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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Absentia 2: o final trouxe mais perguntas que respostas!

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Terminou ontem a segunda temporada de Absentia.

Mas, se achávamos que o episódio de ontem ia esclarecer tudo o que não foi mostrado e explicado na primeira, bem como nos episódios anteriores desta segunda temporada, enganámo-nos.

O episódio final deixou-nos com mais perguntas, do que respostas, e a promessa de uma terceira temporada em que, quem sabe, elas poderão ser respondidas... ou não!

 

 

O que é certo é que, como tínhamos falado no post anterior, uma parte do nosso desejo concretizou-se: a Alice não era inocente, e estava envolvida naquelas experiências!

No entanto, achei que tentaram, ainda assim, minimizar a participação dela, com a desculpa de que ela não sabia em que é que o seu mentor estava a trabalhar, e que amava, realmente, o Nick e o Flynn.

 

 

Comigo, não colou!

Uma vítima deste tipo de esquemas não atira a sangue frio na única pessoa que a podia denunciar. Fica receosa, nervosa, perde o controlo, tenta fugir, mas não age daquele modo premeditado. Penso que ela sabia muito mais, e estava muito mais envolvida, do que deram a entender.

Confesso que, quando ela sugeriu o acampamento, pensei que fosse mostrar a sua verdadeira cara, e atacar o marido e o enteado, de alguma forma.

Agora, é mais uma que não poderá falar, já que está morta, e levou consigo os segredos.

Porque é que Julianne Gunnarsen a matou?

 

 

E terei sido só eu que achei demasiada coincidência a Alice ter uma suposta irmã de nome Laura? Não será Laura, Laurie? 

Aguarda-se a próxima temporada!

WHAT IF?...

 

Mais uma série da Netflix a seguir, sem dúvida!

 

Neste thriller obscuro, que marca o regresso de Renée Zellweger, numa personagem muito diferente do que estamos habituados a vê-la, é explorado o efeito cascata, provocado por ações socialmente inaceitáveis, feitas por pessoas consideradas normais. 

 

What if (e se)... de repente, alguém chegasse ao pé de nós e nos propusesse realizarmos o nosso sonho, a troco de algo que nunca imaginaríamos?

 

Lisa é uma cientista que não consegue encontrar financiadores que invistam e apostem no seu projecto, e está a ponto de ter que despedir os seus colaboradores, com várias dívidas a saldar. Sean, o seu marido, tem a oportunidade de entrar para os bombeiros, mas isso significa deixar o seu trabalho actual, e com várias contas para pagar, é uma oportunidade que vai ter que abdicar. 

Até que, após uma conversa com uma cliente num bar, Sean consegue uma reunião para Lisa, com Anne Montgomery.
Esta misteriosa mulher de negócios, acaba por fazer uma proposta a ambos: ela avança com o financiamento de que Lisa precisa e, em troca, Lisa deixa o seu marido passar uma noite com Anne, sendo que, tudo o que acontecer naquela noite, não poderá ser revelado, sob pena de Lisa perder a sua pesquisa e projecto para Anne.
Depois de conversarem, ambos decidem aceitar a proposta, e assinar o contrato.
Mal eles sabiam que esse seria o primeiro passo para tudo o que viria a seguir, e para as voltas que as suas vidas iriam levar.
 
 
Ao mesmo tempo, temos Angela e Todd, amigos de Lisa e Sean, que estão prestes a ser pais, mas irão ver-se envolvidos num jogo doentio e perigoso, do qual poderão não sair com vida.
 
Por outro lado, temos Marcos, irmão de Lisa, gay, um rapaz tímido e muito fechado, que esconde um segredo que o atormenta, e que pode destruir a sua família tal como a conhece até hoje.
 
 
 
Na vida, muitas vezes, não passamos de meros peões, utilizados pelos outros para fazerem grandes jogadas à nossa custa, para bem dos seus próprios interesses.
Também aqui na série vemos isso, não só, mas sobretudo, na personagem de Anne.
Quem é realmente? De onde veio? Como fez fortuna? Ninguém sabe...
O que vemos, é uma mulher fria, calculista, pretensiosa, astuta, por vezes até, algo sádica, inteligente e poderosa, com um poder extraordinário para ler a mente das pessoas, antecipar os seus movimentos e prever as suas acções, como se conhecesse a fundo o que pensam, como se sentem, o que querem, a sua verdadeira personalidade.
 
