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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Vis a Vis: El Oasis, na Netflix

Vis a Vis, El Oasis: Todo sobre su esperado estreno | Minuto Colombia

 

Quando soube que iria haver este spin-off da famosa série, fiquei entusiasmada porque, de facto, era uma série da qual tinha gostado bastante, e queria ver mais.

Depois, veio a frustração, quando finalmente estreou, mas não estava disponível em Portugal.

Há umas semanas, recebi a tão esperada notícia de que o spin-off iria ser disponibilizado na Netflix Portugal, no mês de Abril.

 

E, agora que comecei a ver, total desilusão!

Não tem grande acção.

Cria ligações e situações forçadas, e vai repescar pessoas que já era suposto estarem enterradas.

A Zulema e a Maca, em vez de aprimorarem as suas habilidades, parece que perderam umas quantas fora da prisão. É o que acontece quando se fica muito tempo longe da escola!

 

Vis a Vis: El Oasis, vê-se.

Mas não tem nada a ver com as temporadas anteriores.

E não deixa saudades.

 

 

 

Quem Matou Sara, na Netflix

Quem Matou Sara? / Quién Mató a Sara? (2021) - filmSPOT

 

Um barco, vários adolescentes, diversão, álcool e aventura.

Sara e Alex estavam a passar uns dias com a família Lazcano, na companhia de Rodolfo, namorado de Sara, Chema, irmão de Rodolfo e amigo dos irmãos Guzmán, e Nicandro, um amigo comum.

Com o objectivo de estrear o novo equipamento, Sara é a primeira a voluntariar-se para praticar parasailing no lago.

E a verdade é que ela está descontraída e a aproveitar a experiência ao máximo, até ao momento em que percebe que o parasail está a rasgar. 

Sem que os restantes consigam ouvir o seu pedido de ajuda, Sara acaba mesmo por cair no lago e, já no hospital, não resiste e morre.

 

Alex, o seu irmão, ao início convencido a fazer um favor à família Lazcano, em troca de tratamento para a mãe, aceita assumir a culpa de ter colocado o parasail à irmã mas, sem saber como, a acusação muda, e ele vê-se condenado a 30 anos de prisão, por homicídio.

Após 18 anos, acaba por sair por bom comportamento, e tem um único objectivo. Descobrir quem matou Sara, e vingar-se da família Lazcano. Por ele, e pelo colega de prisão, que acusa essa mesma família de lhe ter assassinado a filha, e o ter colocado ali também.

 

Sara estava grávida. Mas o filho não era do namorado.

Sara sabia de segredos de Chema, que este não queria que fossem revelados.

Sara andava envolvida com César Lazcano. E a mulher sabia. Inclusive, sabia que o filho que ela esperava era do marido.

Sara viu uma cassete comprometedora na casa de Sérgio, e este não estava nada satisfeito por ela estar ali naquela casa, podendo denunciá-lo.

Sara tinha, aparentemente, contado alguns dos seus segredos a Elroy, que parecia gostar de Sara, mas ela acaba por tratá-lo como um mero empregado. Além disso, Elroy parece ter sido encarregado por Mariana, de "resolver as coisas".

Havia vários motivos para matar Sara, e muita gente a quem ela parecia estar a incomodar.

 

Na primeira temporada, o passado e o presente vão intercalando.

Vamos descobrindo os podres da família Lazcano. Os negócios ilegais. Os crimes. As traições.

Vamos percebendo que os, aparentemente, inocentes não são assim tão inocentes e que os, aparentemente, culpados, podem ser apenas mais uma vítima.

 

Vão-nos sendo dadas pistas, ainda que muitas vezes sirvam apenas para nos desviar do foco principal, para que possamos começar a construir o puzzle.

Claro que nem sempre as peças pertencem onde achamos, e só no fim percebemos que as estávamos a colocar no sítio errado, ou viradas ao contrário.

Ou então que, simplesmente, estamos a tentar montar o puzzle errado...

 

A série foi renovada para uma segunda temporada, com estreia prevista para 19 de maio.

 

 

 

 

 

Your Honor, na HBO

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O que faria um pai, ou uma mãe, para salvar o seu filho?

Acho que não haverá grandes dúvidas quanto a isso: tudo o que pudermos!

Independentemente das consequências. Acima de qualquer lei.

 

Será mesmo?

Ou seríamos daqueles que preferem sacrificar um filho, porque há que fazer as coisas bem?

