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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Zbrodnia: Crime na Costa

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Hel, uma península situada num município da Polónia, poderia ser um paraíso para quem lá vive ou visita mas, atrevo-me a dizer que, depois do que por lá irá acontecer, está mais perto de se transformar num inferno.

Um corpo, embrulhado em redes de pesca, dá à costa.

Uma mulher é encontrada morta nas ruas de Hel.

É descoberto um esqueleto num bunker.

Anda por aí um assassino à solta, e pode haver mais alguém a correr perigo de vida, se o comissário Tomek Nowiński, destacado para o caso, não o encontrar rapidamente.

 

O que nem sempre parece possível porque, apesar de bom profissional e com bons instintos, o seu desempenho está a ser afectado pela morte do filho e a separação da sua mulher, o que o coloca em risco de deitar tudo a perder.

Mas talvez Agnieszka, uma antiga colega de turma, o possa ajudar. Afinal, foi ela que encontrou o primeiro corpo, enquanto nadava, e conhece muitos dos habitantes de Hel, incluindo, o principal suspeito.

Só falta mesmo um motivo, para fazer a ligação entre os crimes. Ou, então, simplesmente, suspeitam da pessoa errada e, enquanto isso…

 

Agnieszka é casada e tem dois filhos, mas não está feliz no casamento. O marido é um homem ausente, frio, mais preocupado em conviver com os amigos, e em manter as aparências de uma família perfeita.

Quando Tomek chega a Hel, ambos vão ficar mais próximos e dar origem a reacções inesperadas, que poderão mudar a vida de todos. Ou não…

 

O tempo passa e, quando tudo parece mais calmo, um novo assassinato ocorre, durante uma corrida de beneficência, na praia.

Quem teria motivos para matar um dos homens mais influentes da região? 

A mulher? A amante? O filho? Algum inimigo desconhecido? Ou alguém muito próximo a ele, de quem nunca desconfiaria.

Tomek regressa a Hel para investigar este novo crime e, com ele, ressurgem sentimentos que tinham ficado adormecidos.

Terá, Agnieszka, coragem de pedir o divórcio ao marido, logo agora que ele parece determinado em reconquistá-la?

Terá ela oportunidade para reconstruir a sua vida, agora que está, navamente, na mira do assassino?

 

A série da Netflix conta, para já, com duas temporadas, de três episódios, cada uma.

Pessoalmente, preferi a segunda temporada.

E para os mais curiosos, "zbrodnia" é uma palavra polaca (ou polonesa) que, em português, significa "crime".

"No Te Puedes Esconder", nova série da Netflix

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Um ex polícia, com problemas de alcoolismo e falta de dinheiro, é contratado para matar uma mulher que, na sequência de um atentado terrorista, lhe acaba por salvar a vida.

E agora? Terá ele coragem de seguir adiante, e tirar a vida àquela que lhe devolveu a dele?

 

Mónica vive com a filha, Natália, em Madrid, no âmbito do Programa de Protecção de Testemunhas, após ter denunciado o ex marido e o seu negócio de narcotráfico. Com o ex marido morto, ela constrói uma nova vida longe do México, onde ambas viviam. Mas, ainda assim, o perigo está mais perto dela do que imagina. 

 

Um fotógrafo de guerra, obcecado pela morte, colecciona várias fotos de momentos trágicos, sobretudo mulheres mortas, que pretende utilizar na sua nova exposição.

Mas será que não passa mesmo de um trabalho fotográfico? Ou poderá o seu comportamento, por vezes estranho, esconder algo mais?

Sobretudo, quando se mostra tão interessado na morte da mulher de um líder de um partido em ascenção?

Alex tem um caso com Mónica, mas cedo vamos perceber que as mulheres são outro dos seus vícios.

 

Alberto Torres, mulherengo e prestes a ver o seu partido chegar onde quer, torna-se o principal suspeito do assassinato da sua mulher. Apesar de negar, ele tinha todos os motivos para o fazer. Ameaças não faltaram. 

 

Natalia e Eli são amigas mas, naquele momento, quase nem se falam por causa de Alberto, que andou com as duas. Mas Natalia está estranha, como se algo a incomodasse, como se tivesse medo de alguma coisa, ou de alguém e, naquela mesma noite, acaba mesmo por ser raptada.

 

Percebe-se que Eli esconde alguma coisa, e que Alex também parece ter os seus segredos, mas saberão quem terá levado Natália?

Quem não vai descansar até encontrar a sua filha é Mónica. Mas será que o consegue, estando com a cabeça a prémio?

 

E é, assim, nestas três vertentes - recuperar Natália, que parece ter sido levada com vista ao tráfico humano, descobrir quem pagou para matar Mónica, e quem é o assassino de Beatriz - que se vai desenrolar toda a série. Será que tudo está relacionado?

É assim, que vamos perceber o quanto a polícia, nos seus mais diversos departamentos, pode ser corrupta, ineficaz, inactiva, influenciável. O quão burocrático pode ser um processo, e quantos entraves tem que contornar, muitas vezes sem sucesso, para dar um passo em frente.

