Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Elite - 4ª temporada

4188226.jpg

 

Ainda antes de começar a ver esta quarta temporada, já as críticas negativas me chegavam aos ouvidos. E não eram poucas!

Mas, como gosto de ser eu mesma a avaliar, e porque tenho vindo a acompanhar todas as temporadas, comecei a ver.

 

Com a saída da Nádia, da Carla, do Valério e da Lucrecia, houve necessidade de trazer caras novas para o colégio, que proporcionassem novas aventuras e dilemas.

É dessa forma que ficamos a conhecer Ari, Patrick, Mencía e Phillipe, os novos alunos de Las Encinas. 

Os três primeiros, são filhos do novo director do colégio, Benjamín, que vem substituir Azucena, a mãe do Ander.

 

Pode parecer estranho, mas eu gostei do Benjamín.

É pai. Viúvo. Com três adolescentes a seu cargo. Age muitas vezes como pai e, por isso, nem sempre percebe que não é disso que os filhos precisam. Ou talvez sejam eles que não percebam que é, precisamente, disso que eles precisam, e por isso se afastam, sem que ele consiga ter mão neles.

Pelo menos, em Patrick e Mencía, os mais rebeldes, que só lhe dão problemas.

Ari é, apesar de tudo,  a mais certinha, e aquela na qual ele projecta as suas esperanças, exercendo uma certa pressão que também não é saudável.

Conseguirá Benjamín, um homem que nem dos filhos dá conta, pôr ordem no colégio? Lidar com todos aqueles alunos? Talvez não...

No entanto, à medida que os episódios se vão sucedendo, mais empatia criei com ele, e mais ele vai mostrando que não é aquele ditador que parecia ter mostrado ao início.

 

O trio Omar, Ander e Patrick

Confesso que não gostei desta abordagem.

Omar e Ander já tinham a sua história, o seu amor reconquistado.

A chegada e interferência de Patrick veio, de certa forma, mostrar os homossexuais como instáveis, inconstantes, promíscuos. Faz parecer que, apesar de até poderem gostar do seu parceiro, precisam de outros para se satisfazer e ser felizes.

Pelo amor da santa! O Patrick chega, e o Ander fica logo apanhadinho, a ponto de terminar com o Omar. Já este, a certa altura, também acha que está apaixonado por Patrick. Mas logo de seguida já clareou as ideias, e já tem certeza de que quem ama mesmo é Ander. E Ander, afinal só queria sexo com Patrick, porque ama Omar mas, apesar disso, acha que ainda é novo e tem que viver novas experiências.

Mas pronto, vamos acreditar que isto é só a adolescência a falar mais alto.

 

Rebeka e Mencía

Depois da desilusão com Samuel, Rebeka não quer nem sequer falar com ele. E tão pouco está virada para novas relações. Mas Mencía vai quebrar algumas dessas barreiras.

Apesar de gostar de as ver juntas, e de gostar da personalidade de cada uma destas personagens, também não gostei da abordagem.

Pareceu um pouco o querer mostrar "se os homens te desiludirem, vira-te para as mulheres". A Mencía surge como um "prémio de consolação" para Rebe. Por outro lado, a Rebe parece mais uma forma de Mencía desafiar o pai, a vida e a sorte.

Mas, lá está, são adolescentes, e estão na idade da descoberta, e das experiências.

Vamos ver como correm as coisas, na quinta temporada, entre ambas.

Mas gostava que a Rebe tivesse mais sorte do que até aqui.

 

Cayetana

Bem...

Que grande evolução da Cayetana!

A par com a Rebe e a Mencía, é uma das minhas personagens favoritas nesta temporada.

Quase nem acreditamos que ela, um dia, não foi assim.

Onde anda a Cayetana que queria ser rica à força? Que estava disposta a tudo para conseguir o que queria?

Afinal, Cayetana é muito mais do que isso e, como diz Ari, a determinada altura, ela "tem talento, e tem dignidade".

Continua Caye!

 

O príncipe Phillipe

Não gostei dele.

Há ali qualquer coisa que ele esconde, e não me cheira.

Talvez seja excesso de protecção, por ser quem é. Talvez seja de si mesmo. Ou talvez tenha sido da educação que a mãe lhe deu.