Porque somos pessoas honestas e justas? E consideramos que, se erraram, devem pagar pelos seus erros?

 

"Your Honor" apresenta-nos um juiz, habituado a inocentar e condenar quem a ele se apresenta para ser julgado e que, no exercício da sua profissão, deve sempre ser isento, procurar a verdade e fazer justiça mas que, a determinado momento, se vê no dilema de continuar a agir como tal, ou quebrar todas as regras.

O seu filho atropelou mortalmente um outro rapaz. Foi um acidente. Ele não queria. Estava assustado, sem saber o que fazer, e fugiu. Contou ao pai, e este, deixando a sua veia de juiz falar, aconselhou-o a ir até à esquadra contar o que tinha acontecido. No fundo, fazer a coisa certa.

Até perceber que o rapaz atropelado é filho de um mafioso que não olhará a meios para atingir o seu fim, que é acabar com a vida, de quem acabou com a vida do seu filho.

E agora? O que deve Michael fazer?

Condenar o seu próprio filho à morte, fazendo o que está certo, ou salvar o seu filho, fazendo tudo o que não deve?

 

A escolha é fácil.

E Michael terá de viver com ela. Com uma morte na consciência. E com uns quantos outros crimes, originados pelo encobrimento do seu filho.

Até que ponto um juiz, que atira inocentes para dentro de uma prisão e os vê serem condenados por um crime que ele sabe bem quem cometeu terá, daí em diante, qualquer moral para julgar os outros?

 

Adam, o filho, estava assustado. 

Agora, parece ter dificuldade em lidar com a mentira. Com o facto de outros estarem a pagar pelo seu erro. E até em relação à atitude do pai, que age como se a mentira fosse a única verdade existente, e se recusa a falar do que aconteceu, reforçando a mentira o tempo todo.

Parece que, a qualquer momento, Adam poderá arrepender-se, e confessar. Já o fez, com a professora. Que, na verdade, é mais do que isso. Mas é mais uma verdade que deve ser escondida. E Adam já começa a ficar cansado de viver uma mentira.

 

 

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Seja como for, Kofi é condenado pela morte do tal rapaz, e acaba por morrer na prisão, quando estava prestes a sair, depois de Michael ter conseguido que uma sua estagiária aceitasse a sua defesa, e conseguisse a libertação.

Agora, já são duas mortes na consciência.

E passamos a ver o juiz como alguém que, apesar das circunstâncias, não é assim tão diferente de outros criminosos que condena no dia a dia. Que não é assim tão isento. Que pode, também ele, corromper. Pedir e fazer favores.

 

Mas tudo parece ficar resolvido por ali, para satisfação de todos, e não se percebe o que vai acontecer na metade que ainda falta da série.

Começamos a desanimar, a perder o interesse, e a considerar que não vale a pena continuar a ver.

No entanto, quando o assunto parecia morto e enterrado, depressa algo nos fará mudar de ideias

 

Alguém sabe a verdade. 

E faz questão de o dar a conhecer a Michael.

Nada ficou por ali.

E toda a sua família corre perigo.

 

Como fará agora o juiz, para continuar a proteger o seu filho, e a proteger-se, quando o cerco começa a apertar, e a verdade a vir à tona?

Conseguirá ele evitar aquilo que mais temia? Ou terá tudo sido em vão? 

O destino até pode ter sido adiado. Mas poderá ser travado?

 

 

 

Fate: The Winx Saga, na Netflix

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Durante alguns anos, a série de desenhos animados Winx Club foi uma das favoritas da minha filha e, como tal, acabei por acompanhá-la também.

Temos em casa um DVD com músicas da série, que ainda cantarolamos quando nos lembramos, e outro com um filme de animação baseado na série.

Foram anos de revistas sobre as Winx, e vários brindes, como malas, chinelos de praia, calções.

Foram anos de pratos, copos, guardanapos e saquinhos de ofertas nos aniversários da escola, das Winx.

E um bolo de aniversário, acompanhado das 6 fadas pertencentes ao clube.

Portanto, éramos fãs!

 

Agora, chegou a série à Netflix - Fate: The Winx Saga.

Já não são desenhos animados.

São pessoas reais. Num mundo mais real, ainda que a magia permaneça.

Não é uma recriação exacta da animação. Apenas foram buscar alguns pontos essenciais.

Tudo o resto é diferente. 

Não existem as Trix, apenas uma Beatrix, que ainda não sabemos bem que papel desempenhará ao longo da série.