 
Anne poderá ter sido, em tempos, uma vítima. Não o é mais. Mas não hesita em fazer vítimas, se isso lhe convier. Será que as escolhe ao acaso? Ou nada do que faz é ao acaso? 
E qual é o objectivo concreto de Anne, relativamente a Lisa e Sean?
Uma noite de sexo? A destruição de um casamento? Um negócio lucrativo? O simples prazer de pisar e inferiorizar as pessoas? A destruição da vida dos outros?
Ou haverá algo muito maior que isso? Um segredo há muito guardado? Uma verdade que tem que, inevitavelmente, vir à tona, e só o poderia ser desta forma?
 
 
O que Anne pode não contar, é que o feitiço se vire contra o feiticeiro e que, afinal, os peões do seu jogo da vida real, ao contrário do xadrez, tenham mais força e poder do que imagina, e consigam derrubá-la.
 
 
 

 

 
 
 

Alta Mar é... altamente!

 

"A história passar-se nos anos 40, a bordo de um navio transatlântico, que vai de Espanha para o Brasil, e foca-se em duas irmãs que embarcam à procura de uma nova vida e por lá conhecem outras personagens.
Durante a travessia, ocorre um assassinato e, ao se investigar a origem do crime e a identidade do assassino, começam a desvendar-se segredos obscuros.
Amor, intriga e uma teia de mentiras entrelaçam-se, a bordo de um navio que guarda um segredo terrível nas suas entranhas e onde cada camarote encerra uma história. Só uma coisa é certa: o assassino está a bordo."

 

 

Desde que li a sinopse desta série, que iria estrear em Maio na Netflix, que fiquei curiosa para a ver.

Aliás, esta, e mais umas quantas.

Mas, das que tinha começado a ver, fiquei-me pelo primeiro episódio.

Já esta, vi-a toda no mesmo dia!

 

 

São 8 episódios em que chegamos ao fim de um, com uma cena que nos faz querer ver logo o seguinte, e assim sucessivamente, até ao final.

Em cada episódio, suspeitamos de uma personagem diferente e, quando achamos que, afinal, aquela personagem até é boa gente, a série troca-nos as voltas. Mas, depois, nem tudo é o que parece e, talvez, aqueles que parecem culpados não o sejam.

E é assim que a série vai baralhando as cartas e deixando-nos em suspense, sem saber o que vai sair dali, e quem é culpado, ou inocente.

 

 

Eva e Carolina embarcam no navio de Fernando, noivo de Carolina, com destino ao Brasil, e casamento marcado durante a travessia, a bordo do mesmo.

A acompanhá-las, a governanta, a filha desta, e já no navio, o tio de ambas, Pedro, e o Dr. Rojas.

A viagem surge como um recomeço para todos, após a guerra, e depois do falecimento do pai de Eva e Carolina, e a venda da sua fábrica de sapatos.

 

 

Logo antes da chegada ao navio, Eva acaba por ajudar uma desconhecida que quase atropelaram, levando-a escondida num baú para dentro do navio.

Mais tarde, essa mulher é atirada ao mar, e Eva tenta investigar quem o poderá ter feito. Até que um passageiro de terceira classe confessa o crime, acabando o mesmo por ser encontrado morto, num suposto suicídio.

Alguém quer que a verdade permaneça oculta, e os passageiros tranquilos durante a viagem mas, ainda assim, são visíveis as distinções entre classes, e a forma como são tratados.

Por outro lado, percebe-se que alguém anda atrás de algo que as irmãs trouxeram para o navio, e que as pode colocar em perigo. Algo que terá a ver com a utilização ilícita da empresa de sapatos do pai, para negócios duvidosos. Uma prova que poderá levar alguém mpara a cadeia por muitos anos, e que tem de ser eliminada a qualquer preço.

 

 

E, basta confiar na pessoa errada, para que as consequências sejam as piores que se poderia imaginar.

Conseguirão Eva e Carolina perceber quem está, de facto, do lado delas?

Conseguirão escapar com vida?

E se o inimigo for a pessoa mais próxima, e a quem mais amam? 

 

 

 

 

 

Sou só eu que já não posso ouvir falar em GOT?

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Tomara já que a febre passe de vez.

Nunca vi um único episódio, mas já me conseguiram fazer ter aversão pela série.

É que, em qualquer site que entre para ver as últimas notícias ou novidades, mais de metade delas é sobre Game of Thrones: ou sobre os episódios que já deram, ou sobre os que ainda irão passar, ou sobre as polémicas, as gafes, os protagonistas, e por aí fora.

Parece que anda tudo louco! Já não se aguenta.

Serei a única?

Sobre a série Quicksand

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PP sugeriu esta série da netflix, e eu segui a sugestão!

 

Quicksand é a primeira série sueca original, baseada no romance best-seller do reconhecido autor Malin Persson Giolito.

Poder-se-á dizer que esta estreia até foi bem sucedida: uma série com abordagem de temas actuais, pequena, com algum suspense. Mas não deixa grande marca.