E como, muitas vezes, tem que ser quem está fora a mexer-se, a arriscar-se, a lutar por aquilo que mais ama, a utilizar meios menos convencionais, para chegar onde a polícia não é capaz, não quer, ou não tem interesse em chegar.

Porque o dinheiro ainda move muita gente, muitos interesses, e os poderosos conseguem ter todos do seu lado, não dando espaço para serem apanhados.

 

Uma série de 10 episódios, em que a acção e o suspense são uma constante, e que queremos devorar de uma só vez.

Confesso que, desde o início, Alex me pareceu suspeito. Nunca fui com a cara dele. Mas não há dúvidas nde que é um bom pai e, a certa altura, ajudou Mónica.

Desconfiei de quem poderia ter estado por detrás da morte encomendada de Mónica, e do rapto da Natália. Era demasiado óbvio.

 

Mas o assassino entre todos eles, foi uma verdadeira surpresa!

Penso que estão reunidas as condições para uma segunda temporada. Gostava de ver como tudo se irá desenrolar dali em diante.

Nesta temporada, o destaque vai mesmo para a Mónica, uma mulher destemida e guerreira, que nunca desiste da filha, e para Daniel, que consegue voltar a ser o polícia que um dia foi, graças a Mónica, e vai ser o seu companheiro na missão de recuperar Natália.

Recomendo, sem dúvida!

Segredos de Natal, da Netflix

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Nenhuma família é perfeita.

Cada uma tem as suas diferenças, divergências, problemas, questões por resolver e, até, os seus segredos. Umas, claro, mais que outras.

Quase sempre, tudo isso acaba por vir mais ao de cima, quando essas famílias se juntam. E, em vez de ser uma reunião pacífica de toda a família, acaba por se tornar uma tempestade com consequências imprevisíveis.

 

Desilusões com aqueles que considerávamos a sua referência, protagonismo e tendência para chamar a atenção para si, ignorando aqueles que estão ao lado, exibicionismo, autoritarismo, passividade, medo de desapontar, revolta, e um pouco de loucura, tornam esta família totalmente desestruturada.

Apesar disso, continua a haver um elo que liga todas estas mulheres, de várias gerações - o amor.

É ele que, no fim, falará mais alto e permitirá deitar para fora tudo o que foi sendo guardado ao longo de vários anos, toda a raiva, frustração, receios, e desejos que ficaram sempre por se concretizar.

Esta é uma família que se junta no Natal, em busca de aprovação, redenção, acenar da bandeira branca, recuperação do tempo, e até da vida, algures, perdida.

 

É o momento de pôr os pontos nos "is" e, no meio desse turbilhão de emoções, descobrir o segredo que Eva tem a revelar à família, antes de partir.

E é essa imperfeição que torna estas famílias reais, verdadeiras, e um exemplo para todos nós.

 

 

A série Living With Yourself, da Netflix

 
 
Um homem, completamente desanimado, submete-se a um estranho tratamento e, quando acorda, descobre que foi substituído por uma versão melhorada de si mesmo.
 
 
Tudo começa quando Miles, desanimado com a sua vida amorosa e falta de inspiração para o trabalho, segue os conselhos do seu amigo Dan, que lhe aconselha uma ida a um spa selectivo e secreto, de onde sairá renovado e muito mais confiante.
 
Ao ver o fracasso em que se tornou a sua vida, e o sucesso que o amigo está a conseguir a todos os níveis, Miles gasta parte do dinheiro que ele e a sua mulher pouparam, para pagar o spa, que lhe promete um verdadeiro milagre - um tratamento avançado e sofisticado, capaz de resolver todos os seus problemas.
 
Na realidade, o que acontece no spa é um processo de clonagem, que transforma os clientes numa versão melhorada de si mesmos. E, enquanto os clones ocupam os respectivos lugares na vida que, antes, pertencia aos clientes, estes são enterrados vivos, sob o efeito da anestesia, acabando por morrer.
 
 
 
O que nem ele, nem os donos do spa esperavam, era que as coisas não resultassem como habitualmente, e que Miles sobrevivesse.
 
Agora, o verdadeiro Miles, que continua sem grande vontade de mudar por si próprio, e o seu clone, que age de uma forma totalmente diferente, tornando-se um homem bem sucedido, respeitado, e que facilmente conquista todos à sua volta, terão que partilhar a mesma vida, o mesmo trabalho e, até, a mesma mulher.
 
 
 
Apesar de ser uma comédia, faz-nos pensar neste mundo em que vivemos, em que a competição no trabalho leva, cada vez mais, a frustrações e stress quando não se consegue dar o melhor, em que reina a lei do mais esperto.
Um mundo em que as pessoas têm preguiça de pensar por si, lutar por si mesmas. Preferem cruzar os braços e ignorar o que se passa, consigo e com os que o rodeiam, do que enfrentar as situações, e tentar resolver os problemas.
Um mundo em que as pessoas preferem afundar-se em autocomiseração, desvalorizar-se e fazer o papel de coitadinhos, do que dar a cara e tentar melhorar e mudar a sua vida, e a pessoa que é, ou na qual se transformou.
E este é meio caminho andado para perderem aquilo que tanto receiam perder.
Depois?
Depois poderá ser tarde demais...

