar o que é novo/desconhecido sempre de forma aberta e otimista

Barreiras – são para ultrapassar, guardando essa experiência como lição

Palavras – ficam mais belas quando acompanhadas de ações correspondentes

Espontaneidade – a palavra que melhor define a forma como componho

Cognição – ainda há tanto para aprender e para conhecer

Movimento – essencial para descobrir o mundo e deixar nele a nossa marca

Música – um facilitador de relações humanas e um regulador de emoções

Amor – acredito que o ponho em tudo o que faço

Paciência – sinto que já esperei muito na vida e de forma inconsciente a “Espera” é um tema recorrente nas minhas letras. Sinto também, que agora me custa mais esperar, por isso tento cada vez melhor aproveitar o que está a acontecer e esperar menos o que poderá vir no futuro.

 

 

“Tu És Tudo o Que Eu Preciso” é o teu mais recente single. Em que(m) te inspiraste para escrever/ compor este tema, e sobre o que nos fala o mesmo?

Não seria justo escolher apenas uma fonte de inspiração, e nomear todas originaria uma resposta demasiado longa. Até certo ponto é um tema autobiográfico e fala sobre a capacidade de valorizar cada momento e cada pessoa das nossas vidas, da importância de encontrar realização em cada passo do caminho e não desesperar na esperança de uma situação ideal que pode nunca chegar. Sorrir por ser feliz, sorrir para ser feliz e sorrir para fazer alguém feliz.

 

 

O single foi lançado a 7 de junho. Cerca de um mês depois, que feedback tens recebido relativamente ao tema e respetivo videoclip?

Pela primeira vez sinto que a minha música está a transformar a vida das pessoas. Tenho recebido mensagens de pessoas de várias partes do mundo, não apenas a elogiar a música e o videoclip, mas a partilhar comigo como este tema as fez sorrir, chorar (em vários casos as duas coisas em simultâneo) e principalmente acreditar, acreditar que o amor pode vencer todas as barreiras, que o mundo se pode tornar um lugar melhor e que vale a pena continuar a lutar por ele. Tem sido muito reconfortante saber que em conjunto, este single e videoclip, se tornaram uma mensagem de esperança e alento para muitas famílias.

 

 

 

 

O tema foi produzido por João Só e Ricardo Ferreira. Como surgiu essa colaboração?

Conheci o Ricardo Ferreira através de uma amiga. Houve de imediato uma grande empatia e tendo em conta o impressionante currículo do Ricardo e o facto de ele ter montado um novo estúdio, extraordinariamente equipado e muito perto de onde moro, decidimos avançar para a produção deste tema. Quando começámos a pensar no arranjo o Ricardo disse-me que tinha uma pessoa que poderia dar um grande contributo. Apresentou-me o João Só, que surgiu logo com boas ideias para a produção e assim avançámos com a produção feita por esta parceria de sucesso.

 

 

Esta música fará parte do teu próximo álbum? Para quando esse novo álbum?

Sem dúvida, estou a planear começar a gravar já no início de 2020 e o “Tu És Tudo o Que Eu Preciso” fará indiscutivelmente parte do alinhamento.

 

 

Quais são os objectivos a concretizar, a nível musical, em 2019?

Ter o single a passar nas principais rádios nacionais e conseguir muitas datas para levar esta e outras canções o mais próximo possível do público.

 

 

De que forma é que o público te pode ir acompanhando?

O mais fácil será através das redes sociais, pedrovicentemusic no Facebook ou Instagram.

 

 

Muito obrigada!

Eu é que agradeço 😉

Pedro Vicente

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo. 

RX - Belarmino

0e747ac9705dfedb90106e3ee63c87232878deb2be1e88e521

 

Belarmino ou, simplesmente, BN, é angolano e reside em Portugal há 10 anos.
Decidido a apostar exclusivamente na sua carreira a solo, prepara-se para nos presentear com um novo álbum, onde predominará um estilo pop, com as influências dos estilos e sonoridades mais atuais.

Para já, "Feiticeira" é o single de avanço do novo trabalho.