A certo ponto, ele terá que assumir a sua parte da responsabilidade, mas é certo que não é exclusiva dele.

Phillipe acaba por ser um jovem só, sem amigos, e de quem a maior parte se aproxima apenas por interesse.

Apaixona-se por Cayetana, mas as coisas não vão correr como ele esperava. Talvez em outros tempos, fosse possível. Mas não agora.

 

O trio Samuel, Ari e Guzmán

Foi-se embora a Lucrecia, veio a Ari.

E os dois amigos vão andar mais parvos que nunca, num disputa pela atenção e amor desta, que pode pôr em causa a sua amizade, quando as velhas diferenças de classe, e acontecimentos do passado, já ultrapassadas, voltam a fazer-se sentir.

É certo que Samuel não tinha, propriamente, uma relação com Carla. E Guzmán e Nadia terminaram o seu namoro à distância.

Mas valerá tudo, por uma mulher? Valerão golpes baixos e sujos? Sobretudo por uma que não sabe o que quer, e vai brincando com os dois?

 

Então e, afinal, o que aconteceu nesta quarta temporada?

Ari é encontrada no lago, insconsciente, na noite da passagem de ano.

Não se sabe se viva, ou morta.

E todos são suspeitos! Outra vez!

Haverá um crime e, de novo, os amigos terão que se unir, para se proteger.

 

O último episódio vale a pena.

As emoções tomam conta das personagens, e dos espectadores.

Finalmente, o amor e a amizade falam mais alto, e são tomadas decisões difíceis, mas necessárias, e mais adultas do que até então.

E tudo está bem, quando acaba bem. Ou será que ainda não acabou, e a quinta temporada virá ressuscitar fantasmas adormecidos?

Uma coisa é certa: neste final da quarta temporada, dizemos adeus a Guzmán e Ander. Com alguma pena minha.

 

Assim sendo, com muitas passagens para a frente, em excessivas cenas de sexo que não servem para mais do que ocupar tempo, que poderia ser utilizado de forma mais proveitosa, a quarta temporada segue a mesma linha das temporadas anteriores, e vale a pena ver os 8 episódios que a compõem.

 

 

 

 

 

Quem Matou Sara - segunda temporada, na Netflix

maxresdefault.jpg

 

A primeira temporada de "Quem Matou Sara" deixou perguntas por responder, para as quais vamos obter resposta nesta segunda temporada.

Mas, da mesma forma que um puzzle, que podemos montar de várias formas e, em cada uma delas, nos dá uma imagem diferente, também a história em torno de Sara tem mais do que uma forma de montar, e contar.

Por vezes, estamos a olhar para a imagem de um determinado ponto, e é só aquilo que vemos mas, quando nos desviamos, ou quando mudamos a posição da imagem, ela mostra-nos uma segunda imagem, aparentemente oculta.

Assim é a série "Quem Matou Sara"!

 

Nesta segunda temporada, vamos perceber mais claramente quem é Diana, a Caçadora, e quais os motivos que a levaram a encarnar esta personagem, bem como o objectivo de estar a fornecer a Alex algumas das pistas sobre a morte da irmã.

E qual o papel de Clara, agora infiltrada entre Chema e Lorenzo.

A busca pelo culpado da morte de Sara continua, apesar de agora se saber que ela sofria de esquizofrenia, e que era a própria a afirmar, no seu diário oculto, que queria morrer.

Alex terá a ajuda do médico que acompanhou a sua irmã para compreender melhor a doença, e o segredo que a sua mãe e a sua irmã sempre lhe esconderam.

Ficamos também a saber de quem é o cadáver enterrado no quintal da casa de Sara.

E haverá mais umas quantas reviravoltas que nos vão fazer olhar para cada uma daquelas personagens com outros olhos, e de uma outra perspectiva.

 

"Quem Matou Sara" é uma história de vingança, e de justiça, feita pelas próprias mãos. 

Mas é preciso ter cuidado.

Por vezes, estamos a atirar ao alvo errado e, depois, podemos ficar com sangue nas mãos, de pessoas inocentes, que nada tiveram a ver com as mortes que estamos a tentar vingar.