La Victima Número 8 - Netflix

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Quando se é diferente é muito fácil, aos outros, usar essa diferença contra nós, apontando-nos o dedo, acusando-nos, julgando-nos…

Sobretudo, quando existe uma cultura muito vincada de preconceito, discriminação, desconfiança, medo…

Quando se julga o todo pela parte, e actos condenáveis de minorias, por toda uma cultura, religião e forma de estar.

 

 

Num dia como outro qualquer, uma carrinha foi contra um grupo de pessoas, numa esplanada, causando oito vítimas mortais.

O acidente foi, desde logo, considerado um ataque terrorista. O principal suspeito: o árabe Omar Jamal, entretanto desaparecido.

 

 

Na véspera, Omar e a sua namorada, Edurne, passeavam e conversavam, em jeito de brincadeira, sobre o que levariam para uma ilha deserta. 

Mais seriamente, Edurne convidou Omar para um jantar no dia seguinte, para apresentá-lo aos seus pais, convite ao qual Omar tentou, de diversas formas, escapar, sem sucesso.

A verdade é que Omar acaba mesmo por não aparecer e, no dia seguinte, no trabalho, Edurne fica a par do atentado, e da fotografia do suspeito, através de um paciente, entrando em pânico.

 

 

Culpado ou inocente?

Aos olhos da namorada - Edurne acredita cegamente que Omar seria incapaz de cometer aquele atentado, e é inocente. Não só defende-o perante a polícia e imprensa, como vai tentar, de todas as formas, provar a sua inocência.

 

Aos olhos da mãe - Adila também acredita que o filho é inocente e que, como tal, não tem que pedir perdão a ninguém por algo que o filho não fez. Também ela vai defendê-lo até ao último instante, ao contrário do pai, que não põe da lado a hipótese de o filho ser mesmo um assassino.

 

Aos olhos da sociedade - Culpado, sem qualquer dúvida! Afinal, as provas falam por si. Sangue e impressões digitais de Omar na carrinha, e uma imagem dele a sair da mesma a correr. Mas, acima de tudo, porque é árabe, e isso é o mesmo que carregar o selo "culpado" na testa.

 

Aos olhos da polícia - Se para os investigadores, todas as provas levam a Omar, Koro Olaegi começa, a determinada altura, a ter dúvidas sobre a culpabilidade deste, mais ainda quando o jornalista Eche lhe mostra como algumas situações são, no mínimo, suspeitas e sem sentido.

 

 

Monstro ou herói?

Assumindo que ele seja o autor do atentado, ele é visto, pela maioria, definitivamente, como um monstro. Para alguns, no entanto, é considerado um herói.

 

 

Como o peso de uma acusação sobre uma pessoa pode influenciar a vida de todos?

A mãe é despedida pelos filhos da patroa, porque não querem alguém que esteja associado a um crime daquela natureza, a tomar conta da mãe. Vale-lhe a confiança da patroa, e a sua atitude desafiante para com os filhos, para Adila voltar ao trabalho.

O pai, começa a ser posto de lado no trabalho, e em tarefas que antes não lhe competiam, na eminência de ficar mesmo sem emprego.

Os filhos, começam a sofrer bullying na escola.

Edurne, a namorada, enfermeira de profissão, é olhada de lado pelos seus colegas, afinal, ela passou a ser a "namorada do terrorista". E, na sua missão de provar a inocência de Omar, vai acabar por se colocar na mira da polícia, e de pessoas que estão dispostas a matá-la, se for preciso.

A própria comunidade árabe é afectada.

 

 

 

A ligação à família Azkárate

Gorka Azkárate é a vítima número 8. 

Filho de uma família influente e poderosa, ele deixa a viúva e o filho, bem como a amante grávida que, por acaso, será a responsável pela investigação do atentado que o matou.

Gaizka, o irmão que teve a sorte de ter ido à casa de banho, no momento do atentado e, como tal, um sobrevivente.

A mãe de ambos fará de tudo para vingar a morte do filho, nem que, para isso, tenha que pôr a prémio a cabeça de Omar, e humilhando a sua mãe.

 

 

A série

A série peca logo, no primeiro episódio, por nos mostrar no mesmo, até que ponto Omar foi, ou não, responsável pelo atentado, quando deveria ser uma supresa até ao final.

Mas outro mistério permanece, e dá o mote para os restantes sete episódios: o que tem de tão especial a vítima número 8, e de que forma é que ela contribuiu para o desenrolar de toda a história?

É a partir dessas descobertas que nos vamos deparar com o duelo final:

 

Corrupção x Profissionalismo

Verdade x Conveniência

 Justiça x Poder

 

Qual deles ganhará a batalha, no último episódio?

 

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