E aqui fica o RX ao artista convidado de hoje!

 

 

 

21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons

 

Belarmino, de que forma te descreverias através das seguintes palavras:

 

Direito – Um mundo. Uma área do saber onde só não estou por não ser muito amigo da formalidade mas que, se calhar, um dia possa ainda vir a exercer.

 

Instrumentos – Flauta. A flauta africana, por ser o único instrumento que o meu pai me ensinou a tocar antes mesmo de ir ter aulas para tocar no grupo da igreja.

 

Voz – Um instrumento. Um instrumento que deve ser muito bem explorado e saber colocá-lo a nosso favor. A escola existe para dar mais um acrescento na forma como podemos mobilizar a voz a nosso favor, de resto, é um instrumento que já nasce pronto.

 

Ritmo – É o tic tac do nosso relógio, é o bater do nosso coração, é o som da vida ao mesmo passo que é o tempo. Sem ritmo não há vida.

 

Humildade – Prefiro não falar nela, hoje toda gente diante de objectivos por alcançar diz-se humilde e só de pensar nisso decidi não mais falar no assunto. Chego ao ponto de colocar a humildade, o direito e a justiça no mesmo prato, se tiver que justificar terá de ser com muito blá, blá.

 

Igreja – Foi o meu jardim de infância, foi lá onde aprendi o que se aprende nas cresces e jardins de infância, mas refiro-me a igreja do meu tempo, por isso, se me perguntar se gostaria que o meu filho andasse também na igreja como eu andei, diria: só com vigilância reforçada e para de lá aprender aqueles princípios que são benéficos para toda a humanidade, mas nada de lhe ensinarem a discriminar outras religiões, muito menos incutirem-lhe coisas pouco concretas e que, muitas delas, só fazem mesmo sentido no mundo do imaginário.

 

Angola – Minha alma.

 

Rimas – Quando surge esse questão viajo logo para a minha realidade de anos atrás, penso logo no Belarmino rapper. O rap foi a escola onde não tive que cumprir formalidade para me sentar na carteira, mas que obrigou-me a ler livros para soltar frases ricas na hora do freestyle com os outros MCS. Foi também através do rap que me tornei a pessoa que sou hoje, e enquanto compositor, mundo hip hop aliado ao rap, foi a escola onde dei os primeiros passos.

 

 

“Feiticeira” é o single de avanço do teu próximo álbum. Sobre o que nos fala este tema?

É o retrato não fiel de uma história real, não fiel porque acabei por alegorizar a composição. Foi uma história que aconteceu comigo, foi um namoro de dois estudantes de direito que acabou mal e, por ter me sentido a parte mais lesada, passei a tratar a outra parte por feiticeira.

A situação mexeu comigo, até chegar ao ponto de afectar também o meu amigo, e ele concordou comigo quando passei a tratar a pessoa em causa por feiticeira.

 

 

 

 

 

 

A música pode ser, também ela, uma “feiticeira”?

Olha! Se for será um bom sinal, as pessoas ficarão bem marcadas, mas tem que ser pela positiva.

 

 

Se te fosse dada a oportunidade de escolher um feitiço para ti, qual seria a tua escolha? E para outra pessoa?

De curar pessoas. Para outra pessoa, o de amar o próximo enquanto ser humano.

 

 

Ao longo do teu percurso, já enveredaste por diferentes estilos, como hip-hop, regaetton e, agora, neste novo trabalho, pop. Consideras-te um músico versátil?

Essa palavra "versátil", no mundo da música, às vezes acaba por parecer algo que não é carne nem peixe é uma incerteza absoluta, não me vou socorrer dela na medida em que tudo o que eu faço na música é o que realmente sinto que tenho que fazer no momento, ou seja, não gosto de me sentir limitado, daí estar a fugir da conotação a um estilo e ser apenas um artista pop. Óbvio que, nas minhas músicas, estarão sempre extratos do rap, e dos ritmos africanos em particular os angolanos, e o tema feiticeira é antevisão do que será o meu futuro trabalho compilado.