 

De qualquer forma, descobertos mais alguns segredos que não tinham sido desvendados até aqui, conseguimos perceber também, no final desta segunda temporada, quem matou Sara.

Ou talvez não...

A última cena volta a deixar tudo em aberto, e promete um novo mistério, para uma terceira temporada.

E a pergunta que se coloca já não é tanto "Quem Matou Sara", mas antes "Será que Sara está mesmo morta?"!

 

 

Vis a Vis: El Oasis, na Netflix

Vis a Vis, El Oasis: Todo sobre su esperado estreno | Minuto Colombia

 

Quando soube que iria haver este spin-off da famosa série, fiquei entusiasmada porque, de facto, era uma série da qual tinha gostado bastante, e queria ver mais.

Depois, veio a frustração, quando finalmente estreou, mas não estava disponível em Portugal.

Há umas semanas, recebi a tão esperada notícia de que o spin-off iria ser disponibilizado na Netflix Portugal, no mês de Abril.

 

E, agora que comecei a ver, total desilusão!

Não tem grande acção.

Cria ligações e situações forçadas, e vai repescar pessoas que já era suposto estarem enterradas.

A Zulema e a Maca, em vez de aprimorarem as suas habilidades, parece que perderam umas quantas fora da prisão. É o que acontece quando se fica muito tempo longe da escola!

 

Vis a Vis: El Oasis, vê-se.

Mas não tem nada a ver com as temporadas anteriores.

E não deixa saudades.

 

 

 

Quem Matou Sara, na Netflix

Quem Matou Sara? / Quién Mató a Sara? (2021) - filmSPOT

 

Um barco, vários adolescentes, diversão, álcool e aventura.

Sara e Alex estavam a passar uns dias com a família Lazcano, na companhia de Rodolfo, namorado de Sara, Chema, irmão de Rodolfo e amigo dos irmãos Guzmán, e Nicandro, um amigo comum.

Com o objectivo de estrear o novo equipamento, Sara é a primeira a voluntariar-se para praticar parasailing no lago.

E a verdade é que ela está descontraída e a aproveitar a experiência ao máximo, até ao momento em que percebe que o parasail está a rasgar. 

Sem que os restantes consigam ouvir o seu pedido de ajuda, Sara acaba mesmo por cair no lago e, já no hospital, não resiste e morre.

 

Alex, o seu irmão, ao início convencido a fazer um favor à família Lazcano, em troca de tratamento para a mãe, aceita assumir a culpa de ter colocado o parasail à irmã mas, sem saber como, a acusação muda, e ele vê-se condenado a 30 anos de prisão, por homicídio.

Após 18 anos, acaba por sair por bom comportamento, e tem um único objectivo. Descobrir quem matou Sara, e vingar-se da família Lazcano. Por ele, e pelo colega de prisão, que acusa essa mesma família de lhe ter assassinado a filha, e o ter colocado ali também.

 

Sara estava grávida. Mas o filho não era do namorado.

Sara sabia de segredos de Chema, que este não queria que fossem revelados.

Sara andava envolvida com César Lazcano. E a mulher sabia. Inclusive, sabia que o filho que ela esperava era do marido.

Sara viu uma cassete comprometedora na casa de Sérgio, e este não estava nada satisfeito por ela estar ali naquela casa, podendo denunciá-lo.

Sara tinha, aparentemente, contado alguns dos seus segredos a Elroy, que parecia gostar de Sara, mas ela acaba por tratá-lo como um mero empregado. Além disso, Elroy parece ter sido encarregado por Mariana, de "resolver as coisas".

Havia vários motivos para matar Sara, e muita gente a quem ela parecia estar a incomodar.

 

Na primeira temporada, o passado e o presente vão intercalando.

Vamos descobrindo os podres da família Lazcano. Os negócios ilegais. Os crimes. As traições.

Vamos percebendo que os, aparentemente, inocentes não são assim tão inocentes e que os, aparentemente, culpados, podem ser apenas mais uma vítima.

 

Vão-nos sendo dadas pistas, ainda que muitas vezes sirvam apenas para nos desviar do foco principal, para que possamos começar a construir o puzzle.

