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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Alta Mar - 3ª temporada

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A terceira temporada de Alta Mar já está disponível na Netflix, e conta com um actor brasileiro - Marco Pigossi - como protagonista, no papel de um agente secreto britânico.

Ainda antes de embarcar no Barbara de Braganza, com destino ao México, onde irá promover o seu livro, Eva é abordada por Fábio, que lhe pede ajuda para uma missão simples, para identificar e capturar um cientista que pretende viajar a bordo do navio, com um vírus letal, impedindo-o de iniciar a viagem.

 

Mas a operação complica-se, são cometidos erros, e o perigo segue a bordo, sem se saber de onde, e de quem vem.

Todos parecem suspeitos. Mas nem tudo é o que parece. E, por vezes, a resposta está tão perto, e é tão simples, que nos passa completamente ao lado.

 

No navio, encontra-se também, para desconforto de Eva, Nicolás e a mulher Chantal. No entanto, após um incidente estranho, Nicolás é obrigado a comandar outro navio, deixando as duas mulheres da sua vida sozinhas.

 

Enquanto Eva e Fábio tentam descobrir a identidade do cientista, e onde este esconde o vírus, há mais alguém a bordo que lhe quer deitar a mão, e tudo fará para o conseguir.

No entanto, o vírus acaba mesmo por ser injectado num passageiro e, em pouco tempo, são vários os que ficarão infectados, gerando o caos, ao mesmo tempo que alguns membros da tripulação levam a cabo um motim, desviando o navio da sua rota.

 

No fim, será uma corrida contra o tempo, com o navio na mira para ser afundado com todos os infectados lá dentro, a descoberta de uma cura que o impeça, e o resgate dos passageiros, do naufrágio certo.

 

Esta terceira temporada está ainda melhor que as anteriores, apesar de ter menos episódios, e de o final ter tirado a vida a duas personagens principais.

Venha a quarta!

Get Even, na Netflix

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O que une quatro adolescentes que, à partida, não são amigas, nem aparentam ter qualquer afinidade entre elas?

Uma causa comum: acabar com as injustiças num mundo e, particularmente, numa escola, onde estas são a realidade, e a norma.

O grupo é então baptizado de DGM (Don’t Get Mad), já que o lema é “we don’t get mad, we get even”, ou seja, “nós não ficamos irritadas, nós vingamo-nos”.

 

E é isso que vão fazer, a todos aqueles que, de alguma forma, foram injustos, ou agiram de forma maldosa ou vergonhosa. Só que, logo no início, as coisas complicam-se, um adolescente e colega de escola morre, e o grupo é o principal suspeito.

 

Esta é uma série que foi buscar ideias a Control Z, Elite e até PLL, mas muito inferior a qualquer uma delas.

Valem os episódios curtos, de cerca de 25 minutos cada um, e um total de 10 episódios, que se acompanham bem mas que, em nenhum momento, nos tiram o fôlego, criam muito suspense, ou nos deixam boquiabertos com o final.

 

Esquecendo a parte do crime e da vingança, há outros conteúdos que se podem destacar e que, apesar de não muito aprofundados, contribuem com alguns pontos para a série.

 

Bree

É a minha personagem favorita. Filha de pais ausentes, com uma mãe que a abandonou e ao marido, e um pai que passa mais tempo a trabalhar do que em casa Bree tenta, à sua maneira, chamar a atenção do pai para a falta que a sua presença e o seu apoio fazem na sua vida.

Infelizmente, o pai parece não perceber o que está a acontecer, limitando-se a livrar a filha de problemas, e deixar-lhe dinheiro em cima da bancada, sem conseguir ter uma única conversa com ela.

Até porque, dada a ausência e falta de orientação, o pai não tem qualquer moral para condenar o que quer que seja e, a cada “pedido de socorro” atirado pela filha, ele ignora e cala-se.

 

Kitty

Kitty acha que tem que ser boa em tudo.

Mas veio para uma escola em que ser-se bom não significa conquistar aquilo que é merecido.

Outros valores (ou falta deles) falam mais alto.

Por receio que os pais fiquem decepcionados consigo, ao não ter sido escolhida para capitã da equipa de futebol, Kitty mente-lhes, até criar uma situação em que acabará por se tornar ela capitã.