 

 

Depois de alguns projetos realizados em dupla tens, mais recentemente, apostado exclusivamente numa carreira a solo. O que te levou a tomar essa decisão?

Tendo o projecto BN&LG ficado suspenso, porque o LG decidiu tirar um tempo para estruturar coisas pessoais da vida dele, achei ter chegado a altura de finalmente trabalhar duro no meu projecto a solo.

 

 

Estás neste momento a preparar o próximo álbum. Podes desvendar um pouco do que por aí vem?

O que vem aí é um trabalho pop, ou seja, as pessoas vão ouvir temas que não conseguirão remeter directamente à Kizomba, ou ao rap, mas sim música com essas influências todas onde as pessoas poderão dançar ou sentir como quiserem. A ideia é dar a ouvir bom som e fazer dançar.

 

 

Podemos contar com o novo trabalho ainda este ano?

Sim, sim. Vou em breve disponibilizar um segundo single e só depois me vou concentrar nos restantes temas.

 

 

De que forma pode o público acompanhar-te, e ficar a par de todas as novidades sobre o teu trabalho?

O público em geral e pessoas interessadas em apoiar na estrutura do meu trabalho, uma vez que hoje é difícil trabalhar sozinho, podem contactar e acompanhar via facebook e instagram e ainda no perfil spotify.

Aproveito para agradecer à FAROL MÚSICA por ter, mais uma vez, me dado a oportunidade para editar os meus trabalhos, e a ti Marta Segão pela entrevista.

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o vídeo. 

RX - Pedro Teixeira Silva

aff0c517a3bb7e5e60c235b6fc2e1e3c15c81cfce0f9ff0cd5

 

Após a edição, em 2017, de "PRIMEIRO ATO", o compositor Pedro Teixeira Silva apresenta agora "SEGUNDO ATO", que segue a mesma linha e encerra, assim, um ciclo dedicado aos amantes da música, caracterizado pelo encontro entre o clássico e o rock.

O novo álbum conta com um dueto irreverente, entre o consagrado Paulo de Carvalho e a ilustre cantora lírica portuguesa Elisabete Matos, e com as colaborações vocais de Miguel Guedes (Blind Zero), Pedro Laginha (Mundo Cão), Moisés (Quinta do Bill), elementos da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro Nacional de São Carlos, entre muitos outros.

Para conhecê-lo melhor, aqui fica o RX a Pedro Teixeira Silva!

 

 

 

 

21035662-rx-prescription-shape-using-medical-icons

 

Pedro, de que forma se descreveria através das seguintes palavras:

Família – Porto seguro, confiança e amor incondicional.

Foco – Trabalhar sempre com qualidade para deixar um legado que perdure na história da música.

Banda Sonora - Charlie and the Chocolate Factory

Música – A arte de transmitir sons e sentimentos.

Composição – Realização pessoal e muito prazer.

Partilha – Algo que sempre esteve presente ao longo de todo o meu percurso profissional.

Vida – Positivismo.

Atos – Praticar o bem e desenvolver novos progressos.

Palco – Algo de puro e sagrado que se deve respeitar e não acessível a todos.

Magia – A harmonia dos sons conjugados e congregados na orquestração.

 

 

Em 2017, o Pedro editou o seu primeiro trabalho a solo “Primeiro Ato”. Dois anos depois, chega “Segundo Ato”. Em que é que ambos se assemelham ou diferenciam entre si?

Assemelham-se na sua génese: A fórmula é similar, aliás como o tem de fazer normalmente qualquer colega compositor não executante. O convite efetuado a músicos de qualidade que respeitamos para entregar a interpretação da obra.

Diferença: Segundo Ato é claramente mais arrojado a nível de composição que o Primeiro Ato. Vou mais além no arriscar de fundir e cruzar variados estilos musicais, juntar vozes totalmente distintas em consonância e harmonia, criar sonoridades pouco exploradas e o máximo cuidado no detalhe, que só ouvindo várias vezes se descobrem.

