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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Séries que nos chegam "aos bocados"

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Existem as séries "normais", aquelas a que sempre nos habituámos, em que temos um episódio novo a cada semana, para ir acompanhando e que, muitas vezes, nos mantêm na expectativa, até ao episódio seguinte.

Depois, com as plataformas de streaming, chegaram até nós as séries completas, que nos permitem ver todos os episódios quando quisermos, sem estar à espera que venha o seguinte.

Existem, ainda, as que se dividem em duas partes, passando metade dos episódios, fazendo uma pausa (que pode chegar a um mês ou mais) e voltando para a segunda parte.

E, agora, temos também as séries que nos chegam "aos bocados". Em que tanto passam um episódio por semana, como param durante semanas, como voltam de 15 em 15 dias, sem qualquer critério, sem qualquer explicação, que não seja, para mim, a de que vão passando, consoante vão gravando os episódios. E uns demoram mais a gravar que outros. Ou então, ainda estão a pensar que rumo dar à história, e se a terminam já, ou a prolongam.

Mas, para quem vê estas séries, às tantas, fica perdido, sem saber se acabou assim, ou se, e quando, vai continuar.

 

3 séries que estou a seguir no momento, e que recomendo!

Toy Boy - Netflix

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Depois de sete anos encarcerado numa prisão em Málaga, um stripper sai em liberdade condicional, decidido a provar que a amante o incriminou pelo homicídio do marido.

Hugo contará com a ajuda de uma jovem advogada, e dos seus amigos, na busca pela verdade. Mas também terá muita gente disposta a que ele volte para trás das grades.

Macarena é a ex amante de Hugo. Uma mulher empresária, mais velha, que o usou para se divertir e que, supostamente, foi responsável pelo plano que o incriminou pelo assassinato do marido.

Agora, sete anos depois, começamos a perceber que há muito mais por detrás desse crime que uns tentam por deixar arquivado no passado, e outros querem reavivar pelas mais diversas razões.

 

 

For Life - AXN

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Baseada numa história real, “For Life” retrata a luta de Isaac Wright Jr., sentenciado a prisão perpétua por um crime de tráfico de droga que não cometeu.

Isaac Wright Jr., retratado na série como Aaron Wallace, era um empreendedor de 29 anos, casado e pai de uma criança, que foi falsamente acusado de ser o “cérebro” de uma das maiores redes de tráfico de droga em Nova Iorque e Nova Jérsia em 1991.

As falsas acusações resultaram numa sentença de prisão perpétua e um acréscimo de 72 anos de prisão, por diversos crimes de narcotráfico.

A partir do momento em que se vê na sua cela, o seu principal objectivo é conseguir provar a sua inocência, e reverter a pena, de forma a recuperar a sua mulher e filha, e a sua vida.

Para isso, estuda para se formar e tornar-se advogado, e vai tentando defender, em tribunal, os seus colegas de prisão, lutando contra um sistema judicial corrupto, que nem sempre lhe facilita a vitória. 

 

 

Lincoln Rhyme - Caça ao Coleccionador de Ossos - AXN

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Inspirado no best-seller, o enigmático e notório assassino em série conhecido como "O Colecionador de Ossos" aterrorizou Nova Iorque até que, aparentemente, desapareceu. Três anos depois, regressa e obriga o ex-detetive e gênio forense Lincoln Rhyme, a voltar à caça do homem que o deixou paralisado, e o atirou para uma cama.

Habituado a trabalhar sozinho, e a achar que sabe sempre tudo, arrogância que o fez estar onde está hoje, Lincoln terá, agora, que aprender a trabalhar em equipa com Amelia Sachs, uma jovem policial com uma intuição e capacidade de traçar perfis nata.

Esta improvável dupla de detetives entrará num jogo mortal de gato e rato com o brilhante psicopata que os uniu. Resta descobrir como é que se apanha um assasino que está sempre um passo à frente.

E se, nessa caça, conseguirão proteger as respectivas famílias, da morte certa.

 

Retribution, da Netflix

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Grace e Adam, um casal, recém casado e de regresso da lua de mel, é brutalmente assassinado na sua própria casa.
No sofá, o marido. No chão, a mulher grávida. E na outra ponta, o suspeito, com uma faca na mão.

Logo as respectivas famílias - Elliot e Douglas - vizinhas e conhecidas de longa data, são informadas do homicídio, e juntam-se na dor, pela perda dos seus filhos e neto.

 

Enquanto isso, o principal suspeito tenta, desesperadamente, arranjar dinheiro com a venda de objectos que roubou da casa das vítimas, para seguir viagem até um determinado local onde, diz, irá terminar o que começou.