 

 

Diria que é uma tentativa de aproximação a "13 Reasons Why", pelos temas que aborda - sexo, drogas, abusos, violência, adolescência - que tenta, ao mesmo tempo, aproximar-se do suspense de "Elite", sem o conseguir tão bem, e ao fio principal - um estudante que mata um colega.  

 

 

Mas Quicksand é mais do que isso.

 

 

É uma reflexão sobre como, muitas vezes, os pais são demasiado permissivos, demasiado superficiais, demasiado deslumbrados com o luxo e riqueza, demasiado despreocupados, desinteressados ou, por vezes, fúteis.

 

A determinado momento, Maja questiona a mãe "Porque nunca me perguntas nada importante?".

 

O facto de um filho ser um brilhante aluno, ajuizado, confiável, responsável, e nunca se meter ou dar aos pais qualquer tipo de problema, não significa que não precise dos pais. De apoio, de segurança, de protecção, de perceber que os pais se interessam pela sua vida, pelo que fazem, pelo que sentem.

E, se algo de errado se passa, há que mostrar abertura para que os filhos se sintam à vontade para falar sobre isso.

 

Não me parece que isso tenha, alguma vez, acontecido na família de Maja.

 

 

Por outro lado, por muito que os pais se preocupem e até mostrem essa abertura, ainda assim, não têm uma varinha de condão, ou uma bola de cristal, para adivinhar o que se passa com os filhos. Como tal, é importante que estes não tenham receio, e conversem sobre o que estão a passar, denunciem, peçam ajuda. Por vezes, não conseguimos nada sozinhos.

 

Como diz o professor de Maja "O facto de seres uma miúda responsável, não te obriga a responsabilizares-te pelos outros". 

 

 

 

Mas Maja, ainda assim, assume essa responsabilidade de tentar ajudar Sebastian, o namorado, que vem de uma família totalmente desestruturada, e se tenta abstrair da ausência da mãe, e da indiferença e rejeição do pai, através das drogas.

Sebastian é um menino rico, que pode ter tudo o que quer, e possa ser "comprado" pelo dinheiro, mas que não consegue ter aquilo que nenhum dinheiro no mundo compra - amor, compreensão, afecto, pais presentes.

Por isso, entra numa espiral da qual dificilmente conseguirá sair, arrastando consigo quem estiver mais próximo de si que, no caso, será Maja.

Ao ver a relação entre Sebastian e o pai, Claes, surge-me a seguinte questão: 

 

Agirão, em muitos casos, os pais, da forma que agem, como consequência do comportamento dos filhos? Ou será, em contrapartida, o comportamento dos filhos, um reflexo das acções de muitos pais?

 

Será o comportamento de Sebastian justificado pelas acções do pai para com ele ao longo de toda a vida? Ou agirá o pai dessa forma, como consequência do comportamento errático do filho?

 

 

 

Começamos a série com vários corpos no chão da sala de aula, e Maja a ser levada como suspeita do homicídio. Ao longo dos seis episódios, é-nos dado a conhecer, aos poucos, como tudo se desenrolou até chegar ao fatídico dia, ao mesmo tempo que vamos acompanhado os dias que Maja passa detida, sem poder ter qualquer contacto com outros, nem visitas, a não ser o advogado, o padre, o psicólogo e a guarda prisional, que a tenta ajudar como pode, nos momentos em que Maja parece prestes a enlouquecer e desistir sabendo que, já condenada aos olhos de todos, o será também em tribunal, esperando-lhe 14 anos de prisão.

 

 

 

A verdade é que Maja mudou muito desde que conheceu Sebastian. Tornou-se numa outra pessoa. 

E que ela disparou a arma e matou a sua melhor amiga Amanda, e o namorado, Sebastian, sabemos. Ela própria o confessa.

As circunstâncias e o porquê de o ter feito, é o que temos que descobrir.

Ela conta a sua versão, mas há uma testemunha, sobrevivente, que afirma o contrário. Verdade, ou orgulho ferido? Verdade, ou desejo de que alguém pague pelo que aconteceu? Verdade, ou aquilo que se  pensa ser a verdade?

Quem diz, afinal, a verdade, e quem mente?

E o que acontecerá a Maja?

A dúvida manter-se-á até à luta final entre acusação e defesa, de onde sairá o tão temido veredicto.

 

 

 

 

 

 

Sinopse:

"Quando uma tragédia tem lugar na escola preparatória nos subúrbios ricos de Estocolmo, Maja Noberg, uma estudante normal, é julgada por um assassinato. Quando os eventos do dia são revelados, também os detalhes mais privados da sua relação com Sebastian Fagerman e da sua família disfuncional são descobertos."

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