Por culpa, após ter deixado a sua amiga numa noite de festa sozinha com um rapaz, por querer, ela própria, sair com outro, Kitty vai fazer de tudo para se vingar de quem fez mal à sua amiga.

Por necessidade de conseguir uma bolsa de estudos, Kitty quase não vive, dedicada que está aos estudos e aos treinos, mas o seu objectivo está cada vez longe de se concretizar.

 

Olívia

Olívia é a adolescente de classe média, que perdeu o pai há uns anos e vive com a mãe, que trabalha para poder pagar as contas e dar uma vida decente à filha.

As propinas da escola que frequenta são pagas pela avó, mas quem a transformou aos poucos na menina bonita e rica, foi Amber.

Ambas têm namorados. E ambas têm problemas com os quais não conseguem lidar.

Amber acha que o dinheiro compra tudo, até a amizade e o amor, e que quem vier a pertencer ao seu círculo restrito tem que ser como ela.

Olívia vai demorar a perceber que Amber é uma pessoa mesquinha, fútil, maldosa, e que não quer isso para si.

E é assim que se vai aproximando de Bree, Kitty e Margot.

 

Margot

É a nerd do grupo, com dificuldades em socializar e fazer amizades.

Prefere isolar-se no seu espaço até porque, das poucas vezes em que ousou achar que poderia ser diferente, acabou por ser traída e gozada.

Mas, a determinado momento, alguém lhe vai dar a força necessária para lutar contra os seus medos, e contra quem a quer rebaixar.

E o amor vai mesmo bater-lhe à porta.

 

 

Outer Banks, na Netflix

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Esta série é uma boa aposta para ver durante este verão.

A história passa-se numa ilha, em Outer Banks, onde há uma clara distinção entre ricos e pobres. Entre os que mandam, e os que obedecem. Entre quem faz daquele o seu destino de férias, e quem nasceu e vive ali desde sempre. Entre os poderosos, que tudo podem, e os que tentam sobreviver, como podem.

De um lado, os "Kooks". Do outro, os "Pogues". O que acontece quando os dois mundos se misturam?

John B, JJ e Pope são "pogues". Junta-se a este grupo, Kiara que, não sendo "pogue", prefere este lado, depois de ter experimentado a sua vida como "kook".

 

John B vive sozinho, depois de o seu pai ter, misteriosamente, desaparecido, enquanto investigava um tesouro perdido. Todos pensam que está morto e, não havendo um tutor, a CPCJ quer levá-lo para uma família de acolhimento, algo que ele fará tudo para evitar.

JJ vive com o pai, um alcoólico agressivo que não hesita em bater no filho, quando lhe der para isso. JJ quer fugir dessa vida miserável mas, pelo caminho, não se apercebe que se poderá estar a tornar igual ao pai. Poderão os amigos impedi-lo?

Pope é um jovem negro, que está a um passo de ganhar uma bolsa para a universidade. É o mais ponderado, sensato, inteligente, mas também o que mais tem que mostrar o seu valor, pela sua cor de pele. A determinada altura, irá revoltar-se e transformar-se noutra pessoa, pondo o seu futuro em risco.

Kiara é respeitada no mundo dos "kooks", algo pelo qual a mãe lutou durante mais de uma década, para conquistar. Mas, depois de uma traição da sua melhor amiga "kook", Kiara prefere conviver com os seus verdadeiros amigos, no outro lado. 

 

Juntos, após uma tempestade que atingiu a ilha, vão descobrir algo, num barco afundado durante a tempestade, algo que poderá ser a chave para o mistério do desaparecimento do pai de John B, e para encontrarem o ouro perdido.

Só que, ao que parece, há mais pessoas interessadas, e os perigos espreitam a cada esquina, com vários suspeitos a não hesitarem em perseguir os jovens, dispostos a tudo.

 

Sarah, filha de um dos homens mais respeitados, ricos e influentes da região, será uma peça fundamental na descoberta do mistério. Mas ela é uma "kook". Aquela que traiu, em tempos, Kiara. E não será fácil aceitá-la no grupo. Embora, no início, ela pareça uma jovem fútil, mimada e snob, depressa vai mostrar que não gosta de viver nessa redoma, e que poderão confiar nela.

 

À medida que a história se vai desenrolando, os cinco metem-se cada vez mais, em problemas. John B, cuja situação já não estava famosa, será acusado de vários crimes que não cometeu, até chegar a um ponto em que só lhe restará fugir, com a polícia inteira à sua procura.