Claro que nem sempre as peças pertencem onde achamos, e só no fim percebemos que as estávamos a colocar no sítio errado, ou viradas ao contrário.

Ou então que, simplesmente, estamos a tentar montar o puzzle errado...

 

A série foi renovada para uma segunda temporada, com estreia prevista para 19 de maio.

 

 

 

 

 

Your Honor, na HBO

unnamed.jpg

 

O que faria um pai, ou uma mãe, para salvar o seu filho?

Acho que não haverá grandes dúvidas quanto a isso: tudo o que pudermos!

Independentemente das consequências. Acima de qualquer lei.

 

Será mesmo?

Ou seríamos daqueles que preferem sacrificar um filho, porque há que fazer as coisas bem?

Porque somos pessoas honestas e justas? E consideramos que, se erraram, devem pagar pelos seus erros?

 

"Your Honor" apresenta-nos um juiz, habituado a inocentar e condenar quem a ele se apresenta para ser julgado e que, no exercício da sua profissão, deve sempre ser isento, procurar a verdade e fazer justiça mas que, a determinado momento, se vê no dilema de continuar a agir como tal, ou quebrar todas as regras.

O seu filho atropelou mortalmente um outro rapaz. Foi um acidente. Ele não queria. Estava assustado, sem saber o que fazer, e fugiu. Contou ao pai, e este, deixando a sua veia de juiz falar, aconselhou-o a ir até à esquadra contar o que tinha acontecido. No fundo, fazer a coisa certa.

Até perceber que o rapaz atropelado é filho de um mafioso que não olhará a meios para atingir o seu fim, que é acabar com a vida, de quem acabou com a vida do seu filho.

E agora? O que deve Michael fazer?

Condenar o seu próprio filho à morte, fazendo o que está certo, ou salvar o seu filho, fazendo tudo o que não deve?

 

A escolha é fácil.

E Michael terá de viver com ela. Com uma morte na consciência. E com uns quantos outros crimes, originados pelo encobrimento do seu filho.

Até que ponto um juiz, que atira inocentes para dentro de uma prisão e os vê serem condenados por um crime que ele sabe bem quem cometeu terá, daí em diante, qualquer moral para julgar os outros?

 

Adam, o filho, estava assustado. 

Agora, parece ter dificuldade em lidar com a mentira. Com o facto de outros estarem a pagar pelo seu erro. E até em relação à atitude do pai, que age como se a mentira fosse a única verdade existente, e se recusa a falar do que aconteceu, reforçando a mentira o tempo todo.

Parece que, a qualquer momento, Adam poderá arrepender-se, e confessar. Já o fez, com a professora. Que, na verdade, é mais do que isso. Mas é mais uma verdade que deve ser escondida. E Adam já começa a ficar cansado de viver uma mentira.

 

 

f20dbed6-e11d-47c4-998a-6a8fa6d81de1-YourHonor_102

Seja como for, Kofi é condenado pela morte do tal rapaz, e acaba por morrer na prisão, quando estava prestes a sair, depois de Michael ter conseguido que uma sua estagiária aceitasse a sua defesa, e conseguisse a libertação.

Agora, já são duas mortes na consciência.

E passamos a ver o juiz como alguém que, apesar das circunstâncias, não é assim tão diferente de outros criminosos que condena no dia a dia. Que não é assim tão isento. Que pode, também ele, corromper. Pedir e fazer favores.

 

Mas tudo parece ficar resolvido por ali, para satisfação de todos, e não se percebe o que vai acontecer na metade que ainda falta da série.

Começamos a desanimar, a perder o interesse, e a considerar que não vale a pena continuar a ver.

No entanto, quando o assunto parecia morto e enterrado, depressa algo nos fará mudar de ideias

 

Alguém sabe a verdade. 

E faz questão de o dar a conhecer a Michael.

Nada ficou por ali.

E toda a sua família corre perigo.

 

Como fará agora o juiz, para continuar a proteger o seu filho, e a proteger-se, quando o cerco começa a apertar, e a verdade a vir à tona?

Conseguirá ele evitar aquilo que mais temia? Ou terá tudo sido em vão? 

O destino até pode ter sido adiado. Mas poderá ser travado?