E é perto da casa das famílias que, durante uma tempestade, à noite, ele acaba por sofrer um acidente, sendo socorrido por estas.

Até ao momento em que percebem que estão a acolher alguém que pode ser o assassino dos seus filhos e que, talvez, não mereça ajuda, mas também a morte. Até porque não sabem o que ele iria ali fazer, e porque razão teria o endereço dali, num envelope, dentro do bolso. O que é certo é que, na manhã seguinte, ele está morto.

 

Alguém, de entre cada uma daquelas pessoas que ali estiveram, foi o responsável. No entanto, ninguém se acusa. Por outro lado, com a polícia a investigar, a fazer perguntas e a andar por ali, e a imprensa à procura de algo para publicar, resta-lhes unir-se no encobrimento do crime, do cadáver, e de qualquer prova que os possa denunciar.

 

Que motivo teria este sem abrigo para matar o casal? Será que se conheciam?
Ao tentar descobrir mais sobre o que poderá ter levado ao assassinato do irmão, e enquanto tenta lidar com a perda, o luto, e a mentira, Claire acaba por puxar o fio de uma meada que, ao desenrolar, revelará toda a verdade sobre os segredos mais ocultos das respectivas famílias, o que levou o assassino a cometer o crime, e quem lhe pagou para o fazer.

 

Em paralelo, a investigadora do homicídio, que tenta apurar toda a verdade e critíca o seu colega por se mostrar tão pouco interessado estará, também ela, a determinado ponto, na mira de um traficante, a quem ela forneceu drogas a troco de dinheiro, e da própria justiça, se aquele abrir a boca e contar toda a verdade.

Ainda mais, porque essas mesmas drogas que ela vendeu, foram responsáveis pelo suicídio de uma jovem.

Deverá ela cometer outro crime, para esconder o primeiro?

Terá ela coragem de desafiar tudo, para lutar e salvar a única pessoa que ama, ainda que isso a torne uma criminosa e fugitiva?

Ainda que queira esconder aquilo que, na sua profissão, teria o dever de desvendar? 

 

 

 

As telenovelas agora são séries?!

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Acho que, de tanto os portugueses se queixarem da quantidade exagerada de telenovelas que passam nos canais portugueses, esses canais decidiram mudar o nome, de telenovelas, para séries!

 

 

E, se virmos bem, algumas delas mais parecem séries em fim. Agora, até as fazem render, dividindo-as por várias temporadas.

Parece que, da parte da SIC, a ideia é mesmo substituir as novelas, apostando nas séries, que irão ser exibidas no segundo horário da noite, até setembro, quando está prevista a estreia de duas telenovelas.

 

 

Mas, na prática, não será mais do mesmo?

Ou será que o nosso conceito de série, como o conhecemos até aqui, está ultrapassado e fora de moda?

Séries curtas vs. séries longas (paixão vs. amor)

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Uma das coisas que nos influencia, no momento de escolher uma série para acompanhar, para além do tema, da história, do idioma, e dos protagonistas, é a sua duração.

Eu sou, por norma, uma pessoa impaciente no que respeita a séries.

Quando selecciono uma série, e percebo que a mesma tem cerca de 50 a 100 episódios, é meio caminho andado para desistir, e escolher outra.

 

 

Uma série curta significa que se vê em pouco tempo.

É mais fácil de acompanhar e chegar ao fim, sem ficar pelo caminho.

Significa que, à partida, os episódios vão ser corridos e empolgantes, sem tempo para estar ali a preenche-los com “palha” que não interessa muito, nem serve para nada.

É quase como uma paixão forte que, assim como chega depressa e a vivemos intensamente, também se acaba num instante.

Como um vento que, mal nos atingiu, já passou e foi para outro lado.

Mas, apesar de tudo, não nos envolve.

 

 

As séries longas têm a desvantagem de, à partida, nos fazer torcer o nariz, quando olhamos para a quantidade de episódios que têm.

Nem sempre há essa disponibilidade. Nem sempre há paciência.

Muitas vezes, os episódios pouco adiantam. Quase como as novelas, até começam bem, perdem-se pelo meio, empatam e, quando chegam ao fim, é tudo a correr.

Mas, se realmente nos interessar a história, acabamos por entrar nela mais a fundo, embrenharmo-nos mais, conhecer melhor cada uma das personagens, rir e chorar com elas, torcer por elas, sofrer por e com elas, e ficar felizes com a sua felicidade.

E se, no início, queríamos muito chegar ao fim, quando este se começa a aproximar, não queremos que acabe já, porque já nos habituámos aquelas personagens, àquele ambiente, àquela vida que nos foi dada a conhecer durante tanto tempo.

É como um amor, que se foi construindo aos poucos, e custa quando chega ao fim, tornando mais difícil a despedida.