Será que a verdade virá ao de cima a tempo de inocentá-lo, e devolver-lhe a liberdade?

Uma coisa é certa: agora, ele sabe o que aconteceu ao pai, e quem foi o responsável. Sabe onde está o tesouro, e quem o tem.

E, não tendo mais nada a perder, tudo fará para recuperar aquilo que é seu, custe o que custar, e o tempo que demorar.

 

A série mostra como os adolescentes podem viver esta etapa da sua vida de diferentes formas, os problemas que enfrentam, as dificuldades. Como, apesar do dinheiro, alguns deles podem enveredar por caminhos perigosos, e duvidosos.

E como, nem sempre, as famílias mais ricas são as mais honestas, e podem esconder segredos obscuros, que não convém virem ao de cima.

 

 

A série "Bridgerton" vai chegar à Netflix este ano

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Li há dias que a Netflix irá estrear, ainda este ano (não se sabe ainda a data) a série "Bridgerton", inspirada na colecção de livros da autora Julia Quinn, sobre os Bridgertons.

Para quem acompanhou a história da família, e de cada uma das personagens, é uma excelente notícia!

Estes são alguns dos actores que irão dar vida a essas personagens, e consigo associar algumas à que agora lhe corresponderá.

 

A história gira à volta dos romances de cada um, os casamentos arranjados entre lords e ladies e as aventuras amorosas, sejam em palácios nobres ou em bailes de aristocratas, sendo que a primeira temporada terá oito episódios, e corresponderá ao primeiro livro da colecção.

A produção é de Shonda Rhymes.

 

Estou ansiosa para que estreie, e acho que vai ser daquelas séries para maratonar, e esperar por mais!

 

 

A Busca - História de Um Crime, na Netflix

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Numa manhã, como qualquer outra, a ama entra no quarto para acordar Paulette.

Mas ela não está na cama. Nem no quarto. Nem em casa. Nem fora dela.

Paulette desapareceu sem deixar rasto.

 

Os pais são pessoas influentes, e vivem num condomínio de luxo. O segurança desse condomínio diz que Paulette não saiu do mesmo. Que era impossível.

 

A mãe, desde o início, não se mostra como uma mãe triste e desesperada, mas antes indiferente ou, até, normal.

O pai, espera que as autoridades descubram a sua filha, mas mantendo-se afastado do mediatismo.

Já Amanda, a melhor amiga da mãe de Paulette, parece a mais transtornada, e disposta a fazer tudo para encontrar a menina, incluindo chamar a imprensa e divulgar o desaparecimento nas redes sociais.

 

O corpo de Paulette foi encontrado, 8 dias depois do desaparecimento, no seu quarto, num espaço entre o colchão e o estrado da cama, e o caso foi, convenientemente, tratado como acidente.

 

Este caso ocorreu em 2010, no México e, na altura, foi comparado ao desaparecimento de Maddie.

Até hoje, ninguém sabe o que realmente aconteceu a Paulette.

 

Quem acompanhou de perto, acha pouco provável que o corpo tenha estado ali durante 8 dias, com pessoas a dormirem naquela cama, e entrevistas a serem feitas no quarto, sem que notassem nada, nem qualquer cheiro. Sem que os cães tão pouco tenham detectado o corpo. E sem que este ficasse exposto, logo no primeiro dia, quando tiraram um lençol da cama para dar a cheirar aos cães, ou quando as amas fizeram a cama nos dias seguintes.

O que é certo, é que houve incongruências nos vários relatos das pessoas daquela casa e, perante a proximidade da verdade, foi necessário encontrar uma história que convencesse, e em que ficassem todos bem na fotografia.

 

O que ficou explícito, pelo menos na série, é que o dinheiro, o poder e os interesses podem transformar todo um cenário, e corromper as pessoas. Desde o subprocurador, a Amanda, todos procuraram dar prioridade aos seus interesses pessoais, ainda que isso prejudicasse a investigação, e a opinião pública sobre os pais, neste caso, sobre a mãe da menina.

E que quem de direito, ainda que não seja um exemplo de profisionalismo, é facilmente derrotado num jogo em que, á partida, não tinha qualquer hipótese de vencer.

A corrupção no seu melhor!