A Flora deu lugar à Terra, sua prima. Não existe a Tecna, para já. Mas a Aysha/ Layla está presente.

Tal como a directora de Alfea, Faragonda.

 

A história começa com o ataque de um "queimado" a um humano, que passa, por acidente, a barreira que separa os dois mundos. E com a chegada de Bloom a Alfea, onde irá estudar e aperfeiçoar os seus poderes, que estão fora de controlo, e que quase mataram os seus pais.

É aí que Bloom descobre que é uma "trocada", que os seus pais são apenas adoptivos, e que, na verdade, não sabe nada sobre si ou a sua família verdadeira sendo que, quem parece ter as respostas, não mostra muita vontade de lhas dar.

E, como sabemos, é mais fácil desconfiar de quem nos oculta informações, ainda que "para o nosso bem", do que de quem nos dá respostas, mesmo que as intenções não sejam, de todo, as melhores.

 

Assim, enquanto Farah e os restantes professores tentam conter a ameaça que os "queimados" representam para aquele reino, para a escola e para os alunos, Bloom tenta descobrir mais sobre o seu passado, e nem sempre se alia a quem deve. Por outro lado, parece não haver outra alternativa. As suas amigas não querem ajudar, chegando mesmo a traí-la, e se a directora e os professores lhe escondem informações, e ocultam a verdade, porque deverá ela aceitar, e ficar por ali?

 

Mas não é só a Bloom que tem problemas para resolver. 

Stella está farta do controlo da mãe sobre si, e do peso da expectativas que caem sobre os seus ombros, como herdeira da Rainha da Luz.

E Sky terá que lidar com aquilo que foi "programado" para ser, e aquilo que ele realmente deseja ser, entre o que os outros esperam de si, e o que ele espera de si próprio. Entre pensar primeiro nos outros, ou em si. Terá ainda que lidar com revelações do seu passado, que terão repercussão no presente e futuro. 

 

Confesso que as personagens que mais gostei foram a Musa e a Terra. A Stella e a Bloom estão enfadonhas ao início. A Aysha, irritante.

A Beatrix também está muito bem conseguida, e mexe com toda a história.

 

A primeira temporada tem apenas 6 episódios. Vê-se num instante, e na boa!

Agora é esperar pela próxima temporada 

 

 

 

For Life - 2ª temporada, no AXN

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Mais uma série em que a nova temporada estreou há algum tempo, e só dei por isso há dias!

No final da temporada anterior, Aaron tinha ficado num impasse na sua vida. Mais um dilema para o qual não havia soluções perfeitas, nem satisfatórias.

Conseguiu dar a volta! E está livre. Apto para exercer advocacia. De volta à família, que desde sempre foi a sua força para lutar.

Mas...

 

Como se segue em frente?

Como segue em frente, um homem que viu a sua mulher trocá-lo pelo seu melhor amigo, quando achava que ele não sairia mais da cadeia e que, agora, o recebe de volta à casa que partilhou com o outro?

Como segue em frente, um homem que foi traído, de diversas formas, por aqueles que julgava serem os seus melhores amigos?

Como segue em frente, um homem que perdeu o crescimento da filha, o nascimento do neto?

Como segue em frente, um homem que vê tantos inocentes ficarem para trás, presos nas teias de uma justiça inexistente?

 

Como se supera?

Como se supera a desconfiança, o instinto de sobrevivência na cadeia?

Como se superam os sons, o espaço?

Como se superam os hábitos adquiridos dentro de um estabelecimento prisional?

Como se supera o receio de ser preso novamente, de uma nova acusação falsa?

 

Como se reintegra alguém que passou nove anos numa prisão?

Como se reintregra alguém, que parece ter deixado de ter lugar na sociedade, por conta da sua ausência prolongada?

Como se reintegra alguém, que tem os seus movimentos limitados, as suas acções condicionadas?

Como se reintegra alguém que, ainda que inocente, será sempre rotulado como ex-presidiário?

 

Como se recupera o tempo perdido?

Como se recupera a confiança?

Como se recomeça uma relação?

 

É nesses obstáculos e desafios que se vai centrar a segunda temporada que, num dos episódios, aborda a pandemia do ponto de vista das prisões, dos prisioneiros, dos guardas e chefias. Ocultação de casos, silêncio, seres humanos deixados para morrer como animais. Falta de guardas, excesso de lotação, libertação de detidos por crimes não violentos.

 

Será que, ao contrário do que Aaron Wallace esperaria, a verdadeira luta ainda está agora a começar?