 

 

Poder-se-á dizer que “Segundo Ato” é a continuação da história, iniciada no álbum anterior?

Sim, a génese é a mesma.

 

 

 

 

a524507a8c0cea5e6b3ec34ad050648277178099320a66b8ea

 

Que sentimentos estão presentes neste “Segundo Ato”?

Existe sempre um cuidado deveras especial na minha forma de compor que tem a ver precisamente com o transmitir sentimentos e emoções a quem a ouve, senão a música passa a ser simplesmente mecânica e meramente de consumo imediato tratada como um produto com intuito meramente comercial. Quando desejamos que a mesma perdure no tempo o sentimento tem de estar sempre presente.

 

 

À semelhança do álbum anterior, “Segundo Ato” conta com diversas colaborações, nomeadamente, um dueto entre Paulo de Carvalho e Elisabete Matos. Foi um dueto pensado desde o início, ou esta união surgiu de forma inesperada?

“Sonho Meu e Teu” foi pensado e concebido desde o início para estas duas vozes absolutamente fantásticas e tão distintas no seu enquadramento musical. Foi um desafio a nível de composição imaginar e criar uma forma de ambas terem o seu espaço o seu protagonismo e harmonia.

 

 

“Segundo Ato” foi editado, em formato digital, a 10 de Maio. Que feedback tem recebido por parte do público?

Este é um álbum de estúdio que não está previsto levar ao vivo por variadíssimas razões. Como tal práticamente todas as reações que tenho colhido não são depois de um concerto, mas sim públicas através de mensagens que me deixam nas redes socias que agradavelmente têm sido extremamente positivas.

 

 

 

 

 

“Sonho Meu e Teu” é o single de apresentação do novo trabalho. Que sonhos faltam, ainda, ao Pedro, realizar, a nível musical?

O meu sonho é sempre o próximo disco, a próxima composição, o próximo concerto, a escolha e descoberta de quem irei convidar a partilhar música comigo. Sendo assim Marta, ainda tenho muitos e inúmeros sonhos por concretizar.

 

 

Muito obrigada!

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o lyric video. 

RX - Cambraia

Resultado de imagem para à conversa com cambrais

 

Os Cambraia surgiram em 2007, com o intuito de explorar tradições da música portuguesa, e usar o fruto dessa exploração na composição da chamada música moderna.
Na música dos Cambraia há espaço para quase tudo: o cómico, o sonho, a dor, a alegria, o espanto, a intervenção... a vida. Em português. Sempre. 

É essa diversidade de energias que a banda procura passar para o público, a cada atuação, à medida que descobre e é descoberta por esse mesmo público.
Em 2015 lançaram o álbum “Concordar Com Gente Grande”.
Agora, estão de regresso com um novo single: “Nua e Crua”.

 


Conheçam melhor os Cambraia, através deste RX à banda:

 

 

 

Resultado de imagem para rx

 

De que forma se descreveriam através das seguintes palavras?

 

 

Verdade toda a música e letras que escrevemos, bem como a forma como as executamos, é feita com toda a nossa verdade, é exactamente aquilo que queremos dizer. Nunca cedemos à tentação de alterar uma palavra, juntar mais um refrão, retirar um solo, para eventualmente tornar esta ou aquela canção mais vendável. Isso não faz parte do nosso ADN.

 

Tradição acreditamos que tudo o que nos identifica como portugueses e que consideramos como tradição deve ser preservado e de certa forma, se possível, reciclado, ou seja, vestido com as roupas de hoje. O bom e o menos bom, entenda-se.

 

Música – todos os géneros que ouvimos e vamos descobrindo cabem nas canções de Cambraia e fazem delas objectos de fruição e de reflexão muito apetecíveis, esperamos nós. Enquanto sentirmos que assim é, existe razão para existirmos.

 

Diversidade – todas as culturas e etnias e orientações de que Portugal é feito serão sempre celebradas pelos Cambraia com maior ou menor grau de ironia. Português – é uma das mais belas e faladas línguas do planeta e é a nossa. É para o Ricardo (autor das letras) um desafio constante que ele vai vencendo, alcançando assim poemas bem singulares.

 

Vida – é tudo. Depois dela, não há provas (que conheçamos, pelo menos) de haver mais nada. Por isso é nascer, renascer e crescer e ser um pouco melhor de um dia para o outro. Tudo isto está na obra de Cambraia. Vão ouvir.

 

Energia – é a fonte da vida, do movimento e da transformação constante de tudo e de todos. É aquilo que os Cambraia trocam em doses industriais com o nosso público nos concertos. É o que percorre as nossas canções. É um vício bom. E tanto a boa como a má energia são essenciais.

 

Público – é a razão pela qual queremos existir. E queremos ter sempre cada vez mais. E o público português é um dos melhores do mundo (até segundo várias vedetas internacionais). Temos muita sorte nesse capítulo.

 

 

 

Em 2015, os Cambraia lançaram o álbum “Concordar Com Gente Grande”. O que têm feito desde então?

Em 2016 e 2017, sobretudo, tocámos o disco em alguns palcos nacionais e fomos sempre bem recebidos pelo público. Conseguimos que a canção “Apenas Um Sorriso” fosse ouvida constantemente na telenovela “Belmonte” da TVI. Ficámos em segundo lugar no prestigiado Festival Cantar Abril com uma versão muito nossa do tema “Balada de Outono” do Zeca Afonso.

Fizemos parte de várias colectâneas da nossa editora, a Farol. Foram anos de crescimento como banda ao vivo. Foram anos em que a cumplicidade entre todos cresceu e ajudou a formar a identidade de Cambraia.

 

 

Uma das características que atribuíram, nessa altura, à banda foi um certo tom irónico e jocoso. É algo que ainda se mantém?

Não só se mantém como sai reforçado nas novas canções. De certa maneira pode-se dizer que este novo trabalho é mais divertido embora não necessariamente mais leve.

 

 

 

cambraia nua e crua capa.jpg

 

“Nua e Crua” é o novo single dos Cambraia, lançado a 26 de outubro. Na vossa opinião, a verdade deve ser sempre nua e crua?

Para nós ela não o é se assim não fôr. Muitas vezes é difícil lidar com a verdade, enfrentá-la. Mas para nós não existe outra maneira de andar neste planeta.

Há que ser corajoso para se ser verdadeiro. Há que errar, corrigir, melhorar e, sobretudo, respeitar o outro, por mais difícil que possa parecer e ser.

De uma vez por todas temos que ser responsáveis pelo que pensamos e fazemos. Só assim as coisas melhoram. Acreditem. Ouçam Cambraia que ajuda.

 

 

“Os Cambraia são sempre verdade”, afirmam. É esse o “compromisso” que assumem, através dos vossos temas e da vossa postura, para com o público que vos segue?

Sim. Ninguém é perfeito mas temos sempre esse compromisso em mente quando escrevemos, cantamos, tocamos, gravamos, quando pisamos o palco ou quando damos entrevistas, por exemplo.

 

 

Para quando um novo álbum?

Por enquanto estamos ainda no processo de gravação de mais 4 canções e a escrever mais uma. Teremos algumas colaborações interessantes. Uma delas julgamos que nunca aconteceu no panorama musical português (pelo menos procurámos e não encontrámos).

Não sabemos ainda se será um álbum ou um EP. Veremos. Estejam atentos. Sigam-nos nas redes sociais e afins.

 

 

Quais são os objectivos a concretizar até ao final do ano, e em 2019?

Até final do ano estaremos na toca a gravar as novas canções. Quanto a 2019, queremos que seja o ano de Cambraia, com muitos concertos ao vivo em todo o lado para mostrarmos a nossa música contagiante a todo o país e comunidades portuguesas no estrangeiro.

Preparem-se que estamos quase a chegar!

 

 

Muito obrigada, Cambraia!

Nós é que agradecemos a oportunidade de responder a perguntas tão interessantes, o que nem sempre acontece. Parabéns!

 

 

 

Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 

  • Blogs Portugal

  • BP